{"id":34152,"date":"2021-09-28T18:31:25","date_gmt":"2021-09-28T21:31:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=34152"},"modified":"2021-12-01T09:29:27","modified_gmt":"2021-12-01T12:29:27","slug":"da-floresta-pro-mundo-reflexoes-de-um-lider-indigena-no-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/da-floresta-pro-mundo-reflexoes-de-um-lider-indigena-no-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"Da Floresta pro Mundo: reflex\u00f5es de um l\u00edder ind\u00edgena no s\u00e9culo XXI"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Adriano Karipuna lan\u00e7a e-book em que reflete sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida de seu povo e narra epis\u00f3dios curiosos e tristes de sua vida<\/em><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/e1a5dbff-gp1sujuf_pressmedia-1024x678.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34158\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/e1a5dbff-gp1sujuf_pressmedia-1024x678.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/e1a5dbff-gp1sujuf_pressmedia-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/e1a5dbff-gp1sujuf_pressmedia-768x509.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/e1a5dbff-gp1sujuf_pressmedia-1536x1017.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/e1a5dbff-gp1sujuf_pressmedia-2048x1357.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/e1a5dbff-gp1sujuf_pressmedia-510x338.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Na obra, Adriano fala dos desafios que existem na defesa um dos povos mais amea\u00e7ados do Brasil<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 David Azevedo\/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Ainda \u00e9 muito dif\u00edcil, para os n\u00e3o-ind\u00edgenas, ter uma ideia clara e exata de como se d\u00e1 o choque cultural que acontece quando um ind\u00edgena precisa ir \u00e0 cidade estudar, conseguir um emprego, fazer compras ou obter rem\u00e9dios.<\/p>\n\n<p>Nas \u00faltimas semanas, por\u00e9m, essa tarefa ficou mais f\u00e1cil. Adriano Karipuna, l\u00edder do povo Karipuna, de Rond\u00f4nia, lan\u00e7ou <em>\u201cDa Floresta para o Mundo\u201d<\/em> &#8211; livro em que exp\u00f5e suas mem\u00f3rias e narra, em primeira pessoa, como foi o processo de sair de sua aldeia, no norte do Pa\u00eds, para representar um dos povos mais amea\u00e7ados do Brasil em palestras e eventos ao redor do mundo.<\/p>\n\n<p><em>\u201cDa Floresta para o Mundo\u201d <\/em>possui 116 p\u00e1ginas e est\u00e1 sendo vendido no formato virtual, como um e-book. <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/floresta-para-mundo-Adriano-Karipuna-ebook\/dp\/B09C546ZRG\/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=adriano+karipuna&amp;qid=1632865042&amp;sr=8-1\">Ele est\u00e1 dispon\u00edvel a R$ 10,60 no Kindle, o servi\u00e7o de livros digitais da Amazon<\/a>. O livro \u00e9 dividido em tr\u00eas cap\u00edtulos (\u201cA Floresta\u201d, \u201cA Cidade\u201d e \u201cO Mundo\u201d) e nele Adriano descreve diversas passagens de sua vida, desde quando era crian\u00e7a vivendo nas cabeceiras do Rio Mutum Paran\u00e1, em Nova Mamor\u00e9, interior de Rond\u00f4nia; at\u00e9 as viagens recentes que fez aos Estados Unidos e Su\u00ed\u00e7a, quando encontrou grandes l\u00edderes mundiais para denunciar o genoc\u00eddio as quais os povos origin\u00e1rios s\u00e3o submetidos hoje no Brasil.<\/p>\n\n<p>\u201cEscrevi para mostrar \u00e0 sociedade n\u00e3o-ind\u00edgena o quanto os povos ind\u00edgenas e <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/povo-karipuna-processa-uniao-funai-e-estado-de-rondonia-por-invasoes-e-devastacao-da-terra-indigena\/\">os Karipuna v\u00eam lutando contra o desmonte das leis socioambientais<\/a> e os retrocessos que ocorrem hoje nessa \u00e1rea. Descrevo a luta dos diversos povos que sofrem esse tipo de ataque, que s\u00e3o alvo de crimes e viol\u00eancia\u201d, disse o autor.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Sobre o livro<\/strong><\/p>\n\n<p>Na obra, Adriano relata suas mem\u00f3rias em ordem cronol\u00f3gica. Est\u00e3o descritas parte de sua inf\u00e2ncia n\u00f4made, em que os Karipuna (que se autointitulam \u201cAu\u00e9\u201d ou \u201cBoca Preta\u201d; \u201cKaripuna\u201d \u00e9 uma designa\u00e7\u00e3o vinda dos n\u00e3o-ind\u00edgenas) andavam de aldeia em aldeia procurando paz e sossego; o primeiro contato com funcion\u00e1rios do antigo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao \u00cdndio (SPI), \u00f3rg\u00e3o mais tarde substitu\u00eddo pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai); a perda do pai aos oito anos; e o conv\u00edvio com os seres da floresta &#8211; tanto os \u2018terrenos\u2019, como c\u00e3es, macacos, mutuns e tracaj\u00e1s; quanto os encantados como o Anh\u00e3g\u00e3 e o Grande Morcego.<\/p>\n\n<p>Mais \u00e0 frente, Adriano fala de seu contato com o cristianismo durante a adolesc\u00eancia; das enormes dificuldades que enfrentou por ser um ind\u00edgena estudando na cidade; o primeiro emprego, colaborando com a sa\u00fade ind\u00edgena, e como o namoro com sua futura esposa, uma professora de Geografia, foi fundamental para mant\u00ea-lo motivado nos estudos e descobrindo como funcionava a sociedade n\u00e3o-ind\u00edgena. O final da obra narra o trabalho de Adriano enquanto lideran\u00e7a Karipuna e foca bastante em suas experi\u00eancias de viagem, indo a Nova Iorque, Genebra e ao Vaticano denunciar as agress\u00f5es sofridas por seu povo.<\/p>\n\n<p><strong>Palavras como veneno<\/strong><\/p>\n\n<p>O livro \u00e9 cheio de hist\u00f3rias curiosas, como Adriano contando as dificuldades que teve em comprar um pen drive em Nova Iorque; a descri\u00e7\u00e3o de cuidados que um futuro pai Karipuna precisa ter &#8211; para poupar a m\u00e3e e a crian\u00e7a de sofrimento, o pai \u00e9 proibido de comer frutos como buriti, pupunha durante a gravidez; e a ocasi\u00e3o em que, durante uma visita a um povo origin\u00e1rio do Equador, teve como caf\u00e9 da manh\u00e3 um xarope muito amargo feito de cip\u00f3.<\/p>\n\n<p>Por outro lado, as mem\u00f3rias de Adriano tamb\u00e9m s\u00e3o repletas de epis\u00f3dios de racismo, em que sua identidade ind\u00edgena foi o ponto de partida para diversas viol\u00eancias que ele sofreu ao longo da vida. Desde os colegas da escola que zombavam dele por n\u00e3o falar portugu\u00eas direito, passando pelo Uber que pergunta de maneira rude \u201cqual tua tribo?\u201d at\u00e9 a pol\u00edcia italiana quase confiscando um cocar valioso durante uma viagem &#8211; Adriano conta v\u00e1rios desses epis\u00f3dios e deixa muito claro como isso o incomodou e entristeceu.<\/p>\n\n<p><em>\u201cO racismo vem do ensinamento. Pais e m\u00e3es n\u00e3o ensinam os filhos a respeitar o pr\u00f3ximo. Dizem que eu deixei de ser ind\u00edgena porque estou na cidade. Isso \u00e9 preconceito. Por exemplo, um brasileiro que come sushi n\u00e3o deixa de ser brasileiro, um brasileiro que fala espanhol ou ingl\u00eas n\u00e3o \u00e9 americano ou mexicano. O racismo \u00e0s vezes \u00e9 pregado na l\u00edngua. As pessoas jogam indiretas, jogam veneno uns nos outros. Os n\u00e3o ind\u00edgenas t\u00eam preconceito uns com outros, com negro, com mulher, com LGBT, com o candombl\u00e9&#8230;&nbsp; Lan\u00e7am palavras como veneno. Esse tipo de ofensa muitas vezes vem como uma brincadeira, brincadeiras agressivas. Ofensa \u00e9 preconceito, sim. Eu, como sou forjado e preparado politicamente, eu enxergo. O comportamento mostra quem \u00e9 racista\u201d<\/em>, diz Adriano em determinado momento do livro.<\/p>\n\n<p><strong>Entender os desafios<\/strong><\/p>\n\n<p>Adriano afirmou que as sociedade n\u00e3o-ind\u00edgenas ainda t\u00eam muito a aprender com os povos origin\u00e1rios: \u201cPenso que a maior li\u00e7\u00e3o que voc\u00eas t\u00eam a aprender conosco \u00e9 o quanto \u00e9 importante manter a floresta viva, em p\u00e9, intacta, sem derrub\u00e1-la. Voc\u00eas n\u00e3o entendem tamb\u00e9m o respeito que temos um pelo outro, pelos nossos anci\u00f5es, pelas nossas crian\u00e7as, pela natureza. Voc\u00eas n\u00e3o t\u00eam essa cultura de viver coletivamente, de conviver, de respeitar todos os que os rodeiam &#8211; desde a floresta, os rios, as aves, os ventos. A sociedade n\u00e3o-ind\u00edgena est\u00e1 se matando; \u00e9 preciso parar e refletir sobre isso\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para a Porta-Voz da Campanha Amaz\u00f4nia do Greenpeace, Carolina Mar\u00e7al, o livro de Adriano \u00e9 mais uma&nbsp; ferramenta que temos para entender os desafios dos povos origin\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cEstamos num momento em que precisamos, cada vez mais, ouvir a voz dos povos ind\u00edgenas e entender quais s\u00e3o os problemas que eles enfrentam. O livro de Adriano, ao registrar as mem\u00f3rias de uma lideran\u00e7a que vive hoje as viol\u00eancias causadas por grileiros, madeireiros e garimpeiros, nos ajuda a entender essas quest\u00f5es e lev\u00e1-las adiante. Se quisermos construir uma sociedade mais justa, inclusiva e rica para todos, precisamos considerar as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e coloc\u00e1-las dentro da constru\u00e7\u00e3o desse novo mundo\u201d, disse Carol.<\/p>\n\n<p><strong>Ofensiva criminosa<\/strong><\/p>\n\n<p>Situada em Rond\u00f4nia, nas proximidades da capital Porto Velho, a <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/aumento-das-invasoes-das-terras-indigenas-em-todo-brasil-e-alarmante\/\">Terra Ind\u00edgena Karipuna \u00e9 um dos territ\u00f3rios mais amea\u00e7ados do Pa\u00eds<\/a>. Homologada em 1998 e com 153 mil hectares, ela j\u00e1 teve mais de 11 mil hectares devastados por a\u00e7\u00f5es criminosas. A TI Karipuna sofre com o roubo de madeira, o loteamento ilegal e o desmatamento.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Historicamente, ela sempre teve problemas. Mas desde 2015 <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/em-meio-a-pandemia-grileiros-e-invasores-se-aproximam-de-aldeia-na-terra-indigena-karipuna\/\">aquela \u00e1rea sofre uma ofensiva que se intensificou<\/a> de maneira muito s\u00e9ria ap\u00f3s a chegada ao poder de Jair Bolsonaro. Grileiros, madeireiros e garimpeiros avan\u00e7am cada vez mais e mais para dentro do territ\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Os pr\u00f3prios Karipuna foram v\u00edtimas de in\u00fameras viol\u00eancias no passado e chegaram \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o: na d\u00e9cada de 90, havia apenas cinco indiv\u00edduos Karipuna. Hoje, s\u00e3o mais de 50, mas sua situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 muito diferente. O enfrentamento aos criminosos coloca as lideran\u00e7as sob amea\u00e7a e tens\u00e3o constantes. Em junho de 2018, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) voltou a alertar para o risco de extin\u00e7\u00e3o deste povo caso o governo brasileiro n\u00e3o tome medidas de prote\u00e7\u00e3o para defender este povo.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full  caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"313\" height=\"500\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/aec109ce-da-floresta-pro-mundo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34176\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/aec109ce-da-floresta-pro-mundo.jpg 313w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/aec109ce-da-floresta-pro-mundo-188x300.jpg 188w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/09\/aec109ce-da-floresta-pro-mundo-213x340.jpg 213w\" sizes=\"auto, (max-width: 313px) 100vw, 313px\" \/><figcaption><em>Livro de Adriano est\u00e1 dispon\u00edvel para Kindle<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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