{"id":26124,"date":"2020-08-21T12:24:04","date_gmt":"2020-08-21T15:24:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=26124"},"modified":"2021-12-01T09:30:30","modified_gmt":"2021-12-01T12:30:30","slug":"tres-areas-protegidas-concentram-55-do-desmatamento-para-garimpo-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/tres-areas-protegidas-concentram-55-do-desmatamento-para-garimpo-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas \u00e1reas protegidas concentram 55% do  desmatamento para garimpo na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Par\u00e1 \u00e9 o estado da Amaz\u00f4nia que mais desmata para a explora\u00e7\u00e3o garimpeira; regi\u00e3o do Tapaj\u00f3s \u00e9 o epicentro do garimpo ilegal<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/08\/32ac735e-gp1su24z_pressmedia-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-26125\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/08\/32ac735e-gp1su24z_pressmedia-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/08\/32ac735e-gp1su24z_pressmedia-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/08\/32ac735e-gp1su24z_pressmedia-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/08\/32ac735e-gp1su24z_pressmedia-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/08\/32ac735e-gp1su24z_pressmedia-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/08\/32ac735e-gp1su24z_pressmedia-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Em maio, registramos as invas\u00f5es na Terra Ind\u00edgena Munduruku, com o garimpo avan\u00e7ando de modo devastador e impactando o povo, os rios e a floresta<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Marcos Amend \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Um levantamento do Greenpeace Brasil mostrou que somente no m\u00eas de julho deste ano 73% da destrui\u00e7\u00e3o causada na Amaz\u00f4nia para a explora\u00e7\u00e3o de garimpo ocorreu em unidades de conserva\u00e7\u00e3o e terras ind\u00edgenas<\/strong>, \u00e1reas que deveriam estar protegidas pelo Estado. Segundo alertas do Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram detectados 2.369 hectares de desmatamento para explora\u00e7\u00e3o de garimpo na Amaz\u00f4nia neste per\u00edodo, sendo que o Par\u00e1 concentra 91% dessa destrui\u00e7\u00e3o, um total de 2.156 hectares. <strong>Somente Itaituba e Jacareacanga, cidades localizadas na regi\u00e3o do Tapaj\u00f3s, concentram 70% do desmatamento para garimpo na Amaz\u00f4nia brasileira<\/strong>. Essas cidades tamb\u00e9m s\u00e3o apontadas como os principais pontos de origem de ouro ilegal, sendo grande parte fruto da extra\u00e7\u00e3o realizada dentro de \u00e1reas protegidas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em uma an\u00e1lise anterior, que considerou o per\u00edodo entre janeiro e abril de 2020, o Greenpeace j\u00e1 havia revelado que 72% de todo o garimpo realizado na Amaz\u00f4nia tinha ocorrido dentro de \u00e1reas protegidas. \u201cOs dados confirmam que o avan\u00e7o do garimpo sobre as terras ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o tem sido cont\u00ednuo. Essa realidade explicita a vulnerabilidade em que se encontram essas \u00e1reas e os povos ind\u00edgenas diante da corrida desenfreada pelo ouro, que se alastra como uma epidemia pela Amaz\u00f4nia\u201d, afirma Carolina Mar\u00e7al, porta-voz da campanha Amaz\u00f4nia do Greenpeace Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Um total de 55% de todo o desmatamento para a explora\u00e7\u00e3o garimpeira na Amaz\u00f4nia Legal ocorreu dentro de tr\u00eas \u00e1reas protegidas: \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Tapaj\u00f3s, Terra Ind\u00edgena Munduruku e Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3<\/strong>, todas elas localizadas no estado do Par\u00e1. A explora\u00e7\u00e3o de garimpo nas terras ind\u00edgenas \u00e9 vedada por lei, segundo o artigo 231 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Ouro forjado pela destrui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<p>O Tapaj\u00f3s \u00e9 o epicentro do garimpo ilegal na Amaz\u00f4nia brasileira. Um dos fatores que tem contribu\u00eddo recentemente para a expans\u00e3o dessa destruidora atividade na regi\u00e3o \u00e9 o pre\u00e7o do ouro, que em julho de 2020 atingiu o seu valor mais alto nos \u00faltimos 30 anos. Ou seja, o aumento do pre\u00e7o do ouro no mercado global tem reflexo direto na produ\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n<p>Segundo dados oficiais, o Par\u00e1, terceiro maior produtor do min\u00e9rio no Brasil, teve um salto nas exporta\u00e7\u00f5es em 2020. <strong>O volume total de ouro oficialmente exportado por este estado entre janeiro e julho de 2020 foi 418,5% maior do que o do mesmo per\u00edodo no ano anterior.<\/strong><\/p>\n\n<p>\u201cAl\u00e9m dos fatores econ\u00f4micos, existem condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas favor\u00e1veis para o avan\u00e7o da atividade. Declara\u00e7\u00f5es do presidente Bolsonaro, diminui\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o e propostas de legaliza\u00e7\u00e3o do garimpo em terras ind\u00edgenas aumentam ainda mais a press\u00e3o sobre a floresta nessas \u00e1reas, al\u00e9m de serem uma afronta \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o e violarem os direitos dos povos ind\u00edgenas\u201d, conclui Carolina.&nbsp;<\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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