{"id":3641,"date":"2018-08-01T14:05:48","date_gmt":"2018-08-01T17:05:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=3641"},"modified":"2019-11-06T05:20:27","modified_gmt":"2019-11-06T08:20:27","slug":"hoje-a-humanidade-entra-no-cheque-especial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/hoje-a-humanidade-entra-no-cheque-especial\/","title":{"rendered":"Hoje a humanidade entra no cheque especial"},"content":{"rendered":"<h4>O Dia da Sobrecarga da Terra chega mais cedo: neste 1\u00ba de agosto j\u00e1 consumimos todo os recursos renov\u00e1veis que o planeta \u00e9 capaz de suprir a cada ano. E a conta desta d\u00edvida acumulada j\u00e1 come\u00e7a a ser cobrada de n\u00f3s mesmos<\/h4>\n<div id=\"attachment_3643\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3643\" class=\"wp-image-3643 size-full\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/85fc8d4a-gp01yen.jpg\" alt=\"Grande campo desmatado em Sumatra \u00a9 Daniel Beltr\u00e1\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/85fc8d4a-gp01yen.jpg 1200w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/85fc8d4a-gp01yen-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/85fc8d4a-gp01yen-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/85fc8d4a-gp01yen-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/85fc8d4a-gp01yen-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-3643\" class=\"wp-caption-text\">A perda de florestas \u00e9 um dos mais gritantes sinais da press\u00e3o que colocamos sobre a Terra<\/p><\/div>\n<p>Sabe quando a panela de press\u00e3o solta o apito de seguran\u00e7a, avisando para voc\u00ea fazer alguma coisa para evitar um incidente maior? Ou quando entramos no vermelho no or\u00e7amento dom\u00e9stico antes do fim do m\u00eas? Seguindo estas analogias, esta \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o na qual vivemos no planeta: um d\u00e9ficit urgente. Este 1\u00ba de agosto de 2018 se tornou o <strong><a href=\"https:\/\/www.overshootday.org\/newsroom\/press-release-junho-2018-portugues\/\">Dia da Sobrecarga da Terra<\/a><\/strong> (<a href=\"https:\/\/www.overshootday.org\/\"><i>Overshoot Day<\/i><\/a>, em ingl\u00eas), o momento em que consumimos todos os recursos que o planeta \u00e9 capaz de renovar. At\u00e9 o fim do ano, viveremos no cheque especial, consumindo essas reservas naturais e empurrando a d\u00edvida para o futuro.<\/p>\n<p>Segundo c\u00e1lculos da organiza\u00e7\u00e3o internacional Global Footprint Network (GFN), consumimos recursos em um ritmo de 1,7 planeta por ano, em fun\u00e7\u00e3o de um modelo de produ\u00e7\u00e3o altamente perdul\u00e1rio e desenfreado, acima da capacidade de regenera\u00e7\u00e3o da Terra, ou seja, sua biocapacidade. Claro, isso \u00e9 uma m\u00e9dia. No padr\u00e3o de consumo americano seriam necess\u00e1rios 3 planetas, e o dia de sobrecarga seria 15 de mar\u00e7o, enquanto o Vietn\u00e3 esta data seria apenas 21 de dezembro.<\/p>\n<p>Como s\u00f3 temos de fato um planeta, para todos, \u00e9 \u00f3bvio que a conta n\u00e3o fecha. \u00c9 por isso que estamos vendo se acentuar os processos de desmatamento, escassez de \u00e1gua doce, polui\u00e7\u00e3o, eros\u00e3o do solo, perda de biodiversidade e ac\u00famulo de carbono na atmosfera. N\u00e3o temos dado f\u00f4lego para a Terra se auto recuperar, e a cobran\u00e7a desta d\u00edvida acumulada j\u00e1 se manifesta tanto nos eventos extremos das mudan\u00e7as do clima como na polui\u00e7\u00e3o que afeta a sa\u00fade de milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo.<\/p>\n<p>Para ter uma ideia deste descompasso acelerado, em 1970, o Dia da Sobrecarga havia sido 29 de dezembro. Isso quer dizer que estamos comprometendo rapidamente, ano a ano, este d\u00e9ficit com o planeta. A proposta do alerta \u00e9 fazer com que a data volte a ser adiada para o fim do ano, ou seja, que saibamos viver dentro dos limites que o planeta pode suprir. Esta campanha ganhou o nome #Movethedate.<\/p>\n<p>&#8220;O resultado de 1,7 planeta atual \u00e9 alarmante e nos mostra como, em cinquenta anos, dobramos a necessidade de recursos naturais para atender \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o global. H\u00e1 alternativas dispon\u00edveis e fact\u00edveis para aumentarmos a efici\u00eancia do nosso consumo, seja de energia, como de alimentos, que poderiam corrigir a rota deste futuro, que deixar\u00e1 um triste legado para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma Ricardo Baitelo, especialista de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<h3>O que \u00e9 a pegada ecol\u00f3gica?<\/h3>\n<div id=\"attachment_3647\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3647\" class=\"size-full wp-image-3647\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/06f0be05-gp0stqs10.jpg\" alt=\"Lixo pl\u00e1stico cobre a rua de Manila. \u00a9 Daniel M\u00fcller\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/06f0be05-gp0stqs10.jpg 1200w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/06f0be05-gp0stqs10-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/06f0be05-gp0stqs10-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/06f0be05-gp0stqs10-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/06f0be05-gp0stqs10-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-3647\" class=\"wp-caption-text\">A polui\u00e7\u00e3o \u00e9 um sintoma da falta de capacidade da Terra absorver sozinha os impactos do nosso estilo de vida.<\/p><\/div>\n<p>Nosso impacto neste planeta pode ser medido pelo que os especialistas chamam de &#8220;pegada ecol\u00f3gica&#8221;. O c\u00e1lculo ambiental \u00e9 feito de maneira sistem\u00e1tica desde o ano 2001 e leva em conta nossa demanda por recursos naturais do planeta versus a capacidade regenerativa do planeta. Trocando em mi\u00fados, a ideia \u00e9 estabelecer a \u00e1rea necess\u00e1ria para produzir alimentos, fibras, madeira, energia, sequestro de carbono e infraestruturas (de transporte \u00e0 habita\u00e7\u00e3o) de forma a suprir nosso estilo de vida e todos os bens e servi\u00e7os que fazem parte dele.<\/p>\n<p>Segundo Mathis Wackernagel, diretor executivo da Global Footprint Network, as economias mundiais realizam hoje uma pr\u00e1tica semelhante ao chamado \u201cesquema Ponzi\u201d, que \u00e9 um tipo de opera\u00e7\u00e3o fraudulenta em pir\u00e2mide que envolve o pagamento de lucros aos investidores. Isso quer dizer, \u00e0 custa do dinheiro pago pelos investidores que chegarem posteriormente, em vez da receita gerada por neg\u00f3cios reais.<\/p>\n<p>O mais interessante disso tudo \u00e9 que podemos fazer o c\u00e1lculo da nossa pr\u00f3pria pegada ecol\u00f3gica, de forma individual, por cidade, regi\u00e3o, pa\u00eds, a partir dos h\u00e1bitos de consumo. Desta consci\u00eancia, espera-se que cidad\u00e3os aos governos adotem atitudes mais respons\u00e1veis. Nunca \u00e9 demais lembrar, por exemplo, que o mundo desperdi\u00e7a um ter\u00e7o dos alimentos produzidos, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO).<\/p>\n<p>Nesta matem\u00e1tica, foi constatado que 60% do problema est\u00e3o nas emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono, respons\u00e1veis pelas mudan\u00e7as do clima. No Brasil, vale registrar que 74% de nossas emiss\u00f5es s\u00e3o oriundas do desmatamento e da pecu\u00e1ria (uso da terra), segundo relat\u00f3rio do Sistema de Estimativas de Emiss\u00f5es e Remo\u00e7\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observat\u00f3rio do Clima.<\/p>\n<h3>O desafio do desmatamento<\/h3>\n<p>\u201cGrandes \u00e1reas de floresta e cerrado s\u00e3o desmatadas anualmente no Brasil para dar lugar \u00e0 agropecu\u00e1ria. Tal destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de metade das emiss\u00f5es de gases que causam o aquecimento global. Zerar o desmatamento ajuda a preservar a biodiversidade, garante servi\u00e7os ambientais para toda a sociedade e \u00e9 a maneira menos custosa de reduzir as emiss\u00f5es do pa\u00eds\u201d,afirma Cristiane\u00a0Mazzetti, da campanha de Amaz\u00f4nia do\u00a0Greenpeace Brasil.<\/p>\n<p>Ao zerar o desmatamento, o Brasil daria uma grande contribui\u00e7\u00e3o para cumprir com o Acordo de Paris, de limitar o aquecimento do planeta a 1.5 \u00baC neste s\u00e9culo, em compara\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais.<\/p>\n<p>Outro alerta sobre essa press\u00e3o sobre o planeta vem da globaliza\u00e7\u00e3o e crescimento populacional associados, com reflexo sobretudo na quest\u00e3o h\u00eddrica, que deve ser tratada de forma multidisciplinar. \u00a0\u201cDevemos conservar nossas florestas, acabar com o desmatamento e\u00a0com a polui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, causada por falta de saneamento e uso exacerbado de agrot\u00f3xicos&#8221;, afirma Fabiana Alves, nossa especialista em Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o se recorda, por exemplo, das sucessivas falta d&#8217;\u00e1gua no estado de S\u00e3o Paulo em fun\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o de c\u00f3rregos e rios e o desmatamento de matas ciliares? Ou do processo de desaparecimento do rio S\u00e3o Francisco devido a diversas obras e hidrel\u00e9tricas ao longo do seu curso e da eros\u00e3o das margens?<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso tomar cuidado para n\u00e3o confundir a falta de \u00e1gua por mudan\u00e7a clim\u00e1tica com consequ\u00eancias de m\u00e1s pol\u00edticas h\u00eddricas\u201d, diz Fabiana. Para a mitiga\u00e7\u00e3o (redu\u00e7\u00e3o de danos) desses problemas, \u00e9 poss\u00edvel adotar medidas como restaura\u00e7\u00e3o florestal com esp\u00e9cies nativas no entorno de mananciais. \u201cAs matas reduzem a eros\u00e3o e recuperam a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e aumento de nascentes\u201d, explica Fabiana.<\/p>\n<h3>Expans\u00e3o da energia limpa<\/h3>\n<div id=\"attachment_3644\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3644\" class=\"wp-image-3644 size-full\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/3c1793c5-gp02yw5.jpg\" alt=\"A planta de energia solar Pha Bong, na Tail\u00eandia. \u00a9 Christian Kaiser\" width=\"1200\" height=\"788\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/3c1793c5-gp02yw5.jpg 1200w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/3c1793c5-gp02yw5-300x197.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/3c1793c5-gp02yw5-768x504.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/3c1793c5-gp02yw5-1024x672.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/3c1793c5-gp02yw5-510x335.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-3644\" class=\"wp-caption-text\">A expans\u00e3o da energia solar, limpa e renov\u00e1vel, \u00e9 um dos caminhos para aliviarmos a press\u00e3o sobre os recursos naturais da Terra<\/p><\/div>\n<p>Um setor estrat\u00e9gico nesta matem\u00e1tica de recursos naturais \u00e9 o de energia. &#8220;O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses com maior potencial para a gera\u00e7\u00e3o solar e e\u00f3lica, que s\u00e3o as fontes verdadeiramente limpas, renov\u00e1veis e seguras. O Brasil e o mundo n\u00e3o podem seguir queimando combust\u00edveis f\u00f3sseis. Precisamos investir na transi\u00e7\u00e3o para uma energ\u00e9tica 100% renov\u00e1vel at\u00e9 2050&#8221;, alerta Thiago Almeida, especialista em Energia, do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<p>Para ter uma ideia, hoje a capacidade instalada de e\u00f3lica \u00e9 de 13 GW (7,81%), capaz de abastecer praticamente 24 milh\u00f5es de resid\u00eancias, e de 1,5 GW de solar na matriz el\u00e9trica (mais de 633 mil resid\u00eancias), segundo dados da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (ANEEL) e das associa\u00e7\u00f5es dos setores.<\/p>\n<p>No Plano Decenal de Energia (PDE) 2026 do governo brasileiro, a perspectiva at\u00e9 \u00e9 que a solar represente 10% da matriz. \u201cNo <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/Relatorio_RevolucaoEnergetica2016_completo.pdf\"><strong>Relat\u00f3rio Revolu\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica (2016)<\/strong>,<\/a> do Greenpeace Brasil, analisamos que \u00e9 poss\u00edvel chegar a 15% neste per\u00edodo\u201d, diz Thiago.<\/p>\n<p>A v\u00e1lvula de seguran\u00e7a do planeta est\u00e1 apitando, mas at\u00e9 quando continuaremos ignorando? Reduzir essa press\u00e3o sobre o planeta exige h\u00e1bitos respons\u00e1veis no n\u00edvel individual, mas tamb\u00e9m mudan\u00e7as estruturais nas forma como produzimos e consumimos os recursos do planeta em grande escala. Isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel de interferir na esfera pol\u00edtica. Por isso, um bom momento de sinalizar caminhos e promover transforma\u00e7\u00f5es positivas s\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es, pela oportunidade de eleger candidatos comprometidos com o meio ambiente. Pense nisso na hora de votar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dia da Sobrecarga da Terra chega mais cedo: neste 1\u00ba de agosto j\u00e1 consumimos todo os recursos renov\u00e1veis que o planeta \u00e9 capaz de suprir a cada ano. <\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":3643,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[7,22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-3641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-energia","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3641","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3641"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3641\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3791,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3641\/revisions\/3791"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3641"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=3641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}