{"id":32421,"date":"2021-06-22T15:35:33","date_gmt":"2021-06-22T18:35:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=32421"},"modified":"2021-07-06T09:27:33","modified_gmt":"2021-07-06T12:27:33","slug":"e-de-doer-relato-de-sarah-marques-traduz-a-realidade-da-fome-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/e-de-doer-relato-de-sarah-marques-traduz-a-realidade-da-fome-no-brasil\/","title":{"rendered":"\u00c9 de doer: relato de Sarah Marques traduz a realidade  da fome no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>A l\u00edder comunit\u00e1ria de Caranguejo Tabaiares, situada na regi\u00e3o central de Recife (PE), conta sobre a luta de sua comunidade pelo territ\u00f3rio e contra a inseguran\u00e7a alimentar.<\/strong><\/h4>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/dc26f646-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.24.22-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-32426\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/dc26f646-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.24.22-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/dc26f646-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.24.22-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/dc26f646-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.24.22-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/dc26f646-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.24.22-453x340.jpeg 453w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/dc26f646-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.24.22.jpeg 1156w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Sarah Marques, cofundadora do Coletivo Caranguejo Tabaiares Resiste, em Recife (PE).<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p>\u201cN\u00e3o acho bonito fila de gente para receber comida.\u201d N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 bonito mesmo. Concordamos com Sarah Marques, que foi demitida em plena pandemia e atua como l\u00edder comunit\u00e1ria de Caranguejo Tabaiares, situada na zona oeste de Recife (PE). Concordamos porque escancara, assim como o esgoto a c\u00e9u aberto, a precariedade em que muitos seres humanos ainda (sobre)vivem. Mas, como a fome \u00e9 algo que vai muito al\u00e9m do est\u00f4mago, a not\u00edcia boa \u00e9 que a feiura dessa fila tamb\u00e9m tem sua beleza: \u201cNos deu esperan\u00e7a\u201d, resiste Sarah, que tem 40 anos e \u00e9 m\u00e3e solteira dos g\u00eameos Juliana e Rafael, de 15. Estamos aqui falando da doa\u00e7\u00e3o de 200 cestas agroecol\u00f3gicas que a comunidade recebeu da campanha emergencial \u201cComida para quem precisa de comida de verdade\u201d, que o Greenpeace est\u00e1 realizando com alguns parceiros durante a pandemia. Ao todo, a campanha j\u00e1 doou <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/toneladas-de-solidariedade-campanha-combate-a-fome-com-agroecologia\/\">mais de 13 toneladas de alimentos<\/a> agroecol\u00f3gicos. O trabalho \u00e9 grande, e s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 solidariedade de pessoas de todo o Brasil. <strong>As doa\u00e7\u00f5es podem ser feitas para o crowdfunding<\/strong> <a href=\"https:\/\/benfeitoria.com\/greenpeace?utm_source=site&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=food&amp;utm_content=aq_20210621_blog_crowdfunding_agroecologia_contra_fome\">Agroecologia contra a fome<\/a>, <strong>que est\u00e1 acontecendo neste momento.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"471\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/0f5ae3d8-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.22.15-1024x471.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-32425\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/0f5ae3d8-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.22.15-1024x471.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/0f5ae3d8-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.22.15-300x138.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/0f5ae3d8-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.22.15-768x353.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/0f5ae3d8-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.22.15-510x235.jpeg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/06\/0f5ae3d8-whatsapp-image-2021-06-22-at-15.22.15.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Sa\u00fade no prato: alimentos agroecol\u00f3gicos doados para a comunidade<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 sobre beleza que se trata. \u00c9 sobre resist\u00eancia: \u00e0s v\u00e9speras da pandemia, a popula\u00e7\u00e3o do Caranguejo j\u00e1 estava cansada de guerra. Algumas pessoas haviam acabado de conseguir reocupar suas pr\u00f3prias casas. Trata-se de uma comunidade centen\u00e1ria. Ent\u00e3o, imagine s\u00f3 \u2013 \u201cre-ocupar\u201d a pr\u00f3pria casa&#8230; A hist\u00f3ria \u00e9 longa, mas as 280 fam\u00edlias, cerca de cinco mil pessoas, que hoje vivem no Caranguejo est\u00e3o \u00e0 margem do Rio Capibaribe, uma regi\u00e3o central da cidade de Recife que sofre com os olhos gordos e grandes de um lobo bem mau que a gente bem conhece: a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. \u201cMeus pais e av\u00f3s que aterraram aqui, a gente fez esse ch\u00e3o e essas casas com o lixo que o povo jogava. Sempre vivemos dessa lama. Eles n\u00e3o acham bonito. Mas \u00e9 vivo. O modelo das palafitas (ainda h\u00e1 duzentas na comunidade) \u00e9 vivo, tem que pegar a lama, colocar na estrutura, deixar respirar, sen\u00e3o a casa cai. Eles n\u00e3o est\u00e3o nem a\u00ed para o meio ambiente. O meio ambiente somos n\u00f3s. A gente <em>usa<\/em> o que eles acham feio\u201d, relata Sarah.<\/p>\n\n<p>\u201cN\u00e3o queria me envolver e ser lideran\u00e7a. Mas aqui ou eu vi algu\u00e9m nascer ou me viram nascer. Estou aqui h\u00e1 40 anos\u201d, conta. Ela n\u00e3o teve mais escolha no dia em que viu os t\u00e9cnicos da prefeitura na casa de dona Maria, uma idosa da comunidade, impelindo-a a assinar pap\u00e9is relativos \u00e0 sua remo\u00e7\u00e3o para um conjunto habitacional a 7 km dali. \u201cFoi nesse dia de dona Maria que dei um grito. Comecei a gritar. Chamo de dia do grito. Sa\u00ed gritando. \u2018Minha gente, querem tirar a gente daqui. A gente n\u00e3o pode deixar n\u00e3o\u2019. Fui pras redes sociais. \u2018N\u00e3o desocupe Caranguejo\u2019. Comecei a mobilizar as lideran\u00e7as daqui, o povo da igreja, pastor, abaixo-assinado, Minist\u00e9rio P\u00fablico, Direitos Humanos&#8230; Fiquei batendo, conseguimos v\u00e1rias audi\u00eancias com a prefeitura, fizemos cinedebate, roda de conversa. Barramos o cadastramento, n\u00e3o deixamos o pessoal da prefeitura nem medir\u201d.<\/p>\n\n<p>Em meio a essa hist\u00f3ria recente, nasceu o Coletivo Caranguejo Tabaiares, que irradiou mundo afora tais urg\u00eancias. A luta central era revogar um decreto que visava tornar aquele territ\u00f3rio como de utilidade p\u00fablica. Apesar de o nome parecer bonito, isso significaria que todo o projeto a ser desenvolvido com base na classifica\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o como ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) iria por \u00e1gua abaixo. Depois de tanta mobiliza\u00e7\u00e3o conseguiram, com muito suor e saliva, invalidar o decreto. \u201cConseguimos o direito de continuar lutando\u201d, atesta Sarah.<\/p>\n\n<p><strong>\u201cQuando a gente estava come\u00e7ando a respirar, veio a pandemia.\u201d<\/strong> Com ela, o lockdown em casas insalubres, falta d\u00b4\u00e1gua, viol\u00eancia, menos emprego, menos dinheiro. E ainda menos comida no prato. Isso tudo agravado por um ingrediente que torna a vulnerabilidade um palavr\u00e3o ainda mais feio, e que s\u00f3 nos mostra mais do nosso triste mesmo: a maioria das fam\u00edlias ali \u00e9 monoparental, sustentada por mulheres negras.<\/p>\n\n<p>\u201cN\u00e3o damos conta. Muita gente aqui vai pedir comida no sinal, traz restos de restaurantes. Passamos muito tempo comendo alimentos vencidos, que n\u00e3o s\u00e3o dignos. Muitas fam\u00edlias daqui vivem pegando a xepa da Ceasa, cortando as verduras, amassando. Aqui comemos o que d\u00e1\u201d, informa. O Coletivo tem centrado for\u00e7as nessa quest\u00e3o da inseguran\u00e7a alimentar que se acirrou, recebendo cestas, quentinhas, cart\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m dessas iniciativas, outras duas importantes est\u00e3o brotando, com o objetivo de subsist\u00eancia e gera\u00e7\u00e3o de renda: uma horta e o projeto de uma cozinha comunit\u00e1ria. \u201cMuita gente aqui sabe cozinhar super bem porque sempre cozinhou na cozinha dos outros. Se voc\u00ea chegar com qualquer ingrediente aqui, voc\u00ea consegue pratos sofisticad\u00edssimos, desses de casas de festa, de restaurante\u201d, garante Sarah.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Desesperadora, a realidade da fome afetou 19 milh\u00f5es de brasileiros no final de 2020, segundo <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2021-04\/pesquisa-revela-que-19-milhoes-passaram-fome-no-brasil-no-fim-de-2020#:~:text=De%20acordo%20com%20os%20pesquisadores,ao%20n%C3%ADvel%20observado%20em%202004.\">estudo<\/a> realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). E mais da metade da popula\u00e7\u00e3o, cerca de 117 milh\u00f5es de pessoas, sofreu algum grau de inseguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n\n<p>\u201cNo dia em que recebemos as 200 cestas da campanha do Greenpeace com alimentos agroecol\u00f3gicos, foi muito forte a mobiliza\u00e7\u00e3o. O caminh\u00e3o n\u00e3o chega aqui em casa. Todo mundo foi carregar, mulher, menino&#8230; O povo carregando as cestas para meu terra\u00e7o. Carregando com f\u00e9 de que depois iriam receber. Vi uma moradora daqui que \u00e9 bem magrinha carregando com uma for\u00e7a! Vi quando o povo foi dividindo as cabe\u00e7as de peixe. N\u00e3o precisava dizer \u2018fulano precisa, fulano n\u00e3o precisa\u2019, o povo foi dividindo\u201d, conta Sarah, emocionada.<\/p>\n\n<p>A uni\u00e3o e a solidariedade fizeram a for\u00e7a. Mesmo em uma situa\u00e7\u00e3o extremamente dif\u00edcil, a comunidade conseguiu se organizar para compartilhar as doa\u00e7\u00f5es. \u201cAqui tem gente que precisa mais e gente que s\u00f3 precisa. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil distribuir, n\u00e3o ser injusta entre quem est\u00e1 com mais ou menos fome. A gente tenta passar para as pessoas aqui na comunidade que \u00e9 muito ruim voc\u00ea ter e os outros n\u00e3o, principalmente crian\u00e7as\u201d, diz Sarah. E ela coloca isso em pr\u00e1tica: \u201ceu hoje cozinho muito, porque minha m\u00e3e sempre cozinhou muito. Na comunidade voc\u00ea n\u00e3o vai ver ningu\u00e9m que cozinhe com umas panelinhas, de pouquinho. As pessoas sempre cozinham a mais, d\u00e3o ou recebem um pouco de feij\u00e3o do vizinho\u201d.<\/p>\n\n<p>\u201cPara as m\u00e3es que t\u00eam como alimentar seus filhos, eu falaria sobre como \u00e9 dif\u00edcil para uma m\u00e3e ir dormir sem saber o que vai dar a seus filhos no dia seguinte. Por isso \u00e9 muito importante contribuir. A fome d\u00f3i e esse sono n\u00e3o vem.\u201d <\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-cta\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/benfeitoria.com\/greenpeace?utm_source=site&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=food&amp;utm_content=aq_20210621_blog_crowdfunding_agroecologia_contra_fome\">Fa\u00e7a uma doa\u00e7\u00e3o agora. Ajude a matar a fome de quem mais precisa. Ao mesmo tempo, apoie trabalhadores rurais que cultivam alimentos sem veneno, de forma sustent\u00e1vel, e precisam vender sua produ\u00e7\u00e3o.<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A l\u00edder comunit\u00e1ria de Caranguejo Tabaiares, situada na regi\u00e3o central de Recife (PE), conta sobre a luta de sua comunidade pelo territ\u00f3rio e contra a inseguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n","protected":false},"author":100,"featured_media":32426,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[18],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-32421","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-greenpeace","tag-agroecologia","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32421","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/100"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32421"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32421\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32430,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32421\/revisions\/32430"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32426"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32421"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32421"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32421"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=32421"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}