{"id":1621,"date":"2012-05-22T19:39:00","date_gmt":"2012-05-22T19:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-combate-ao-trabalho-analogo-ao-escravo\/"},"modified":"2019-11-06T05:21:34","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:34","slug":"o-combate-ao-trabalho-analogo-ao-escravo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-combate-ao-trabalho-analogo-ao-escravo\/","title":{"rendered":"O combate ao trabalho an\u00e1logo ao escravo"},"content":{"rendered":"<h4><em>Atualmente, est\u00e3o sendo monitorados 70 processos na Justi\u00e7a Federal do Maranh\u00e3o que buscam condenar cerca de 130 r\u00e9us<\/em><\/h4>\n<div class=\"post-content\">\n<div>\n<p>O trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o \u00e9 um dos horrores apontados pelo relat\u00f3rio \u201cCarvoaria Amaz\u00f4nia\u201d, lan\u00e7ado pelo Greenpeace na semana passada, o qual retrata os impactos gerados pela cadeia produtiva do ferro gusa. Dessa forma, o Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascaran tem trabalhando intensamente h\u00e1 15 anos para libertar trabalhadores na regi\u00e3o de A\u00e7ail\u00e2ndia, situada no oeste do estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Nele atuam dois advogados que prestam assessoria jur\u00eddica e fazem o atendimento e acolhimento das v\u00edtimas, entram em contato com testemunhas, recebem den\u00fancias e as encaminham aos \u00f3rg\u00e3os competentes.<\/p>\n<p>Atualmente, est\u00e3o sendo monitorados 70 processos na Justi\u00e7a Federal do Maranh\u00e3o que buscam condenar cerca de 130 r\u00e9us. Vinte cinco deles recebem uma aten\u00e7\u00e3o especial devido ao seu potencial de repercuss\u00e3o.<\/p>\n<p><object data=\"http:\/\/www.flickr.com\/apps\/slideshow\/show.swf?v=109615\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"560\" height=\"375\"><param name=\"data\" value=\"http:\/\/www.flickr.com\/apps\/slideshow\/show.swf?v=109615\" \/><param name=\"flashvars\" value=\"offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fgreenpeacebrasil%2Fsets%2F72157629851097466%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fgreenpeacebrasil%2Fsets%2F72157629851097466%2F&amp;set_id=72157629851097466&amp;jump_to=\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.flickr.com\/apps\/slideshow\/show.swf?v=109615\" \/><\/object><\/p>\n<p>\u201cDesde 2005 para c\u00e1, nossos advogados come\u00e7aram a acompanhar os processos e eles acabam tendo um andamento mais r\u00e1pido, sendo sentenciados entre dois a quatro anos, em m\u00e9dia. No entanto, pela l\u00f3gica, eles deveriam ser julgados em no m\u00e1ximo 90, 120 dias\u201d, destaca Antonio Filho, coordenador do Centro de Defesa da Vida. Mas assusta saber que os processos que n\u00e3o recebem a monitoria deste grupo levam de 6 a 10 anos para receberam uma senten\u00e7a.<\/p>\n<p>Estimativas da CPT (Comiss\u00e3o Pastoral da Terra) apontam que h\u00e1 no Brasil 25 mil pessoas trabalhando em condi\u00e7\u00f5es similares \u00e0 escravid\u00e3o. Antonio Canuto, secret\u00e1rio da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional da CPT, esclarece que em 2011 foram feitas 230 den\u00fancias que englobaram 3.939 trabalhadores, sendo que, desse total, 2.095 foram libertados.<\/p>\n<p>Vale esclarecer que para cada caso denunciado, h\u00e1 ainda quatro a seis casos que n\u00e3o chegaram a ser notificados aos \u00f3rg\u00e3os competentes. \u201cJ\u00e1 no Maranh\u00e3o, foram registradas 23 ocorr\u00eancias no ano passado, que envolviam 259 trabalhadores, dos quais 101 foram libertados. Desse total de resgatados, sete eram menores de idade\u201d, pontua Canuto.<\/p>\n<p>Antonio Filho observa que at\u00e9 38% dos resgatados no Brasil nos \u00faltimos 15 anos s\u00e3o maranhenses. \u201cPara qualquer trabalhador que \u00e9 libertado seja no Mato Grosso, Par\u00e1, Tocantins, S\u00e3o Paulo, tenha a certeza de que a\u00ed h\u00e1 um grupo de trabalhadores do Maranh\u00e3o\u201d, denuncia.<\/p>\n<p>Para enfrentar esta realidade, que tamb\u00e9m engloba a presen\u00e7a hegem\u00f4nica do latif\u00fandio, invas\u00e3o de terras ind\u00edgenas e a destrui\u00e7\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica, os movimentos sociais de A\u00e7ail\u00e2ndia se uniram. H\u00e1 dez anos foi montada uma articula\u00e7\u00e3o entre MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, a par\u00f3quia S\u00e3o Jo\u00e3o, a Rede Justi\u00e7a nos Trilhos e o Centro de Defesa da Vida.<\/p>\n<p>Nas palavras de Maria Divina Lopes, da coordena\u00e7\u00e3o do MST de A\u00e7ail\u00e2ndia, batalha-se por um processo de conscientiza\u00e7\u00e3o e convencimento dessas fam\u00edlias de que se pode reverter este quadro. \u201c\u00c9 poss\u00edvel mexer na estrutura fundi\u00e1ria que temos no estado, organizar-se para pressionar pela socializa\u00e7\u00e3o da terra\u201d, finaliza.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente, est\u00e3o sendo monitorados 70 processos na Justi\u00e7a Federal do Maranh\u00e3o que buscam condenar cerca de 130 r\u00e9us.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[8],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1621","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-resista","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1621","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1621"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1621\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3462,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1621\/revisions\/3462"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1621"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}