{"id":31683,"date":"2021-05-19T16:46:15","date_gmt":"2021-05-19T19:46:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=31683"},"modified":"2022-03-04T10:06:58","modified_gmt":"2022-03-04T13:06:58","slug":"cheias-no-norte-e-seca-no-centro-sul-precisamos-falar-sobre-os-eventos-climaticos-extremos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/cheias-no-norte-e-seca-no-centro-sul-precisamos-falar-sobre-os-eventos-climaticos-extremos\/","title":{"rendered":"Cheias no Norte e seca no Centro-Sul: precisamos falar sobre os eventos clim\u00e1ticos extremos"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Os efeitos brutais das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 s\u00e3o uma realidade e as popula\u00e7\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade s\u00e3o as mais prejudicadas\u00a0\u00a0<\/h4>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/949bface-manacapuru_1_raphaelalves_amazoniareal-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31684\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/949bface-manacapuru_1_raphaelalves_amazoniareal-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/949bface-manacapuru_1_raphaelalves_amazoniareal-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/949bface-manacapuru_1_raphaelalves_amazoniareal-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/949bface-manacapuru_1_raphaelalves_amazoniareal-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/949bface-manacapuru_1_raphaelalves_amazoniareal-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/949bface-manacapuru_1_raphaelalves_amazoniareal.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>T\u00e1buas de madeira foram constru\u00eddas, no Centro de Manacapuru, para garantir o deslocamento de pedestres durante a enchente.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Raphael Alves \/ Amaz\u00f4nia Real<\/div><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p>Atualmente, o Brasil lida com dois graves eventos que, a princ\u00edpio, parecem ser bastante diferentes, mas que guardam entre si uma grande similaridade. As cheias no Norte e a seca no Centro-Sul do Pa\u00eds s\u00e3o dois reflexos do mesmo fen\u00f4meno: os eventos extremos causados pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica, que s\u00e3o uma realidade global e que, por falta de vontade pol\u00edtica e econ\u00f4mica, ainda n\u00e3o foram endere\u00e7ados de maneira adequada.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Pior, esses fen\u00f4menos geram preju\u00edzos e danos grav\u00edssimos \u00e0s popula\u00e7\u00f5es mais pobres e em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade do Brasil, aprofundando o cen\u00e1rio de crise e caos social em que vivemos.<\/p>\n\n<p>No Brasil, uma das principais fontes de emiss\u00e3o dos gases que causam as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 o desmatamento na Amaz\u00f4nia &#8211; que vem registrando altas recorde desde o in\u00edcio do governo Bolsonaro. Abril de 2021 fechou com 58 mil hectares desmatados, \u00e1rea equivalente a 75 mil campos de futebol. Este \u00edndice \u00e9 43% maior do que o registrado em abril do ano passado e o pior \u00edndice da atual s\u00e9rie hist\u00f3rica!<\/p>\n\n<p>\u00cdntegra e saud\u00e1vel, a Amaz\u00f4nia absorve o g\u00e1s carb\u00f4nico da atmosfera, contribui para o equil\u00edbrio do clima global, regula o regime de chuvas no Brasil, evita o avan\u00e7o de secas em diferentes \u00e1reas do nosso pa\u00eds e guarda nossa riqu\u00edssima biodiversidade. No entanto, o atual rumo tem levado essa floresta para outra dire\u00e7\u00e3o, e as consequ\u00eancias n\u00e3o tardaram em chegar&#8230;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Inunda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n<p>Quem passa o olho pelo notici\u00e1rio se depara com relatos preocupantes vindos do norte: o rio Negro, um dos mais importantes cursos d\u2019\u00e1gua da regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, est\u00e1 subindo a n\u00edveis alarmantes. Nesta quarta (19), ele atingiu 29,77 metros, o segundo maior \u00edndice da s\u00e9rie hist\u00f3rica. A tend\u00eancia \u00e9 que ele continue subindo at\u00e9 junho, causando uma das maiores cheias de todos os tempos. Trechos da capital Manaus j\u00e1 se encontram invadidos pelas \u00e1guas, prejudicando o tr\u00e2nsito e o com\u00e9rcio e agravando problemas de saneamento b\u00e1sico.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>A bacia do rio Solim\u00f5es, a foz do Purus e a bacia do rio Amazonas tamb\u00e9m registram n\u00edveis altos para o per\u00edodo. Segundo o Governo do Amazonas, at\u00e9 semana passada 42 munic\u00edpios e mais de 165 mil pessoas sofreram preju\u00edzos causados pelas cheias.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em fevereiro, o estado do Acre tamb\u00e9m vivenciou uma cheia hist\u00f3rica, que prejudicou mais de 130 mil pessoas em dez cidades diferentes. A subida dos rios Acre, Juru\u00e1, Envira, Iaco e Purus levou o governador Gladson Camelli a decretar situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/99d3e948-gp1suw3n_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31685\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/99d3e948-gp1suw3n_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/99d3e948-gp1suw3n_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/99d3e948-gp1suw3n_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/99d3e948-gp1suw3n_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/05\/99d3e948-gp1suw3n_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Sobrev\u00f4o em Tarauac\u00e1 sob inunda\u00e7\u00e3o, Acre, Brasil<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Alexandre Noronha \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p>Se lembrarmos que a regi\u00e3o Norte, de maneira geral, ainda se recupera dos duros golpes sofridos pelo coronav\u00edrus e agoniza com a crise econ\u00f4mica e social, \u00e9 poss\u00edvel ter uma ideia da grandeza dos problemas enfrentados.<\/p>\n\n<p><strong>Seca<\/strong><\/p>\n\n<p>O Centro-Sul do Brasil, por sua vez, lida com um problema que \u00e9 quase literalmente o \u201coutro lado da moeda\u201d: registrando o menor n\u00edvel de chuvas dos \u00faltimos 91 anos, uma seca severa atinge o Mato Grosso do Sul, o noroeste de S\u00e3o Paulo, o sul de Goi\u00e1s e o Paran\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, nesta semana mais de 347 munic\u00edpios da regi\u00e3o enfrentam seca extrema.<\/p>\n\n<p><a href=\"https:\/\/epoca.globo.com\/brasil\/as-pastagens-acabaram-seca-historica-destroi-producao-em-cidade-brasileira-mais-atingida-25017186\">Produtores rurais j\u00e1 se queixam de preju\u00edzos em suas colheitas<\/a> e os reservat\u00f3rios de \u00e1gua das principais hidrel\u00e9tricas do centro-sul est\u00e3o em n\u00edveis baix\u00edssimos. Este \u00faltimo fen\u00f4meno fez com que o governo tivesse que acionar todas as termel\u00e9tricas dispon\u00edveis para poupar os reservat\u00f3rios e evitar um poss\u00edvel apag\u00e3o esse ano, al\u00e9m de importar energia el\u00e9trica de outros pa\u00edses, como Argentina e Uruguai. Ou seja, para um problema previs\u00edvel, estamos adotando as solu\u00e7\u00f5es mais caras e poluentes.<\/p>\n\n<p>S\u00e3o sinais de que, sem planos concretos de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, estaremos eternamente em um c\u00edrculo vicioso. O pa\u00eds lida com os efeitos da crise do clima aumentando as emiss\u00f5es de carbono (com a queima de \u00f3leo e g\u00e1s nas termel\u00e9tricas) e quem paga a conta somos todos n\u00f3s. Isso afeta mais ainda aquelas pessoas que j\u00e1 s\u00e3o as mais impactadas pelo clima, pela pandemia e pela fome que volta a assolar o pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Realidade<\/strong><\/p>\n\n<p>A ocorr\u00eancia desses dois fatos simultaneamente mostra que os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas n\u00e3o s\u00e3o algo para um futuro distante &#8211; mas sim uma realidade j\u00e1 presente em nosso dia-a-dia. Eles t\u00eam se tornado cada vez mais intensos e frequentes; e est\u00e1 claro quem mais sofre suas consequ\u00eancias.<\/p>\n\n<p>\u201cPrecisamos de um plano para o pa\u00eds que olhe para as vidas amea\u00e7adas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. E que tenha metas de descarboniza\u00e7\u00e3o, assim como medidas efetivas de adapta\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o das desigualdades. Hoje, no Brasil, aqueles que menos contribuem para a crise clim\u00e1tica s\u00e3o os primeiros e mais impactados por ela\u201d, disse Marcelo Laterman, da campanha de Clima e Justi\u00e7a do Greenpeace.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cAssim como a nega\u00e7\u00e3o do problema e neglig\u00eancia do governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pandemia levou o pa\u00eds a mortes evit\u00e1veis e ao estado de desamparo social e sanit\u00e1rio, estamos vendo o governo repetir sua postura negacionista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o clim\u00e1tica. Fechar os olhos para ela \u00e9 uma escolha que impacta vidas\u201d, ressaltou Marcelo.<\/p>\n\n<p>Precisamos cobrar de nossas autoridades medidas imediatas de mitiga\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como a transi\u00e7\u00e3o para fontes de energia limpas e renov\u00e1veis, o fim do desmatamento e compromissos para adapta\u00e7\u00e3o e aumento da resili\u00eancia das popula\u00e7\u00f5es mais vulnerabilizadas.<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Por isso, assine a nossa peti\u00e7\u00e3o e junte-se ao movimento de pessoas que reconhecem a urg\u00eancia da crise clim\u00e1tica e que quer dar voz \u00e0s pessoas mais afetadas:<br><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org.br\/crise-climatica\">Crise Clim\u00e1tica | Greenpeace<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente, o Brasil lida com dois graves eventos que, a princ\u00edpio, parecem ser bastante diferentes, mas que guardam entre si uma grande similaridade. 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