{"id":34876,"date":"2021-11-09T11:32:20","date_gmt":"2021-11-09T14:32:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=34876"},"modified":"2021-11-09T11:32:23","modified_gmt":"2021-11-09T14:32:23","slug":"agroecologia-contra-fome-chega-a-mossoro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/agroecologia-contra-fome-chega-a-mossoro\/","title":{"rendered":"Agroecologia contra fome chega \u00e0 Mossor\u00f3"},"content":{"rendered":"\n<p>Campanha do Greenpeace apoia fam\u00edlias na luta pela soberania alimentar e a manuten\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica no semi\u00e1rido<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/de02117f-capa-1024x683.jpg\" title=\"Campanha Agroecologia Contra a fome beneficiou mais de 300 fam\u00edlias e 400 produtores do semi\u00e1rido, em Mossor\u00f3, RN\/ Foto: Atalo Silva, Cooperativa Xique Xique\" alt=\"Campanha Agroecologia Contra a fome beneficiou mais de 300 fam\u00edlias e 400 produtores do semi\u00e1rido, em Mossor\u00f3, RN\/ Foto: Atalo Silva, Cooperativa Xique Xique\" class=\"wp-image-34878\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/de02117f-capa-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/de02117f-capa-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/de02117f-capa-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/de02117f-capa-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/de02117f-capa-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/de02117f-capa.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Campanha Agroecologia Contra a fome beneficiou mais de 300 fam\u00edlias e 400 produtores do semi\u00e1rido, em Mossor\u00f3, RN\/ Foto: Atalo Silva, Cooperativa Xique Xique<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Desemprego, aumento da pobreza e interrup\u00e7\u00e3o de programas sociais foram as dificuldades impulsionadas pela pandemia que levaram a popula\u00e7\u00e3o de Mossor\u00f3, no semi\u00e1rido, ao triste cen\u00e1rio da fome.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>A cidade, a 280 quil\u00f4metros da capital do Rio Grande do Norte, com 300 mil habitantes, tem sua economia baseada no petr\u00f3leo e na fruticultura irrigada para exporta\u00e7\u00e3o, mas faltam investimentos para os pequenos. A agricultura familiar regional resiste com pouco acesso \u00e0 \u00e1gua e \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas. Nesse cen\u00e1rio a agroecologia tornou-se um caminho para as organiza\u00e7\u00f5es locais e cooperativas lutarem contra a fome.<\/p>\n\n<p>Por\u00e9m, desde 2020, a atividade tamb\u00e9m foi atingida pela pandemia, que paralisou o principal canal de venda dos agricultores familiares de Mossor\u00f3, a Feira Agroecol\u00f3gica, fechada por conta das medidas de restri\u00e7\u00e3o para conter o avan\u00e7o da doen\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para prestar o seu apoio, o Greenpeace Brasil uniu-se aos movimentos sociais locais para levar \u00e0 regi\u00e3o a Campanha <a href=\"https:\/\/doe.greenpeace.org.br\/comida-de-verdade\/p\">\u201cAgroecologia contra a fome\u201d<\/a>, com o objetivo de fortalecer agricultores familiares de base ecol\u00f3gica e, ao mesmo tempo, doar alimentos saud\u00e1veis para pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade do semi\u00e1rido.\u00a0<\/p>\n\n<p>Foram entregues mais de 5 toneladas de comida a mais de 300 fam\u00edlias. A parceria tamb\u00e9m beneficiou diretamente 400 pequenos produtores agroecol\u00f3gicos com a aquisi\u00e7\u00e3o dos alimentos.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cOs projetos de cisternas foram paralisados desde 2018, acabaram todos os programas sociais. O governo do Estado at\u00e9 contribui, mas o dinheiro acaba tendo que ir para os hospitais, por causa da pandemia. Muitos dos produtores que vendiam diretamente na feira n\u00e3o tinham CNPJ e ficaram sem caminhos para escoar a produ\u00e7\u00e3o.As pessoas est\u00e3o passando muita dificuldade aqui\u201d, explica&nbsp; Francisca Eliane de Linda, a Neneide, conselheira e presidente da Cooperativa de Comercializa\u00e7\u00e3o Solid\u00e1ria Xique Xique. O nome \u00e9 uma homenagem \u00e0 persistente planta da caatinga que resiste \u00e0 seca e alimenta muitos no semi\u00e1rido.<\/p>\n\n<p><strong>\u201cEssa cesta chegou no momento certo\u201d<\/strong><\/p>\n\n<p>As doa\u00e7\u00f5es da campanha ocorreram entre 19 e 20 de outubro, quando foram entregues 14 produtos diferentes \u00e0s fam\u00edlias de Mossor\u00f3, Jandu\u00eds e Upanemas. A cooperativa Bodega Xique Xique foi respons\u00e1vel pela compra e distribui\u00e7\u00e3o das cestas com produtos da agroecologia, como:&nbsp; arroz-vermelho, feij\u00e3o de corda, ricota, farinha, banana, jerimum, hortali\u00e7as, mam\u00e3o, polpa de frutas, ovos entre outros.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cCompramos mais de 4.500 ovos caipira na regi\u00e3o. As fam\u00edlias chefiadas por mulheres, desempregados e os que ficaram sem renda na pandemia foram as principais beneficiadas\u201d, diz Neneide.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Foi o caso de Ligiane Aurita da Silva Pessoa que est\u00e1 h\u00e1 meses sem emprego fixo. Ela conta que hoje trabalha como diarista, mas nunca sabe ao certo quando haver\u00e1 trabalho. \u201cTenho 40 anos e nunca tive carteira assinada na vida. Mas a situa\u00e7\u00e3o piorou no \u00faltimo ano, e o desemprego na regi\u00e3o \u00e9 muito grande, muitos vivem de bico. Essa cesta chegou no momento certo, as pessoas estavam precisando muito\u201d, diz.<\/p>\n\n<p>Para ela, a cesta agroecol\u00f3gica tamb\u00e9m possibilitou o acesso a um alimento&nbsp; raro em sua casa, frutas. \u201cEssa cesta veio com banana, mam\u00e3o, batata, farinha, arroz da terra. Ela \u00e9 boa porque veio com produtos mais naturais. Tem muita gente que precisa de uma fruta e n\u00e3o tem, fruta \u00e9 caro e ter nessa hora \u00e9 bom demais\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>\u201cNunca fica pra um s\u00f3, essa economia ajuda os outros e circula\u201d<\/strong><\/p>\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi um importante apoio aos produtores para escoar estoques parados por causa da crise. Esse foi o caso da fam\u00edlia de Maria Ant\u00f4nia da Silva Souza, a Toinha. Ela, a m\u00e3e e a irm\u00e3 trabalham com hortali\u00e7as e frutas e ficaram meses sem conseguir vender nada.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o na \u00e9poca da pandemia foi p\u00e9ssima, foi o pior momento da nossa vida. As pessoas pararam de comprar, tivemos dificuldade at\u00e9 para nos deslocar do s\u00edtio para Mossor\u00f3 pra vender, foi tudo muito dif\u00edcil. Chegamos a doar pra n\u00e3o perder a produ\u00e7\u00e3o\u201d, disse Toinha.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A compra dos alimentos para as cestas acabou tornando-se um apoio para a comunidade como um todo. \u201cDeu para desafogar um pouco da produ\u00e7\u00e3o e algumas frutas que t\u00ednhamos compramos de outros produtores e est\u00e1vamos devendo. Agora n\u00f3s conseguimos pagar eles tamb\u00e9m. Foi um dinheiro que circulou na comunidade. Chegou em boa hora. Nunca fica pra um s\u00f3, essa economia ajuda os outros e circula\u201d, explicou a produtora agroecol\u00f3gica.<\/p>\n\n<p>Algumas fam\u00edlias que participaram da campanha fornecendo ovos v\u00e3o usar o dinheiro para investir em benfeitorias. Francisca Francedir Amorim Fran\u00e7a far\u00e1 uma reforma em sua granja de galinhas caipiras.<\/p>\n\n<p>&nbsp;\u201cA pandemia fez nossa venda ter uma redu\u00e7\u00e3o sem medidas. A iniciativa da cesta foi t\u00e3o boa&nbsp; que muita coisa que t\u00ednhamos que investir e n\u00e3o t\u00ednhamos condi\u00e7\u00e3o, agora podemos.&nbsp; Vou fazer outro comedouro e ilumina\u00e7\u00e3o.&nbsp; J\u00e1 fomos at\u00e9 a cidade comprar material para fazer essa melhoria para as aves. At\u00e9 compra de reserva de milho conseguimos\u201d, conta Francisca.<\/p>\n\n<p>A reforma na granja \u00e9 fundamental para que ela e o marido consigam se enquadrar nas exig\u00eancias legais e tornarem-se fornecedores para programas do governo de aquisi\u00e7\u00e3o de alimentos para merenda escolar. &nbsp; \u201cEssas melhorias v\u00e3o nos ajudar a conseguir a certifica\u00e7\u00e3o. Da\u00ed podemos entrar nas comprar oficiais\u201d, afirma Francisca.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Voc\u00ea pode continuar apoiando esse trabalho:<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-donate\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/doe.greenpeace.org.br\/comida-de-verdade\/p\">  Doe para a campanha Agroecologia Contra a Fome\u00a0  <\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campanha do Greenpeace apoia fam\u00edlias na luta pela soberania alimentar e a manuten\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica no semi\u00e1rido<\/p>\n","protected":false},"author":100,"featured_media":34878,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[5,2],"tags":[18],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-34876","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-greenpeace","category-transforme-a-sociedade","tag-agroecologia","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/100"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34876"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34876\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34880,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34876\/revisions\/34880"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34878"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34876"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=34876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}