{"id":24226,"date":"2020-06-04T11:32:26","date_gmt":"2020-06-04T14:32:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=24226"},"modified":"2025-07-02T04:33:34","modified_gmt":"2025-07-02T07:33:34","slug":"greenpeace-denuncia-mais-um-ataque-a-areas-protegidas-no-epicentro-do-agronegocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/greenpeace-denuncia-mais-um-ataque-a-areas-protegidas-no-epicentro-do-agronegocio\/","title":{"rendered":"Greenpeace denuncia mais um ataque a \u00e1reas protegidas no epicentro do agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/06\/f12ee82a-gp1stxmp_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24229\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/06\/f12ee82a-gp1stxmp_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/06\/f12ee82a-gp1stxmp_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/06\/f12ee82a-gp1stxmp_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/06\/f12ee82a-gp1stxmp_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/06\/f12ee82a-gp1stxmp_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, criado em 1997, abrange 158 mil hectares na fronteira do Brasil mato-grossense com a Bol\u00edvia. <div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Ednilson Aguiar<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo <\/strong>&#8211; Somente entre janeiro e abril deste ano, a \u00e1rea com alertas de desmatamento em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o acumulam alta de 167% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Neste contexto, fruto de uma investiga\u00e7\u00e3o, o Greenpeace denuncia hoje o caso do o Parque Estadual Ricardo Franco, localizado no munic\u00edpio de Vila Bela da Sant\u00edssima Trindade, no Mato Grosso. Apesar de ser um local priorit\u00e1rio para a conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies raras e \u00fanicas de biodiversidade, o parque \u00e9 alvo de press\u00f5es pol\u00edticas exercidas por fazendeiros, omiss\u00e3o do estado na sua implanta\u00e7\u00e3o e de um mercado que indiretamente fomenta a cria\u00e7\u00e3o de gado no seu interior. O caso re\u00fane diversas irregularidades que colocam em risco o parque e sua rica biodiversidade<\/p>\n\n<p>Prestes a comemorar o dia internacional do meio ambiente &#8211; que tem como tema a biodiversidade &#8211; nem empresas e nem governos cumpriram as promessas que fizeram para proteger a biodiversidade at\u00e9 2020. No Brasil, a destrui\u00e7\u00e3o em \u00e1reas protegidas na Amaz\u00f4nia, fundamentais para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, tem crescido significativamente em meio a um clima pol\u00edtico favor\u00e1vel ao crime ambiental e ao desmantelamento dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Isso demonstra a falha de governos em garantir a efetiva prote\u00e7\u00e3o desses territ\u00f3rios e tamb\u00e9m a falha de empresas que n\u00e3o cumpriram suas promessas de eliminar o desmatamento de suas cadeias produtivas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O Parque Estadual Serra Ricardo Franco foi criado em 1997, cobrindo 158.000 hectares &#8211; o equivalente a \u00e1rea da cidade de S\u00e3o Paulo &#8211; na fronteira do Mato Grosso do Brasil com a Bol\u00edvia.&nbsp;<\/p>\n\n<p><em><a href=\"https:\/\/media.greenpeace.org\/Share\/38h20ckw6hii4847d3l5215qdpwv8dmm\">Confira fotos do parque aqui.<\/a><\/em><\/p>\n\n<p>Na regi\u00e3o do parque Serra Ricardo Franco, foram identificadas 472 esp\u00e9cies de aves, o que equivale a aproximadamente um quarto de todas as esp\u00e9cies de aves identificadas no Brasil. Entre as esp\u00e9cies est\u00e3o a <em>Sporophila nigrorufa<\/em>, popularmente conhecida como caboclinho-do-sert\u00e3o, classificada como \u201cvulner\u00e1vel\u201d na Lista Vermelha de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas, e a arara-azul, antes avistada em toda a Amaz\u00f4nia, no Cerrado e na Caatinga, mas hoje tem avistamentos concentrados em pequenas regi\u00f5es, entre elas o Parque Estadual Ricardo Franco. Al\u00e9m das aves, a regi\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 rica em outras esp\u00e9cies, incluindo mam\u00edferos amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o tais como a ariranha (<em>Pteronura brasiliensis<\/em>) e tamb\u00e9m vulner\u00e1veis, como o tamandu\u00e1-bandeira (<em>Myrmecophaga tridactyla<\/em>).<\/p>\n\n<p>Devido \u00e0 sua import\u00e2ncia para a biodiversidade, o parque foi criado sob a categoria de prote\u00e7\u00e3o integral. De acordo com an\u00e1lise do Greenpeace, desde a cria\u00e7\u00e3o do parque mais de 12.000 hectares foram desmatados e na pr\u00e1tica, 71% de sua \u00e1rea \u00e9 reivindicada como propriedade privada atrav\u00e9s do CAR (Cadastro Ambiental Rural) e muitas dessas \u201cfazendas\u201d produzem gado, o que \u00e9 incompat\u00edvel com os objetivos da Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Das 137 fazendas (segundo registros do CAR) existentes no parque, duas chamam aten\u00e7\u00e3o: Pared\u00e3o I e II, que somam mais de 4 mil hectares, dos quais pelo menos 2 mil hectares foram desmatados ilegalmente. O ex-ministro da Casa Civil Eliseu Padilha aparece como s\u00f3cio-propriet\u00e1rio em uma das fazendas, junto com seu ex-assessor e s\u00f3cio, Marcos Antonio Assi Tozzatti. Em 2016 essas fazendas foram alvo de A\u00e7\u00f5es Civis P\u00fablicas do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Mato Grosso por cometerem danos ambientais nas propriedades.<\/p>\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o conjunta entre Greenpeace e Rep\u00f3rter Brasil&nbsp; verificou que, entre abril de 2018 e junho de 2019, animais provenientes dessas fazendas foram comercializados com outra propriedade localizada fora do parque, tamb\u00e9m registrada em nome de Tozzatti, e que \u00e9 fornecedor significativo dos principais frigor\u00edficos do Brasil: JBS, Marfrig e Minerva. Esse esquema \u00e9 conhecido como \u201clavagem de gado\u201d. Tratam-se dos casos em que o boi que nasceu, cresceu e transitou por fazendas com irregularidades \u00e9 transferido (na pr\u00e1tica ou apenas na documenta\u00e7\u00e3o) para uma fazenda sem hist\u00f3rico de irregularidades, podendo assim ser livremente fornecido para frigor\u00edficos comprometidos publicamente h\u00e1 mais de 10 anos a n\u00e3o comprarem mat\u00e9ria prima originada de \u00e1reas com desmatamento e invas\u00e3o de \u00e1reas protegidas em suas cadeias de produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Atualmente os frigor\u00edficos monitoram, majoritariamente, apenas a \u00faltima fazenda que o animal passou antes do abate. Ao n\u00e3o monitorar todos seus fornecedores de gado, incluindo os indiretos, os frigor\u00edficos permitem a contamina\u00e7\u00e3o da cadeia com animais de dentro de Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p><em>\u201cExiste no Brasil um sistema problem\u00e1tico de ocupa\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia que destr\u00f3i a floresta, comete crimes ambientais, invade terras p\u00fablicas colocando em risco a nossa rica biodiversidade\u201d,<\/em> afirma Cristiane Mazzetti da campanha da Amaz\u00f4nia do Greenpeace.\u00a0 <\/p>\n\n<p><em>\u201cO Parque Ricardo Franco retrata uma situa\u00e7\u00e3o que se repete em muitos outros lugares na Amaz\u00f4nia. Assistimos uma escalada do desmatamento em \u00e1reas protegidas e, por consequ\u00eancia, a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies \u00fanicas da Amaz\u00f4nia sequer estudadas pela ci\u00eancia. Esse aumento de desmatamento est\u00e1 diretamente relacionado aos est\u00edmulos promovidos pelo governo federal. Os governos t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de fiscalizar essa e outras \u00e1reas protegidas assim como as empresas ligadas ao setor da pecu\u00e1ria devem, mais do que nunca cumprir por completo a promessa que fizeram h\u00e1 mais de 10 anos &#8211; monitorar toda a cadeia, de ponta a ponta, evitando que a carne contaminada com irregularidades chegue nas mesas dos consumidores dentro e fora do Brasil<\/em>\u201d, completa.<\/p>\n\n<p><strong>Assessoria de Imprensa<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/yteonedonussoge.i-mpr.com\/link.php?code=bDpodHRwJTNBJTJGJTJGaW1wcmVuc2EuYnIlNDBncmVlbnBlYWNlLm9yZzoxNzIxNjU4ODA5OmthcmVuLm1vdGFAZ3JlZW5wZWFjZS5vcmc6YTIxY2Q1\" target=\"_blank\">imprensa.br@greenpeace.org<\/a><br>Telefone: 11 3035-1167<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>71% da \u00e1rea do Parque Serra Ricardo Franco \u00e9 reivindicada como propriedade privada. Greenpeace mostra como o gado criado dentro do parque contamina a cadeia de grandes frigor\u00edficos<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":24229,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22,55],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-24226","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","tag-imprensa","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24226","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24226"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24226\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58719,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24226\/revisions\/58719"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24226"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24226"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24226"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=24226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}