{"id":30558,"date":"2021-03-25T19:58:13","date_gmt":"2021-03-25T22:58:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=30558"},"modified":"2021-03-29T10:17:19","modified_gmt":"2021-03-29T13:17:19","slug":"povo-munduruku-segue-em-resistencia-ao-avanco-do-garimpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/povo-munduruku-segue-em-resistencia-ao-avanco-do-garimpo\/","title":{"rendered":"Povo Munduruku segue em resist\u00eancia ao avan\u00e7o do garimpo"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">MPF pediu atua\u00e7\u00e3o urgente de for\u00e7as federais para conter o avan\u00e7o do garimpo em \u00e1rea ainda preservada<\/h4>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/d28da080-gp1su259_pressmedia-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30568\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/d28da080-gp1su259_pressmedia-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/d28da080-gp1su259_pressmedia-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/d28da080-gp1su259_pressmedia-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/d28da080-gp1su259_pressmedia-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/d28da080-gp1su259_pressmedia-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/d28da080-gp1su259_pressmedia-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Em sobrevoo realizado em maio de 2020, pudemos conferir o resultado devastador que o garimpo j\u00e1 provocava na Terra Ind\u00edgena Munduruku<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Marcos Amend \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p>Nesta semana lideran\u00e7as Munduruku denunciaram ao <a href=\"http:\/\/www.mpf.mp.br\/pa\/sala-de-imprensa\/noticias-pa\/mpf-pede-atuacao-de-forcas-federais-para-evitar-conflito-entre-garimpeiros-e-indigenas-em-area-munduruku-pa\">Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal<\/a> (MPF) o avan\u00e7o da invas\u00e3o de garimpeiros na regi\u00e3o do Igarap\u00e9 do Baunilha, dentro da Terra Ind\u00edgena Munduruku, no munic\u00edpio de Jacareacanga (PA). Esta regi\u00e3o&nbsp; \u00e9 a porta de entrada para a bacia do Rio Cururu, e <strong>os ind\u00edgenas consideram que a destrui\u00e7\u00e3o dessa \u00e1rea, ainda bastante preservada, pelo garimpo ilegal pode significar o fim da pr\u00f3pria vida ind\u00edgena ali<\/strong>.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"908\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/727e0154-blog-baunilha-300-1-908x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-30574\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/727e0154-blog-baunilha-300-1-908x1024.png 908w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/727e0154-blog-baunilha-300-1-266x300.png 266w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/727e0154-blog-baunilha-300-1-768x866.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/727e0154-blog-baunilha-300-1-1362x1536.png 1362w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/727e0154-blog-baunilha-300-1-1816x2048.png 1816w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/727e0154-blog-baunilha-300-1-1211x1366.png 1211w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/727e0154-blog-baunilha-300-1-302x340.png 302w\" sizes=\"auto, (max-width: 908px) 100vw, 908px\" \/><figcaption><strong>No mapa fica evidente que a \u00e1rea do Igarap\u00e9 do Baunilha ainda est\u00e1 bastante preservada; \u00e9 sobre ela que os garimpeiros est\u00e3o avan\u00e7ando<\/strong>.<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que os Munduruku lutam pelos rios &#8211; considerados sagrados e&nbsp; fonte de vida para o povo -, pela defesa de seu territ\u00f3rio e pelo direito de viverem de acordo com seu modo de vida tradicional; o que, ali\u00e1s, \u00e9 garantido pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Por\u00e9m, recentemente, as invas\u00f5es garimpeiras, que v\u00eam ocorrendo h\u00e1 anos, ganharam uma propor\u00e7\u00e3o bastante preocupante e avan\u00e7am de forma descontrolada pelo territ\u00f3rio. A bacia do Rio Tapaj\u00f3s \u00e9 hoje o epicentro do ouro ilegal no Brasil, que alimenta com crimes ambientais e a viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos uma cadeia econ\u00f4mica que opera sem qualquer tipo de controle ou monitoramento por parte dos \u00f3rg\u00e3os do Estado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>A alta do pre\u00e7o do ouro no mercado internacional \u00e9 uma das principais causas da expans\u00e3o do garimpo ilegal no Brasil. Em meio \u00e0 crise causada pela pandemia, esse min\u00e9rio tornou-se um ativo \u201cseguro\u201d para os investidores. Contraditoriamente, o garimpo tem promovido uma profunda inseguran\u00e7a na terra tradicional dos Munduruku e profundos impactos na cultura ancestral do povo, que prioriza a coletividade, acima dos interesses individualistas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>A dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o no or\u00e7amento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) para realizar atividades de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle e a expl\u00edcita disposi\u00e7\u00e3o do governo Bolsonaro em abrir os territ\u00f3rios ind\u00edgenas para a minera\u00e7\u00e3o s\u00e3o outros fatores que n\u00e3o s\u00f3 facilitam a atua\u00e7\u00e3o criminosa dos invasores mas at\u00e9 mesmo as estimulam.<\/p>\n\n<p>Considerado o principal polo de negocia\u00e7\u00e3o de ouro ilegal do pa\u00eds, o munic\u00edpio de Itaituba (PA) escoa boa parte da explora\u00e7\u00e3o que \u00e9 feita de forma il\u00edcita dentro das terras ind\u00edgenas, e tem no munic\u00edpio de Jacareacanga um de seus principais fornecedores do ouro ilegal.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Em 2020, o valor das exporta\u00e7\u00f5es de ouro de Itaituba foi 2.313% maior do que em 2019. Nos dois primeiros meses de 2021 o valor exportado desse min\u00e9rio j\u00e1 \u00e9 7.726% maior do que o mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/strong> Considerando os meses de janeiro, fevereiro e mar\u00e7o de 2021, o munic\u00edpio viu sua arrecada\u00e7\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio disparar respectivamente 193,5%, 119,3% e 153,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2020.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Sempre vale lembrar que os impactos ambientais do garimpo s\u00e3o imensur\u00e1veis.. Um <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pa\/santarem-regiao\/noticia\/2018\/09\/27\/laudo-da-pf-alerta-para-volume-absurdo-de-lama-despejada-na-bacia-do-rio-tapajos.ghtml\">laudo da Pol\u00edcia Federal<\/a>, de 2018, estima que cerca de 7 milh\u00f5es de toneladas de sedimentos s\u00e3o descarregados&nbsp; na bacia do Rio Tapaj\u00f3s anualmente, sendo que boa parte desses dejetos cont\u00e9m merc\u00fario.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>A contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario pode causar s\u00e9rios problemas neurol\u00f3gicos, al\u00e9m de outras enfermidades. Um <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2021\/02\/as-mulheres-munduruku-estao-envenenadas-por-mercurio-e-temos-provas-denuncia-lider-indigena\/#:~:text=%E2%80%9CNossa%20pesquisa%20%5Bfeita%20com%20109,o%20neurologista%20%C3%A0%20Rep%C3%B3rter%20Brasil.\">estudo recente <\/a>realizado pela equipe do neurologista Erik Jennings mostrou que 99% dos 109 Munduruku do Alto Tapaj\u00f3s examinados t\u00eam n\u00edveis de merc\u00fario no sangue acima do considerado seguro pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Alguns ind\u00edgenas t\u00eam contamina\u00e7\u00e3o at\u00e9 15 vezes acima do aceit\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em apoio ao povo Munduruku, o Greenpeace Brasil est\u00e1 monitorando o avan\u00e7o da atividade garimpeira na regi\u00e3o. Trata-se de garantir e defender a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia de um povo milenar, que estava aqui antes do problem\u00e1tico processo de coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica.<\/p>\n\n<p>Atrav\u00e9s dos diversos sobrevoos de monitoramento e das an\u00e1lises realizadas, conseguimos evidenciar a escala devastadora da atividade realizada ilegalmente dentro do territ\u00f3rio Munduruku. O garimpo ilegal nessas \u00e1reas conta com avi\u00f5es, helic\u00f3pteros, retroescavadeiras hidr\u00e1ulicas (PC) e dragas (grandes balsas flutuantes), que sugam a terra do fundo dos rios, o que indica uma a\u00e7\u00e3o orquestrada de grupos criminosos com alto poder aquisitivo.<\/p>\n<div data-render=\"planet4-blocks\/gallery\" 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Na manh\u00e3 de hoje (25), a sede da Associa\u00e7\u00e3o das Mulheres Munduruku Wakobor\u0169n, em Jacareacanga, foi destru\u00edda e mulheres ind\u00edgenas que se op\u00f5em ao garimpo em suas terras foram amea\u00e7adas de morte.<\/p>\n\n<p>Diante do recrudescimento das invas\u00f5es e da viol\u00eancia denunciadas pelos pr\u00f3prios ind\u00edgenas, \u00e9 urgente que o Estado brasileiro respeite a legisla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e cumpra o seu dever de retirar imediatamente os garimpeiros ilegais de dentro do territ\u00f3rio, al\u00e9m de responsabilizar judicialmente os poderosos bar\u00f5es do garimpo. Caso contr\u00e1rio, o conflito \u00e9 iminente.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Nos solidarizamos com a luta incans\u00e1vel dos Munduruku pela vida e em defesa da natureza e de seus esp\u00edritos<\/strong>. Continuaremos monitorando e denunciando as atividades criminosas que violam seus direitos, amea\u00e7am o seu povo e o seu territ\u00f3rio.<\/p>\n\n<p class=\"has-yellow-color has-green-800-background-color has-text-color has-background\"><span class=\"has-inline-color has-grey-200-color\"><strong>Que bom que voc\u00ea leu at\u00e9 o final!<\/strong>&nbsp;Voc\u00ea, que \u00e9 a favor da prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e de seus povos, do enfrentamento da crise clim\u00e1tica e de uma alimenta\u00e7\u00e3o sem veneno, saiba que as florestas, os compromissos clim\u00e1ticos e a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o est\u00e3o mais amea\u00e7ados do que nunca por projetos de lei no Congresso Nacional. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante e o sil\u00eancio n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o!&nbsp;<strong>\u00c9 hora de nos mobilizarmos para, juntos, frearmos os retrocessos ambientais.<\/strong><\/span><span class=\"has-inline-color has-yellow-color\">&nbsp;<strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-trator-ruralista-que-destroi-a-amazonia-precisa-ser-freado\/\" target=\"_blank\">Saiba mais aqui<\/a><\/strong>.<\/span><\/p>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MPF pediu atua\u00e7\u00e3o urgente de for\u00e7as federais para conter o avan\u00e7o do garimpo em \u00e1rea ainda preservada<\/p>\n","protected":false},"author":78,"featured_media":30576,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-30558","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30558","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/78"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30558"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30558\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30635,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30558\/revisions\/30635"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30576"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30558"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30558"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30558"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=30558"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}