{"id":34547,"date":"2021-10-18T18:11:09","date_gmt":"2021-10-18T21:11:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=34547"},"modified":"2021-10-18T18:11:10","modified_gmt":"2021-10-18T21:11:10","slug":"bioeconomia-para-quem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/bioeconomia-para-quem\/","title":{"rendered":"Bioeconomia para quem?"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Em Bel\u00e9m, Povos e Comunidades tradicionais da Amaz\u00f4nia discutem como o futuro da regi\u00e3o passa por uma economia capaz de assegurar direitos e conviver com a floresta em p\u00e9<\/em><\/h4>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/10\/e7931e24-image00019-1024x683.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34551\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/10\/e7931e24-image00019-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/10\/e7931e24-image00019-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/10\/e7931e24-image00019-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/10\/e7931e24-image00019-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/10\/e7931e24-image00019-2048x1366.jpeg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/10\/e7931e24-image00019-510x340.jpeg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Na tarde desta segunda-feira (18), foi realizado um ato p\u00fablico com faixas e cartazes em frente \u00e0 sede do F\u00f3rum Mundial da Bioeconomia.\u00a0(Foto: Nay Jinknss\/Greenpeace Brasil)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p>Quando falamos da Amaz\u00f4nia, uma coisa \u00e9 certa: a<strong> defesa da floresta \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o diversa e coletiva, feita de gente, de ideias e de a\u00e7\u00f5es.<\/strong> O termo bioeconomia vem despontando como um elemento importante nessa discuss\u00e3o. Mas n\u00e3o \u00e9 a bala de prata para a solu\u00e7\u00e3o dos graves problemas amaz\u00f4nicos, decorrentes do alto grau de desigualdade social e do desmatamento na regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>A bioeconomia vem sendo tratada como uma nova forma de fazer neg\u00f3cios &#8211; mas o que isso traz de novo para os povos da Amaz\u00f4nia? Novas formas de produ\u00e7\u00e3o e tecnologias s\u00e3o importantes, mas assegurar o futuro da floresta passa por um novo modelo de economia capaz de conviver com a floresta e assegurar direitos e distribui\u00e7\u00e3o de renda aos seus povos e comunidades tradicionais.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A partir de hoje at\u00e9 a pr\u00f3xima quarta-feira (20\/10), acontece em Bel\u00e9m o <strong>Encontro Amaz\u00f4nico da Sociobiodiversidade<\/strong>. Organizado pelo Conselho Nacional do Seringueiros (CNS) e pela <a href=\"https:\/\/coiab.org.br\/\">Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (Coiab)<\/a>, o evento vai ocorrer simultaneamente ao <a href=\"https:\/\/greenfinancelac.org\/pt-br\/recursos\/eventos\/forum-mundial-de-bioeconomia-2021\/\">F\u00f3rum Mundial da Bioeconomia.<\/a> Tamb\u00e9m sediado em Bel\u00e9m, o encontro internacional foi organizado em colabora\u00e7\u00e3o com o governo do estado do Par\u00e1, mas n\u00e3o integrou em sua constru\u00e7\u00e3o e desenvolvimento a participa\u00e7\u00e3o e representatividade dos movimentos sociais.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n<p>Durante a abertura do Encontro Amaz\u00f4nico da Sociobiodiversidade, o presidente do CNS, J\u00falio Barbosa, destacou a import\u00e2ncia do evento. &#8220;Acreditamos que o desenvolvimento da Bioeconomia n\u00e3o deve ser feito de forma isolada e que deve estar inserida num contexto mais global. Com a participa\u00e7\u00e3o de todos os atores envolvidos, em especial das popula\u00e7\u00f5es tradicionais que, al\u00e9m de ter o conhecimento, t\u00eam conservado estes sistemas florestais ao longo dos tempos\u201d, afirmou. <\/p>\n\n<p>A fala foi confirmada por Toya Manchineri, assessor pol\u00edtico da Coiab. &#8220;N\u00f3s, povos ind\u00edgenas e popula\u00e7\u00f5es tradicionais, j\u00e1 promovemos a sociobiodiversidade h\u00e1 mil\u00eanios, atrav\u00e9s de nossa rela\u00e7\u00e3o com a floresta e com nossos territ\u00f3rios. \u00c9 fundamental que a nossa atua\u00e7\u00e3o e import\u00e2ncia seja reconhecida e fortalecida a partir de nossos conhecimentos. Estamos promovendo esse evento para criar um espa\u00e7o de discuss\u00e3o e marcar nossa posi\u00e7\u00e3o nesse debate sobre bioeconomia.&#8221;<\/p>\n\n<p>Ao longo dos tr\u00eas dias de evento, ser\u00e3o realizadas diversas discuss\u00f5es com diferentes setores &#8211; desde convidados da sociedade civil e academia at\u00e9 representantes de empresas e governos.\u00a0<\/p>\n\n<p>Parar a <strong>economia da destrui\u00e7\u00e3o <\/strong>que hoje amea\u00e7a a conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, viola direitos e alimenta a crise clim\u00e1tica global, \u00e9 tarefa urgente, e n\u00e3o pode mais ser adiada. O encontro re\u00fane cerca de 150 lideran\u00e7as de povos e comunidades para compartilhar suas viv\u00eancias econ\u00f4micas e estimular a sociedade brasileira a uma reflex\u00e3o sobre os caminhos para garantir o desenvolvimento da Amaz\u00f4nia e do Brasil.<\/p>\n\n<p>Na parte da tarde do primeiro dia do encontro, foi realizado ainda um ato p\u00fablico com faixas e cartazes em frente \u00e0 sede do F\u00f3rum Mundial da Bioeconomia. A manifesta\u00e7\u00e3o teve o objetivo de apresentar aos integrantes do evento internacional qual a vis\u00e3o dos movimentos sociais sobre o tema. <\/p>\n\n<p>\u201cSe quisermos discutir e consolidar uma Bioeconomia amaz\u00f4nica, \u00e9 preciso conter a economia da destrui\u00e7\u00e3o e for\u00e7ar sua transi\u00e7\u00e3o para uma <strong>Economia Ecol\u00f3gica<\/strong>, onde as pessoas e a natureza sejam priorit\u00e1rias\u201d, afirma Danicley Aguiar, porta-voz do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/greenpeacebrasil\/\">Greenpeace Brasil<\/a>.<\/p>\n\n<p>Ao final do encontro, ser\u00e1 redigida a Carta da Amaz\u00f4nia. Fruto dos tr\u00eas dias de discuss\u00f5es,\u00a0 o documento marcar\u00e1 publicamente as principais recomenda\u00e7\u00f5es dos povos tradicionais para uma necess\u00e1ria transi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. A ideia \u00e9 permitir a conserva\u00e7\u00e3o do bioma e o respeito aos direitos fundamentais de seus povos e comunidades tradicionais, bem como dos milh\u00f5es de brasileiros que habitam as cidades da regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Bel\u00e9m, Povos e Comunidades tradicionais da Amaz\u00f4nia discutem como o futuro da regi\u00e3o passa por uma economia capaz de assegurar direitos e conviver com a floresta em p\u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":95,"featured_media":34551,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[26],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-34547","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-biodiversidade","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34547","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/95"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34547"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34547\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34552,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34547\/revisions\/34552"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34547"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=34547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}