{"id":1622,"date":"2015-01-23T00:00:00","date_gmt":"2015-01-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/artigo-publicado-na-revista-science-reconhece-eficacia-da-moratoria-da-soja\/"},"modified":"2024-04-03T15:23:19","modified_gmt":"2024-04-03T18:23:19","slug":"artigo-publicado-na-revista-science-reconhece-eficacia-da-moratoria-da-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/artigo-publicado-na-revista-science-reconhece-eficacia-da-moratoria-da-soja\/","title":{"rendered":"Artigo publicado na revista Science reconhece efic\u00e1cia da Morat\u00f3ria da Soja"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"leader\"><em>Segundo o estudo, o acordo volunt\u00e1rio de mercado tem sido mais eficaz para coibir o desmatamento do que a legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/em><\/h4>\n<div>\n<div class=\"events-box middle-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_Property3_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/DSC_1449_2.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"532\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Antes da Morat\u00f3ria, at\u00e9 30% da expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de soja na amaz\u00f4nia ocorria a partir do desmatamento. Agora, este \u00edndice n\u00e3o passa de 1%. (\u00a9 Chico Batata\/Greenpeace)<\/p><\/div>\n<p>A revista Science, uma das mais importantes refer\u00eancias da literatura cient\u00edfica, publicou nesta quinta-feira (22) um artigo sobre a efic\u00e1cia da Morat\u00f3ria da Soja no combate ao desmatamento da Amaz\u00f4nia. O estudo, assinado por cientistas brasileiros e norte-americanos, defende que o acordo, que promove uma restri\u00e7\u00e3o de mercado, obteve melhores resultados no combate ao desmatamento do que a pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Assinada pela primeira vez em 2006, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de den\u00fancias feitas pelo Greenpeace ligando a produ\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o na Amaz\u00f4nia e o desmatamento, a Morat\u00f3ria da Soja trata-se de um acordo assumido pelas empresas comercializadoras de soja representadas pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de \u00d3leos Vegetais (Abiove) e pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Exportadores de Cereais (ANEC), onde as companhias se comprometem a n\u00e3o comprar o gr\u00e3o de \u00e1reas que foram desmatadas ap\u00f3s a assinatura do termo. (<a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/Moratoria-da-soja-e-renovada-para-fortalecer-governanca-na-Amazonia\/\">Este ano, a faixa de corte passou para 2008<\/a>).<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora Holly Gibbs, do Departamento de Estudos Ambientais da Universidade de Wisconsin (USA), que liderou o estudo, o acordo foi essencial para acabar com a perda florestal relacionada ao setor. \u201cO que identificamos \u00e9 que, antes da Morat\u00f3ria, aproximadamente 30% da expans\u00e3o da cultura de soja na Amaz\u00f4nia ocorreu a partir do desmatamento, e que, ap\u00f3s a assinatura da Morat\u00f3ria, este \u00edndice chegou a apenas 1%\u201d, disse.<\/p>\n<p>Outro ponto abordado pela pesquisa diz respeito a efic\u00e1cia da Morat\u00f3ria, frente aos resultados obtidos pelos mecanismos de controle previstos no C\u00f3digo Florestal. \u201cApenas 115, dentre milhares de produtores de soja, violaram a Morat\u00f3ria desde que ela foi criada. Mas mais de 600 destes produtores violaram o C\u00f3digo Florestal no mesmo per\u00edodo\u201d, afirma Gibbs. &#8220;Isso mostra que esse grupo de agricultores \u00e9 cinco vezes mais propenso a violar a pol\u00edtica governamental do que de violar o acordo do setor privado&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, apesar de \u00fateis para o controle, ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) sozinhas n\u00e3o conseguiriam acabar com o desmatamento. \u201cEm 2014, por exemplo, aproximadamente 25% do desmatamento na Amaz\u00f4nia matogrossense e 32% do desmatamento no Par\u00e1 aconteceram em propriedades com registro no CAR\u201d, detalha o estudo.<\/p>\n<p>A pesquisadora defende que a Morat\u00f3ria deve ser mantida at\u00e9 que o governo brasileiro desenvolva um mecanismo para substitui-la com a mesma efic\u00e1cia. No final de 2014 o acordo foi renovado por mais 18 meses. Por isso, o desenvolvimento de uma solu\u00e7\u00e3o permanente que garanta que a soja n\u00e3o volte a ser um \u201cdriver\u201d de desmatamento se faz cada vez mais urgente.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Confira o resumo do artigo <a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/content\/347\/6220\/377.summary#aff-6\">aqui<\/a>.<\/h4>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o estudo, o acordo volunt\u00e1rio de mercado tem sido mais eficaz para coibir o desmatamento do que a legisla\u00e7\u00e3o brasileira. <\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":1624,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1622","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1622","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1622"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1622\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52067,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1622\/revisions\/52067"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1624"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1622"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1622"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1622"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1622"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}