{"id":3888,"date":"2018-08-09T09:36:26","date_gmt":"2018-08-09T12:36:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=3888"},"modified":"2021-12-01T09:33:19","modified_gmt":"2021-12-01T12:33:19","slug":"resistir-e-mobilizar-a-luta-continua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/resistir-e-mobilizar-a-luta-continua\/","title":{"rendered":"Resistir e mobilizar &#8211; a luta continua"},"content":{"rendered":"<h4>Em permanente mobiliza\u00e7\u00e3o, povo Munduruku realiza uma nova etapa da autodemarca\u00e7\u00e3o de seu territ\u00f3rio<\/h4>\n<div id=\"attachment_3891\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3891\" class=\"wp-image-3891 size-full\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/19697e9d-gp1stob7_web_size.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/19697e9d-gp1stob7_web_size.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/19697e9d-gp1stob7_web_size-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/19697e9d-gp1stob7_web_size-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/19697e9d-gp1stob7_web_size-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-3891\" class=\"wp-caption-text\">Vista a\u00e9rea do rio Tapaj\u00f3s, no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia<\/p><\/div>\n<p>Desde o dia em que os primeiros europeus colocaram os p\u00e9s nas Am\u00e9ricas os povos ind\u00edgenas que aqui viviam foram obrigados a aprender o significado da palavra <em>resistir<\/em>: \u201cn\u00e3o ceder; defender-se; n\u00e3o sucumbir; sobreviver\u201d. Hoje, dia 9 de agosto, comemora-se o Dia Internacional dos Povos Ind\u00edgenas, que marca a luta desses povos pela garantia de seus direitos previstos nas leis e regulamentos nacionais e internacionais.<\/p>\n<p>Como explica Ademir Kaba, lideran\u00e7a do povo Munduruku, os povos ind\u00edgenas viveram muitos massacres, por\u00e9m, continuam resistindo. \u201cMesmo ap\u00f3s todas essas transforma\u00e7\u00f5es que ocorreram ao longo dos anos, n\u00f3s continuamos resistindo e existindo no Brasil&#8221;, diz ele. \u201cA gente constr\u00f3i a nossa estrat\u00e9gia para que a gente possa resistir mais 500 anos mesmo diante de todas essas amea\u00e7as que vivemos. Constru\u00edmos estrat\u00e9gias para sobreviver preservando a nossa cultura e os elementos que nos diferenciam\u201d.<\/p>\n<p>O povo Munduruku \u00e9 um dos muitos povos que t\u00eam resistido contra a destrui\u00e7\u00e3o de seus territ\u00f3rios, no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Eles lutam pela demarca\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena (TI) Sawre Muybu, no Par\u00e1, e contra a instala\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas e outros grandes projetos que atropelam suas vidas e seu futuro.<\/p>\n<p>Em 2016 os Munduruku conseguiram barrar a constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s em seu territ\u00f3rio. Para isso puderam contar com o apoio de milhares de pessoas que se engajaram nessa luta. Foi uma grande vit\u00f3ria, mas as amea\u00e7as n\u00e3o pararam por a\u00ed: o governo insiste em n\u00e3o cumprir sua obriga\u00e7\u00e3o constitucional de demarcar o territ\u00f3rio que lhes \u00e9 de direito e que garante a continuidade do modo de vida secular dos Munduruku.<\/p>\n<p>Com o intuito de garantir a prote\u00e7\u00e3o do local e pressionar pela demarca\u00e7\u00e3o, no final de julho deste ano, o povo Munduruku realizou uma nova etapa da autodemarca\u00e7\u00e3o da TI Sawre Muybu. Este processo aut\u00f4nomo, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/a-luta-dos-munduruku-contra-a-invisibilidade\/\">que teve in\u00edcio em 2014<\/a>, consiste em percorrer periodicamente todo o limite do territ\u00f3rio, abrindo uma linha na floresta e colocando placas indicando que o local \u00e9 territ\u00f3rio ind\u00edgena.<\/p>\n<h3>Munduruku denunciam a destrui\u00e7\u00e3o da floresta<\/h3>\n<p>Quanto mais o governo demora para demarcar a Terra Ind\u00edgena Sawre Muybu mais este local fica vulner\u00e1vel \u00e0 invas\u00e3o. Durante a autodemarca\u00e7\u00e3o, os Munduruku denunciaram a explora\u00e7\u00e3o madeireira e garimpeira no interior de seu territ\u00f3rio. Segundo eles, essas atividades est\u00e3o destruindo seus lugares sagrados e as nascentes, igarap\u00e9s e a\u00e7aizais que s\u00e3o fonte de alimenta\u00e7\u00e3o para eles. Conforme relataram, foi encontrada at\u00e9 uma pista de pouso no limite da terra ind\u00edgena. \u201cN\u00f3s queremos a demarca\u00e7\u00e3o para que a gente possa proteger nosso territ\u00f3rio. N\u00e3o tem ningu\u00e9m melhor do que os ind\u00edgenas para vigiar\u201d, disse Alessandra Korap, lideran\u00e7a Munduruku.<\/p>\n<h3>Jovens participam da luta pela defesa de seu futuro<\/h3>\n<div id=\"attachment_3889\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3889\" class=\"wp-image-3889 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/802f630c-autodemarca\u00e7\u00e3o-1024x575.jpg\" alt=\"Jovens Munduruku reunidos em foto\" width=\"1024\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/802f630c-autodemarca\u00e7\u00e3o-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/802f630c-autodemarca\u00e7\u00e3o-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/802f630c-autodemarca\u00e7\u00e3o-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/802f630c-autodemarca\u00e7\u00e3o-510x286.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/802f630c-autodemarca\u00e7\u00e3o.jpg 1040w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-3889\" class=\"wp-caption-text\">Jovens Munduruku participam do encontro de jovens e da autodemarca\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Este ano a autodemarca\u00e7\u00e3o foi realizada pelos jovens Munduruku, mulheres e homens, que se reuniram em um encontro, dias antes, para trocar experi\u00eancias sobre a luta e sobre a cultura Munduruku. \u201cSer guerreiro n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ca\u00e7ar e pescar, \u00e9 tamb\u00e9m saber acompanhar e ouvir os caciques, os s\u00e1bios&#8230; Tudo isso foi discutido durante o encontro\u201d, explicou Alessandra Korap.<\/p>\n<div id=\"attachment_3890\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3890\" class=\"wp-image-3890 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/8eaa6c46-foto_bel\u00e9m30-1024x682.jpeg\" alt=\"Lideran\u00e7as Munduruku mostram o Mapa da Vida ao p\u00fablico durante o evento Bel\u00e9m+30, apontando alguns pontos no mapa.\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/8eaa6c46-foto_bel\u00e9m30-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/8eaa6c46-foto_bel\u00e9m30-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/8eaa6c46-foto_bel\u00e9m30-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/8eaa6c46-foto_bel\u00e9m30-510x340.jpeg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/8eaa6c46-foto_bel\u00e9m30.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-3890\" class=\"wp-caption-text\">Lideran\u00e7as Munduruku apresentam o Mapa da Vida durante o evento Bel\u00e9m+30.<\/p><\/div>\n<p>Ap\u00f3s a autodemarca\u00e7\u00e3o, diversas lideran\u00e7as Munduruku foram para Bel\u00e9m, onde participam do evento \u201cBel\u00e9m + 30\u201d, que acontece entre os dias 7 e 10 de agosto, e discutem os direitos dos povos ind\u00edgenas e das popula\u00e7\u00f5es tradicionais e o uso sustent\u00e1vel da biodiversidade. Os Munduruku presentes compartilharam a experi\u00eancia \u00a0de luta em defesa de seu territ\u00f3rio e seus direitos e contra a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas. Tamb\u00e9m apresentaram o \u201c<a href=\"https:\/\/fase.org.br\/pt\/acervo\/biblioteca\/protocolo-de-consulta-munduruku\/\">Protocolo de Consulta<\/a>\u201d e o \u201c<a href=\"http:\/\/br.heartoftheamazon.org\/omapadavida\/\">Mapa da Vida<\/a>\u201d, ambos realizados por eles. \u201cA gente vai continuar lutando para defender o que nossos antepassados deixaram\u201d, finaliza Alessandra.<\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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