{"id":1551,"date":"2015-06-10T00:00:00","date_gmt":"2015-06-10T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/greenpeace-recebe-reconhecimento-por-moratoria-da-soja\/"},"modified":"2019-11-06T05:21:24","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:24","slug":"greenpeace-recebe-reconhecimento-por-moratoria-da-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/greenpeace-recebe-reconhecimento-por-moratoria-da-soja\/","title":{"rendered":"Greenpeace recebe reconhecimento por Morat\u00f3ria da Soja"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"leader\"><em>Os esfor\u00e7os conjuntos do Greenpeace, McDonalds e Cargill, deram origem a um bem sucedido acordo de mercado que tem ajudado a reduzir o desmatamento da Amaz\u00f4nia<\/em><\/h4>\n<div>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 615px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/012_DSC_1841.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_Property3_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/012_DSC_1841.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"375\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Dezenas de caminh\u00f5es enfileirados aguardam ao longo da rodovia BR-163 para serem carregados com Soja, no munic\u00edpio de Sinop, no Mato Grosso. (\u00a9 Chico Batata\/Greenpeace)<\/p><\/div>\n<p>O Greenpeace recebe hoje, junto do McDonaldos e da Cargill, o <a href=\"https:\/\/www.keystone.org\/about-us-the-keystone-center\/leadership-awards-dinner.html\">Pr\u00eamio Keystone<\/a>, pela coopera\u00e7\u00e3o inovadora e lideran\u00e7a no processo que resultou na cria\u00e7\u00e3o da Morat\u00f3ria da Soja e do Grupo de Trabalho da Soja (GTS), no Brasil.\u00a0 O acordo de mercado, assinado em 2006, foi considerado uma iniciativa realmente inovadora que, mesmo com todas as dificuldades, partiu da uni\u00e3o das partes interessadas na mudan\u00e7a e vem trazendo excelentes resultados.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Envolvendo grandes empresas consumidoras, associa\u00e7\u00f5es do setor de soja, importantes organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONG) e movimentos sociais, a iniciativa conjunta, que j\u00e1 dura nove anos, deu uma contribui\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e decisiva para a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento ao mesmo tempo que vem assegurando a expans\u00e3o cont\u00ednua da produ\u00e7\u00e3o de soja e melhorando a governan\u00e7a na Amaz\u00f4nia brasileira. Desde de sua cria\u00e7\u00e3o, em 2006, at\u00e9 hoje o desmatamento da Amaz\u00f4nia caiu 92% nos munic\u00edpios alcan\u00e7ados pela Morat\u00f3ria, enquanto a\u00a0 produ\u00e7\u00e3o de soja cresceu 200% no mesmo per\u00edodo nessas localidades.<\/p>\n<p>\u201cNos orgulha muito saber que nossos esfor\u00e7os para acabar como desmatamento da Amaz\u00f4nia foram reconhecidos por este pr\u00eamio\u201d, conta Paulo Ad\u00e1rio, conselheiro senior do Greenpeace e membro do GTS desde 2006. \u201cA poucos meses da Confer\u00eancia Clim\u00e1tica das Na\u00e7\u00f5es Unidas em Paris, onde governos do mundo far\u00e3o uma reuni\u00e3o crucial para chegar a um acordo sobre as medidas que ser\u00e3o tomadas para salvar o planeta do aquecimento global, este pr\u00eamio \u00e9 um lembrete oportuno&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>Segundo Paulo Adario, ao ajudar a reduzir as emiss\u00f5es de carbono do desmatamento, a Morat\u00f3ria vem contribuindo para constru\u00e7\u00e3o de uma imagem positiva para a soja amaz\u00f4nica no mercado.<\/p>\n<p>&#8220;Em tempos de baixa nos pre\u00e7os das commodities e de preocupa\u00e7\u00e3o global com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a Morat\u00f3ria mant\u00e9m a vantagem comparativa da soja produzida na Amaz\u00f4nia, com base no Desmatamento Zero, no mercado internacional&#8221;, avalia Adario. &#8220;Mas enquanto estamos comemorando o sucesso de nossa inova\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o, alguns membros do GTS querem substituir a Morat\u00f3ria por uma <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Blog\/Um-CAR-sozinho-nao-faz-Desmatamento-Zero\/\">nova legisla\u00e7\u00e3o<\/a> adotada no Brasil, que ainda n\u00e3o foi implementada e n\u00e3o demonstrou efici\u00eancia. Correr esse risco \u00e9 estrategicamente sem sentido e economicamente uma estupidez&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Um estudo recente, publicado na revista Science pelo professora Holly Gibbs, do Departamento de Estudos Ambientais da Universidade de Wisconsin (USA), mostra que a Morat\u00f3ria da Soja foi cinco vezes mais eficiente em reduzir o desmatamento que todas as leis florestais existentes no Brasil.\u00a0 Para a pesquisadora, o acordo deve ser renovado.<\/p>\n<h4><strong>Uma hist\u00f3ria de sucesso<\/strong><\/h4>\n<p>Essa hist\u00f3ria de sucesso e coopera\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a partir de um confrontamento &#8211; pac\u00edfico \u2013 feito pelo Greenpeace, com o lan\u00e7amento de uma campanha p\u00fablica que exp\u00f4s a liga\u00e7\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o de soja e desmatamento da Amaz\u00f4nia. A publica\u00e7\u00e3o desta den\u00fancia mobilizou marcas internacionais, que passaram a exigir de seus fornecedores soja livre de desmatamento e que n\u00e3o colocassem em risco Terras Ind\u00edgenas e \u00e1reas protegidas.<\/p>\n<p>Como grande comprador de soja, o McDonalds engajou outros consumidores do produto brasileiro a promover um di\u00e1logo para assegurar que eles n\u00e3o fossem expostos ao desmatamento. O mesmo fez a Cargill com as principais traders de soja no Brasil, enquanto o Greenpeace reunia importantes organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil para\u00a0 definir os princ\u00edpios e crit\u00e9rios para opera\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis com soja em biomas ecologicamente e socialmente sens\u00edveis, como a Amaz\u00f4nia. Este di\u00e1logo multi-setorial resultou na cria\u00e7\u00e3o da inovadora morat\u00f3ria da soja e seu \u00f3rg\u00e3o operacional, o GTS.<\/p>\n<p>Pressionados por seus clientes, a maioria dos principais comerciantes de gr\u00e3os que operam no Brasil &#8211; como a Cargill, ADM, Bunge, Amaggi, Dreyfus &#8211; e suas associa\u00e7\u00f5es industriais ABIOVE e ANEC, adotaram a Morat\u00f3ria. As comerciantes do produto se comprometeram a n\u00e3o comprar mais soja produzida em \u00e1reas desmatadas na Amaz\u00f4nia a partir de 2006 (este crit\u00e9rio foi alterado, em novembro de 2014, para desmatamentos a partir de agosto de 2008, em alinhamento com o novo C\u00f3digo Florestal brasileiro) enquanto o GTS adotou um sistema abrangente de monitoramento via sat\u00e9lite, com inspe\u00e7\u00f5es locais e auditorias para garantir aos compradores a origem de sua soja. Em 2008, o governo brasileiro se uniu ao GTS . Desde ent\u00e3o, a Morat\u00f3ria foi renovada v\u00e1rias vezes e em sua forma atual \u00e9 v\u00e1lida at\u00e9 maio de 2016.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os esfor\u00e7os conjuntos do Greenpeace, McDonalds e Cargill, deram origem a um bem sucedido acordo de mercado que tem ajudado a reduzir o desmatamento da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":1553,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1551","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1551","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1551"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1551\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2715,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1551\/revisions\/2715"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1553"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1551"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1551"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1551"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1551"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}