{"id":32069,"date":"2021-06-14T11:39:51","date_gmt":"2021-06-14T14:39:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=32069"},"modified":"2021-06-14T11:40:22","modified_gmt":"2021-06-14T14:40:22","slug":"minha-casa-esta-completamente-no-fundo-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/minha-casa-esta-completamente-no-fundo-do-rio\/","title":{"rendered":"\u201cMinha casa est\u00e1 completamente no fundo do rio\u201d"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Marcilene Santos, 39, mora no Centro de Manaus. Com a casa alagada pela cheia do Rio Negro, ela precisa escolher entre comer ou comprar madeira&nbsp;<\/em><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/c758b4fd-marcilene-santos-mora-no-centro-de-manaus-e-divide-a-casa-com-tres-filhas.-ela-precisou-adaptar-sua-casa-por-conta-da-cheia-do-rio-negro.-foto-raphael-alves-amazonia-real-4-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-32070\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/c758b4fd-marcilene-santos-mora-no-centro-de-manaus-e-divide-a-casa-com-tres-filhas.-ela-precisou-adaptar-sua-casa-por-conta-da-cheia-do-rio-negro.-foto-raphael-alves-amazonia-real-4-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/c758b4fd-marcilene-santos-mora-no-centro-de-manaus-e-divide-a-casa-com-tres-filhas.-ela-precisou-adaptar-sua-casa-por-conta-da-cheia-do-rio-negro.-foto-raphael-alves-amazonia-real-4-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/c758b4fd-marcilene-santos-mora-no-centro-de-manaus-e-divide-a-casa-com-tres-filhas.-ela-precisou-adaptar-sua-casa-por-conta-da-cheia-do-rio-negro.-foto-raphael-alves-amazonia-real-4-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/c758b4fd-marcilene-santos-mora-no-centro-de-manaus-e-divide-a-casa-com-tres-filhas.-ela-precisou-adaptar-sua-casa-por-conta-da-cheia-do-rio-negro.-foto-raphael-alves-amazonia-real-4-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/c758b4fd-marcilene-santos-mora-no-centro-de-manaus-e-divide-a-casa-com-tres-filhas.-ela-precisou-adaptar-sua-casa-por-conta-da-cheia-do-rio-negro.-foto-raphael-alves-amazonia-real-4-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/c758b4fd-marcilene-santos-mora-no-centro-de-manaus-e-divide-a-casa-com-tres-filhas.-ela-precisou-adaptar-sua-casa-por-conta-da-cheia-do-rio-negro.-foto-raphael-alves-amazonia-real-4.jpg 2000w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption> Marcilene Silva dos Santos, 40, e sua filha Ricarlen, 9, na casa de madeira onde moram no Igarap\u00e9 do S\u00e3o Vicente, no centro de Manaus. Com a pandemia de Covid-19 e a enchente, seu trabalho tornou-se invi\u00e1vel, levando a enfrentar grandes dificuldades financeiras. Ela revela que, desde o in\u00edcio da enchente, tem tido dificuldade para dormir. \u201cUm dia encontramos um jacar\u00e9 de 2,5 metros dentro de casa\u201d. \u00a9&nbsp;Raphael Alves \/ Amaz\u00f4nia Real<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 s\u00e3o uma realidade e afetam principalmente as popula\u00e7\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. \u00c9 por isso que abrimos nossos canais para trazer a voz de quem j\u00e1 paga um pre\u00e7o alto pela falta de acesso a direitos b\u00e1sicos para uma vida digna; e que t\u00eam suas vidas ainda mais impactadas pelo aumento de eventos extremos como cheias, secas e grandes tempestades.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Leia o depoimento de Marcilene e acesse tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/clima-e-desigualdade-quem-ja-esta-pagando-a-conta\/\">outros relatos<\/a>.<\/p>\n\n<p><em>\u201cMe chamo Marcilene dos Santos, tenho 39 anos e moro no Centro de Manaus. Trabalho com o que tiver, mas antes da pandemia tava vendendo lim\u00e3o nos pontos e terminais de \u00f4nibus da cidade.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n<p><em>Outro trabalho do qual tenho muito orgulho \u00e9 o de ser a palha\u00e7a Jujubinha &#8211; h\u00e1 dez anos, me visto de palha\u00e7a e visito hospitais e casas de crian\u00e7as adoentadas. Tento levar algum conforto e alegria para fam\u00edlias que est\u00e3o precisando disso. Hoje n\u00e3o estou indo fazer esse trabalho porque n\u00e3o tenho dinheiro pra comprar o material que preciso, tipo maquiagem e tecidos; e nem pra andar de \u00f4nibus. Tenho meu amor e minha alegria, mas isso n\u00e3o \u00e9 suficiente. Como palha\u00e7a Jujubinha, j\u00e1 ajudei muito e j\u00e1 fiz muitas coisas boas. Vivia de dar esperan\u00e7as a quem n\u00e3o tinha nenhuma.<\/em><\/p>\n\n<p><em>Sou vi\u00fava e moro com tr\u00eas filhas, de 9, 16 e 18 anos. A de 16 anos t\u00e1 nesse momento internada no hospital e deve dar \u00e0 luz a qualquer momento. \u00c9 um menino que ela tem. Como vai ser eu dentro de casa com essa menina de resguardo e o beb\u00ea, sem estrutura nenhuma? Ela n\u00e3o tem quase nada, precisamos do enxoval quase todo.&nbsp;&nbsp;<\/em><\/p>\n\n<p><em>Moro h\u00e1 nove anos dentro de um igarap\u00e9, numa \u00e1rea que chamam de S\u00e3o Vicente. Minha casa \u00e9 uma casa humilde, de madeira. Ela t\u00e1 com a estrutura toda abalada. Ela j\u00e1 era velha, imagina como ela vai ficar quando a \u00e1gua descer, ela vai estar toda prejudicada. Quem me ajuda bastante s\u00e3o os vizinhos. J\u00e1 recebi aqui algumas equipes de televis\u00e3o que vieram fazer reportagem comigo.<\/em><\/p>\n\n<p><em>Quando veio a pandemia, foi um choque. N\u00e3o podia mais circular nos \u00f4nibus, n\u00e3o podia fazer visitas. A cidade tava parada. Perdi meu fornecedor de lim\u00e3o &#8211; ele saiu do terminal em que a gente trabalhava e nunca mais o vi. O terminal foi desativado, acabei perdendo essa frente de trabalho. Eu peguei Covid-19, bem forte, logo no come\u00e7o da pandemia, e minha filha mais nova tamb\u00e9m.<\/em><\/p>\n\n<p><em>Tem dois meses e meio que o preju\u00edzo com a cheia come\u00e7ou. A \u00e1gua come\u00e7ou a entrar dentro de casa e veio um monte de coisa junto: a \u00e1gua tem um mau cheiro e os bichos come\u00e7aram a aparecer. J\u00e1 vimos um jacar\u00e9 aqui perto e, quando fui tirar de casa uma geladeira que quebrou por causa da \u00e1gua, eu e dois vizinhos achamos uma cobra enorme atr\u00e1s da geladeira. Desde esse dia eu n\u00e3o durmo direito e vivo apavorada. E se aparecer outra cobra? E se ela atacar minhas filhas ou meu neto que vai vir? A \u00e1gua t\u00e1 por todo canto e mesmo que a gente n\u00e3o queira, a gente acaba se molhando e sujando os p\u00e9s.<\/em><\/p>\n\n<p><em>Estou numa situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil. Minha casa est\u00e1 completamente no fundo do rio e j\u00e1 perdi duas m\u00e1quinas de lavar, uma geladeira e um fog\u00e3o. Meus colch\u00f5es est\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o muito ruim. Estou dormindo em cima de uma cama box que j\u00e1 est\u00e1 toda molhada e comprometida. J\u00e1 perdi um celular que caiu na \u00e1gua.<\/em><\/p>\n\n<p><em>Tive que comprar madeira e ir construindo novos assoalhos em casa, \u00e0 medida que o rio ia subindo. Estou no quinto assoalho e ainda t\u00f4 arrumando ele. J\u00e1 pensei em mudar de casa, mas n\u00e3o d\u00e1. N\u00e3o tenho condi\u00e7\u00f5es de pagar aluguel. Qualquer aluguel aqui perto da minha casa \u00e9 mil reais. Assim como v\u00e1rias outras fam\u00edlias, n\u00e3o tive op\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ser ficar dentro de casa<\/em><\/p>\n\n<p><em>Diz que a \u00e1gua j\u00e1 vai come\u00e7ar a descer essa semana, espero que isso seja verdade.<\/em><\/p>\n\n<p><em>Todo dia a \u00e1gua sobe mais um pouco. J\u00e1 liguei pra Defesa Civil e pra Secretaria Municipal de Assist\u00eancia Social. Eles vieram aqui em casa, me cadastraram no aux\u00edlio-enchente, mas at\u00e9 agora n\u00e3o recebi nada.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/em><\/p>\n\n<p><em>At\u00e9 a alimenta\u00e7\u00e3o t\u00e1 faltando pra gente. Meu g\u00e1s t\u00e1 acabando, meu botij\u00e3o t\u00e1 bem leve. O que me salva hoje \u00e9 o Bolsa-Fam\u00edlia, que paga R$ 130,00. N\u00e3o recebi o aux\u00edlio emergencial. A gente tem comido muito ovo e salsicha. Compro um quilo de farinha e tenho que ir regrando, vamos comendo de pouquinho em pouquinho pra ela durar muito. Tem vezes que minha filha pede p\u00e3o e nem sei o que dar. Um dos dias mais tristes que tivemos recentemente foi quando quis fazer um mingau de arroz pra nossa janta. Peguei o a\u00e7\u00facar. Ele tava preto de tanta formiga que tinha nele. N\u00e3o tinha mais nada de comida em casa. Nunca vou esquecer daquele mingau, das minhas filhas comendo aquela comida porque era a \u00fanica coisa que a gente tinha.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n<p><em>\u00c0 noite eu n\u00e3o durmo. Fico com medo de algum bicho entrar dentro de casa, a\u00ed fico olhando as coisas, vigiando as paredes.<\/em><\/p>\n\n<p><em>Apesar dessa situa\u00e7\u00e3o, ainda procuro manter algo vivo e alegre dentro de mim. H\u00e1 tr\u00eas semanas, fui a um bairro vizinho como Jujubinha. J\u00e1 conhecia algumas fam\u00edlias, sabia de algumas crian\u00e7as que precisavam de visita. Fui at\u00e9 l\u00e1 levar um sorriso, uma m\u00fasica, uma distra\u00e7\u00e3o. Isso me ajuda demais e queria poder fazer isso mais vezes.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n<p><em>Minha situa\u00e7\u00e3o t\u00e1 ruim, mas tem muita gente com situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, muita fam\u00edlia afetada por essa cheia. Seria muito bom se as autoridades olhassem pelas pessoas que est\u00e3o passando necessidade, que visitassem essas pessoas. O ideal, claro, seria tirar elas desses lugares e dar uma vida digna pras fam\u00edlias que v\u00eam sofrendo\u201d.<\/em><\/p>\n<div data-render=\"planet4-blocks\/gallery\" 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Real&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;\\u00a9 Raphael Alves \\\/ Amaz\\u00f4nia Real&quot;}]}}\"><\/div>\n<p>O Greenpeace Brasil est\u00e1 realizando esta semana uma grande entrega de cestas b\u00e1sicas para diversas fam\u00edlias atingidas pela cheia nas zonas Sul e Leste de Manaus. Mil cestas ser\u00e3o distribu\u00eddas, que v\u00e3o totalizar 10 toneladas de alimentos e v\u00e3o beneficiar cerca de 440 fam\u00edlias. Marcilene est\u00e1 inclu\u00edda nesta lista de benefici\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"has-grey-200-color has-green-800-background-color has-text-color has-background\"><span class=\"has-inline-color has-grey-900-color\">J\u00e1 existem solu\u00e7\u00f5es para a crise clim\u00e1tica que podem ajudar na resolu\u00e7\u00e3o da crise econ\u00f4mica e social brasileira. Precisamos apenas ligar os pontos, contar com quem j\u00e1 est\u00e1 atuando junto e promover a\u00e7\u00f5es que contribuam para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo mais justo, inclusivo e em equil\u00edbrio com o meio ambiente.<\/span><span class=\"has-inline-color has-grey-200-color\"> <\/span><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org.br\/crise-climatica\"><span class=\"has-inline-color has-grey-200-color\">Assine a nossa peti\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><span class=\"has-inline-color has-grey-500-color\"> <\/span><span class=\"has-inline-color has-grey-900-color\">para se juntar ao movimento de pessoas que reconhecem a urg\u00eancia da crise clim\u00e1tica, dar voz \u00e0s pessoas mais afetadas por este problema e manter-se informado para nos mobilizarmos pela causa e pressionarmos as autoridades.<\/span><\/p>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcilene Santos mora no Centro de Manaus. 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