{"id":15819,"date":"2020-04-15T17:06:41","date_gmt":"2020-04-15T20:06:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=15819"},"modified":"2020-04-15T17:22:46","modified_gmt":"2020-04-15T20:22:46","slug":"o-conhecimento-salva-como-a-ciencia-pode-ajudar-a-proteger-a-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-conhecimento-salva-como-a-ciencia-pode-ajudar-a-proteger-a-amazonia\/","title":{"rendered":"O conhecimento salva: como a ci\u00eancia pode ajudar a proteger a Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A floresta mais biodiversa do mundo ainda \u00e9 uma das menos conhecidas, mas a pesquisa pode influenciar a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o e o uso racional de seus recursos<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/64b01e1a-gp0stq160_medium_res-1-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15820\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/64b01e1a-gp0stq160_medium_res-1-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/64b01e1a-gp0stq160_medium_res-1-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/64b01e1a-gp0stq160_medium_res-1-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/64b01e1a-gp0stq160_medium_res-1-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/64b01e1a-gp0stq160_medium_res-1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Rio Tapaj\u00f3s, na regi\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, do povo Munduruku, no Par\u00e1. (Rog\u00e9rio Assis\/Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A Amaz\u00f4nia e sua biodiversidade est\u00e3o sob amea\u00e7a e n\u00e3o h\u00e1 tempo a perder. Por isso, em 2020, lan\u00e7amos o projeto <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/protegendo-o-desconhecido\/\">Protegendo o Desconhecido<\/a> que tem, entre outras objetivos, incentivar e apoiar o trabalho de pesquisadores brasileiros sobre a biodiversidade da maior floresta tropical do mundo, por meio do Programa Tatiana de Carvalho de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 um trabalho simples, com 4,1 milh\u00f5es de km\u00b2, a Amaz\u00f4nia brasileira possui um dos menores esfor\u00e7os de amostragem da biodiversidade no planeta. Mas mesmo com toda a dificuldade de se empreender pesquisa no Brasil e com a redu\u00e7\u00e3o dos investimentos na ci\u00eancia e na prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente, em apenas quatro anos, foram identificadas 600 novas esp\u00e9cies de animais na Amaz\u00f4nia.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para Fabricius M.C.B. Domingos, pesquisador da Universidade Federal do Paran\u00e1 co-coordenador do comit\u00ea de avaliadores da banca respons\u00e1vel pela sele\u00e7\u00e3o dos projetos do <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/pesquisar-e-preciso-conheca-os-18-cientistas-contemplados-pelo-edital-do-greenpeace\/\">Programa Tatiana de Carvalho<\/a>, o potencial da biodiversidade amaz\u00f4nica \u00e9 inestim\u00e1vel, mas h\u00e1 um constante d\u00e9ficit de investimentos em pesquisa e na forma\u00e7\u00e3o de cientistas no Brasil, que vem piorando devido ao preocupante momento pol\u00edtico que vive o pa\u00eds. Por isso, \u00e9 cada vez mais importante projetos como o lan\u00e7ado pelo Greenpeace.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cN\u00e3o podemos depender exclusivamente dos financiamentos de fonte p\u00fablica, porque eles n\u00e3o s\u00e3o suficientes e muitas vezes s\u00e3o ignorados nas pol\u00edticas p\u00fablicas. As bolsas de mestrado v\u00e3o proporcionar que a gente ultrapasse um desses obst\u00e1culos, que \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de recursos humanos de qualidade e cientistas prontos para atuar na linha de frente do conhecimento da biodiversidade no futuro\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para o pesquisador, o Brasil vem seguindo na contram\u00e3o do que orientam cientistas do mundo todo e das necessidades econ\u00f4micas e ambientais do pa\u00eds, adotando medidas diretas para impedir que a preserva\u00e7\u00e3o seja feita de maneira eficiente. \u201cAl\u00e9m disso, os minist\u00e9rios da educa\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia t\u00eam minado o financiamento dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de universidades inseridas na Amaz\u00f4nia e outras institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, que s\u00e3o os maiores produtores de conhecimento acerca de biodiversidade da Amaz\u00f4nia e de como preserv\u00e1-la. Os programas e os pesquisadores est\u00e3o perdendo o financiamento e at\u00e9 mesmo sendo vistos como inimigos\u201d, completa.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O resultado destas medidas para \u201cimpedir a preserva\u00e7\u00e3o\u201d j\u00e1 podem ser vistos a olhos nus. No ano passado, entre agosto de 2018 e julho de 2019, houve um <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desmatamento-da-amazonia-tem-3a-maior-alta-percentual-da-historia\/\">aumento de 30% no desmatamento da Amaz\u00f4nia<\/a>, segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite (Prodes). E os alertas apontam que, em 2020, estes n\u00fameros podem ser ainda mais alarmantes. Segundo dados do Sistema de Detec\u00e7\u00e3o do Desmatamento em Tempo Real <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/alertas-de-desmatamento-disparam-na-amazonia\/\">(Deter) a \u00e1rea com alertas de desmatamento quase dobrou nos \u00faltimos oito meses<\/a> e a \u00e1rea com alertas de degrada\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 122% maior, de agosto de 2019 a mar\u00e7o de 2020.\u00a0<\/p>\n\n<p>O desmatamento contribui negativamente com a crise clim\u00e1tica e promove a r\u00e1pida perda da biodiversidade. Quando a Amaz\u00f4nia vai abaixo, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 \u00e1rvores que caem, mas tamb\u00e9m a sua biodiversidade riqu\u00edssima, muitas vezes desconhecida.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cEnquanto a gente destr\u00f3i o meio ambiente, colocamos em risco nossa pr\u00f3pria vida. A biodiversidade como um todo tem esse valor gigantesco que \u00e9 proporcionar o ambiente adequado que podemos transformar, at\u00e9 certo ponto, para o bem estar da vida humana e tem um valor intr\u00ednseco inestim\u00e1vel\u201d, alerta Fabricius.<\/p>\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/como-o-desmatamento-tem-nos-deixado-mais-doentes\/\">desmatamento pode levar \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o e surgimento de doen\u00e7as<\/a>, ao mesmo tempo que a biodiversidade, se compreendida e conservada, pode trazer a <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/saude-que-vem-da-floresta-da-amazonia-para-sua-casa\/\">cura para doen\u00e7as<\/a>. S\u00f3 a Amaz\u00f4nia hospeda cerca de um ter\u00e7o da biodiversidade de plantas do planeta.\u00a0<\/p>\n\n<p>Para proteger a floresta, e nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia, precisaremos reduzir drasticamente as emiss\u00f5es, zerar o desmatamento, e criar novas \u00e1reas protegidas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cCom esse programa de incentivo \u00e0 pesquisa esperamos contribuir para o conhecimento da biodiversidade da Amaz\u00f4nia, mostrando que a pesquisa \u00e9 fundamental para a nossa sociedade\u201d, afirma Cristiane Mazzetti, da campanha de Amaz\u00f4nia do Greenpeace. O Brasil e o mundo precisam saber o que est\u00e1 em jogo. Fique ligado no projeto <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/protegendo-o-desconhecido\/\">Protegendo o Desconhecido<\/a>.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A floresta mais biodiversa do mundo ainda \u00e9 uma das menos conhecidas, mas a pesquisa pode influenciar a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o e o uso racional de seus recursos<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":15820,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22,26],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-15819","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","tag-biodiversidade","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15819"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15819\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15834,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15819\/revisions\/15834"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15819"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=15819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}