{"id":3062,"date":"2017-01-24T09:58:09","date_gmt":"2017-01-24T12:58:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=3062"},"modified":"2021-12-01T09:33:36","modified_gmt":"2021-12-01T12:33:36","slug":"o-que-faz-dos-corais-da-amazonia-um-tesouro-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-que-faz-dos-corais-da-amazonia-um-tesouro-natural\/","title":{"rendered":"O que faz dos corais da Amaz\u00f4nia um tesouro natural?"},"content":{"rendered":"<h4>Entenda porque o rec\u00e9m-descoberto recife da Foz do Amazonas \u00e9 \u00fanico, talvez um novo bioma, que merece ser protegidos<\/h4>\n<div id=\"attachment_3063\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3063\" class=\"size-full wp-image-3063\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/corais-imagem.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/corais-imagem.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/corais-imagem-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/corais-imagem-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/corais-imagem-510x286.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-3063\" class=\"wp-caption-text\">Sob as \u00e1guas turvas na costa do Amap\u00e1, uma diversidade de cores e formas de vida preenche o fundo do mar<\/p><\/div>\n<p>Eles eram considerados algo improv\u00e1vel, mas sobrevivem na regi\u00e3o onde o Rio Amazonas encontra o mar. O recife, chamado de Corais da Amaz\u00f4nia, foi uma descoberta que deixou o mundo cient\u00edfico de queixo ca\u00eddo \u2013 e felizes, muito felizes &#8211; por ver que a natureza encontra sa\u00eddas para a vida em regi\u00f5es que parecem in\u00f3spitas.<\/p>\n<p>S\u00f3 que o recife j\u00e1 est\u00e1 amea\u00e7ado pelo risco de opera\u00e7\u00f5es petrol\u00edferas em suas proximidades. Por isso, o Greenpeace lan\u00e7ou a campanha \u201cDefenda os Corais da Amaz\u00f4nia\u201d. Estamos unindo for\u00e7as para mostrar \u00e0s grandes empresas do petr\u00f3leo que elas devem desistir j\u00e1 desses planos absurdos.<\/p>\n<p>Entenda melhor o porqu\u00ea estamos chamando o recife de tesouro natural:<\/p>\n<h4>1. Eles n\u00e3o t\u00eam frescura<\/h4>\n<p>Corais s\u00e3o seres vivos exigentes. S\u00f3 existem em ambientes com caracter\u00edsticas espec\u00edficas, por exemplo, em temperaturas que oscilam entre 24,5 oC e 28,3 oC. Corais mais comuns suportam apenas uma concentra\u00e7\u00e3o de sal entre 3,45% e 3,64%. Como o recife dos Corais da Amaz\u00f4nia est\u00e1 pr\u00f3ximo ao encontro do Rio Amazonas com o Atl\u00e2ntico, a \u00e1gua ali \u00e9 uma mistura de \u00e1gua doce e salgada. E eles se adaptaram bem.<\/p>\n<h4>2. Vivem na escurid\u00e3o do mar<\/h4>\n<p>A \u00e1gua da regi\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 turva porque o rio carrega com ele peda\u00e7os de floresta: restos decompostos de \u00e1rvores, folhas, terra, animais e tudo o que tiver ca\u00eddo em suas correntezas. Isso compromete a entrada da luz solar no oceano e o surgimento de esp\u00e9cies que fazem fotoss\u00edntese. H\u00e1 pontos em que a luminosidade n\u00e3o passa de 2%. S\u00f3 que corais comuns precisam de luz e oxig\u00eanio para viver. A solu\u00e7\u00e3o para os corais desse recife foi contar com bact\u00e9rias que os ajudam a produzir mat\u00e9ria org\u00e2nica e energia a partir de g\u00e1s carb\u00f4nico, \u00e1gua e outras subst\u00e2ncias inorg\u00e2nicas presentes no mar (como am\u00f4nia, ferro, nitrito e enxofre).<\/p>\n<h4>3. Curtem uma diversidade de seres<\/h4>\n<p>Na expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em que os corais foram confirmados, pesquisadores coletaram exemplares com redes. Eles pegaram de uma s\u00f3 vez 900 quilos de esponjas. Elas eram de 30 esp\u00e9cies diferentes.<\/p>\n<div id=\"attachment_3070\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3070\" class=\" wp-image-3070\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2011\/01\/esponjas-ufrj-corais-amazonia.jpg\" alt=\"Pequena amostra da variedade de esponjas coletadas pelos cientistas\" width=\"290\" height=\"479\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2011\/01\/esponjas-ufrj-corais-amazonia.jpg 484w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2011\/01\/esponjas-ufrj-corais-amazonia-182x300.jpg 182w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2011\/01\/esponjas-ufrj-corais-amazonia-206x340.jpg 206w\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><p id=\"caption-attachment-3070\" class=\"wp-caption-text\">Pequena amostra da variedade de esponjas coletadas pelos cientistas<\/p><\/div>\n<h4>4. S\u00e3o (bem) maiores que a cidade de S\u00e3o Paulo<\/h4>\n<p>A \u00e1rea da forma\u00e7\u00e3o de recife \u00e9 extensa. S\u00e3o 9,5 quil\u00f4metros quadrados, abrangendo a faixa que vai da fronteira do Brasil com a Guiana Francesa at\u00e9 o Maranh\u00e3o. Isso corresponde a uma \u00e1rea 20% maior que a regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, que \u00e9 a maior do Brasil e tem quase 8 mil quil\u00f4metros quadrados.<\/p>\n<h4>5. N\u00e3o s\u00e3o iguais por toda a extens\u00e3o<\/h4>\n<p>O recife muda de caracter\u00edsticas conforme menos ou mais presen\u00e7a de \u00e1gua do rio ao longo de sua extens\u00e3o. No setor norte (pr\u00f3ximo \u00e0 Guiana Francesa), h\u00e1 maior concentra\u00e7\u00e3o de sedimentos do Amazonas e menos luz no fundo do mar. \u00c9 a regi\u00e3o de menor biodiversidade \u2014 e, ainda assim, \u00e9 amplamente povoada por esponjas. J\u00e1 no setor sul (pr\u00f3ximo ao Maranh\u00e3o), onde os sedimentos quase n\u00e3o chegam, a paisagem submarina \u00e9 mais parecida com a de outros recifes tradicionais do Nordeste: predominam os corais e as algas moles, que fazem fotoss\u00edntese.<\/p>\n<div id=\"attachment_3069\" style=\"width: 305px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3069\" class=\" wp-image-3069\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2011\/01\/coral-ufrj-corais-amazonia.jpg\" alt=\"Alguns tipos de corais encontrados na regi\u00e3o \" width=\"295\" height=\"488\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2011\/01\/coral-ufrj-corais-amazonia.jpg 484w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2011\/01\/coral-ufrj-corais-amazonia-182x300.jpg 182w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2011\/01\/coral-ufrj-corais-amazonia-206x340.jpg 206w\" sizes=\"auto, (max-width: 295px) 100vw, 295px\" \/><p id=\"caption-attachment-3069\" class=\"wp-caption-text\">Alguns tipos de corais encontrados na regi\u00e3o<\/p><\/div>\n<h4>6. Passaram quase despercebidos por muito tempo<\/h4>\n<p>H\u00e1 d\u00e9cadas se suspeitava da exist\u00eancia de recifes ocultos na foz do Amazonas. Em 1975, uma embarca\u00e7\u00e3o norte-americana de pesquisa percebeu a presen\u00e7a de esp\u00e9cies de peixes que s\u00f3 apareciam em locais com recifes no fundo do mar. Tamb\u00e9m notaram uma abund\u00e2ncia alta de esponjas. A descoberta foi relatada em um simp\u00f3sio em 1977, mas nunca mais houve grandes avan\u00e7os. Outro fator que gerava a desconfian\u00e7a era a alta produtividade da pesca regional de lagosta, pargo e outras esp\u00e9cies marinhas naturalmente associadas a ecossistemas recifais. Foi s\u00f3 em 2010 que pesquisadores voltaram a estudar a regi\u00e3o at\u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o, em 2016.<\/p>\n<h4>7. Uniram muita gente inteligente<\/h4>\n<p>O estudo que descreveu a descoberta da forma\u00e7\u00e3o de corais foi assinado por uma equipe de 38 pesquisadores, t\u00e9cnicos e alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, de 12 institui\u00e7\u00f5es diferentes, a maioria do Brasil. Ou seja, eles mostraram o valor do trabalho em conjunto.<\/p>\n<h4>8. Ningu\u00e9m os viu debaixo d\u2019\u00e1gua at\u00e9 hoje<\/h4>\n<p>A humanidade j\u00e1 chegou \u00e0 lua e transmitiu imagens at\u00e9 de Plut\u00e3o, o mais distante planeta do Sistema Solar. Mas ainda n\u00e3o viu um ecossistema t\u00e3o incr\u00edvel quanto os Corais da Amaz\u00f4nia em seu habitat natural. Bom, pelo menos at\u00e9 agora. O Greenpeace est\u00e1 a bordo do Navio Esperanza para tentar avistar o recife de perto pela primeira vez. Vamos usar um submarino e entender melhor como esse ecossistema funciona!<\/p>\n<div id=\"attachment_3066\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3066\" class=\"size-large wp-image-3066\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STQGF0_Medium_res-1024x684.jpg\" alt=\"Navio Esperanza na costa do Amap\u00e1 e em meio a \u00e1guas turvas\" width=\"1024\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STQGF0_Medium_res-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STQGF0_Medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STQGF0_Medium_res-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STQGF0_Medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STQGF0_Medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-3066\" class=\"wp-caption-text\">Esperanza na costa do Amap\u00e1: \u00e1guas turvas ocultaram essa riqueza de vida no fundo do mar<\/p><\/div>\n<p>Agora que voc\u00ea conhece melhor os Corais da Amaz\u00f4nia, n\u00e3o acha que eles merecem mesmo nossa prote\u00e7\u00e3o? Embarque em nossa campanha e <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org.br\/defendaoscorais?utm_source=referral&amp;utm_medium=p4&amp;utm_campaign=corais&amp;utm_content=blog_20170124\">assine a peti\u00e7\u00e3o<\/a>!<\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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