{"id":2062,"date":"2018-06-27T12:48:15","date_gmt":"2018-06-27T15:48:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=2062"},"modified":"2019-11-06T05:20:34","modified_gmt":"2019-11-06T08:20:34","slug":"desmatamento-no-cerrado-aumentou-9-no-ultimo-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desmatamento-no-cerrado-aumentou-9-no-ultimo-ano\/","title":{"rendered":"Desmatamento no Cerrado aumentou 9% no \u00faltimo ano"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_582\" style=\"width: 760px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-582\" class=\"wp-image-582\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STR1E7_PressMedia.jpg\" alt=\"Vista a\u00e9rea do munic\u00edpio de Balsas, Maranh\u00e3o.\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STR1E7_PressMedia.jpg 605w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STR1E7_PressMedia-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STR1E7_PressMedia-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><p id=\"caption-attachment-582\" class=\"wp-caption-text\">Vista a\u00e9rea do munic\u00edpio de Balsas, Maranh\u00e3o, na regi\u00e3o conhecida como MATOPIBA, que abrange os estados de Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia.<\/p><\/div>\n<p>Savana mais rica do planeta, o <strong>Cerrado<\/strong> sofre com a devasta\u00e7\u00e3o. Dados preliminares do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgados pelo\u00a0<a class=\"zoom\" href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/index.php\/comunicacao\/agencia-informma?view=blog&amp;id=3066\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Minist\u00e9rio do Meio Ambiente<\/a>\u00a0na \u00faltima quinta-feira (21) apontam que o desmatamento no bioma aumentou 9% em 2017, em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Em 2016, um total de 6.777 km\u00b2 foram desmatados; em 2017, esse n\u00famero subiu para 7.408 km\u00b2. O <strong>avan\u00e7o da agropecu\u00e1ria<\/strong> sobre a vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e9 a principal causa do <strong>desmatamento<\/strong>.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o aos anos de 2014 e 2015, houve redu\u00e7\u00e3o da taxa de desmatamento no bioma. Ainda assim, os \u00edndices s\u00e3o considerados muito altos para o Cerrado, que abriga um ter\u00e7o da biodiversidade do Brasil mas est\u00e1 extremamente amea\u00e7ado por conta da expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio. Atualmente, apenas 50% da vegeta\u00e7\u00e3o original do ecossistema est\u00e1 de p\u00e9.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que, pela primeira vez, est\u00e3o sendo divulgados dados do\u00a0<a class=\"zoom\" href=\"http:\/\/www.dpi.inpe.br\/fipcerrado\/dashboard\/cerrado-rates.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">desmatamento do Cerrado<\/a>\u00a0detalhados ano a ano, o que torna poss\u00edvel comparar a convers\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa a partir de uma s\u00e9rie hist\u00f3rica. O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente prometeu, a partir de agora, divulgar as taxas do Cerrado todos os anos, pr\u00e1tica que vem sendo adotada no bioma Amaz\u00f4nia desde 1988.<\/p>\n<p>O Cerrado tamb\u00e9m passar\u00e1 a ser monitorado diariamente com base em imagens de sat\u00e9lite de alta defini\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do Deter B, que consiste em um sistema de detec\u00e7\u00e3o do desmatamento em tempo real. Assim como aconteceu na Amaz\u00f4nia, espera-se que a ferramenta facilite o trabalho de fiscaliza\u00e7\u00e3o coordenado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renov\u00e1veis).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cA divulga\u00e7\u00e3o dos dados do Cerrado ano a ano \u00e9 um importante passo do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, que aumenta a transpar\u00eancia das mudan\u00e7as pelas quais passa o bioma em decorr\u00eancia da expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria. Isso permitir\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 o aumento do controle social, como tamb\u00e9m nortear\u00e1 pol\u00edticas p\u00fablicas e compromissos de empresas\u201d, avalia <strong>Cristiane Mazzetti<\/strong>, da campanha de florestas do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<h2>O papel do setor privado<\/h2>\n<p>As boas not\u00edcias de transpar\u00eancia ficar\u00e3o apenas no papel se as empresas n\u00e3o assumirem compromissos concretos com a preserva\u00e7\u00e3o deste importante bioma. O simples cumprimento da lei n\u00e3o garante a sobreviv\u00eancia do Cerrado.<\/p>\n<p>\u201cNo Cerrado, os fazendeiros podem desmatar legalmente at\u00e9 80% de sua propriedade, o que seria um desastre. O acelerado desmatamento no bioma, que j\u00e1 supera o da Amaz\u00f4nia, \u00e9 respons\u00e1vel por uma parte relevante das emiss\u00f5es de gases que provocam mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Al\u00e9m disso, a regi\u00e3o abriga enorme biodiversidade, \u00e9 ber\u00e7o de grande parte dos rios brasileiros e \u00e9 marcada pela injusti\u00e7a social com uma hist\u00f3rica e perversa concentra\u00e7\u00e3o de terra e renda em poucas m\u00e3os\u201d, diz Paulo Adario, estrategista s\u00eanior de florestas do Greenpeace.<\/p>\n<p>O Greenpeace Brasil alerta para a necessidade de se aumentarem os esfor\u00e7os para a prote\u00e7\u00e3o do Cerrado &#8211; o que implica em zerar o desmatamento. No ano passado, cerca de 60 organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas, incluindo o Greenpeace Brasil, lan\u00e7aram o <a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Blog\/ambientalistas-pedem-que-mercado-pare-o-desma\/blog\/60195\/\">Manifesto do Cerrado<\/a>, exigindo que investidores e empresas que compram soja e gado na regi\u00e3o tomassem medidas para frear o avan\u00e7o sobre a vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Mais de 60 companhias apoiaram o manifesto e se comprometeram a trabalhar com os atores locais e internacionais para preservar o bioma. No entanto, nenhum compromisso concreto foi feito at\u00e9 agora. Recentemente, ali\u00e1s,<a href=\"http:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/pt\/Noticias\/Operacao-do-Ibama-multa-empresas-e-produtores-por-soja-ilegal-no-Cerrado\/\">\u00a0uma opera\u00e7\u00e3o recente do Ibama no Cerrado<\/a>\u00a0multou 78 empresas, incluindo gigantes do agroneg\u00f3cio como Cargill e Bunge, no valor de R$105,7 milh\u00f5es por desmatamento ilegal.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c9 urgente que sejam estabelecidos compromissos robustos e transparentes por parte do setor privado, no sentido de desvincular suas cadeias produtivas de \u00e1reas naturais recentemente desmatadas.<\/p>\n<p>Veja\u00a0<a class=\"zoom\" href=\"http:\/\/www.dpi.inpe.br\/fipcerrado\/dashboard\/cerrado-rates.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>\u00a0os dados oficiais de desmatamento no Cerrado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria \u00e9 o principal vetor de destrui\u00e7\u00e3o do bioma. \u00c9 preciso a\u00e7\u00e3o por parte do setor privado para zerar a perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":582,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-2062","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2062","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2062"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2062\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12886,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2062\/revisions\/12886"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/582"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2062"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2062"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2062"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=2062"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}