{"id":27446,"date":"2020-10-02T18:50:44","date_gmt":"2020-10-02T21:50:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=27446"},"modified":"2025-07-02T04:31:46","modified_gmt":"2025-07-02T07:31:46","slug":"aumento-das-invasoes-das-terras-indigenas-em-todo-brasil-e-alarmante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/aumento-das-invasoes-das-terras-indigenas-em-todo-brasil-e-alarmante\/","title":{"rendered":"Aumento das invas\u00f5es das terras ind\u00edgenas em todo Brasil \u00e9 alarmante"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Relat\u00f3rio do Cimi revela que a grilagem, o garimpo e o roubo de madeira, dentre outras viol\u00eancias, se intensificaram de modo r\u00e1pido e agressivo em 2019, de norte a sul<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-blue-overlay caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/10\/af813f2e-huni-kui-ac-2019_foto-denisa-sterbova-03-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-27447\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/10\/af813f2e-huni-kui-ac-2019_foto-denisa-sterbova-03-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/10\/af813f2e-huni-kui-ac-2019_foto-denisa-sterbova-03-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/10\/af813f2e-huni-kui-ac-2019_foto-denisa-sterbova-03-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/10\/af813f2e-huni-kui-ac-2019_foto-denisa-sterbova-03-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/10\/af813f2e-huni-kui-ac-2019_foto-denisa-sterbova-03-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/10\/af813f2e-huni-kui-ac-2019_foto-denisa-sterbova-03-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>A comunidade Huni Ku\u012b do Centro Huw\u00e1 Karu Yuxibu, em Rio Branco, no Acre, teve 100 de seus 200 hectares queimados em 2019<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Denisa Sterbova \/ Cimi<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>De acordo com o <a href=\"https:\/\/cimi.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/relatorio-violencia-contra-os-povos-indigenas-brasil-2019-cimi.pdf\">Relat\u00f3rio <em>Viol\u00eancia Contra os Povos Ind\u00edgenas do Brasil \u2013 dados de 2019<\/em><\/a>, publicado anualmente pelo Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi), o atual retrato do Brasil ind\u00edgena revela uma realidade perversa e preocupante.<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m da intensifica\u00e7\u00e3o das expropria\u00e7\u00f5es de terras ind\u00edgenas, forjadas na invas\u00e3o, na grilagem e no loteamento, que causa uma inestim\u00e1vel destrui\u00e7\u00e3o da natureza, houve um aumento tamb\u00e9m de outros tipos de viol\u00eancias contra os ind\u00edgenas, como amea\u00e7as de morte, mortalidade na inf\u00e2ncia, homic\u00eddio e desassist\u00eancia na sa\u00fade e na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Um dos organizadores da publica\u00e7\u00e3o, Roberto Liebgott, afirmou, de modo emocionado, durante o evento de lan\u00e7amento virtual do relat\u00f3rio: \u201cNeste trabalho, n\u00f3s n\u00e3o sistematizamos e organizamos apenas dados, n\u00fameros. N\u00e3o \u00e9 isso! Estamos falando de vidas, pessoas e coletividades, com hist\u00f3rias, a quem um Estado negligente e, por vezes, conivente, causa muita dor, ang\u00fastia, sofrimento e morte. Quando sistematizamos os dados, sentimos, junto com os Karipuna de Rond\u00f4nia, a dor ao ouvir, de suas aldeias, o ronco incessante das motosserras, met\u00e1foras de destrui\u00e7\u00e3o de uma natureza sagrada para os povos que nela habitam.&nbsp; S\u00e3o as vidas amea\u00e7adas de morte pelos grileiros e loteadores de terras que est\u00e3o nos registros deste relat\u00f3rio. Sentimos tamb\u00e9m, com os Guajajara, a dor de ver assassinado Paulinho Paulino, um dos Guardi\u00f5es da Floresta, no Maranh\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n<p>Jos\u00e9 Maria Guajajara e Lenice Guajarara, pai e irm\u00e3 de Paulo Paulino Guajajara, estavam presentes no evento virtual. O assassinato de Paulino, em novembro de 2019, causado por invasores a partir de uma emboscada dentro da Terra Ind\u00edgena (TI) Arariboia teve grande repercuss\u00e3o nacional e internacional.<\/p>\n\n<p>\u201c\u00c9 muito triste o que est\u00e3o fazendo, tomar o que \u00e9 nosso. E n\u00e3o podemos deixar. \u00c9 da terra que a gente tira nossos alimentos para n\u00f3s e nossos filhos. Mas a invas\u00e3o est\u00e1 cada vez maior, de madeireiro, fazendeiro, ca\u00e7ador. Queremos ser protegidos, porque somos amea\u00e7ados por eles. Eu n\u00e3o consigo dormir \u00e0 noite. Mas assim como Paulo lutou, a gente continua a luta dele\u201d, relatou Lenice.<\/p>\n\n<p>Segundo Adriano Karipuna, da TI Karipuna, localizada em Rond\u00f4nia, apesar de homologado desde 1998, o territ\u00f3rio continua sendo invadido por diversos invasores. \u201cEstamos perdendo nossa M\u00e3e, a floresta. Os grileiros est\u00e3o acabando com ela. Muito perto da aldeia, a gente ouve a movimenta\u00e7\u00e3o deles, a derrubada das \u00e1rvores. Tamb\u00e9m teve muitos focos de inc\u00eandio nestes meses e muitos pescadores est\u00e3o invadindo aqui tamb\u00e9m\u201d, declara ele.<\/p>\n\n<p>Em abril de 2020, a Associa\u00e7\u00e3o do Povo Ind\u00edgena Karipuna (Apoika), o Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi) e o Greenpeace Brasil<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/em-meio-a-pandemia-grileiros-e-invasores-se-aproximam-de-aldeia-na-terra-indigena-karipuna\/\"> denunciaram mais uma vez<\/a> que o povo Karipuna corre o risco de um iminente genoc\u00eddio se o Estado brasileiro n\u00e3o agir rapidamente.<\/p>\n\n<p>O Relat\u00f3rio do Cimi aponta que, em 2019, houve o aumento de casos em 16 das 19 categorias de viol\u00eancia sistematizadas pela publica\u00e7\u00e3o. Chama especial aten\u00e7\u00e3o a intensifica\u00e7\u00e3o de registros na categoria \u201cinvas\u00f5es possess\u00f3rias, explora\u00e7\u00e3o ilegal de recursos e danos ao patrim\u00f4nio\u201d que, de 109 casos registrados em 2018, saltou para 256 casos em 2019.<\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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