{"id":30877,"date":"2021-04-17T10:38:23","date_gmt":"2021-04-17T13:38:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=30877"},"modified":"2021-04-17T10:53:28","modified_gmt":"2021-04-17T13:53:28","slug":"serie-arandu-revela-o-bem-viver-e-a-luta-das-comunidades-do-pae-lago-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/serie-arandu-revela-o-bem-viver-e-a-luta-das-comunidades-do-pae-lago-grande\/","title":{"rendered":"S\u00e9rie Arandu revela o Bem Viver e a luta das comunidades do PAE Lago Grande"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Amea\u00e7ados pela gan\u00e2ncia de mineradoras, madeireiras e grileiros, assentados insistem na defesa de seu modo de vida tradicional<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<lite-youtube style=\"background-image: url('https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/7j3DW5p9aNw\/hqdefault.jpg');\" videoid=\"7j3DW5p9aNw\" params=\"rel=0\"><\/lite-youtube>\n<\/div><\/figure>\n\n<p>\u201c<strong>A minera\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o \u00e9 desenvolvimento para n\u00f3s, agricultores familiares. Ela \u00e9 um desastre, \u00e9 uma amea\u00e7a muito forte<\/strong>. Pode ser desenvolvimento para eles porque de l\u00e1 que eles tiram toda a renda deles. Para o agricultor familiar, n\u00e3o \u00e9 desenvolvimento e n\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel\u201d. A convic\u00e7\u00e3o e o olhar sincero, mas tamb\u00e9m preocupado, de Rosenilce dos Santos Victor denotam algu\u00e9m que conhece bem os desafios da realidade em que vivem.<\/p>\n\n<p>Nascida na comunidade Maranh\u00e3o, localizada na regi\u00e3o do Lago Grande, que fica mais a oeste do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande, Nicinha, como Rosenilce \u00e9 conhecida por todos, \u00e9 uma ativa diretora da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Moradores e Comunidades do Assentamento Agroextrativista Gleba Lago Grande (Feagle). Localizado no munic\u00edpio de Santar\u00e9m, no Par\u00e1, com 252 mil hectares, este assentamento \u00e9 o lar de 144 comunidades, que totalizam uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 6.600 fam\u00edlias de extrativistas, ribeirinhos, agricultores e ind\u00edgenas. E mesmo com uma ocupa\u00e7\u00e3o secular do territ\u00f3rio, ele se mant\u00e9m bastante preservado: 85% de sua \u00e1rea \u00e9 composta por florestas densas e v\u00e1rzeas naturais. Este fato se deve justamente aos modos de viver das popula\u00e7\u00f5es agroextrativistas e ind\u00edgenas, que dependem da floresta em p\u00e9.<\/p>\n\n<p>Assim como Rosenilce, outros personagens como Valdino, Sara, Ian e Manoel Edivaldo protagonizam os novos epis\u00f3dios de v\u00eddeos de um minuto da <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/florestas\/arandu-temos-muito-o-que-aprender-com-a-sabedoria-indigena\/\">s\u00e9rie Arandu<\/a>. Filhos e filhas do PAE Lago Grande (como os moradores se referem a quem nasceu naquela terra), <strong>eles representam milhares de outros comunit\u00e1rios que, nos \u00faltimos anos, passaram a integrar, de modo inadvertido, uma trama marcada por disputas e universos antag\u00f4nicos.<\/strong><\/p>\n\n<p>De modo simplista, esta trama pode ser resumida em uma luta entre aqueles que defendem a continuidade do modo de vida tradicional de suas fam\u00edlias e ancestrais, dependentes da floresta em p\u00e9 e da preserva\u00e7\u00e3o da natureza e aqueles que pretendem explorar economicamente os bens naturais (madeira, min\u00e9rios, biodiversidade, etc), visando o lucro, mesmo que para isso seja necess\u00e1rio destruir um ecossistema milenar e romper uma teia sociocultural que se sustenta de modo equilibrado e resiliente h\u00e1 d\u00e9cadas e at\u00e9 mesmo s\u00e9culos, no caso dos ind\u00edgenas que ali vivem. Resumidamente, <strong>trata-se de uma disputa entre defensores da vida e obcecados pelo lucro.<\/strong><\/p>\n\n<p>\u201cNa nossa regi\u00e3o n\u00f3s temos tudo do agroextrativismo. L\u00e1 das matas, n\u00f3s colhemos os frutos, como a castanha, o uxi, os \u00f3leos de andiroba, o piqui\u00e1&#8230; s\u00e3o frutas nativas que a gente consome no dia a dia na \u00e9poca de safra. Todo agricultor familiar faz tamb\u00e9m o plantio da ro\u00e7a, de onde colhe a mandioca. Com ela, a gente faz o beiju, a farinha, a goma, a farinha de tapioca e muitas diversidades de biscoito\u201d, explica Nicinha. \u201c<strong>N\u00f3s vivemos em um lugar que a gente chama de para\u00edso porque de l\u00e1 n\u00f3s tiramos tudo para a nossa sobreviv\u00eancia<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/04\/b1dc1845-img_2673-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30883\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/04\/b1dc1845-img_2673-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/04\/b1dc1845-img_2673-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/04\/b1dc1845-img_2673-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/04\/b1dc1845-img_2673-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/04\/b1dc1845-img_2673-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/04\/b1dc1845-img_2673-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Em 2019, 1.300 pessoas se reuniram para a I Romaria Do Bem Viver, para defender o modo de vida tradicional e o territ\u00f3rio<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Tuane Fernandes \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Davi x Golias<\/strong><\/p>\n\n<p>A segunda temporada de Arandu d\u00e1 voz \u00e0 luta de alguns destes protagonistas que n\u00e3o aceitam a destrui\u00e7\u00e3o das vidas simples que vivem e das belezas e da fartura que as florestas, a terra e os rios lhes oferecem.<\/p>\n\n<p>Os desafios, os atores envolvidos e a conjuntura pol\u00edtica no pa\u00eds remetem \u00e0 lend\u00e1ria luta de Davi contra Golias. Mineradoras, dentre elas a multinacional Alcoa (EUA), j\u00e1 apresentaram 28 requerimentos \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o para a <strong>explora\u00e7\u00e3o de bauxita em mais da metade (55%) do PAE<\/strong>. Elas pretendem fazer esta explora\u00e7\u00e3o especialmente numa \u00e1rea de plat\u00f4 do territ\u00f3rio, onde h\u00e1 maior concentra\u00e7\u00e3o de bauxita. Mas <strong>\u00e9 justamente nesta regi\u00e3o que tamb\u00e9m est\u00e3o as nascentes de rios que irrigam boa parte do territ\u00f3rio<\/strong>, que seriam destru\u00eddas pela atividade mineradora.<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m da gan\u00e2ncia das mineradoras, grileiros e ocupantes que n\u00e3o respeitam a titula\u00e7\u00e3o coletiva do territ\u00f3rio t\u00eam, <strong>recentemente, investido em uma ofensiva sobre as terras do PAE<\/strong>. Madeireiras tamb\u00e9m t\u00eam, cada vez mais, cometido a pr\u00e1tica ilegal de invadir e retirar, de modo criminoso, caminh\u00f5es de toras da regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Resolutos, filhos e filhas do PAE, afirmam que v\u00e3o continuar na defesa de seu territ\u00f3rio, de seu modo de vida simples e tradicional, da soberania alimentar de suas fam\u00edlias, da natureza, suas \u00e1guas e animais.<\/p>\n\n<p>Com firmeza e sabedoria, Nicinha conclui: \u201cA gente sabe que o desenvolvimento que eles falam \u00e9 para outros pa\u00edses. N\u00e3o vai ficar nas nossas comunidades. Toda a riqueza nossa daqui vai ser levada. E n\u00f3s n\u00e3o queremos isso! <strong>Queremos se manter na nossa terra porque \u00e9 l\u00e1 que est\u00e3o as nossas ra\u00edzes e o futuro de nossos filhos e netos<\/strong>\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Os epis\u00f3dios de Arandu s\u00e3o semanais e publicados nas manh\u00e3s de s\u00e1bado.<strong> Acompanhe e conhe\u00e7a mais a realidade de comunidades tradicionais que vivem na Amaz\u00f4nia.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center has-grey-100-color has-grey-600-background-color has-text-color has-background\"><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/parem-a-mineracao-em-aguas-profundas\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/parem-a-mineracao-em-aguas-profundas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Voc\u00ea pode ajudar os l\u00edderes mundiais a se posicionarem contra a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas. Participe do nosso abaixo-assinado!<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amea\u00e7ados pela gan\u00e2ncia de mineradoras, madeireiras e grileiros, assentados insistem na defesa de seu modo de vida tradicional<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":30872,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-30877","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30877"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30877\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30882,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30877\/revisions\/30882"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30877"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=30877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}