{"id":1726,"date":"2016-06-15T00:00:00","date_gmt":"2016-06-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/sob-ameaca-de-hidreletricas-povo-munduruku-exige-demarcacao-de-territorio-tradicional-no-tapajos\/"},"modified":"2019-11-06T05:21:14","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:14","slug":"sob-ameaca-de-hidreletricas-povo-munduruku-exige-demarcacao-de-territorio-tradicional-no-tapajos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/sob-ameaca-de-hidreletricas-povo-munduruku-exige-demarcacao-de-territorio-tradicional-no-tapajos\/","title":{"rendered":"Sob amea\u00e7a de hidrel\u00e9tricas, povo Munduruku exige demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rio tradicional no Tapaj\u00f3s"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"leader\"><em>Respeito aos direitos ind\u00edgenas \u00e9 essencial para manter o Tapaj\u00f3s sem barragens e conservar a Amaz\u00f4nia<\/em><\/h4>\n<div>\n<div class=\"events-box small-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div id=\"attachment_3335\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3335\" class=\"wp-image-3335 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/06\/GP1STOD4_Medium_res-1024x685.jpg\" alt=\"Povo Munduruku inicia sinaliza\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu\" width=\"1024\" height=\"685\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/06\/GP1STOD4_Medium_res-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/06\/GP1STOD4_Medium_res-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/06\/GP1STOD4_Medium_res-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/06\/GP1STOD4_Medium_res-508x340.jpg 508w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/06\/GP1STOD4_Medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-3335\" class=\"wp-caption-text\">O povo Munduruku habita a Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es.<\/p><\/div>\n<p>Lideran\u00e7as do povo Munduruku iniciaram hoje a sinaliza\u00e7\u00e3o dos limites da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, localizada em Itaituba, no Par\u00e1. Ao longo das pr\u00f3ximas duas semanas, eles ir\u00e3o percorrer a \u00e1rea para instalar cerca de 50 placas, semelhantes \u00e0s usadas pelo governo brasileiro na identifica\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas, nos limites de seu territ\u00f3rio, que teve os estudos de identifica\u00e7\u00e3o reconhecidos pela Funai em publica\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio Oficial no dia 19 de abril deste ano.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A sinaliza\u00e7\u00e3o conta com o apoio de ativistas do Greenpeace e \u00e9 a primeira de uma s\u00e9rie de atividades que ir\u00e3o contribuir com a luta hist\u00f3rica dos Munduruku pela defesa de seu territ\u00f3rio e a prote\u00e7\u00e3o do rio Tapaj\u00f3s. O objetivo \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica para as viola\u00e7\u00f5es e impactos inerentes ao processo de constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia. \u201cEssa \u00e9 uma luta importante n\u00e3o s\u00f3 para o nosso povo, mas para todas as pessoas do mundo. A constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas no rio Tapaj\u00f3s pode destruir nosso modo de vida e a Amaz\u00f4nia\u201d, diz o Cacique Juarez Saw Munduruku.<\/p>\n<h4><strong>Um rio em perigo<\/strong><\/h4>\n<p>O Tapaj\u00f3s \u00e9 alvo de planos para construir pelo menos cinco grandes hidrel\u00e9tricas no seu curso e no de seu principal afluente, o rio Jamanxim. Entre as usinas planejadas est\u00e1 a de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s, cujo reservat\u00f3rio ter\u00e1 729 km\u00b2. Se constru\u00eddo, ele dever\u00e1 inundar perto de 400 km\u00b2 de floresta, incluindo parte da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu. A obra poder\u00e1 induzir o desmatamento indireto de mais 2.200 km\u00b2 de floresta em \u00e1reas protegidas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A barragem interrompe o ciclo natural das \u00e1guas do rio, que funciona como o pulsar de um cora\u00e7\u00e3o e \u00e9 vital para a fauna e a flora local. A interrup\u00e7\u00e3o do fluxo de sedimentos causada pela barragem piora a qualidade da \u00e1gua, provoca a mortandade de peixes e reduz a fertilidade da floresta aluvial (vegeta\u00e7\u00e3o que fica \u00e0s margens do rio), impactando significativamente o equil\u00edbrio da vida na regi\u00e3o e promovendo a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies raras e outras ainda sequer identificadas pela comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de garantir a manuten\u00e7\u00e3o do modo de vida do povo Munduruku, a demarca\u00e7\u00e3o de Sawr\u00e9 Muybu garante a conserva\u00e7\u00e3o de 178 mil hectares de floresta amaz\u00f4nica que hoje est\u00e3o amea\u00e7ados pelos planos de constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s\u201d, argumenta Danicley de Aguiar, ativista do Greenpeace na Campanha da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<h4><strong>Suspens\u00e3o do licenciamento<\/strong><\/h4>\n<p>Ap\u00f3s mais de dois anos parado, recentemente a Funai deu continuidade ao processo de demarca\u00e7\u00e3o da terra ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, publicando o Relat\u00f3rio Circunstanciado de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, que reconhece o territ\u00f3rio como de uso tradicional Munduruku. Foi uma importante conquista na luta desse povo pelo seu direito de existir conforme seus costumes e tradi\u00e7\u00f5es, bem como uma importante batalha vencida na luta contra a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas no Tapaj\u00f3s, dado que a Constitui\u00e7\u00e3o do Brasil n\u00e3o permite o alagamento de terras ind\u00edgenas e a remo\u00e7\u00e3o de suas popula\u00e7\u00f5es. Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, o Ibama suspendeu o processo de licenciamento\u00a0da hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s, j\u00e1 que esta prev\u00ea o alagamento de parte do territ\u00f3rio da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu e exige a remo\u00e7\u00e3o de quatro aldeias<strong>.\u00a0<\/strong>\u201cVale lembrar que S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s \u00e9 a maior das hidrel\u00e9tricas previstas, mas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica. Ao todo, h\u00e1 planos para se construir pelo menos 43 hidrel\u00e9tricas na bacia do rio Tapaj\u00f3s e muitas outras na Amaz\u00f4nia\u201d, alerta Danicley.<\/p>\n<h4><strong>Responsabilidade Corporativa<\/strong><\/h4>\n<p>Al\u00e9m de sensibilizar a opini\u00e3o p\u00fablica e pressionar o governo a desistir dos planos de barrar os grandes rios da Amaz\u00f4nia, o Greenpeace tamb\u00e9m est\u00e1 questionando as empresas interessadas sobre os riscos de reputa\u00e7\u00e3o envolvidos nesses projetos. Empresas como a alem\u00e3 Siemens,\u00a0que det\u00eam a tecnologia para a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas, devem se comprometer publicamente a n\u00e3o se envolver no projeto do Tapaj\u00f3s. \u201cEm vez de contribuir com a destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, tanto a Siemens como as outras empresas interessadas na hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s deveriam ajudar o Brasil a desenvolver um futuro com energia limpa de verdade, como a solar e a e\u00f3lica, que j\u00e1 s\u00e3o uma realidade para suprir as necessidades de abastecimento de energia do pa\u00eds\u201d, afirma Danicley.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"http:\/\/br.heartoftheamazon.org\/?utm_source=referral&amp;utm_medium=p3&amp;utm_campaign=tapajos_coracao&amp;utm_content=blog\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ajude a proteger o Cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Assine a peti\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong><\/h4>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respeito aos direitos ind\u00edgenas \u00e9 essencial para manter o Tapaj\u00f3s sem barragens e conservar a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":3335,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22,8],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1726","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","tag-resista","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1726","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1726"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1726\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12971,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1726\/revisions\/12971"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1726"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}