{"id":1757,"date":"2016-11-29T00:00:00","date_gmt":"2016-11-29T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/demarcacao-ja-indigenas-munduruku-protestam-pela-garantia-e-protecao-de-seu-territorio\/"},"modified":"2019-11-06T05:21:07","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:07","slug":"demarcacao-ja-indigenas-munduruku-protestam-pela-garantia-e-protecao-de-seu-territorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/demarcacao-ja-indigenas-munduruku-protestam-pela-garantia-e-protecao-de-seu-territorio\/","title":{"rendered":"Demarca\u00e7\u00e3o J\u00e1: ind\u00edgenas Munduruku protestam pela garantia e prote\u00e7\u00e3o de seu territ\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"leader\"><em>Lideran\u00e7as foram ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a para cobrar a publica\u00e7\u00e3o da Portaria Declarat\u00f3ria da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, no Par\u00e1<\/em><\/h4>\n<div>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 615px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/001_20161129_GP_Demarcacao_Mundu_BSB_Otavio_Almeida_EW5A2550.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_Property3_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/001_20161129_GP_Demarcacao_Mundu_BSB_Otavio_Almeida_EW5A2550.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">\u00cdndios Munduruku protestam pela demarca\u00e7\u00e3o de sua terra em frente ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a em Bras\u00edlia (\u00a9 Ot\u00e1vio Almeida \/ Greenpeace)<\/p><\/div>\n<p>Na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira, dia 29, lideran\u00e7as do povo Munduruku realizaram um protesto em frente ao Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a, em Bras\u00edlia, pedindo a demarca\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, no rio Tapaj\u00f3s, no Par\u00e1. A a\u00e7\u00e3o contou com a participa\u00e7\u00e3o de mais de 80 ind\u00edgenas e com o apoio do Greenpeace Brasil e do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Foram utilizadas grandes letras vermelhas para escrever, no gramado em frente \u00e0 entrada do pr\u00e9dio, a frase \u201cDemarca\u00e7\u00e3o J\u00e1\u201d. Tamb\u00e9m foram fincadas 180 flechas no local, representando os dias do prazo administrativo \u2013 expirado ontem (28)\u00a0 \u2013 para que o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a defina sobre a publica\u00e7\u00e3o da Portaria Declarat\u00f3ria da terra reivindicada como tradicional pelos Munduruku.<\/p>\n<p>A insist\u00eancia do governo em construir hidrel\u00e9tricas no rio Tapaj\u00f3s est\u00e1 no meio do caminho do processo de demarca\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu. S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s, a maior das barragens planejadas, cujo licenciamento foi arquivado em agosto deste ano, alagaria parte da Sawr\u00e9 Muybu, onde est\u00e3o localizadas quatro aldeias. No entanto, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal impede a remo\u00e7\u00e3o de povos ind\u00edgenas de suas terras, exceto em ocasi\u00f5es emergenciais, e, nestes casos, garante a eles o devido retorno.<\/p>\n<p>\u201cA demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas contribui com o fortalecimento da democracia brasileira e reconhece a import\u00e2ncia dos povos ind\u00edgenas na forma\u00e7\u00e3o da cultura nacional e na conserva\u00e7\u00e3o de nossos recursos naturais\u201d, afirma Danicley de Aguiar, da Campanha da Amaz\u00f4nia do Greenpeace.<\/p>\n<p><strong>Apoio <\/strong>&#8211; <a href=\"https:\/\/br.heartoftheamazon.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mais de 1,3 milh\u00e3o de pessoas ao redor do mundo se juntaram \u00e0 luta dos Munduruku pela prote\u00e7\u00e3o do Tapaj\u00f3s.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span id=\"hs-cta-wrapper-9ecfa57d-76f5-4177-ad54-ab30d9d60a59\" class=\"hs-cta-wrapper\"><span id=\"hs-cta-9ecfa57d-76f5-4177-ad54-ab30d9d60a59\" class=\"hs-cta-node hs-cta-9ecfa57d-76f5-4177-ad54-ab30d9d60a59\"><br \/>\n<a href=\"http:\/\/cta-redirect.hubspot.com\/cta\/redirect\/537105\/9ecfa57d-76f5-4177-ad54-ab30d9d60a59\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" id=\"hs-cta-img-9ecfa57d-76f5-4177-ad54-ab30d9d60a59\" class=\"hs-cta-img\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/9ecfa57d-76f5-4177-ad54-ab30d9d60a59.png\" alt=\"Apoie a prote\u00e7\u00e3o do Tapaj\u00f3s\" \/><\/a><br \/>\n<\/span><br \/>\n<script charset=\"utf-8\" src=\"https:\/\/js.hscta.net\/cta\/current.js\"><\/script><\/span><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da autodemarca\u00e7\u00e3o em 2014, lideran\u00e7as do povo Munduruku realizaram a sinaliza\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, em julho de 2016, instalando placas para estabelecer os limites de seu territ\u00f3rio e pressionar pela demarca\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s sabemos que a terra \u00e9 nossa e vamos cuidar dela. A gente vive da terra\u201d, explica Juarez Saw Munduruku, cacique da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu. \u201cOs brancos tamb\u00e9m sabem que aquela parte \u00e9 nossa, mas mesmo assim n\u00e3o respeitam os nossos limites. A demarca\u00e7\u00e3o nos d\u00e1 mais prote\u00e7\u00e3o para que invasores n\u00e3o entrem na nossa terra\u201d, conclui ele.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio executivo do Cimi, Cleber Buzatto, avalia que \u201cdiante das graves amea\u00e7as de retrocessos relativa aos seus direitos fundi\u00e1rios devido \u00e0s press\u00f5es do agroneg\u00f3cio, os povos ind\u00edgenas n\u00e3o se conformam e mant\u00eam a resist\u00eancia e a insurg\u00eancia pol\u00edtica para terem efetivados e n\u00e3o suprimidos tais direitos. E isso, al\u00e9m de leg\u00edtimo, \u00e9 salutar, n\u00e3o s\u00f3 para os povos ind\u00edgenas, como para toda a sociedade brasileira\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Saiba mais<\/strong><\/h4>\n<p>As Terras Ind\u00edgenas s\u00e3o essenciais para garantir o modo de vida dos povos origin\u00e1rios que as habitam, al\u00e9m de serem hoje a maior barreira contra o desmatamento na Amaz\u00f4nia. O direito \u00e0 terra \u00e9 uma ferramenta legal de prote\u00e7\u00e3o e assegura a reprodu\u00e7\u00e3o f\u00edsica e cultural dessas popula\u00e7\u00f5es. A demora em cumprir o que determina a Constitui\u00e7\u00e3o Federal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demarca\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, deixa os territ\u00f3rios e seus povos vulner\u00e1veis \u00e0 invas\u00e3o de madeireiros, grileiros e garimpeiros.<\/p>\n<p>A Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu est\u00e1 localizada nos munic\u00edpios de Itaituba e Trair\u00e3o, no Par\u00e1, ocupando uma \u00e1rea de 178 mil hectares. Em abril de 2016, ap\u00f3s mais de dez anos desde o in\u00edcio do processo de demarca\u00e7\u00e3o, a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) publicou o Relat\u00f3rio Circunstanciado de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o (RCID) que comprova a ocupa\u00e7\u00e3o tradicional do povo Munduruku sobre o territ\u00f3rio. Em seguida, foi aberto o per\u00edodo para a contesta\u00e7\u00e3o e, desde agosto, come\u00e7ou a contar o prazo para que a Funai se manifeste definitivamente a respeito da demarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira de 1988 assegurou aos povos ind\u00edgenas o respeito a sua organiza\u00e7\u00e3o social, costumes, l\u00ednguas, cren\u00e7as e tradi\u00e7\u00f5es, e reconheceu o direito origin\u00e1rio sobre as terras que eles tradicionalmente ocupam.<\/p>\n<p>Atualmente, segundo dados do Cimi, h\u00e1 63 terras ind\u00edgenas aguardando o Decreto de Homologa\u00e7\u00e3o pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica; 47 terras ind\u00edgenas aguardando a Portaria de Declara\u00e7\u00e3o pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a; e 175 terras ind\u00edgenas aguardando a publica\u00e7\u00e3o do RCID pela Presid\u00eancia da Funai.<\/p>\n<p>De acordo com os dados da pr\u00f3pria Funai, existem ainda 475 registros v\u00e1lidos de reivindica\u00e7\u00f5es fundi\u00e1rias ind\u00edgenas que necessitam complementos de informa\u00e7\u00f5es, o que deve ser feito por meio de Grupo de Trabalho especializado. Ou seja, trata-se de terras ind\u00edgenas reivindicadas pelos povos que ainda n\u00e3o tiveram qualquer provid\u00eancia tomada pela Funai. As terras ind\u00edgenas s\u00e3o fundamentais para garantir a sobreviv\u00eancia f\u00edsica, cultural e espiritual dos 305 povos ind\u00edgenas do pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lideran\u00e7as foram ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a para cobrar a publica\u00e7\u00e3o da Portaria Declarat\u00f3ria da Terra Ind\u00edgena Sawr\u00e9 Muybu, no Par\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":1759,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22,8],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-1757","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","tag-resista","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1757","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1757"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1757\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12953,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1757\/revisions\/12953"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1759"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1757"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1757"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1757"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=1757"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}