{"id":35819,"date":"2022-01-13T17:51:36","date_gmt":"2022-01-13T20:51:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=35819"},"modified":"2022-04-25T10:37:12","modified_gmt":"2022-04-25T13:37:12","slug":"fortes-chuvas-escancaram-negligencia-do-brasil-diante-da-crise-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/fortes-chuvas-escancaram-negligencia-do-brasil-diante-da-crise-climatica\/","title":{"rendered":"Fortes chuvas escancaram neglig\u00eancia do Brasil diante da crise clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Trag\u00e9dias socioambientais exp\u00f5em aus\u00eancia completa de planos de adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o dos eventos extremos<\/em><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/01\/9d6b6cfd-51741896352_7fdd531438_k-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35821\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/01\/9d6b6cfd-51741896352_7fdd531438_k-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/01\/9d6b6cfd-51741896352_7fdd531438_k-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/01\/9d6b6cfd-51741896352_7fdd531438_k-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/01\/9d6b6cfd-51741896352_7fdd531438_k-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/01\/9d6b6cfd-51741896352_7fdd531438_k-1-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/01\/9d6b6cfd-51741896352_7fdd531438_k-1.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>O sul da Bahia foi uma das regi\u00f5es mais impactadas pelas chuvas torrenciais nas \u00faltimas semanas (Foto: Isac N\u00f3brega\/PR)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Entramos em 2022 enfrentando um cen\u00e1rio de calamidade p\u00fablica e como\u00e7\u00e3o nacional devido \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o causada por chuvas intensas que desde dezembro atingem alguns estados brasileiros.<\/p>\n\n<p>As imagens que retratam a grave situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia de popula\u00e7\u00f5es do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, principalmente, afetadas por alagamentos, deslizamentos e desmoronamentos, tamb\u00e9m denunciam o<strong> descaso pol\u00edtico e neglig\u00eancia <\/strong>do Brasil com a crise clim\u00e1tica.<\/p>\n\n<p>Estamos falando sobre governantes e gestores p\u00fablicos que insistem em ignorar o que a realidade imp\u00f5e e o que diz a ci\u00eancia, que enfaticamente alerta que o aquecimento global torna <strong>eventos clim\u00e1ticos extremos mais frequentes e intensos.<\/strong><\/p>\n\n<p>Ainda que o alto volume de chuvas tenha origem na conjun\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos como o La Ni\u00f1a e a chamada Zona de Converg\u00eancia do Atl\u00e2ntico Sul (ZCAS), o aumento da temperatura do planeta influencia diretamente na intensidade em que eles ocorrem.<\/p>\n\n<p>Em relat\u00f3rio publicado pelo<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mcti\/pt-br\/acompanhe-o-mcti\/cgcl\/clima\/paginas\/painel-intergovernamental-sobre-mudanca-do-clima-ipcc\"> IPCC (Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas) <\/a>ano passado, os pesquisadores ressaltaram ser inequ\u00edvoca a influ\u00eancia humana sobre o superaquecimento do planeta. Entre 2011 e 2020, a m\u00e9dia da temperatura global j\u00e1 atingiu 1.09\u00b0C acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais.<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m da maior ocorr\u00eancia de precipita\u00e7\u00f5es torrenciais, ondas de calor extremo, como a que atinge o sul do Brasil, Argentina e Uruguai <a href=\"https:\/\/metsul.com\/onda-de-calor-potente-sera-extremo-climatico-composto\/\">esta semana,<\/a> tamb\u00e9m s\u00e3o reflexos desse quadro. <\/p>\n\n<p>O IPCC aponta que temperaturas extremas podem ser at\u00e9 nove vezes mais frequentes j\u00e1 na pr\u00f3xima d\u00e9cada. Ou seja:<strong> n\u00e3o h\u00e1 nada de \u201cnormal\u201d no que estamos vivendo.<\/strong><\/p>\n\n<p>Mas ent\u00e3o, o que deve ser feito?<\/p>\n\n<p><strong>Reconhecer a emerg\u00eancia clim\u00e1tica<\/strong> \u00e9 o primeiro passo para implementarmos mudan\u00e7as estruturais que garantam a sobreviv\u00eancia das popula\u00e7\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, afetadas desproporcionalmente pelos eventos extremos.<\/p>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\u2022 Decretar Emerg\u00eancia Clim\u00e1tica<\/h4>\n\n<p>\u00c9 urgente que os governos dos estados que padecem com as atuais tormentas decretem <strong>estado de Emerg\u00eancia Clim\u00e1tica<\/strong> e desenvolvam a\u00e7\u00f5es de enfrentamento a esse cen\u00e1rio. <\/p>\n\n<p>Isso inclui os planos de adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, que s\u00e3o a maneira mais eficaz e estrat\u00e9gica para preparar as cidades brasileiras a repensar e adaptar sua infraestrutura, saneamento b\u00e1sico, acessibilidade e assist\u00eancia t\u00e9cnica a fim de garantir a redu\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade e exposi\u00e7\u00e3o perante os efeitos danosos das cat\u00e1strofes.<\/p>\n\n<p>\u00c9 o que o <a href=\"https:\/\/antigo.mma.gov.br\/clima\/adaptacao\/plano-nacional-de-adaptacao.html\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/antigo.mma.gov.br\/clima\/adaptacao\/plano-nacional-de-adaptacao.html\">Plano Nacional de Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica<\/a> estabelece por meio da portaria n\u00ba 150 de 2016, que cria diretrizes para que os estados respondam a esses fen\u00f4menos.<\/p>\n\n<p>Entretanto, somente sete unidades da federa\u00e7\u00e3o (PE, MG, SP, AC,TO, RS e GO) possuem um plano de adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e, mesmo nesses casos, faltam a\u00e7\u00f5es efetivas, com or\u00e7amento assegurado a medidas de adapta\u00e7\u00e3o e perdas e danos \u00e0s popula\u00e7\u00f5es impactadas. <\/p>\n\n<p>Al\u00e9m disso, os planejamentos contam com pouca presen\u00e7a de representantes de \u00e1reas mais vulner\u00e1veis aos eventos extremos e da sociedade civil, o que revela a falta de di\u00e1logo do poder p\u00fablico.<\/p>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\u2022 Garantir planejamento e a\u00e7\u00f5es efetivas<\/h4>\n\n<p>Para que o Brasil possa estabelecer alternativas a este cen\u00e1rio, \u00e9 necess\u00e1ria a jun\u00e7\u00e3o do esfor\u00e7o pol\u00edtico nos diferentes n\u00edveis de governabilidade em total di\u00e1logo com a sociedade civil organizada. <\/p>\n\n<p>A garantia de um or\u00e7amento destinado a favorecer todas as etapas do plano e o desenvolvimento de um cronograma ajustado \u00e0s proje\u00e7\u00f5es cient\u00edficas em diferentes cen\u00e1rios tamb\u00e9m \u00e9 primordial.<\/p>\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio <strong>mapear as principais \u00e1reas de vulnerabilidade <\/strong>no interior dos munic\u00edpios a fim de solucionar as contradi\u00e7\u00f5es e problemas socioambientais associados a padr\u00f5es de desenvolvimento e transforma\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o urbano e rural.<\/p>\n\n<p>A constante impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo, o desmatamento, a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria em regi\u00f5es litor\u00e2neas, as mudan\u00e7as no uso da terra para a agropecu\u00e1ria, a ocupa\u00e7\u00e3o criminosa de \u00e1reas protegidas e terras p\u00fablicas, assim como a viola\u00e7\u00e3o dos direitos dos povos origin\u00e1rios, s\u00e3o elementos de um projeto de desenvolvimento que est\u00e1 a <strong>servi\u00e7o da destrui\u00e7\u00e3o da natureza<\/strong> e que deve ser deixado para tr\u00e1s.<\/p>\n\n<p>N\u00e3o podemos permitir que os governos estaduais se movam somente pela urg\u00eancia da cat\u00e1strofe. Onde est\u00e3o os planos de adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica que previnam ou mitiguem tantos desastres? Onde est\u00e3o os or\u00e7amentos p\u00fablicos reservados a repara\u00e7\u00e3o por perdas e danos aos impactados? <\/p>\n\n<p>Precisamos de pol\u00edticas de enfrentamento \u00e0<strong> crise clim\u00e1tica<\/strong> agora!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entramos em 2022 enfrentando um cen\u00e1rio de calamidade p\u00fablica e como\u00e7\u00e3o nacional devido \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o causada pelas chuvas intensas que atingem alguns estados brasileiros desde dezembro.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":35821,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[48],"tags":[42],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-35819","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica-climatica","tag-justica-climatica","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35819"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35819\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35831,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35819\/revisions\/35831"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35819"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=35819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}