{"id":27075,"date":"2020-09-21T16:23:39","date_gmt":"2020-09-21T19:23:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=27075"},"modified":"2020-10-13T15:29:50","modified_gmt":"2020-10-13T18:29:50","slug":"garimpo-na-amazonia-um-problema-de-todos-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/garimpo-na-amazonia-um-problema-de-todos-nos\/","title":{"rendered":"Garimpo na Amaz\u00f4nia: um problema de todos n\u00f3s"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A atividade garimpeira est\u00e1 longe de ser um problema que atinge exclusivamente os povos ind\u00edgenas e, com a omiss\u00e3o do Estado, ela se firma como uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/09\/a494aa24-gp1su24y_pressmedia-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-27076\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/09\/a494aa24-gp1su24y_pressmedia-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/09\/a494aa24-gp1su24y_pressmedia-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/09\/a494aa24-gp1su24y_pressmedia-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/09\/a494aa24-gp1su24y_pressmedia-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/09\/a494aa24-gp1su24y_pressmedia-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/09\/a494aa24-gp1su24y_pressmedia-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>A terra Munduruku \u00e9 mais uma entre os diversos territ\u00f3rios que sofrem com o avan\u00e7o do garimpo ilegal e inefici\u00eancia do Estado em defend\u00ea-los<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Marcos Amend \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A bacia do rio Tapaj\u00f3s se transformou no epicentro do garimpo na Amaz\u00f4nia, que hoje se espalha como uma epidemia e configura mais uma grave amea\u00e7a ao equil\u00edbrio ecol\u00f3gico do bioma. Nesta regi\u00e3o, para al\u00e9m dos garimpos localizados nas terras ind\u00edgenas Munduruku e Sai Cinza, encontramos nada menos que outros 418 garimpos no interior das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o de Uso Sustent\u00e1vel e mais 124 nas Unidades de Prote\u00e7\u00e3o Integral.<\/p>\n\n<p>Entre as \u00e1reas protegidas, o avan\u00e7o do garimpo nas terras ind\u00edgenas ganha ares de trag\u00e9dia e \u00e9 impulsionado n\u00e3o s\u00f3 pelo <a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/8757063\/\"><strong>crime organizado<\/strong><\/a>, que financia a extra\u00e7\u00e3o e a compra do ouro explorado desses territ\u00f3rios, mas tamb\u00e9m pela desorganiza\u00e7\u00e3o proposital do Estado para enfrentar esta atividade criminosa dentro destes territ\u00f3rios; que se traduzem na manuten\u00e7\u00e3o de um ciclo infinito de viola\u00e7\u00f5es contra o meio ambiente e os povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n<p>No Par\u00e1, Amazonas e Roraima, as terras ind\u00edgenas Munduruku, Kayap\u00f3 e Yanomami e s\u00e3o palco de um amplo espectro de viola\u00e7\u00f5es perpetradas pelo garimpo contra os povos ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia e da omiss\u00e3o do Estado brasileiro, que, apesar das diversas den\u00fancias e pedidos de socorro, segue protegendo os criminosos&nbsp; que imp\u00f5em a barb\u00e1rie em pleno s\u00e9culo 21.<\/p>\n\n<p>Provocado pela resist\u00eancia dos Munduruku \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do seu territ\u00f3rio e consequentemente do seu modo de vida, no dia 15 de setembro, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1) para que o mesmo obrigue o governo brasileiro a retomar, em regime de urg\u00eancia, todas as opera\u00e7\u00f5es de combate aos garimpos localizados no interior das terras ind\u00edgenas Munduruku e Sai Cinza, no sudoeste do Par\u00e1; haja vista que as opera\u00e7\u00f5es foram interrompidas ap\u00f3s reuni\u00e3o do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que se reuniu com garimpeiros n\u00e3o ind\u00edgenas e ind\u00edgenas que atuam dentro do territ\u00f3rio Munduruku.<\/p>\n\n<p>Para al\u00e9m dos impactos ambientais que amea\u00e7am a integridade ecol\u00f3gica das \u00e1reas invadidas, o garimpo est\u00e1 longe de ser uma quest\u00e3o que prejudica exclusivamente os ind\u00edgenas, pois promove uma s\u00e9rie de outros impactos que n\u00e3o se restringem ao ambiente onde a atividade se desenvolve, a exemplo da <a href=\"https:\/\/medium.com\/hist%C3%B3rias-socioambientais\/o-povo-yanomami-est%C3%A1-contaminado-por-merc%C3%BArio-do-garimpo-fa0876819312\"><strong>contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario<\/strong><\/a> que afeta, por exemplo, as milhares de pessoas que comp\u00f5em a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha da Amaz\u00f4nia e que se alimentam periodicamente de peixe, uma vez que os peixes, especialmente os chamados predadores, atuam como concentradores naturais de merc\u00fario, que uma vez acumulado no corpo humanos, causa toda uma ordem de problemas nos rins, f\u00edgado, aparelho digestivo e no sistema nervoso central.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Por tudo isso, n\u00e3o restam d\u00favidas de que a atividade garimpeira h\u00e1 muito se estabeleceu como um problema ambiental e de pol\u00edcia, mas ainda precisa ser reconhecida sobretudo como um problema de sa\u00fade p\u00fablica, que imp\u00f5e mudan\u00e7as radicais no modo de vida das popula\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nicas, sejam elas ind\u00edgenas ou n\u00e3o. Assim, <a href=\"http:\/\/www.mpf.mp.br\/pa\/sala-de-imprensa\/noticias-pa\/mpf-recebe-carta-do-povo-munduruku-contra-o-garimpo-ilegal-em-suas-terras#:~:text=O%20Minist%C3%A9rio%20P%C3%BAblico%20Federal%20(MPF,e%20de%20armas%20e%20a\"><strong>a\u00e7\u00f5es de den\u00fancia<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/cimi.org.br\/2018\/04\/mulheres-munduruku-divulgam-nota-direto-de-um-garimpo-localizado-na-terra-indigena\/\"><strong>combate ao garimpo<\/strong><\/a> empreendidas pelo povo Munduruku e outros povos, n\u00e3o podem ser ignoradas pelo restante da sociedade brasileira, especialmente porque tais a\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito mais que pedidos de socorro, elas constituem-se num chamado ao debate civilizat\u00f3rio requerido pelo s\u00e9culo em que vivemos. A sociedade brasileira n\u00e3o pode mais aceitar conviver com uma pr\u00e1tica t\u00e3o nefasta ao meio ambiente e a todos os brasileiros.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A atividade garimpeira est\u00e1 longe de ser um problema que atinge exclusivamente os povos ind\u00edgenas e, com a omiss\u00e3o do Estado, ela se firma como uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":27077,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-27075","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27075"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27075\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27633,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27075\/revisions\/27633"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27077"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27075"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=27075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}