{"id":33705,"date":"2021-09-15T07:31:00","date_gmt":"2021-09-15T10:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=33705"},"modified":"2022-03-04T09:59:11","modified_gmt":"2022-03-04T12:59:11","slug":"a-viagem-que-mudou-o-mundo-greenpeace-faz-50-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/a-viagem-que-mudou-o-mundo-greenpeace-faz-50-anos\/","title":{"rendered":"A viagem que mudou o mundo: Greenpeace faz 50 anos!"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 50 anos, um time de ativistas subiu a bordo de um pequeno navio a fim de impedir a explos\u00e3o de uma bomba nuclear. Ningu\u00e9m, naquele pequeno grupo de 12 pessoas, poderia imaginar que essa viagem daria in\u00edcio a uma organiza\u00e7\u00e3o global que mudaria o mundo: em 15 de setembro de 1971 nasceu o <strong>Greenpeace<\/strong>.<\/p>\n\n<p>Irving Stowe, co-fundador da organiza\u00e7\u00e3o, descreveu seu plano para bloquear os testes da bomba at\u00f4mica na ilha das Aleutas como \u201cuma viagem pela vida \u2014 e pela paz\u201d.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<lite-youtube style=\"background-image: url('https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/lJE3YrD2UA8\/hqdefault.jpg');\" videoid=\"lJE3YrD2UA8\" params=\"rel=0\"><\/lite-youtube>\n<\/div><\/figure>\n\n<p>Hoje, o Greenpeace completa 50 anos na linha de frente da <strong>luta pela prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente<\/strong>. Mais do que nunca, \u00e9 a hora de olhar para o futuro, relembrando as conquistas do passado.\u00a0<\/p>\n\n<p>Agradecemos aos nossos colaboradores, aqueles que est\u00e3o em campo, nas ruas, nos mais de 50 escrit\u00f3rios espalhados pelo mundo, aos que est\u00e3o na Amaz\u00f4nia e no Pac\u00edfico ou combatendo inc\u00eandios na R\u00fassia, e tamb\u00e9m \u00e0queles que buscam trazer a verdade por tr\u00e1s dos problemas, trabalhando em busca de solu\u00e7\u00f5es. Agradecemos a todos que possibilitam que o trabalho em defesa da vida continue acontecendo, aos doadores que fazem suas contribui\u00e7\u00f5es todos os meses, aos que nos emprestam suas vozes e seu tempo, aos que marcham ao lado dos defensores do clima, aos ativistas e aos cientistas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O problema n\u00e3o \u00e9 apenas das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es: \u00e9, mais do que nunca, um problema da gera\u00e7\u00e3o atual. Aqui e agora, pessoas de todo o mundo precisam se unir em um movimento global para <strong>diminuir as consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong> e <strong>evitar o colapso da biodiversidade<\/strong>, para <strong>enfrentar as estruturas de poder que permitem a destrui\u00e7\u00e3o ambiental <\/strong>e para <strong>exigir um futuro verde, pac\u00edfico e justo<\/strong>.<\/p>\n\n<p>Os \u00faltimos 50 anos nos prepararam para agora sermos o mais criativos, implac\u00e1veis e unidos quanto poss\u00edvel. E, para comemorar esse meio s\u00e9culo de hist\u00f3ria, reunimos abaixo alguns marcos dessa trajet\u00f3ria.<\/p>\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Momentos not\u00e1veis<\/strong><\/h3>\n\n<p><strong>1971: a viagem que deu in\u00edcio a tudo<\/strong><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"699\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/d6708fa0-gp010i5_medium_res-1024x699.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-33714\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/d6708fa0-gp010i5_medium_res-1024x699.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/d6708fa0-gp010i5_medium_res-300x205.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/d6708fa0-gp010i5_medium_res-768x525.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/d6708fa0-gp010i5_medium_res-498x340.jpg 498w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/d6708fa0-gp010i5_medium_res.jpg 1199w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Capit\u00e3o John Cormack a bordo do navio <div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Greenpeace \/ Robert Keziere<\/div><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p>A primeira viagem do Greenpeace ocorreu em 15 de setembro de 1971, quando o barco Phyllis Cormack (tamb\u00e9m chamado de &#8220;Greenpeace&#8221;) saiu de Vancouver, Canad\u00e1, para a Ilha Amchitka com 12 pessoas a bordo, tendo como objetivo interromper os testes nucleares na regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Interceptados pela guarda costeira dos Estados Unidos, o barco e a tripula\u00e7\u00e3o nunca chegaram \u00e0 ilha e consideraram sua viagem um fracasso; contudo, ao retornar para Vancouver, foram recebidos por centenas de apoiadores. A a\u00e7\u00e3o criou tanta press\u00e3o sobre o governo dos Estados Unidos, que os testes foram cancelados e a Ilha Amchitka continua sendo uma reserva natural at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n<p><strong>1974:<\/strong><strong> Fran\u00e7a p\u00f5e fim a testes nucleares no Pac\u00edfico Sul<\/strong><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/e9kkw4zc0v6JINO--Flf9ckbzaGMY3CHJWUe4orHZcp3AYHEpkg9P9nK8W6S-9NXIPMB7KTnbMG4omqOCTWNmxtpe6O3HirU-eII7gqtSr03bjalZnlzZqO_eAGaUvyFGF6UeRHD=s0\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n<p><br>Tudo come\u00e7ou com uma tripula\u00e7\u00e3o de cinco pessoas que saiu da Nova Zel\u00e2ndia num barco batizado de \u201cGreenpeace-III\u201d para impedir testes nucleares promovidos pelo governo franc\u00eas. Em seguida, foram para o Atol de Mururoa pressionar pela suspens\u00e3o dos testes. David McTaggart e Neil Ingram, ativistas que estavam no barco, foram agredidos pela marinha francesa e as imagens do ataque ganharam o mundo. O incidente causou indigna\u00e7\u00e3o e, em 1974, a Fran\u00e7a anunciou que encerraria seu programa de testes nucleares atmosf\u00e9ricos. A decis\u00e3o acabou com todos os testes no Oceano Pac\u00edfico.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>1982: <\/strong><strong>Acordo acaba com legalidade da comercializa\u00e7\u00e3o de baleias<\/strong><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/CMpHsaQ6kLiK54TTbEqEEmQE2IyZCw7QUGArZ80_C9vHXen8810x5168q3auswZ7ESpGVR2-QhR6BDljNfubNoQ3n-2RM7wZks1vMV5YKGHl0szRoi6uUr9jzX9r_01k2EzJO8mp=s0\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n<p>Depois de uma campanha de 10 anos, incluindo in\u00fameros confrontos no mar entre ativistas do Greenpeace e baleeiros, a Comiss\u00e3o Baleeira Internacional (<em>International Whaling Commission<\/em>, IWC) finalmente p\u00f4s fim \u00e0 ca\u00e7a comercial de baleias.<\/p>\n\n<p><strong>1985: O bombardeio do Rainbow Warrior pelo governo franc\u00eas<\/strong><\/p>\n\n<p>Em 10 de julho de 1985, o navio do Greenpeace &#8220;Rainbow Warrior&#8221; estava atracado em Auckland, Nova Zel\u00e2ndia, quando agentes do servi\u00e7o secreto franc\u00eas plantaram duas bombas em seu casco. A explos\u00e3o resultante afundou o navio e matou Fernando Pereira, fot\u00f3grafo do Greenpeace, aos 35 anos de idade. O primeiro-ministro franc\u00eas Laurent Fabius foi \u00e0 TV e assumiu que agentes do Servi\u00e7o Secreto afundaram o navio.<\/p>\n\n<p><strong>1992: Surgimento do Greenpeace Brasil<\/strong><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/fjNeNAEtW9xDEp1KbdU7iQ9XqCwq13pW6mVxuUnZal4xMls5n8M-Q3f1JQX9Lsm8wMzkENPeMhnLD-EZhdtiznAfhot34azrEnm0dU4Nc5aeIEXc97jgyo0Z_2tlhQ3lhk1Rs5Yy=s0\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n<p>H\u00e1 quase 30 anos, volunt\u00e1rios e ativistas do Greenpeace fincaram 800 cruzes brancas pr\u00f3ximas \u00e0 Usina Nuclear de Angra para chamar a aten\u00e7\u00e3o do risco que a presen\u00e7a de uma usina traz, fazendo refer\u00eancia \u00e0 trag\u00e9dia de Chernobyl. Essa foi a primeira de muitas a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/conheca-o-greenpeace\/\">organiza\u00e7\u00e3o no Brasil<\/a>. Com uma rede enorme de apoio, seguimos desde ent\u00e3o enfrentando desmatadores ilegais da <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/tag\/florestas\/\">Amaz\u00f4nia<\/a>, as poderosas ind\u00fastrias do <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/tag\/clima\/\">petr\u00f3leo e de energia nuclear<\/a>, produtores de transg\u00eanicos, al\u00e9m de projetos de infraestrutura babil\u00f4nicos que fazem graves amea\u00e7as ao meio ambiente e \u00e0s comunidades tradicionais.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>1995: <\/strong><strong>O oceano n\u00e3o \u00e9 um lixo a c\u00e9u aberto<\/strong><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/VsKw9jCZTqd-4lQY-SaR28mBFxueZ8q8LVhY4FqjeuAF_EvJfMSbGjwu7CcYqviaVYykLGxBH_bUSXJnLpq9SrEqlRh1we2Jpo2oMVqyC1jcDi8OoU2Ig7dD0aF7Vw_kSBP32ES-=s0\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n<p>Uma das a\u00e7\u00f5es mais conhecidas do Greenpeace, a ocupa\u00e7\u00e3o da Plataforma de Petr\u00f3leo Brent Spar, ocorreu no Mar do Norte em junho de 1995. Os ativistas ocuparam a plataforma por mais de tr\u00eas semanas como parte de uma campanha mundial coordenada, pressionando a proposta da Shell de &#8220;descarte em alto mar&#8221; da plataforma, que inclu\u00eda o despejo de 11.000 toneladas de \u00f3leo no oceano. A campanha levou a Shell a abandonar seus planos de criar um lix\u00e3o a c\u00e9u aberto.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>1999: Madeireiras asi\u00e1ticas desistem de desmatar<\/strong><\/h3>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/TN2dM0-QAzgqlZgAUYB5hgcNWK5clcGrWeunbx_1DDr9SuBv6_ETcl0AJ1Mqce1h88tHsxRgoKekF2RS13IhbjgPKzhajEJNvY7sr89brE0XitMB7P_ltJX8mGNDg370acQx1mJz=s0\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n<p>De olho nas riquezas naturais do Brasil, v\u00e1rias madeireiras malaias se instalaram por aqui. A crescente explora\u00e7\u00e3o ilegal fez com que o Greenpeace produzisse um relat\u00f3rio chamado \u201c<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.com.br\/amazonia\/pdf\/margemdalei.pdf\">\u00c0 Margem da Lei<\/a>\u201d, que denunciava crimes de explora\u00e7\u00e3o madeireira, fraude fiscal e exporta\u00e7\u00e3o ilegal de toras. Assustadas com a repercuss\u00e3o da den\u00fancia, as companhias reduziram seus investimentos em solo brasileiro e em pouco mais de dois anos, gra\u00e7as \u00e0 press\u00e3o do Greenpeace e da comunidade local, muitas das madeireiras malaias decidiram remover suas opera\u00e7\u00f5es do Brasil.<\/p>\n\n<p><strong>2004: Demarca\u00e7\u00e3o da terra ind\u00edgena dos Deni<\/strong><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/p0LctB_xN5iT_S8pUfdqVmDhT7wW9ShInjOZzioFcWm7fagwGjfE-Dy3KARy15uLN6KNQ5ZeNSQqchE66GbXv3wg7xAkvQy0mvjaG3i6jC1Qt2-5zcSxfQMWed1GkAVzwViOA8ab=s0\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n<p>Numa investiga\u00e7\u00e3o sobre a extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira no Amazonas, o Greenpeace descobriu que uma madeireira da Mal\u00e1sia, a WTK, havia comprado 313 mil hectares de floresta. Quase 50% da \u00e1rea se sobrepunha \u00e0 terra que pertencia ao <strong>povo ind\u00edgena Deni<\/strong>. Os Deni agiram e foram \u00e0 luta. Com o apoio do Greenpeace, eles come\u00e7aram, em 2001, a demarcar a \u00e1rea por conta pr\u00f3pria. Depois de muita press\u00e3o p\u00fablica e exposi\u00e7\u00e3o na imprensa, veio a recompensa: a demarca\u00e7\u00e3o oficial do territ\u00f3rio ocorreu em agosto de 2003, com a instala\u00e7\u00e3o de marcos e placas identificando a \u00e1rea com o selo do governo federal.&nbsp;<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>2006: N\u00e3o \u00e0 soja produzida em \u00e1rea desmatada<\/strong><\/h3>\n\n<p>Ap\u00f3s longa negocia\u00e7\u00e3o, o Greenpeace e outras ONGs ambientalistas conseguiram uma importante vit\u00f3ria para a preserva\u00e7\u00e3o da floresta brasileira. Em julho de 2006 as principais traders em atividade no Brasil assinaram a <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/moratoria-da-soja-completa-dez-anos\/\">Morat\u00f3ria da Soja<\/a>, que estabelece o compromisso dessas corpora\u00e7\u00f5es a n\u00e3o mais comprarem soja produzida em \u00e1reas rec\u00e9m desmatadas da Amaz\u00f4nia. Quatro traders e<strong> membros da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de \u00d3leos Vegetais aderiram ao acordo<\/strong>. A Morat\u00f3ria, que permanece at\u00e9 os dias de hoje, \u00e9 considerada internacionalmente <strong>uma das mais importantes vit\u00f3rias do Greenpeace no mundo<\/strong>.<\/p>\n\n<p><strong>2010: Menos Kit Kat, mais floresta<\/strong><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/8pTAzl84Rs2ermlbN-K4zh6dQSnrErOHSiPExEmOpi-Bu5TCPo5waZ5Up1HhJzLoeRBTbwYpWCkqA1zOWIf8vj4U3l3UIxOSVYWFqIRWJo5GmTly68X1cmv8Y0kIxljqj3ggs6sr=s0\" alt=\"Ativistas vestidos de orangotango protestam na f\u00e1brica da Nestl\u00e9, em Londres.\"\/><\/figure><\/div>\n\n<p>Depois de semanas de press\u00e3o intensa por milhares de pessoas pelas redes sociais e a\u00e7\u00f5es n\u00e3o violentas, a Nestl\u00e9 concordou em suspender a <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/promessas-de-empresas-sobre-o-oleo-de-palma-viraram-fumaca\/\">compra de \u00f3leo de palma<\/a> de fontes que destroem as florestas tropicais da Indon\u00e9sia. O Greenpeace descobriu que o \u00f3leo utilizado para fazer o KitKat, famoso chocolate da marca, era fornecido pela empresa Sinar Mars, conglomerado respons\u00e1vel pela destrui\u00e7\u00e3o das florestas tropicais da Indon\u00e9sia.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>2016: Cancelamento da hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p>Realizamos uma campanha que contou com mais de 1 milh\u00e3o de apoiadores e ajudou a fortalecer a luta do povo Munduruku para <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/hidreletrica-no-tapajos-esta-cancelada\/\">barrar o megaprojeto da hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s<\/a>. Se constru\u00edda, a usina iria alagar parte do territ\u00f3rio desse povo, amea\u00e7ando seu modo de vida e destruindo a floresta no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>2017: Prote\u00e7\u00e3o dos Corais da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n\n<p>Em 2017, com o objetivo de defender a diversidade de vida rec\u00e9m descoberta e amea\u00e7ada pela explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, o Greenpeace lan\u00e7ou a campanha \u201c<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/recordar-e-viver-por-que-os-corais-da-amazonia-sao-um-milagre-da-natureza\/\">Defenda os Corais da Amaz\u00f4nia<\/a>\u201d. Foram mais de 2 milh\u00f5es de pessoas em 21 pa\u00edses mobilizadas para impedir a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na bacia da Foz do Amazonas.<\/p>\n\n<p><strong>2021: Decis\u00e3o inovadora do tribunal em caso clim\u00e1tico contra a Shell<\/strong><\/p>\n\n<p>Em veredicto hist\u00f3rico, o tribunal holand\u00eas determinou que a Shell deveria reduzir suas emiss\u00f5es de CO2 at\u00e9 2030. Essa \u00e9 a primeira vez que uma grande empresa de combust\u00edveis f\u00f3sseis foi responsabilizada por sua contribui\u00e7\u00e3o para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e ordenada a reduzir suas emiss\u00f5es de carbono em toda a sua cadeia de abastecimento.<\/p>\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n<p><strong>Veja <\/strong><a href=\"https:\/\/maps.greenpeace.org\/maps\/gpint\/50th_timeline\/?\"><strong>aqui<\/strong><\/a><strong> uma linha do tempo com as principais a\u00e7\u00f5es do Greenpeace pelo mundo (conte\u00fado em ingl\u00eas)<\/strong><\/p>\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Greenpeace hoje<\/strong><\/h3>\n\n<p>O primeiro grupo de ativistas do Greenpeace plantou uma semente que cresceu e se tornou uma organiza\u00e7\u00e3o com escrit\u00f3rios em mais de 50 pa\u00edses. Junto com centenas de milh\u00f5es de apoiadores, trabalhamos como parte de um movimento global que luta para garantir um futuro verde e pac\u00edfico para todos n\u00f3s.<\/p>\n\n<p>Com o tempo, a mesma esperan\u00e7a e a\u00e7\u00e3o que inspirou aquela primeira viagem do Greenpeace assumiu muitas formas, desde o apoio na Amaz\u00f4nia e atua\u00e7\u00e3o no Pac\u00edfico, at\u00e9 o combate a inc\u00eandios na R\u00fassia, expondo pr\u00e1ticas de pesca ilegal na \u00c1frica Ocidental e fazendo campanhas pela redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es em todo o mundo.<\/p>\n\n<p>E nossos princ\u00edpios b\u00e1sicos permaneceram: a n\u00e3o viol\u00eancia e a independ\u00eancia absoluta de empresas, governos e partidos pol\u00edticos na a\u00e7\u00e3o em defesa do meio ambiente, com a esperan\u00e7a de que o futuro pode ser melhor.<\/p>\n\n<p>Ao longo dos anos, o Greenpeace nos aprimoramos na abordagem dos problemas e discutimos solu\u00e7\u00f5es junto da sociedade. Trabalhamos para enfrentar as mentalidades e estruturas de poder que est\u00e3o levando \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de nosso meio ambiente e do clima, reconhecendo que essa destrui\u00e7\u00e3o est\u00e1, e sempre esteve, intrinsecamente ligada \u00e0 desigualdade e \u00e0 injusti\u00e7a. Acreditamos numa atua\u00e7\u00e3o cada vez mais conjunta com aliados ao redor do mundo para resolver problemas globais.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Aqui no Brasil, com quase 30 anos de ativismo, seguimos comprometidos e atuando em busca de um mundo mais justo e solid\u00e1rio, que respeite o meio ambiente e seus povos origin\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n<p class=\"has-grey-200-color has-green-800-background-color has-text-color has-background\">As conquistas dos \u00faltimos 50 anos s\u00f3 foram poss\u00edveis porque, desde o in\u00edcio, tivemos pessoas de todas as partes do mundo ao nosso lado; ativistas, volunt\u00e1rios, doadores e apoiadores fazem parte dessa hist\u00f3ria. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode fortalecer essa luta e futuras conquistas. Fa\u00e7a parte desse grupo de pessoas que vivem por um mundo melhor,&nbsp; por um planeta mais verde e justo. <strong><a href=\"https:\/\/doe.greenpeace.org.br\/greenpeace\/p?appeal=18757&amp;entrypoint=blog_50_anos\">Junte-se a n\u00f3s e seja um doador do Greenpeace<\/a>.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para comemorar esse meio s\u00e9culo de hist\u00f3ria, reunimos alguns marcos dessa trajet\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":33722,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[13],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-33705","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ativismo","tag-greenpeace","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33705","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33705"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33705\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34210,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33705\/revisions\/34210"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33722"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33705"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=33705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}