{"id":16093,"date":"2020-04-27T11:24:09","date_gmt":"2020-04-27T14:24:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=16093"},"modified":"2021-12-01T09:30:51","modified_gmt":"2021-12-01T12:30:51","slug":"covid-19-e-o-virus-da-violencia-no-brasil-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/covid-19-e-o-virus-da-violencia-no-brasil-indigena\/","title":{"rendered":"Covid-19 e o v\u00edrus da viol\u00eancia no Brasil ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Nos primeiros seis meses de 2019 ocorreram nada menos que 160 casos de invas\u00e3o, em 150 terras diferentes, resultando em diversos outros crimes<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"972\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/c0630d23-ari-uru-eu-wau-wau-1024x972.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16096\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/c0630d23-ari-uru-eu-wau-wau-1024x972.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/c0630d23-ari-uru-eu-wau-wau-300x285.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/c0630d23-ari-uru-eu-wau-wau-768x729.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/c0630d23-ari-uru-eu-wau-wau-358x340.jpg 358w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/04\/c0630d23-ari-uru-eu-wau-wau.jpg 1113w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Ari Uru-Eu-Wau-Wau, professor e agente ambiental, foi encontrado morto no \u00faltimo dia 18, com marcas de pancadas<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Gabriel Uchida \/ Kanind\u00e9<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>V\u00edtima hist\u00f3rica da banaliza\u00e7\u00e3o do preconceito e da viol\u00eancia, o Brasil ind\u00edgena testemunha os efeitos do &nbsp;desmonte da pol\u00edtica ambiental e da perspectiva integracionista que contaminou a pol\u00edtica indigenista.&nbsp;&nbsp;Alimentados pela retomada do discurso de \u00f3dio que recrudesceu entre os segmentos mais atrasados da sociedade brasileira,&nbsp; a intoler\u00e2ncia e o preconceito contra os ind\u00edgenas t\u00eam se traduzido num aumento alarmante dos casos de viola\u00e7\u00e3o dos direitos, sem uma resposta efetiva daqueles que t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de proteger e promover tais direitos.<\/p>\n\n<p>Em meio ao cen\u00e1rio de pandemia que se instalou no mundo e no Brasil, urge que a sociedade brasileira exija a aniquila\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da viol\u00eancia que se espalha pelas terras ind\u00edgenas, for\u00e7ando o governo federal e segmentos atrasados a renunciarem ao discurso preconceituoso e integracionista; sob pena de testemunharmos uma reedi\u00e7\u00e3o do triste legado da expans\u00e3o colonial nas Am\u00e9ricas: o maior genoc\u00eddio da hist\u00f3ria da humanidade, que culminou com o exterm\u00ednio de pelo menos 70 milh\u00f5es de ind\u00edgenas.<\/p>\n\n<p>An\u00e1lises preliminares do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi) explicitam como esse contexto de intoler\u00e2ncia e preconceito se manifesta no cotidiano do Brasil ind\u00edgena. Tais an\u00e1lises denotam que s\u00f3 nos primeiros seis meses de 2019 ocorreram nada menos que 160 casos de invas\u00e3o, em 150 terras diferentes, produzindo&nbsp; crimes que v\u00e3o desde homic\u00eddios, grilagem de terras p\u00fablicas, extra\u00e7\u00e3o ilegal de ouro a explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira e outros recursos naturais.<\/p>\n\n<p>\u00c9 fato que a omiss\u00e3o do Estado, o preconceito e a intoler\u00e2ncia t\u00eam sustentado a pol\u00edtica de exterm\u00ednio que ainda ceifa a vida de lideran\u00e7as ind\u00edgenas, especialmente daquelas que seguem denunciando e cobrando que o Estado brasileiro assuma uma pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o eficiente aos territ\u00f3rios e aos direitos ind\u00edgenas; a exemplo do que vinham fazendo Zezico&nbsp;Guajajara&nbsp;e Ari Uru-Eu-Wau-Wau, assassinados em 31 de mar\u00e7o e 18 de abril respectivamente.<\/p>\n\n<p>Para p\u00f4r fim nessa pol\u00edtica de exterm\u00ednio, \u00e9 imperativo conter a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da viol\u00eancia que segue impondo a perda de vidas e de biodiversidade nos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, bem como comprometendo a efici\u00eancia das medidas sanit\u00e1rias que buscam conter a dissemina\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus pelo Brasil ind\u00edgena.<\/p>\n\n<p>Mais do que recursos financeiros, o que se cobra \u00e9 que aqueles que juraram cumprir a Constitui\u00e7\u00e3o e as leis do pa\u00eds, para al\u00e9m das conveni\u00eancias pol\u00edticas e impress\u00f5es pessoais, rompam com a in\u00e9rcia e a omiss\u00e3o que t\u00eam levado ainda mais desespero ao Brasil ind\u00edgena, e atuem com energia em desfavor das redes criminosas que atuam de forma organizada contra as terras ind\u00edgenas brasileiras.<\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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