{"id":15747,"date":"2020-04-13T16:00:07","date_gmt":"2020-04-13T19:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=15747"},"modified":"2020-04-13T19:45:05","modified_gmt":"2020-04-13T22:45:05","slug":"alertas-de-desmatamento-disparam-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/alertas-de-desmatamento-disparam-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Alertas de desmatamento disparam na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Dados do Deter apontam que alertas de desmatamento quase dobraram nos \u00faltimos oito meses e a \u00e1rea com alertas de degrada\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 122% maior<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/42da22b8-gp0stsl7a_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15748\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/42da22b8-gp0stsl7a_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/42da22b8-gp0stsl7a_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/42da22b8-gp0stsl7a_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/42da22b8-gp0stsl7a_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/42da22b8-gp0stsl7a_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Desmatamento entre os estados do Amazonas e Rond\u00f4nia (DanielBeltr\u00e1\/Greenpeace)<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 F\u00e1bio Nascimento\/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A pandemia de Covid-19 alterou a rotina das cidades em boa parte do mundo, muitas atividades est\u00e3o paradas, devido a necessidade de isolamento social. Mas no ch\u00e3o da floresta a m\u00e1quina do desmatamento continua em ritmo acelerado. S\u00f3 em mar\u00e7o, a \u00e1rea com alertas de desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal chegou a 327km\u00b2, segundo dados do Sistema de Detec\u00e7\u00e3o do Desmatamento em Tempo Real (DETER) .<\/p>\n\n<p>De acordo com os dados do sistema, de agosto de 2019 a mar\u00e7o de 2020, foram identificados 5.260km\u00b2 com alertas de desmatamento, quase o dobro do que foi registrado no mesmo per\u00edodo entre 2018 e 2019 (98% de crescimento). J\u00e1 o n\u00famero de alertas para degrada\u00e7\u00e3o florestal s\u00e3o ainda mais alarmantes, no mesmo per\u00edodo foram detectados 10.010 km\u00b2, frente aos 4.509 km\u00b2 de alertas registrados no per\u00edodo anterior (aumento de 122%).<\/p>\n\n<p>A degrada\u00e7\u00e3o florestal faz parte do processo de desmatamento total de uma \u00e1rea e se d\u00e1 quando diversas \u00e1rvores, importantes para a manuten\u00e7\u00e3o do microambiente, s\u00e3o retiradas de maneira predat\u00f3ria e desequilibrada \u201cenfraquecendo\u201d a floresta. Processos de degrada\u00e7\u00e3o florestal crescem na Amaz\u00f4nia como resultado, sobretudo, da explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira. Florestas degradadas s\u00e3o menos resilientes ao fogo, sendo assim, as \u00e1reas degradadas s\u00e3o severamente mais impactadas pelo fogo durante a \u00e9poca da seca, quando o n\u00famero de queimadas criminosas aumenta significativamente.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O Deter \u00e9 uma ferramenta de alertas r\u00e1pidos de altera\u00e7\u00e3o da cobertura florestal, criada pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), com o objetivo de auxiliar as opera\u00e7\u00f5es de combate ao desmatamento. Os dados consolidados do desmatamento s\u00f3 s\u00e3o divulgados no final do ano, quando \u00e9 publicado o Prodes, que mede o per\u00edodo que vai de agosto de um ano at\u00e9 julho do ano seguinte, mas os alertas emitidos pelo Deter apontam uma tend\u00eancia, neste caso de aumento da destrui\u00e7\u00e3o, e s\u00e3o indicadores de onde e como o desmatamento e degrada\u00e7\u00e3o florestal avan\u00e7am na Amaz\u00f4nia.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cApesar do esfor\u00e7o dos agentes que atuam em campo, a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de fiscaliza\u00e7\u00f5es contribui para a piora deste cen\u00e1rio. Al\u00e9m disso, a perspectiva de aprova\u00e7\u00e3o da MP da Grilagem \u00e9 um incentivo extra para acelerar a corrida pela destrui\u00e7\u00e3o da floresta\u201d, observa Cristiane Mazzetti, da campanha Amaz\u00f4nia do Greenpeace. \u201cEnquanto muitos est\u00e3o em casa, os dados do Deter mostram que este n\u00e3o \u00e9 o caso para grileiros, garimpeiros, madeireiros e desmatadores, que seguem destruindo a Amaz\u00f4nia em um ritmo ainda mais r\u00e1pido em compara\u00e7\u00e3o ao mundo pr\u00e9 Covid-19\u201d completa Cristiane.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>MP da Grilagem<\/strong><\/p>\n\n<p>Nos \u00faltimos dias de 2019 o presidente Jair Bolsonaro assinou a <a href=\"http:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/medida-provisoria-n-910-de-10-de-dezembro-de-2019-232671090\">Medida Provis\u00f3ria (MP) 910<\/a>, que prev\u00ea a legaliza\u00e7\u00e3o da invas\u00e3o de terras p\u00fablicas na Amaz\u00f4nia entre 2011 e dezembro de 2018 na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n<p>O que era ruim ficou ainda pior este ano, quando o relator da proposta, o senador Iraj\u00e1 Abreu (PSD\/TO), quis beneficiar ainda mais os grileiros (quem rouba terras p\u00fablicas) e criminosos ambientais com mudan\u00e7as no texto, como o aumento de 1.500 para 2.500 hectares da \u00e1rea m\u00e1xima a ser regularizada sem necessidade de vistoria, a redu\u00e7\u00e3o nos custos para titula\u00e7\u00e3o de m\u00e9dias e grandes propriedades e a permiss\u00e3o para que invasores de terras que venderam suas terras h\u00e1 mais de dez anos possam regularizar novas invas\u00f5es, refor\u00e7ando a l\u00f3gica de que invadir terra p\u00fablica \u00e9 um bom neg\u00f3cio.&nbsp;<\/p>\n\n<p>H\u00e1 promessas dos presidentes do Senado e da C\u00e2mara que mat\u00e9rias como esta, em que n\u00e3o haja acordo entre ambientalistas, ruralistas e a sociedade, n\u00e3o ser\u00e3o colocadas em vota\u00e7\u00e3o enquanto o Brasil estiver enfrentando a pandemia &#8211; que \u00e9 a pauta priorit\u00e1ria do momento e que exige todos os esfor\u00e7os do poder p\u00fablico e da sociedade.<\/p>\n\n<p>A floresta e sua biodiversidade est\u00e3o sob grave amea\u00e7a e projetos que prejudiquem, ainda mais, sua prote\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem, de maneira alguma, serem colocados em pauta. Saiba mais sobre a MP 910, apresentada pelo governo e piorada pelo senador Iraj\u00e1 Abreu, entenda porque ela \u00e9 um verdadeiro pr\u00eamio para bandidos e <a href=\"https:\/\/www.saldaodaamazonia.org.br\/\">pressione os parlamentares para que digam N\u00c3O a esta medida<\/a>.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do Deter apontam que alertas de desmatamento quase dobraram nos \u00faltimos oito meses e a \u00e1rea com alertas de degrada\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 122% maior<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":15748,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"Covid-19 Response","p4_local_project":"","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22,26],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-15747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","tag-biodiversidade","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15747"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15747\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15772,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15747\/revisions\/15772"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15747"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=15747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}