{"id":3977,"date":"2018-08-15T06:00:26","date_gmt":"2018-08-15T09:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=3977"},"modified":"2019-11-06T05:20:25","modified_gmt":"2019-11-06T08:20:25","slug":"relatorio-conecta-gigantes-do-agronegocio-ao-desmatamento-no-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/relatorio-conecta-gigantes-do-agronegocio-ao-desmatamento-no-cerrado\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio conecta gigantes do agroneg\u00f3cio ao desmatamento no Cerrado"},"content":{"rendered":"<h4>Soja cultivada para exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das maiores respons\u00e1veis pela devasta\u00e7\u00e3o do bioma<\/h4>\n<p>Empresas exportadoras e mercados consumidores de soja est\u00e3o expostas a risco de desmatamento ao comprarem gr\u00e3os provenientes do Cerrado. Relat\u00f3rio lan\u00e7ado pela <a href=\"http:\/\/yearbook2018.trase.earth\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">plataforma Trase<\/a> mostra que as seis maiores companhias que comercializam soja \u2013 Bunge, Cargill, ADM, Louis Dreyfus, Amaggi e COFCO \u2013 foram respons\u00e1veis por 58% das exporta\u00e7\u00f5es de soja no Brasil e expostas a 68% de risco direto de desmatamento entre 2006 e 2016.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio estabelece n\u00edveis de risco de desmatamento relacionando as empresas e os mercados \u00e0s regi\u00f5es onde a soja \u00e9 cultivada. Segundo a metodologia da plataforma Trase, o <b>risco total de desmatamento<\/b>, medido em hectares, \u00e9 atribu\u00eddo a cada empresa de acordo com a quantidade desmatada em determinada regi\u00e3o e alocado de maneira proporcional para as diferentes empresas com base nos volumes adquiridos. J\u00e1 o <b>risco relativo de desmatamento<\/b> mede os hectares de desmatamento causados diretamente pelo plantio da soja por tonelada exportada.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m conecta a China, principal importador da soja brasileira, \u00e0 metade do risco total de desmatamento associado \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o em 2016. Al\u00e9m disso, embora volumes menores sigam para a Uni\u00e3o Europeia, estes pa\u00edses est\u00e3o sujeitos a um maior risco relativo de desmatamento (hectare por tonelada) do que a na\u00e7\u00e3o asi\u00e1tica.<\/p>\n<p>Para Cristiane Mazzetti, da campanha de florestas do Greenpeace Brasil, os dados mostram que mesmo o mercado consumidor europeu, cujos crit\u00e9rios ambientais s\u00e3o mais rigorosos, corre o risco de ter em suas prateleiras produtos contaminados pelo desmatamento no Cerrado. \u201cEssa amea\u00e7a s\u00f3 ser\u00e1 reduzida quando forem colocados em pr\u00e1tica compromissos que retirem definitivamente o desmatamento dessas cadeias produtivas\u201d. Para isso, explica Cristiane, as empresas precisam parar de comprar soja oriunda de fazendas que destroem o bioma.<\/p>\n<div id=\"attachment_3980\" style=\"width: 879px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3980\" class=\"wp-image-3980 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/2a3f2501-5a_portuguese-869x1024.png\" alt=\"Fronteiras da expans\u00e3o da soja, 2010-2016\" width=\"869\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/2a3f2501-5a_portuguese-869x1024.png 869w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/2a3f2501-5a_portuguese-255x300.png 255w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/2a3f2501-5a_portuguese-768x905.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/2a3f2501-5a_portuguese-1159x1366.png 1159w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/2a3f2501-5a_portuguese-288x340.png 288w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/2a3f2501-5a_portuguese.png 1488w\" sizes=\"auto, (max-width: 869px) 100vw, 869px\" \/><p id=\"caption-attachment-3980\" class=\"wp-caption-text\">Fronteiras da expans\u00e3o da soja, 2010-2016<\/p><\/div>\n<h3>Risco maior no MATOPIBA<\/h3>\n<p>Os \u00edndices s\u00e3o ainda mais alarmantes para a \u00e1rea conhecida como MATOPIBA, que compreende parte dos Estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia e que mais perdeu vegeta\u00e7\u00e3o nativa para o plantio de soja no Cerrado entre 2005 e 2016. O relat\u00f3rio mostra que 16 das 20 empresas com o maior risco relativo de desmatamento estavam ativamente comprando soja do Matopiba entre 2006 e 2016.<\/p>\n<p>O Greenpeace Brasil, em conjunto com outras organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/ambientalistas-exigem-que-mercado-pare-o-desmatamento-do-cerrado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">vem pressionando <\/a>as principais empresas de soja e os mercados compradores na Europa a assumirem urgentemente um compromisso robusto e transparente pelo fim do desmatamento no Cerrado, a exemplo do que foi feito na Amaz\u00f4nia. Recentemente, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente divulgou as <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desmatamento-no-cerrado-aumentou-9-no-ultimo-ano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">taxas anuais de desmatamento<\/a>, indicando que a \u00a0savana mais biodiversa do planeta continua perdendo vegeta\u00e7\u00e3o de maneira acelerada.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o maior exportador global de soja. Atualmente, o cultivo do gr\u00e3o ocupa mais de 33 milh\u00f5es de hectares do territ\u00f3rio brasileiro, \u00e1rea equivalente \u00e0 metade da Fran\u00e7a. A produ\u00e7\u00e3o total de soja em todo o mundo passou de 27 milh\u00f5es de toneladas em 1961 para 335 milh\u00f5es de toneladas em 2016, sendo que a maior parte dos gr\u00e3os \u00e9 usada como prote\u00edna para alimentar bois, porcos e frangos que ser\u00e3o abatidos posteriormente. Isso mostra a profunda conex\u00e3o entre o plantio de gr\u00e3os para produ\u00e7\u00e3o de prote\u00edna animal com o desmatamento e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Acesse o sum\u00e1rio executivo do relat\u00f3rio na vers\u00e3o em portugu\u00eas <a href=\"http:\/\/resources.trase.earth\/documents\/TraseYearbook2018_ExecutiveSummary_Pt.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/vizzuality.github.io\/trase-yearbook\/5e\/?lang=pt_BR\"><\/iframe><\/p>\n<pre>Fonte: Plataforma Trase<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Soja cultivada para exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das \u00a0maiores respons\u00e1veis pela devasta\u00e7\u00e3o do bioma<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":3991,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[18,22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-3977","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-agroecologia","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3977","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3977"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3977\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12858,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3977\/revisions\/12858"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3991"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3977"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3977"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3977"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=3977"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}