{"id":28103,"date":"2020-11-05T11:16:00","date_gmt":"2020-11-05T14:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=28103"},"modified":"2020-11-05T16:17:55","modified_gmt":"2020-11-05T19:17:55","slug":"cinco-anos-de-lama-e-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/cinco-anos-de-lama-e-luta\/","title":{"rendered":"Cinco anos de lama e luta"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Os atingidos pelo rompimento da barragem de Fund\u00e3o, em Mariana, ainda esperam que justi\u00e7a seja feita e que suas cidades sejam reconstru\u00eddas.<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large  caption-style-medium caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/11\/0a1eab52-gp0stqb2y_web_size.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-28104\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/11\/0a1eab52-gp0stqb2y_web_size.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/11\/0a1eab52-gp0stqb2y_web_size-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/11\/0a1eab52-gp0stqb2y_web_size-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/11\/0a1eab52-gp0stqb2y_web_size-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Sobre as ru\u00ednas da escola do distrito de Bento Rodrigues, ativistas do Greenpeace e cerca de mil pessoas do Movimento dos Atingidos por Barragens pedem justi\u00e7a aos que morreram ou foram afetados pela lama das mineradoras Samarco, Vale e BHP. Cinco anos ap\u00f3s o rompimento da barragem de Fund\u00e3o, que destruiu a bacia do Rio Doce, as empresas pouco fizeram para reparar os danos que causaram.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Julia Moraes \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>H\u00e1 exatos cinco anos, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/rio-doce-1-ano-de-lama-e-luta\/\">um crime foi cometido pela mineradora Samarco,<\/a> cujas donas s\u00e3o Vale e BHP Billiton, nas margens do Rio Doce. No estado de Minas Gerais, a cidade de Bento Rodrigues foi varrida do mapa. Gesteira e Paracatu de Baixo tiveram que ser abandonadas. Essas cidades se perderam em meio \u00e0 lama t\u00f3xica que veio do rompimento da barragem de rejeitos de minera\u00e7\u00e3o, denominada &#8220;Fund\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n<p>At\u00e9 hoje nenhuma das cidades foi reconstru\u00edda. Os atingidos pelo desastre ainda esperam que justi\u00e7a seja feita, mas os atrasos seguem sem levar em considera\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/rio-doce-aguas-subterraneas-tambem-estao-contaminadas\/\">a carga psicol\u00f3gica, moral e econ\u00f4mica <\/a>que recai sobre os que habitavam a margem do Rio Doce.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em janeiro de 2019, a mineradora Vale teve outra barragem rompida. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/o-crime-da-vale-em-brumadinho\/\">Daquela vez, em Brumadinho.<\/a> Tudo isso mesmo depois dos diversos avisos que o Greenpeace Brasil e outras organiza\u00e7\u00f5es deram sobre o risco de o Brasil<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/press\/posicionamento-sobre-desastre-ambiental-em-brumadinho-mg\/\"> virar uma &#8220;f\u00e1brica de Marianas&#8221;<\/a>. E foi o que aconteceu por neglig\u00eancia do poder p\u00fablico e da pr\u00f3pria empresa, omissa em responder rapidamente pelo crime.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O<a href=\"https:\/\/mab.org.br\/\"> Movimento dos Atingidos por Barragens<\/a> (MAB) organizou uma jornada de luta neste ano, e por um m\u00eas realizou debates e publica\u00e7\u00f5es sobre a atual situa\u00e7\u00e3o dos atingidos na regi\u00e3o do Rio Doce. O resultado prossegue o de que as autoridades e a Vale n\u00e3o tomaram as provid\u00eancias cab\u00edveis e tardam em cumprir suas senten\u00e7as judiciais. A C\u00e1ritas brasileira tamb\u00e9m<a href=\"http:\/\/mg.caritas.org.br\/noticias\/mariana-5-anos-o-crime-se-renova\"> publicou den\u00fancias da m\u00e1 conduta <\/a>da empresa Vale na regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Tudo isso \u00e9 reflexo de um Brasil desigual, que necessita de reformas e cumprimento da lei com respeito ao meio ambiente e \u00e0s pessoas, em que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja dar poder desigual a grandes corpora\u00e7\u00f5es, mas sim, empoderar os cidad\u00e3os para que tenham a garantia de seus direitos atendidos e um futuro assegurado, com respeito \u00e0 vida.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Desmonte do licenciamento ambiental&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p>Ap\u00f3s os desastres em Mariana e Brumadinho, foi criada uma nova legisla\u00e7\u00e3o sobre barragens, proibindo a constru\u00e7\u00e3o de barragens \u2018a montante\u2019 (como eram as duas que se romperam). Entretanto, um importante mecanismo que pode impedir danos causados em in\u00fameros tipos de empreendimentos de risco est\u00e1 sob amea\u00e7a: o licenciamento ambiental.&nbsp;<\/p>\n\n<p>H\u00e1 tentativas constantes por parte de deputados para que a Lei Geral de Licenciamento Ambiental seja colocada em vota\u00e7\u00e3o com retrocessos inaceit\u00e1veis. Se aprovados pela C\u00e2mara dos Deputados, resultar\u00e3o no desmonte do licenciamento ambiental, principal instrumento de nossa pol\u00edtica ambiental, fundamental para prevenir a polui\u00e7\u00e3o e a degrada\u00e7\u00e3o ambiental e, assim, garantir qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n<p>Apenas para citar um exemplo, o texto de proposta de lei que circula permitiria a pavimenta\u00e7\u00e3o de estradas na Amaz\u00f4nia (obra de significativo impacto e principal vetor de desmatamento ilegal no bioma) por meio de procedimento de um licenciamento autom\u00e1tico (Licen\u00e7a por Ades\u00e3o e Compromisso \u2013 LAC). Esse mesmo procedimento poderia ser adotado para autorizar a instala\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de atividades de m\u00e9dio potencial poluidor, o que abrangeria empreendimentos como as barragens de minera\u00e7\u00e3o da Samarco, em Mariana, e da Vale, em Brumadinho.<\/p>\n\n<p class=\"has-background has-yellow-background-color\"><strong>Enquanto isso, em Brumadinho<\/strong>&#8230;<br><br>Em Brumadinho, a minera\u00e7\u00e3o continua assombrando as comunidades, que ainda n\u00e3o se recuperaram totalmente da tr\u00e1gica morte de 272 pessoas, de animais e toda a vegeta\u00e7\u00e3o ao redor da barragem que rompeu. Faz tempo que <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/credibilidade-jogada-na-lama\/\">a empresa MGB vem tentando reativar<\/a> a Mina Casa Branca, situada na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Rola-Mo\u00e7a, entre Brumadinho, Nova Lima, Ibiret\u00e9 e Belo Horizonte. Na semana passada, o Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais barrou um processo no Conselho Estadual de Pol\u00edtica Ambiental (Copam), que poderia autorizar a minera\u00e7\u00e3o ali. O processo segue sem data definida para continuar.<br><br>Moradores da regi\u00e3o temem que atividades de minera\u00e7\u00e3o no parque, que violam a prote\u00e7\u00e3o da \u00e1rea garantida em lei, seja uma amea\u00e7a social e ambiental. <strong>Um empreendimento desse tipo afetaria novamente as comunidades ao redor e a bacia do Rio Paraopeba<\/strong>. O Parque Estadual da Serra do Rola-Mo\u00e7a \u00e9 uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente, garante 40% do abastecimento h\u00eddrico de Belo Horizonte e \u00e9 ref\u00fagio de vida silvestre de muitas esp\u00e9cies amea\u00e7adas do Cerrado, como a on\u00e7a-parda, o lobo-guar\u00e1 e o tamandu\u00e1-de-colete.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os atingidos pelo rompimento da barragem de Fund\u00e3o, em Mariana, ainda esperam que justi\u00e7a seja feita e que suas cidades sejam reconstru\u00eddas.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":28104,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[8],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-28103","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-resista","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28103"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28103\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28118,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28103\/revisions\/28118"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28103"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=28103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}