{"id":1554,"date":"2017-03-30T14:30:00","date_gmt":"2017-03-30T14:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/da-lama-ao-po-o-impacto-da-tragedia-do-rio-doce-para-a-saude\/"},"modified":"2025-07-02T04:37:32","modified_gmt":"2025-07-02T07:37:32","slug":"da-lama-ao-po-o-impacto-da-tragedia-do-rio-doce-para-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/da-lama-ao-po-o-impacto-da-tragedia-do-rio-doce-para-a-saude\/","title":{"rendered":"Da lama ao p\u00f3: o impacto da trag\u00e9dia do Rio Doce para a sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<h4><em><span id=\"docs-internal-guid-1cdc28ed-1fc4-e4a7-3684-51c3615cea4d\">Estudo in\u00e9dito investiga os principais problemas f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos de quem, at\u00e9 hoje, continua sendo atingido pelo crime da mineradora Samarco<\/span><\/em><\/h4>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 809px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/diagrama-doencas.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/diagrama-doencas.png\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"482\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Fonte: Instituto Sa\u00fade e Sustentabilidade<\/p><\/div>\n<p>A imagem acima \u00e9 o grito dos problemas enfrentados hoje no corpo e na alma por quem ainda vivencia, direta ou indiretamente, o maior desastre socioambiental do pa\u00eds \u2013 a destrui\u00e7\u00e3o da bacia do Rio Doce pelo rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco, que \u00e9 controlada pelas empresas Vale e BHP Billiton. No diagrama, feito \u00a0a partir dos resultados de pesquisas \u00a0junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, problemas respirat\u00f3rios, de pele, dengue e emocionais se destacam entre os males mais recorrentes ou percebidos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, os danos podem ir al\u00e9m, quando levado em conta as doen\u00e7as cr\u00f4nicas que poder\u00e3o vir a se desenvolver ou se agravar, sem que a Samarco ou o sistema p\u00fablico de sa\u00fade estejam se preparando para isso.<\/p>\n<p>O estudo <strong>\u201cAvalia\u00e7\u00e3o dos Riscos em Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o afetada pelo Desastre de Mariana\u201d<\/strong>, realizado pelo <strong><a href=\"http:\/\/www.saudeesustentabilidade.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Instituto Sa\u00fade e Sustentabilidade (ISS)<\/a><\/strong>, \u00e9 o primeiro a ser divulgado de uma s\u00e9rie de pesquisas que contemplam mais outras cinco \u00e1reas: \u00c1gua, Fauna, Flora, Impactos Sociais e Direitos Humanos. Todos foram conduzidos por pesquisadores independentes de universidades e institutos brasileiros, e financiados com <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/investigacao-independente-impactos-desastre-ambiental-rio-doce\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">doa\u00e7\u00f5es captadas<\/a> pelo coletivo <a href=\"http:\/\/www.riodegente.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Rio de Gente<\/strong><\/a> e gerenciadas pelo Greenpeace.<\/p>\n<p>Segundo a m\u00e9dica e diretora do ISS, Evangelina Vormmitag, que coordenou o estudo, n\u00e3o existe nenhum outro desastre na literatura cient\u00edfica com essa magnitude e essas caracter\u00edsticas, envolvendo tantos fatores \u2013 \u00e1gua, ar, solo e animais contaminados, danos emocionais e mentais \u2013, na propor\u00e7\u00e3o que foi o Rio Doce. &#8220;Por isso os efeitos para a sa\u00fade s\u00e3o t\u00e3o abrangentes\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para avaliar o impacto, os pesquisadores consideram os efeitos na sa\u00fade decorrentes de um desastre em tr\u00eas fases:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Resgate<\/strong>, com os efeitos mais agudos, moment\u00e2neos e entre minutos, horas e dias, como acidentes, afogamentos, les\u00f5es ou \u00f3bitos;<\/li>\n<li><strong>Recupera\u00e7\u00e3o<\/strong>, entre semanas e meses, como as doen\u00e7as infecciosas, transmiss\u00edveis por vetores ou n\u00e3o, como dengue, hepatite A, diarreia, intoxica\u00e7\u00f5es, les\u00f5es de pele, doen\u00e7as respirat\u00f3rias, exacerba\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as cr\u00f4nicas;<\/li>\n<li><strong>Reconstru\u00e7\u00e3o<\/strong>, sintomas que surgem entre meses e anos, como as doen\u00e7as comportamentais, psicol\u00f3gicas e mentais. Soma-se a estes efeitos, a preocupa\u00e7\u00e3o adicional da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 lama t\u00f3xica, seja por inala\u00e7\u00e3o, contato com a pele ou at\u00e9 por ingest\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<div style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/rua-barra-longa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl04_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/rua-barra-longa.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"426\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Moradores de Barra Longa fazem a limpeza da cidade coberta pela lama de rejeitos, ap\u00f3s o desastre &#8211; Foto: Caio Santos<\/p><\/div>\n<h4><strong>Cidade perdida na poeira<\/strong><\/h4>\n<p>Moradores de Barra Longa (MG) foram escolhidos para a pesquisa em fun\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio ser considerado um dos piores em situa\u00e7\u00e3o. \u201cEm Bento Rodrigues, onde a lama destruiu tudo, n\u00e3o se mexeu mais e ningu\u00e9m ficou por l\u00e1 para ser afetado. Em Barra Longa, o p\u00f3 da lama seca chegou aos quarteir\u00f5es mais altos em fun\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito de ve\u00edculos e da pr\u00f3pria reconstru\u00e7\u00e3o da cidade, atingindo todo mundo\u201d, conta a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>A polui\u00e7\u00e3o do ar pode ter sido agravada ainda pelos blocos de lama seca produzidos pela Samarco para serem usados na repavimenta\u00e7\u00e3o das ruas destru\u00eddas. Com o tr\u00e1fego de caminh\u00f5es, isso levanta ainda mais poeira.<\/p>\n<p>De uma popula\u00e7\u00e3o de quase 6 mil habitantes, a pesquisa ouviu 289 fam\u00edlias e seus 576 membros, calculados de forma estat\u00edstica e sorteados a partir da lista das fam\u00edlias do Programa Social de Fam\u00edlia da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Barra Longa. Dos entrevistados, 35% afirmaram que a sa\u00fade piorou ap\u00f3s o desastre. Para realizar a pesquisa, eles responderam um question\u00e1rio e entrevistas sobre os sintomas que v\u00eam sentindo ap\u00f3s o desastre da Samarco.<\/p>\n<p>Esse estudo \u00e9 o in\u00edcio de uma verifica\u00e7\u00e3o mais profunda sobre as responsabilidades que a empresa dever\u00e1 arcar quanto ao adoecimento da popula\u00e7\u00e3o de Barra Longa.<\/p>\n<p>Dentre os problemas relatados, 40% s\u00e3o respirat\u00f3rios; 15,8% afec\u00e7\u00f5es de pele; 11% transtornos mentais e comportamentais; 6,8% doen\u00e7as infecciosas; 6,3% de doen\u00e7as do olho; e 3,1% problemas g\u00e1stricos e intestinais. Para crian\u00e7as de at\u00e9 13 anos completos, as doen\u00e7as respirat\u00f3rias s\u00e3o 60% das queixas.<\/p>\n<p>Desde o desastre, 56% dos respondentes afirmaram terem deixado de realizar alguma de suas atividades habituais e dom\u00e9sticas, e 49,5% chegaram a ficar acamados. Tamb\u00e9m houve a preocupa\u00e7\u00e3o de inquirir sintomas, uma vez que os indiv\u00edduos poderiam n\u00e3o ter o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a. Os prevalentes foram dor de cabe\u00e7a, tosse e dor nas pernas, alergias de pele, febre e rinite. Vale ressaltar que dor nas pernas \u00e9 um sintoma comum de intoxica\u00e7\u00e3o por min\u00e9rio.<\/p>\n<p>Como o pr\u00f3prio estudo conclui, \u201ca sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 comprometida e de diversas formas. Os dados levantados espelham o sofrimento da popula\u00e7\u00e3o a multivariadas queixas e doen\u00e7as, e ao preju\u00edzo da sua qualidade de vida\u201d.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Clique para baixar o estudo:<\/h4>\n<h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/RelatorioGreenpeace_saude_RioDoce.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/134845_239663.jpg\" alt=\"\" width=\"137\" height=\"165\" \/><\/a><\/p>\n<h4><strong>&#8220;Ang\u00fastia com o futuro&#8221;<\/strong><\/h4>\n<p>O que chamou a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores na realiza\u00e7\u00e3o do estudo, no entanto, foi a escassez de dados de sa\u00fade contabilizados e monitorados desde o desastre pelo poder p\u00fablico. Uma pesquisa epidemiol\u00f3gica em sa\u00fade foi realizada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em julho de 2016, em Barra Longa, e at\u00e9 hoje os resultados n\u00e3o foram divulgados.<\/p>\n<p>\u201cTenho ang\u00fastia com o futuro, pois h\u00e1 a necessidade de avaliar as pessoas que foram afetadas em rela\u00e7\u00e3o a doen\u00e7as cr\u00f4nicas, que s\u00e3o as mais perversas, e n\u00e3o h\u00e1 dados oficiais de sa\u00fade. Barra Longa tem dados de mortalidade, morbidade, notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria. Daqui a 30 anos, como ser\u00e1 a atribui\u00e7\u00e3o de casos de c\u00e2ncer ou doen\u00e7as do sistema imunol\u00f3gico? 80% dos efeitos da polui\u00e7\u00e3o do ar s\u00e3o problemas cardiovasculares. \u00c9 a primeira causa ambiental de morte no mundo, associada a doen\u00e7a cr\u00f4nica n\u00e3o transmiss\u00edvel\u201d, alerta a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Ela defende que a empresa provesse as necessidades m\u00ednimas para a popula\u00e7\u00e3o, pois os efeitos s\u00e3o bastante espec\u00edficos e necessitam de atendimento especializado. \u201cA Samarco disponibilizou cl\u00ednicos gerais na UPA da cidade, mas n\u00e3o h\u00e1 atendimento de especialistas, como dermatologista ou psiquiatra. Por conta dessas doen\u00e7as, as pessoas t\u00eam que se deslocar pra outras cidades e comprar rem\u00e9dios, mas seus gastos n\u00e3o s\u00e3o ressarcidos pela Samarco. H\u00e1 quem n\u00e3o receba nenhuma compensa\u00e7\u00e3o\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Para Fabiana Alves, da Campanha de \u00c1gua do Greenpeace Brasil, os impactos na sa\u00fade mostram a amplitude de um desastre ambiental e \u00e9 apenas uma das consequ\u00eancias da neglig\u00eancia de empresas em seus projetos de infraestrutura explorat\u00f3ria. \u201cA popula\u00e7\u00e3o atingida tem que ser monitorada para uma ampla an\u00e1lise e suporte real \u00e0 sa\u00fade dos atingidos. O que resta nesse momento \u00e9 demandar que os \u00f3rg\u00e3os municipais se organizem para esse monitoramento necess\u00e1rio, j\u00e1 que a Samarco n\u00e3o interesse em faz\u00ea-lo&#8221;, diz Fabiana.<\/p>\n<div style=\"width: 803px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/percepcao-desastre.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl06_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/percepcao-desastre.png\" alt=\"\" width=\"793\" height=\"487\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Nesta outra nuvem, entrevistados resumem a percep\u00e7\u00e3o do crime ambiental no Rio Doce em uma palavra. Fonte: ISS<\/p><\/div>\n<h4><strong>Enquanto isso, no Congresso brasileiro<\/strong><\/h4>\n<p>Tramitam diversas proposi\u00e7\u00f5es que objetivam enfraquecer as legisla\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o ambiental no pa\u00eds. Dentre as mais graves, est\u00e1 a tentativa de flexibilizar o licenciamento ambiental. O interesse n\u00e3o \u00e9 tornar o processo mais efetivo e respons\u00e1vel, apenas mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Caso a lei seja mudada para pior, como querem nossos deputados e senadores e boa parte do governo, todos n\u00f3s estaremos expostos a maiores riscos, afetando de forma direta popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis e alimentando a possibilidade de ocorr\u00eancia de novos desastres ambientais, como foi o de Mariana (MG), onde a empresa Samarco, formada por Vale e BHP Billiton varreu do mapa cidades e popula\u00e7\u00f5es e destruiu por completo a Bacia do Rio Doce.<\/p>\n<p>O maior desastre socioambiental brasileiro deixou um rastro de 21 mortos e arrasou com as esperan\u00e7as e a vida de centenas de fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Do ponto de vista econ\u00f4mico, o enfraquecimento do licenciamento tamb\u00e9m poder\u00e1 trazer efeitos negativos, alimentando conflitos sociais e aumentando o n\u00famero de contesta\u00e7\u00f5es legais contra empreendimentos, diminuindo a seguran\u00e7a jur\u00eddica para investimentos no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo in\u00e9dito investiga os principais problemas f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos de quem, at\u00e9 hoje, continua sendo atingido pelo crime da mineradora Samarco.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":1555,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[8],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1554","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-resista","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1554","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1554"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1554\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58802,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1554\/revisions\/58802"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1554"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}