{"id":35716,"date":"2021-12-16T17:10:51","date_gmt":"2021-12-16T20:10:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=35716"},"modified":"2022-05-05T14:45:37","modified_gmt":"2022-05-05T17:45:37","slug":"rio-de-janeiro-a-cidade-maravilhosa-tambem-precisa-da-agroecologia-contra-a-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/rio-de-janeiro-a-cidade-maravilhosa-tambem-precisa-da-agroecologia-contra-a-fome\/","title":{"rendered":"Rio de Janeiro: a cidade maravilhosa tamb\u00e9m precisa da Agroecologia contra a fome"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Agroecologia foi o caminho que o Movimento de Pequenos Agricultores &#8211; MPA, Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Greenpeace encontraram para aplacar a fome agravada durante a pandemia em Jacarepagu\u00e1, na Zona Oeste da capital do Rio de Janeiro.<\/em><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full  caption-alignment-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"373\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/12\/0c0942f7-nnnnn.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35720\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/12\/0c0942f7-nnnnn.jpg 512w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/12\/0c0942f7-nnnnn-300x219.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/12\/0c0942f7-nnnnn-467x340.jpg 467w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure>\n\n<p>A pandemia acabou impactando a vida de muitas fam\u00edlias da regi\u00e3o que j\u00e1 estavam vivendo da produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica local e agroecol\u00f3gica, gerando um ambiente de inseguran\u00e7a alimentar.&nbsp; Muitos que j\u00e1 produziam e comercializavam em feiras acabaram tendo sua produ\u00e7\u00e3o e renda paralisadas pela quarentena obrigat\u00f3ria para conter a propaga\u00e7\u00e3o do Coronav\u00edrus.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cA pandemia agravou os problemas que j\u00e1 existem, como o desemprego, a inseguran\u00e7a e essa preocupa\u00e7\u00e3o se podemos ficar sem poder ir para as feiras. E se isso acontecesse, como \u00edamos escoar a produ\u00e7\u00e3o?\u201d, explicou F\u00e1tima Maria da Silva.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Foram entregues 1,5 toneladas de alimentos da agroecologia para 90 fam\u00edlias no dia 26 de novembro. Tamb\u00e9m est\u00e3o programadas mais duas entregas na regi\u00e3o, uma no dia 17 de dezembro e a terceira e \u00faltima em 28 de janeiro de 2022, totalizando 4,5 &nbsp;toneladas. As entregas aconteceram nas comunidades vizinhas ao Campus <a href=\"https:\/\/portal.fiocruz.br\/programa-de-desenvolvimento-do-campus-fiocruz-mata-atlantica\">Fiocruz Mata Atl\u00e2ntica<\/a> (PDCFMA\/Fiocruz), na \u00e1rea da <a href=\"https:\/\/museubispodorosario.com\/colonia-juliano-moreira\/\">Col\u00f4nia Juliano Moreira<\/a> (CJM), em Jacarepagu\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O territ\u00f3rio de oito quil\u00f4metros quadrados, tamanho similar ao do bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, originou-se a partir de um engenho de cana-de-a\u00e7\u00facar, desmembrado em 1664 e denominado Fazenda Nossa Senhora dos Rem\u00e9dios. A partir de 1920, foram constru\u00eddas as edifica\u00e7\u00f5es do N\u00facleo Psiqui\u00e1trico da Col\u00f4nia Juliano Moreira. Com o in\u00edcio da reforma psiqui\u00e1trica, o local foi desativado. Os pacientes foram relocados para moradias assistidas e acabaram se integrando a urbaniza\u00e7\u00e3o do local, que foi transformado em bairro ap\u00f3s a vinda de fam\u00edlias de outras regi\u00f5es atra\u00eddas pela constru\u00e7\u00e3o de casas dos programas Morar Carioca e Minha Casa, Minha Vida e da Transol\u00edmpica, rodovia que divide a Col\u00f4nia.<\/p>\n\n<p>As primeiras entregas aconteceram no Setor 1, nas bordas do Parque Estadual da Pedra Branca, pr\u00f3ximo ao campus da Fiocruz, onde a institui\u00e7\u00e3o fomenta, desde o final de 2003, a\u00e7\u00f5es de agricultura familiar como os <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GPP6W1SJ_m8\">Quintais Produtivos<\/a>, em parceria com a comunidade local.&nbsp;&nbsp;\u201cA col\u00f4nia sempre teve um grande potencial e hist\u00f3rico de agricultura, e muita cria\u00e7\u00e3o cultural e art\u00edstica. Tem muita gente aqui que planta porque aprendeu com os pais, que era um funcion\u00e1rio da col\u00f4nia, ou que vieram de outros estados e trouxeram essa experi\u00eancia. Algumas pessoas est\u00e3o usando inclusive a agroecologia para sair da depress\u00e3o\u201d, conta Robson Patrocinio de Souza, coordenador do programa de soberania e seguran\u00e7a alimentar e nutricional e economia solid\u00e1ria na Fiocruz Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O impacto do desemprego na vida dos produtores<\/strong><\/h2>\n\n<p>O desemprego foi o que mais pesou para os moradores que n\u00e3o tinham produ\u00e7\u00e3o para venda. Orleia Ferreira Galv\u00e3o Nunes, agricultora familiar, sempre plantou mais para consumo pr\u00f3prio. Foram o pomar e a horta com abacaxi, tangerina, banana, cebolinha e aipim que acabou garantindo boa parte do alimento dos cinco netos e cinco adultos que moram em sua casa.&nbsp;<\/p>\n\n<p>As cestas agroecol\u00f3gicas vieram em um momento em que o marido e o genro est\u00e3o sem trabalho. \u201cEles s\u00e3o jardineiros. E quando come\u00e7a chover ningu\u00e9m contrata servi\u00e7o de jardim. E a luz est\u00e1 vindo muito caro. A cesta ajudou muito. Nem imagina. As pessoas acham que \u00e9 s\u00f3 uma cesta, mas aqui, com cinco crian\u00e7as, \u00e0s vezes tiramos do b\u00e1sico para juntar dinheiro e completar para pagar a luz. Se n\u00e3o, cortam.\u201d, diz Orleia.<\/p>\n\n<p>Para Robson, para aumentar a soberania alimentar das fam\u00edlias da regi\u00e3o, a proposta \u00e9 ir al\u00e9m da doa\u00e7\u00e3o de cestas, que \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o emergencial, mas tamb\u00e9m apoi\u00e1-los na produ\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/blogs.oglobo.globo.com\/opiniao\/post\/queremos-um-brasil-saudavel-e-sem-fome.html\">sementes crioulas<\/a> e no aumento da produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, dois caminhos intrinsecamente ligados.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cA agroecologia \u00e9 uma proposta vi\u00e1vel em \u00e1reas como o Rio de Janeiro, onde tamb\u00e9m precisamos falar da possibilidade de uma agricultura urbana. Mas acabamos identificando nesse processo que muitas fam\u00edlias n\u00e3o est\u00e3o mais encontrando sementes sem \u2018defensivo\u2019 para plantar. Nos mercados todas j\u00e1 vem com veneno. E isso veio aparecendo na pauta das reuni\u00f5es.&nbsp; E isso dificulta a vida de quem \u00e9 certificado e produz org\u00e2nico\u201d, explica Robson.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para o problema veio de uma parceria entre a Fiocruz e a Embrapa Agrobiologia para a constru\u00e7\u00e3o de um processo de apoio aos agricultores para que esses voltem a se apropriar da tecnologia das sementes crioulas.&nbsp; Al\u00e9m de terem suas pr\u00f3prias sementes, livres de agrot\u00f3xicos, royalties de empresas e com possibilidade infinita de reprodu\u00e7\u00e3o da vida, esses poder\u00e3o no futuro se tornar produtores de sementes para outros produtores.<\/p>\n\n<p>\u201cA campanha busca resolver uma urg\u00eancia que \u00e9 a fome, mas tamb\u00e9m refor\u00e7ar a mensagem de que o acesso \u00e0 comida saud\u00e1vel \u00e9 um direito constitucional e que, portanto, o acesso a alimentos produzidos sem veneno deve ser democr\u00e1tico. Queremos mostrar que a transi\u00e7\u00e3o para outro modelo que n\u00e3o agrida a sa\u00fade das pessoas e o meio ambiente e ainda alimenta \u00e9 poss\u00edvel\u201d, afirmou Marina Lac\u00f4rte, da campanha de Agricultura do Greenpeace.<\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center has-green-500-background-color has-background has-normal-font-size\"><strong><span class=\"has-inline-color has-grey-200-color\">Se voc\u00ea apoia campanhas como esta, <a href=\"https:\/\/doe.greenpeace.org.br\/greenpeace\/p?appeal=19089&amp;utm_term=doar%20greenpeace&amp;utm_campaign=&amp;utm_source=google&amp;utm_medium=cpc&amp;hsa_acc=3659611372&amp;hsa_cam=11036425641&amp;hsa_grp=111218384787&amp;hsa_ad=548502534669&amp;hsa_src=g&amp;hsa_tgt=kwd-807265171408&amp;hsa_kw=doar%20greenpeace&amp;hsa_mt=p&amp;hsa_net=adwords&amp;hsa_ver=3&amp;gclid=Cj0KCQiA5OuNBhCRARIsACgaiqUblauidTD0cIyomQ8P9KUXG6-K5uXPNW2JzY4V_V0LAMoav7wm-cQaArlCEALw_wcB\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">doe e ajude a fortalecer a agroecologia.<\/a> Desde mar\u00e7o de 2021, o Greenpeace j\u00e1 doou mais de 64 toneladas de alimentos agroecol\u00f3gicos em parceria com movimentos da Agricultura Familiar e in\u00fameras organiza\u00e7\u00f5es de todo o Brasil.<\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agroecologia foi o caminho que o Movimento de Pequenos Agricultores &#8211; MPA, Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Greenpeace encontraram para aplacar a fome agravada durante a pandemia em Jacarepagu\u00e1, na Zona Oeste da capital do Rio de Janeiro.<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":35720,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[18],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-35716","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-agroecologia","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35716","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35716"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35716\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39663,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35716\/revisions\/39663"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35716"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=35716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}