{"id":33633,"date":"2021-09-05T23:47:05","date_gmt":"2021-09-06T02:47:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=33633"},"modified":"2021-09-10T15:29:04","modified_gmt":"2021-09-10T18:29:04","slug":"ouca-agora-cancao-pra-amazonia-um-manifesto-poetico-musical-em-defesa-da-maior-floresta-tropical-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/ouca-agora-cancao-pra-amazonia-um-manifesto-poetico-musical-em-defesa-da-maior-floresta-tropical-do-mundo\/","title":{"rendered":"Ou\u00e7a Agora! \u201cCan\u00e7\u00e3o pra Amaz\u00f4nia\u201d: um manifesto po\u00e9tico-musical em defesa da maior floresta tropical do mundo"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Mais de 30 artistas, de v\u00e1rios estilos e gera\u00e7\u00f5es, pedem pela conserva\u00e7\u00e3o do maior bioma brasileiro<\/em><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<lite-youtube style=\"background-image: url('https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/yE1PENHOpDQ\/hqdefault.jpg');\" videoid=\"yE1PENHOpDQ\" params=\"rel=0\"><\/lite-youtube>\n<\/div><figcaption>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 plano B sem a Amaz\u00f4nia!&#8221; dizem os versos de Carlos Renn\u00f3 interpretados por alguns dos maiores nomes da m\u00fasica brasileira <\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Foi lan\u00e7ado na noite deste domingo (5), no programa \u201cFant\u00e1stico\u201d, da Rede Globo (RJ), um novo projeto art\u00edstico em prol da conserva\u00e7\u00e3o das florestas brasileiras: \u00e9 a <em>\u201cCan\u00e7\u00e3o pra Amaz\u00f4nia\u201d<\/em>, a nova empreitada do compositor Carlos Renn\u00f3 no mundo das can\u00e7\u00f5es engajadas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Disponibilizada em \u00e1udio e v\u00eddeo, a <em>Can\u00e7\u00e3o pra Amaz\u00f4nia<\/em> \u00e9 um grande apelo pela conserva\u00e7\u00e3o da maior floresta tropical do planeta. Em sua letra, ela cita diversos problemas ambientais que ocorrem naquele bioma e que agravam a crise clim\u00e1tica &#8211; como garimpo, a extra\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria de madeira, o ataque aos povos ind\u00edgenas, e \u201cas boiadas\u201d do governo Bolsonaro que aumentam a press\u00e3o sobre a floresta e seus povos. A letra foi feita por Carlos Renn\u00f3 e a melodia, por Nando Reis.<\/p>\n\n<p>Participam da can\u00e7\u00e3o Agnes Nunes; a dupla Anavit\u00f3ria; Arnaldo Antunes; Baco Exu do Blues; Caetano Veloso; a atriz Camila Pitanga; C\u00e9u; Chico C\u00e9sar; Criolo; Daniela Mercury; Diogo Nogueira; Djuena Tikuna; Duda Beat; Elza Soares; Flor Gil; Gaby Amarantos; Gal Costa; Gilberto Gil; Iza; Majur; Maria Beth\u00e2nia; Milton Nascimento; Nando Reis; P\u00e9ricles; Preta Gil; Rael; Rincon Sapi\u00eancia; Samuel Rosa; Thaline Karaj\u00e1; Vit\u00e3o; e o sambista Xande de Pilares.<\/p>\n\n<p><strong>Ou\u00e7a a can\u00e7\u00e3o nas principais plataformas: <\/strong><a href=\"https:\/\/onerpm.link\/cacaopraamazonia\">https:\/\/onerpm.link\/cacaopraamazonia<\/a> <\/p>\n\n<p><strong>Visite o site: <\/strong><a href=\"https:\/\/vozdafloresta.com\/\">https:\/\/vozdafloresta.com\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n<p>Nando Reis contou que o objetivo da <em>Can\u00e7\u00e3o pra Amaz\u00f4nia<\/em> \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o para a violenta e grav\u00edssima destrui\u00e7\u00e3o deste grande patrim\u00f4nio natural brasileiro: \u201cEssa destrui\u00e7\u00e3o vai na contram\u00e3o de todo pensamento moderno ou sensato que existe at\u00e9 mesmo sobre a produ\u00e7\u00e3o de riquezas. A destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia tem transformado a riqueza da floresta em um deserto, algo que trar\u00e1 grav\u00edssimas consequ\u00eancias para o mundo. Por isso, a \u00fanica medida cab\u00edvel \u00e9 alertar sobre a conserva\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n<p>O cantor e compositor contou tamb\u00e9m que os artistas, devido a sua popularidade e notoriedade, contribuem para levar mensagens importantes para \u201cmais gente\u201d: \u201cMas o que est\u00e1 por tr\u00e1s de um movimento como esse, da <em>Can\u00e7\u00e3o pra Amaz\u00f4nia<\/em>, \u00e9 o pensamento de um cidad\u00e3o. De todos n\u00f3s emprestarmos as ferramentas que temos dispon\u00edveis em favor dessa causa\u201d, contou o m\u00fasico.<\/p>\n\n<p><strong>Amplificar vozes<\/strong><\/p>\n\n<p>\u00c9 importante dizer que a <em>Can\u00e7\u00e3o pra Amaz\u00f4nia<\/em> n\u00e3o tem fins comerciais. Todos os custos envolvidos no processo foram para despesas fixas, como horas de grava\u00e7\u00e3o em est\u00fadio. Os artistas participantes responderam a um convite e n\u00e3o receberam cach\u00eas, al\u00e9m de cederem sua imagem e voz para este projeto. \u201cQuer\u00edamos mobilizar segmentos diversos, trazer artistas comprometidos com a causa e que pudessem amplificar, com suas vozes, o alcance da can\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Nando. Os cantores e cantoras participantes responderam ao chamado baseados em suas agendas, disponibilidade de tempo e afinidade com a pauta.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Letrista da can\u00e7\u00e3o, Carlos Renn\u00f3 contou que a <em>Can\u00e7\u00e3o pra Amaz\u00f4nia<\/em> \u00e9 um projeto que existe h\u00e1 quase dois anos. A letra foi feita entre o final de 2019 e o in\u00edcio de 2020. \u201cEntreguei a letra ao Nando no in\u00edcio do ano passado, quando a gente se preparava para colocar o projeto de p\u00e9. Mas a\u00ed veio a pandemia e mudou tudo\u201d, disse o compositor.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A grava\u00e7\u00e3o da m\u00fasica levou cerca de sete meses, entre fevereiro e agosto de 2021. Cada artista gravou seu trecho separadamente, como forma de minimizar os riscos de contamina\u00e7\u00e3o por Covid-19. Por isso, houve um intenso trabalho log\u00edstico nos bastidores para garantir que todos os artistas gravassem de maneira segura e eficiente, e pudessem tamb\u00e9m gravar sua participa\u00e7\u00e3o no clipe da can\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Participa\u00e7\u00e3o de todos<\/strong><\/p>\n\n<p>Coordenadora-executiva da Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (Coiab), Nara Bar\u00e9 afirmou que a luta pela vida e pela conserva\u00e7\u00e3o das florestas exige a participa\u00e7\u00e3o de todos aqueles preocupados com o futuro do planeta.<\/p>\n\n<p>\u201cEstamos vivendo um per\u00edodo de grandes retrocessos, de grande viol\u00eancia contra a Amaz\u00f4nia e de grandes agress\u00f5es aos povos ind\u00edgenas. Ter tantas vozes somando neste movimento e chamando a aten\u00e7\u00e3o para esses problemas \u00e9 muito bonito e \u00fatil. Mas precisamos de mais gente, de mais a\u00e7\u00e3o e de mais atitudes se queremos mudar o futuro que est\u00e1 se desenhando e as perspectivas negativas que temos hoje para a Amaz\u00f4nia\u201d, disse a coordenadora.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Carolina Mar\u00e7al \u00e9 a Porta-Voz da Campanha da Amaz\u00f4nia do Greenpeace. Ela afirmou que apoiar este tipo de projeto faz parte da hist\u00f3ria da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>\u201cO Greenpeace sempre procurou formas criativas e n\u00e3o-violentas de disseminar as mensagens que acreditamos e de engajar as pessoas na constru\u00e7\u00e3o de um mundo mais verde e justo. Participar de um projeto desse porte, com tantos artistas importantes e relevantes da m\u00fasica brasileira, \u00e9 uma maneira po\u00e9tica e forte de passar as nossas mensagens e de posicionar a sociedade a respeito da Amaz\u00f4nia. Apesar do desgoverno Bolsonaro que implementa uma agenda anti-ambiental destrutiva, n\u00f3s continuaremos resistindo e lutando pela Amaz\u00f4nia. A arte \u00e9 uma forma poderosa de ativismo, de luta e de resist\u00eancia, e para n\u00f3s \u00e9 uma honra participar de um projeto como este\u201d, disse a especialista.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Dados<\/strong><\/p>\n\n<p>A <em>Can\u00e7\u00e3o pra Amaz\u00f4nia<\/em> \u00e9 uma iniciativa do Greenpeace e da Relic\u00e1rio Produ\u00e7\u00f5es, que cuidaram da produ\u00e7\u00e3o executiva da a\u00e7\u00e3o. Este projeto teve apoio tamb\u00e9m da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas no Brasil (Apib), da Coiab, do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi) e da Federa\u00e7\u00e3o de \u00d3rg\u00e3os para Assist\u00eancia Social e Educacional &#8211; FASE Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n<p>Recentemente, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram que agosto de 2021 registrou 28.060 focos de calor, o terceiro pior \u00edndice da d\u00e9cada! Este ano ficou atr\u00e1s apenas de agosto de 2019 e agosto de 2020, mostrando como a gest\u00e3o Bolsonaro tem sido ineficiente no combate ao fogo na Amaz\u00f4nia.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m disso, estudo recente do MapBiomas mostrou que, entre 1985 e 2020, a \u00e1rea utilizada para garimpo e minera\u00e7\u00e3o no Brasil cresceu seis vezes &#8211; saltando de 31 mil para 206 mil hectares. S\u00f3 a Amaz\u00f4nia concentra 72,5% desse total. Isso significa que, de cada quatro hectares minerados no Brasil, tr\u00eas deles est\u00e3o na Amaz\u00f4nia. Outro dado importante mostra que, entre janeiro e julho de 2021, 74% da abertura de novas \u00e1reas para minera\u00e7\u00e3o incidiu em \u00e1reas protegidas &#8211; como Terras Ind\u00edgenas e Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o &#8211; revelando como o patrim\u00f4nio natural brasileiro vem sendo depredado de maneira irracional e inconsequente.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 30 artistas, de v\u00e1rios estilos e gera\u00e7\u00f5es, pedem pela conserva\u00e7\u00e3o do maior bioma brasileiro<\/p>\n","protected":false},"author":90,"featured_media":33634,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-33633","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33633","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/90"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33633"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33633\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33657,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33633\/revisions\/33657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33633"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=33633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}