{"id":1695,"date":"2013-05-20T16:25:00","date_gmt":"2013-05-20T16:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/gas-de-xisto-um-tema-controverso\/"},"modified":"2019-11-06T05:21:33","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:33","slug":"gas-de-xisto-um-tema-controverso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/gas-de-xisto-um-tema-controverso\/","title":{"rendered":"G\u00e1s de xisto, um tema controverso"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-content\">\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<h4 class=\"frame\"><em>A possibilidade t\u00e9cnica de se usar o g\u00e1s de xisto j\u00e1 \u00e9 conhecida h\u00e1 muito tempo, mas o custo de explora\u00e7\u00e3o s\u00f3 a tornou vi\u00e1vel nos \u00faltimos anos<\/em><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0445F.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/h4>\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0445F.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0445F.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Gases que s\u00e3o liberados durante a explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto prejudicam a respira\u00e7\u00e3o e podem contaminar seres humanos. (\u00a9 Les Stone\/Greenpeace)<\/p><\/div>\n<p>De umas semanas para c\u00e1, o assunto g\u00e1s de xisto tem estado cada vez mais presente no notici\u00e1rio. A nova \u201cmenina dos olhos\u201d em termos energ\u00e9ticos no mundo, principalmente, nos Estados Unidos, pa\u00eds que desponta como um dos maiores exploradores e com um dos pre\u00e7os mais competitivos suscita debates e opini\u00f5es controversas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A possibilidade t\u00e9cnica de se usar o g\u00e1s de xisto j\u00e1 \u00e9 conhecida h\u00e1 muito tempo, mas o custo de explora\u00e7\u00e3o s\u00f3 a tornou vi\u00e1vel nos \u00faltimos anos. Com novas descobertas e melhorias tecnol\u00f3gicas, o g\u00e1s de xisto ganhou espa\u00e7o nas matrizes energ\u00e9ticas nos \u00faltimos cinco anos e j\u00e1 vem substituindo derivados do petr\u00f3leo tanto na ind\u00fastria quanto no transporte. Seu pre\u00e7o cada vez mais competitivo \u00e9 a raz\u00e3o para que este assunto e as consequ\u00eancias da explora\u00e7\u00e3o do g\u00e1s estejam na pauta do dia.<\/p>\n<p>Um dos poss\u00edveis impactos econ\u00f4micos \u00e9 que com mais petr\u00f3leo dispon\u00edvel, e com a queda do pre\u00e7o deste, projetos para a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo que s\u00e3o muito caros se tornariam invi\u00e1veis. At\u00e9 a explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal no Brasil poderia ser afetada por essa que de pre\u00e7os, segundo Jos\u00e9 Goldemberg, professor em\u00e9rito da Universidade de S\u00e3o Paulo, em editorial no jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>Mas a quest\u00e3o aqui n\u00e3o \u00e9 apenas econ\u00f4mica, n\u00e3o basta somente discutir como a explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s afeta mercados e ind\u00fastrias brasileiras e no mundo. H\u00e1 um s\u00e9rio e grave problema ambiental envolvendo a explora\u00e7\u00e3o do g\u00e1s de xisto: para fraturar as bacias sedimentares e extrair o g\u00e1s, grandes quantidades de \u00e1gua tem de ser usada, misturada com areia e subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que podem poluir len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos. Al\u00e9m disso, o g\u00e1s liberado n\u00e3o \u00e9 metano puro, vem acompanhado de nitrog\u00eanio e de v\u00e1rias impurezas e outros componentes t\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Outro agravante \u00e9 o desconhecimento brasileiro sobre suas pr\u00f3prias bacias. A estimativa de reservas recuper\u00e1veis foi elaborada pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos e pela Ag\u00eancia Internacional de Energia e coloca o Brasil entre os dez maiores poss\u00edveis produtores. Entre d\u00favidas sobre tecnologia a ser aplicada, a infraestrutura necess\u00e1ria, os impactos ambientais e tantos outros pontos de interroga\u00e7\u00e3o remanescentes, a \u00fanica certeza que fica \u00e9 a de que o Brasil deve ir com calma, n\u00e3o achando que o sucesso norte-americano ser\u00e1 facilmente replic\u00e1vel.<\/p>\n<p>Leia mais <a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/impresso,gas-de-xisto-uma-nova-revolucao-energetica,1033542,0.htm\">aqui.<\/a>\u00a0(editorial de Jos\u00e9 Goldemberg)<\/p>\n<p><em>*Ricardo Baitelo \u00e9 da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A possibilidade t\u00e9cnica de se usar o g\u00e1s de xisto j\u00e1 \u00e9 conhecida h\u00e1 muito tempo, mas o custo de explora\u00e7\u00e3o s\u00f3 a tornou vi\u00e1vel nos \u00faltimos anos.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":1697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[6,7],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1695","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-clima","tag-energia","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1695","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1695"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1695\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3457,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1695\/revisions\/3457"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1695"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}