{"id":15999,"date":"2020-04-17T14:26:42","date_gmt":"2020-04-17T17:26:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=15999"},"modified":"2020-04-26T18:27:41","modified_gmt":"2020-04-26T21:27:41","slug":"assassinatos-de-liderancas-indigenas-camponesas-e-violencia-no-campo-crescem-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/assassinatos-de-liderancas-indigenas-camponesas-e-violencia-no-campo-crescem-em-2019\/","title":{"rendered":"Assassinatos de lideran\u00e7as e viol\u00eancia no campo crescem em 2019"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra aponta aumento de 23% no n\u00famero de conflitos no campo e crescimento de 14% no n\u00famero de assassinatos<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/43886825-gp0strb6i_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16001\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/43886825-gp0strb6i_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/43886825-gp0strb6i_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/43886825-gp0strb6i_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/43886825-gp0strb6i_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/43886825-gp0strb6i_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Protesto realizado pelo Greenpeace diante do Congresso Nacional, em 2015, cobrando medidas das autoridades e o fim da impunidade para crimes no campo. (Adriano Machado\/Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>De acordo com o mais recente levantamento da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), <a href=\"https:\/\/www.cptnacional.org.br\/component\/jdownloads\/send\/41-conflitos-no-campo-brasil-publicacao\/14195-conflitos-no-campo-brasil-2019-web?Itemid=0\"><em>Conflitos no Campo Brasil 2019<\/em><\/a>, lan\u00e7ado nesta sexta-feira (17), no ano passado, o primeiro do governo Bolsonaro, o n\u00famero de conflitos rurais foi o maior dos \u00faltimos dez anos, chegando a 1933, sendo 60% destes na Amaz\u00f4nia, que tamb\u00e9m concentrou a viol\u00eancia extremada, com 27 (84,4%) dos 32 assassinatos registrados.<\/p>\n\n<p>O relat\u00f3rio mostra um aumento de 14% no n\u00famero de assassinatos, de 7% nas tentativas de assassinato e de 22% nas amea\u00e7as de morte. Segundo an\u00e1lise da organiza\u00e7\u00e3o, as pessoas assassinadas em 2019 eram, em grande parte, lideran\u00e7as de movimentos dos trabalhadores rurais e ind\u00edgenas, que lutavam pelo direito ao uso da terra e que realizavam den\u00fancias de grilagem, de extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira, de invas\u00e3o de garimpeiros.<\/p>\n\n<p>Um dado alarmante foi o aumento no n\u00famero de assassinatos de lideran\u00e7as ind\u00edgenas, o maior nos \u00faltimos dez anos, sendo 7 lideran\u00e7as ind\u00edgenas assassinadas, nos estados do Amap\u00e1 (1), Amazonas (3) e Maranh\u00e3o (3), onde o povo Guajajara segue sob intensa amea\u00e7a.<\/p>\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/nota-de-pesar-pelo-assassinato-de-mais-um-guardiao-guajajara\/\">situa\u00e7\u00e3o vivenciada pelo povo Guajajara \u00e9 tr\u00e1gica <\/a>e exemplar em rela\u00e7\u00e3o ao contexto de vulnerabilidade a que muitas comunidades ind\u00edgenas est\u00e3o expostas em todo o Brasil \u2013 mesmo as que vivem em terras j\u00e1 demarcadas e, em tese, contam com a prote\u00e7\u00e3o do Estado. Apenas entre novembro e dezembro de 2019, quatro ind\u00edgenas do povo Guajajara, na Amaz\u00f4nia maranhense, foram assassinados e, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/mais-um-guajajara-tomba-ate-quando\/\">em mar\u00e7o deste ano, outra lideran\u00e7a foi assassinada<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cO principal foco dos ataques s\u00e3o os territ\u00f3rios tradicionais, seja para a explora\u00e7\u00e3o de madeira, min\u00e9rio, expans\u00e3o agr\u00edcola de fazendas, agroneg\u00f3cio ou especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Com isso a vida, de todo mundo que luta em defesa da terra e do meio ambiente est\u00e1 em risco\u201d, refor\u00e7a S\u00f4nia Guajajara, coordenadora executiva da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (APIB), no relat\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cOs assassinatos de lideran\u00e7as ind\u00edgenas e camponesas se inserem no contexto de ataque generalizado promovido pelo governo Bolsonaro contra os povos Ind\u00edgenas, com o enfraquecimento dos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena e ambiental, como a Funai e o Ibama\u201d, avalia R\u00f4mulo Batista, da campanha de Amaz\u00f4nia do Greenpeace.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O relat\u00f3rio da CPT ressalta a gravidade da crise gerada pelos inc\u00eandios florestais do ano passado, \u201cque se alastraram por todo o territ\u00f3rio e que fazendeiros, grileiros e madeireiros batizaram como &#8216;Dia do fogo&#8217;, fomentados pelo discurso bolsonarista. E, enquanto a floresta queima, no Planalto garante-se a institucionaliza\u00e7\u00e3o da grilagem de terras, atrav\u00e9s da edi\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria 910\/2019\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/deputados-senadores-e-ex-ministros-cobram-do-congresso-nacional-que-mp-da-grilagem-nao-seja-votada\/\">MP 910 ou MP da grilagem, que pode ser votada no Congresso<\/a> a qualquer momento, \u00e9 um verdadeiro presente para os ladr\u00f5es de terras p\u00fablicas, que na esperan\u00e7a de terem suas invas\u00f5es perdoadas avan\u00e7am sobre a floresta, passando por cima de tudo e de todos, inclusive aqueles que estiverem l\u00e1 para defend\u00ea-la. Outro projeto preocupante do governo \u00e9 o PL 191\/2020, que visa&nbsp; liberar as Terras Ind\u00edgenas para explora\u00e7\u00e3o, colocando mais uma camada de tens\u00e3o sobre esses povos, que j\u00e1 sofrem com a ilegalidade negligenciada e podem ver suas terras abertas para uso do mercado.<\/p>\n\n<p>\u201cInfelizmente esse aumento na viol\u00eancia no campo \u00e9 s\u00f3 mais uma prova de que este \u00e9 o governo da destrui\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o respeita as florestas, os ind\u00edgenas, as popula\u00e7\u00f5es tradicionais e os camponeses, desdenhando de tudo o que \u00e9 diferente dele e que representa a diversidade e singularidade do povo brasileiro\u201d, completa R\u00f4mulo.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra aponta aumento de 23% no n\u00famero de conflitos no campo e crescimento de 14% no n\u00famero de assassinatos <\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":16001,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"Covid-19 Response","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[8,22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-15999","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-resista","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15999"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15999\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16092,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15999\/revisions\/16092"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15999"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=15999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}