{"id":1608,"date":"2016-11-02T20:30:00","date_gmt":"2016-11-02T20:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desastre-em-mariana-uma-tragedia-ainda-em-curso\/"},"modified":"2019-11-06T05:21:09","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:09","slug":"desastre-em-mariana-uma-tragedia-ainda-em-curso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desastre-em-mariana-uma-tragedia-ainda-em-curso\/","title":{"rendered":"Desastre em Mariana: uma trag\u00e9dia ainda em curso"},"content":{"rendered":"<h4><em>Entre lembran\u00e7as e a indigna\u00e7\u00e3o de quem ainda sofre os efeitos da destrui\u00e7\u00e3o pela lama, Semin\u00e1rio Rio de Gente apresentou estudos que revelam a dimens\u00e3o dos impactos ambientais e sociais na bacia do Rio Doce<\/em><\/h4>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/painel_impSociais.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/painel_impSociais.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Painel discute impactos sociais sobre os atingidos. (Foto: Julia Moraes \/ Greenpeace)<\/p><\/div>\n<p>No centen\u00e1rio Hotel Provid\u00eancia, antigo semin\u00e1rio de freiras e internato de mo\u00e7as que recebeu os desabrigados pela lama da mineradora Samarco logo ap\u00f3s o rompimento da barragem de Fund\u00e3o, pesquisadores, ambientalistas, estudantes, lideran\u00e7as comunit\u00e1rias e alguns dos atingidos se reuniram para discutir a dimens\u00e3o dos impactos causados pelo desastre, um ano atr\u00e1s.<\/p>\n<\/div>\n<p>O <strong>Semin\u00e1rio Rio de Gente<\/strong>, realizado nos dias 31\/10 e 1\/11, apresentou as primeiras avalia\u00e7\u00f5es dos estudos independentes que foram financiados com recursos de doa\u00e7\u00f5es obtidos com shows beneficentes um m\u00eas ap\u00f3s a trag\u00e9dia. Pesquisadores de universidades e institutos brasileiros v\u00eam analisando o tamanho dos danos ambientais e sociais nas \u00e1reas de \u00e1gua, flora, fauna, sa\u00fade e direitos dos atingidos a partir de expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 regi\u00e3o para coletar dados e amostras.<\/p>\n<p>Os estudos vieram suprir a car\u00eancia por parte das comunidades de dados oficiais que ou n\u00e3o existem ou n\u00e3o s\u00e3o divulgados pelo poder p\u00fablico. E o que se p\u00f4de constatar s\u00e3o implica\u00e7\u00f5es profundas, abrangentes e de longo prazo n\u00e3o s\u00f3 para a natureza, mas para a vida das pessoas. N\u00e3o bastasse quem perdeu tudo no rompimento da barragem, a lama de rejeitos continua a fazer estragos e a impor sofrimento.<\/p>\n<h4><strong>Contamina\u00e7\u00e3o em expans\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>No caso da \u00e1gua, por exemplo, diante da inviabilidade de capt\u00e1-la no rio, a tend\u00eancia \u00e9 que muitos procurem po\u00e7os artesianos de forma desesperada, sem avaliar sua qualidade. A realidade encontrada por pesquisadores do Instituto de Biof\u00edsica da UFRJ foi a de agricultores familiares usando a \u00e1gua dos po\u00e7os em suas planta\u00e7\u00f5es e para consumo humano e dos animais sem saber que est\u00e3o com n\u00edveis de ferro e mangan\u00eas bem acima do permitido at\u00e9 mesmo para a irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou seja, a contamina\u00e7\u00e3o da lama nos rios tamb\u00e9m chegou ao subterr\u00e2neo. \u201c\u00c9 uma \u00e1gua de p\u00e9ssima qualidade, com gosto, cheiro e cor. Embora os altos n\u00edveis desses metais n\u00e3o ofere\u00e7a risco de toxidade no consumo das plantas, eles prejudicam o seu crescimento e podem inviabilizar o cultivo. Ouvimos muitos relatos de agricultores que est\u00e3o passando dificuldades, sem fonte de renda, pois muitas de suas planta\u00e7\u00f5es morreram ap\u00f3s serem regadas ou n\u00e3o est\u00e3o se desenvolvendo ou dando frutos\u201d, conta o pesquisador Andr\u00e9 Pinheiro de Almeida.<\/p>\n<p>Para a sa\u00fade humana, o risco da ingest\u00e3o direta da \u00e1gua com excesso de mangan\u00eas pode causar infertilidade e sintomas pr\u00f3ximos ao Parkinson em longo prazo.<\/p>\n<p>Segundo ele, a recupera\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o por metais n\u00e3o ser\u00e1 algo f\u00e1cil ou r\u00e1pida. \u201cO metal n\u00e3o vai deixar de ser metal nem vai sair do rio sozinho. Ao contr\u00e1rio, espera-se que com o per\u00edodo de chuvas a lama acumulada nas margens volte a lan\u00e7ar mais poluentes para as \u00e1guas\u201d, diz Almeida.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/agua_lama.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl04_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/agua_lama.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A lama de rejeitos continua a contaminar as \u00e1guas da bacia do Rio Doce. (Foto: Julia Moraes \/ Greenpeace)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A acumula\u00e7\u00e3o de metais pelos animais tamb\u00e9m \u00e9 foco de aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), pois, por meio da cadeia alimentar, a contamina\u00e7\u00e3o na \u00e1gua pode se espalhar pelo ambiente terrestre e afetar a biodiversidade.<\/p>\n<p>Os girinos, por exemplo, s\u00e3o larvas aqu\u00e1ticas de animais terrestres que podem acumular os poluentes em seus organismos e transmiti-los para os predadores. \u201cComo \u00e9 praticamente imposs\u00edvel impedir que os animais acessem as \u00e1reas contaminadas, o nosso trabalho \u00e9 de observa\u00e7\u00e3o de como esse processo de bioacumula\u00e7\u00e3o se expande. \u00c9 um estudo de longo prazo\u201d, afirma a doutora em Zoologia Flora Junc\u00e1.<\/p>\n<h4><strong>Muito al\u00e9m do bolso<\/strong><\/h4>\n<p>Do lado social, os efeitos da lama tamb\u00e9m se revelam devastadores para fam\u00edlias que ainda lutam para recuperar suas vidas e fazer garantir seus direitos. Tanto pelos problemas de sa\u00fade f\u00edsicos e emocionais causados pela lama quando pela quebra dos modos de vida, lazer e trabalho de quem tinha uma rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia com o rio.<\/p>\n<p>\u201cA empresa segue a l\u00f3gica econ\u00f4mica de reconhecer como impactos apenas os danos estruturais das casas ou de quem perdeu sua atividade de renda, mas quando voc\u00ea chega em campo e aprofunda \u00a0a investiga\u00e7\u00e3o com as pessoas e entra em suas hist\u00f3rias, descobre que h\u00e1 danos intang\u00edveis mais profundos que extrapolam a restri\u00e7\u00e3o da Samarco e est\u00e3o sendo negligenciados\u201d, diz Hauley Alvim, soci\u00f3logo, surfista e um dos pesquisadores do estudo sobre impactos sociais com os atingidos na foz do Rio Doce, em Reg\u00eancia (ES).<\/p>\n<p>Ele cita como exemplo o caso de um rapaz que \u00e9 pescador, surfista, dono de pousada e pai. \u201cH\u00e1 uma sobreposi\u00e7\u00e3o de danos que a empresa n\u00e3o reconhece. S\u00e3o hist\u00f3rias de quem teve rompida sua liga\u00e7\u00e3o com o ambiente e com a comunidade\u201d, afirma.<\/p>\n<h4><strong>Lama\u00e7al na justi\u00e7a<\/strong><\/h4>\n<p>Ao avaliar o que foi feito no \u00e2mbito da justi\u00e7a neste primeiro ano p\u00f3s desastre, o promotor de Meio Ambiente do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, apontou como a trag\u00e9dia socioambiental se tornou uma trag\u00e9dia processual, a partir de disputas de compet\u00eancia na justi\u00e7a que levam \u00e0 protela\u00e7\u00e3o das medidas, e do \u201cAcord\u00e3o\u201d firmado com a Uni\u00e3o e os governos de Minas e Esp\u00edrito Santo que s\u00f3 serviu para blindar os respons\u00e1veis e terceirizar as consequ\u00eancias do desastre.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos rediscutir o acordo, que abriu caminho para a pr\u00f3pria Samarco decidir o que fazer. N\u00e3o s\u00e3o raros os descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es, e as multas ambientais aplicadas s\u00e3o cosm\u00e9ticas, n\u00e3o trazem nenhum resultado para a comunidade, a empresa sempre recorre\u201d, afirma. Apesar de o Acordo Interfederativo ter sido anulado, as empresas continuam atuando com base no que foi firmado nele.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/promotor_auditorio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl06_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/promotor_auditorio.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Promotor de Meio Ambiente do MP-MG fala ao p\u00fablico porque o desastre da Samarco n\u00e3o foi acidente. (Foto: Julia Moraes \/ Greenpeace)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Renova, criada pela Samarco, Vale e BHP por meio do \u201cAcord\u00e3o\u201d para ser a gestora de todas as a\u00e7\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o, tem em seu conselho deliberativo apenas membros indicados pelas empresas. Na pr\u00e1tica, \u00e9 a Samarco decidindo o que \u00e9 mais importante reparar e onde, quanto e quando aplicar os recursos, e n\u00e3o as comunidades estabelecendo suas prioridades.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 o momento, o que est\u00e1 em andamento \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do dique de conten\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o de Bento Rodrigues. O argumento \u00e9 de seguran\u00e7a, mas o que vemos s\u00e3o fortes ind\u00edcios de uma grande estrutura de barragens que contemple um sistema maior de rejeitos, como j\u00e1 estava nos planos de expans\u00e3o da empresa antes do desastre. O MP \u00e9 totalmente contr\u00e1rio a isso\u201d, denuncia o procurador.<\/p>\n<h4><strong>Cenas vivas de um rio morto<\/strong><\/h4>\n<p>No segundo dia do Semin\u00e1rio, os participantes se dividiram na parte da manh\u00e3 em duas visitas de campo a locais onde as pesquisas de flora e sa\u00fade foram desenvolvidas. No caminho, foi poss\u00edvel ver como o desastre ainda se faz presente no &#8220;encontro das \u00e1guas&#8221;, do Ribeir\u00e3o do Carmo com o rio Gualaxo, na lama que se acumula em suas margens e eliminou a mata ciliar, nas casas destru\u00eddas ou soterradas, nas marcas do barro nas \u00e1rvores revelando o n\u00edvel da onda marrom que as atingiu.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/encontro_aguas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl08_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/encontro_aguas.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">&#8220;Encontro das \u00e1guas&#8221;: a lama do Ribeir\u00e3o do Carmo continua chegando ao rio Gualaxo um ano ap\u00f3s o rompimento da barragem de Fund\u00e3o. (Foto: Julia Moraes \/ Greenpeace)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cO que mais me chocou nesse caminho foi ver o gado deitado sobre a lama ao lado do rio, bebendo aquela \u00e1gua suja, comendo o capim plantado pela Samarco para disfar\u00e7ar o problema. Como o gado, vivem as pessoas, tamb\u00e9m de forma disfar\u00e7ada. Para mim falta dignidade, e isso \u00e9 o m\u00ednimo que qualquer um tem na vida\u201d, disse a m\u00e9dica e presidente do Instituto Sa\u00fade e Sustentabilidade, Evangelina \u00a0Vormittag.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o tinha me aproximado t\u00e3o perto da \u00e1gua suja desde o desastre. Hoje foi um dos dias mais tristes da minha vida. Mas esse sentimento tem de ser exposto na medida em que estimula o trabalho. Temos que aproveitar as oportunidades como a deste encontro para estabelecer as a\u00e7\u00f5es futuras\u201d, defendeu Shirley Krenak, uma das lideran\u00e7as da comunidade ind\u00edgena Krenak.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/casa_lama.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl10_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/casa_lama.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Casa tomada pela lama no distrito de Gesteira<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h4><strong>Uma luta apenas come\u00e7ando<\/strong><\/h4>\n<p>No final do encontro, uma roda de discuss\u00e3o trouxe muitos momentos de lembran\u00e7as doloridas, sentimentos sufocados e pedidos indignados de justi\u00e7a, mas tamb\u00e9m ideias e propostas sobre como dar encaminhamento aos estudos e potencializar a for\u00e7a coletiva da comunidade em a\u00e7\u00f5es diretas. Entre as iniciativas, a de se criar n\u00facleos catalizadores nos locais atingidos, criando uma rede de colaboradores do Rio Doce.<\/p>\n<p>\u201cO desastre \u00e9 t\u00e3o grande que quando olhamos as consequ\u00eancias para todos a impress\u00e3o \u00e9 de ser imposs\u00edvel recuperar isso. Mas isso acredito que, com a mobiliza\u00e7\u00e3o de todos, de cada um, podemos fazer com que esse mal seja compensado mais r\u00e1pido, e impedir que outras trag\u00e9dias como essa aconte\u00e7am. Esperamos que esses estudos possam contribuir nessa dire\u00e7\u00e3o\u201d, diz Fabiana Alves, da campanha de \u00c1gua do Greenpeace.<\/p>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/roda_conversa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl12_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/roda_conversa.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">P\u00fablico debate como catalisar a\u00e7\u00f5es para promover a recupera\u00e7\u00e3o do Rio Doce. (Foto: Julia Moraes \/ Greenpeace)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre lembran\u00e7as e a indigna\u00e7\u00e3o de quem ainda sofre os efeitos da destrui\u00e7\u00e3o pela lama, Semin\u00e1rio Rio de Gente apresentou estudos que revelam a dimens\u00e3o dos impactos ambientais e sociais na bacia do Rio Doce.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":1609,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[8],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1608","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-resista","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1608","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1608"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1608\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2542,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1608\/revisions\/2542"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1609"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1608"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}