{"id":4040,"date":"2018-08-15T16:09:38","date_gmt":"2018-08-15T19:09:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=4040"},"modified":"2025-07-02T04:36:33","modified_gmt":"2025-07-02T07:36:33","slug":"pesquisa-aponta-indicios-de-fraudes-no-licenciamento-de-planos-de-manejo-florestal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/pesquisa-aponta-indicios-de-fraudes-no-licenciamento-de-planos-de-manejo-florestal\/","title":{"rendered":"Pesquisa aponta ind\u00edcios de fraudes no licenciamento de planos de manejo florestal"},"content":{"rendered":"<h4>Publicada na Science Advances, pesquisa in\u00e9dita da USP aponta fortes ind\u00edcios de fraudes na extra\u00e7\u00e3o de madeiras valiosas da Amaz\u00f4nia<\/h4>\n<p>S\u00e3o Paulo, SP &#8211; Em mar\u00e7o deste ano, uma investiga\u00e7\u00e3o conjunta do Greenpeace e Ibama constatou irregularidades em cerca de 77% dos invent\u00e1rios florestais emitidos para explora\u00e7\u00e3o de ip\u00ea no Par\u00e1, no per\u00edodo de 2013 a 2017. Os dados foram publicados no relat\u00f3rio <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/publicacoes\/arvores-imaginarias-destruicao-real\/\">\u201c\u00c1rvores Imagin\u00e1rias, Destrui\u00e7\u00e3o Real\u201d<\/a>. \u00a0Agora, uma pesquisa in\u00e9dita de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de S\u00e3o Paulo (Esalq\/USP), aponta que o problema no licenciamento de planos de manejo florestal pode ser muito maior.<\/p>\n<p>O estudo <i>\u201cFake legal logging in the Brazilian Amazon\u201d<\/i>, publicado hoje pela revista Science Advances, aponta que h\u00e1 fortes ind\u00edcios de que diversas esp\u00e9cies valiosas de madeira amaz\u00f4nica v\u00eam sendo superestimadas para gerar cr\u00e9ditos falsos de movimenta\u00e7\u00e3o de madeira.<\/p>\n<p>Para chegar a este resultado, Pedro Brancalion e Edson Vidal, entre outros pesquisadores, analisaram a ocorr\u00eancia e a densidade natural de 11 esp\u00e9cies de madeira no leste amaz\u00f4nico, estado do Par\u00e1, publicadas em invent\u00e1rios cient\u00edficos e governamentais. Eles fizeram a compara\u00e7\u00e3o com a ocorr\u00eancia e a densidade declarada destas esp\u00e9cies nos pedidos de licenciamento de planos de manejo. A surpresa foi que quanto maior o valor da madeira, maior a discrep\u00e2ncia entre a quantidade dessa madeira declarada no invent\u00e1rio feito para licenciar o corte e a quantidade m\u00e9dia encontrada nos invent\u00e1rios governamentais. Em outras palavras, as esp\u00e9cies mais valiosas tiverem um volume de madeira licenciado muito maior que o esperado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do ip\u00ea, j\u00e1 denunciado no relat\u00f3rio do Greenpeace, a pesquisa analisou as esp\u00e9cies amaz\u00f4nicas morcegueira, piqui\u00e1, cupi\u00faba, angico, sucupira-preta, ita\u00faba, ma\u00e7aranduba, jatob\u00e1, cumaru e taninbuca &#8211; todas madeiras de alto valor.<\/p>\n<p>\u201cAvalia\u00e7\u00f5es de campo confirmaram ind\u00edcios de fraudes para as esp\u00e9cies madeireiras mais valiosas e estrat\u00e9gias complementares para gerar um \u2018excedente\u2019 de madeira licenciada que possa ser usada para legalizar madeira proveniente da extra\u00e7\u00e3o ilegal\u201d, explica o pesquisador da Esalq, Edson Vidal.<\/p>\n<p>O volume das \u00e1rvores indicadas nos invent\u00e1rios florestais \u00e9 superestimado ou s\u00e3o \u201cinventadas\u201d \u00e1rvores de alto valor comercial para gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos falsos. Esses cr\u00e9ditos s\u00e3o, ent\u00e3o, transferidos para \u201cesquentar\u201d a contabilidade de serrarias, dando um lastro de legalidade \u00e0 madeira roubada de florestas em terras ind\u00edgenas, unidades de conserva\u00e7\u00e3o e terras p\u00fablicas n\u00e3o destinadas (terras ainda sem destino dado pelo governo), onde essa atividade \u00e9 proibida ou destinada \u00e0s popula\u00e7\u00f5es tradicionais.<\/p>\n<p>\u201cEste estudo comprova a investiga\u00e7\u00e3o do Greenpeace e complementa demonstrando que o padr\u00e3o para fraudes \u00e9 muito similar para outras madeiras de alto valor econ\u00f4mico. O Brasil precisa com urg\u00eancia de um sistema de licenciamento e controle da cadeia produtiva da madeira que seja integrado, transparente, acess\u00edvel e que bloqueie de forma autom\u00e1tica as principais fraudes&#8221;, explica R\u00f4mulo Batista, especialista em Amaz\u00f4nia do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador Vidal, conservar esp\u00e9cies madeireiras da Amaz\u00f4nia requer um novo modelo que inclui aplica\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o de licen\u00e7as de explora\u00e7\u00e3o, bem como um envolvimento significativo de todos os grupos de partes interessadas. \u201cA convers\u00e3o de papelada para plataformas digitais n\u00e3o s\u00f3 reduziria os numerosos problemas causados pela burocracia e pelas oportunidades de corrup\u00e7\u00e3o, poderia tamb\u00e9m aumentar a transpar\u00eancia e permitir uma melhor integra\u00e7\u00e3o de bancos de dados existentes para orientar a tomada de decis\u00f5es\u201d, afirma ele.<\/p>\n<p>O estudo <i>\u201cFake legal logging in the Brazilian Amazon\u201d<\/i> est\u00e1 dispon\u00edvel apenas para assinantes da revista <a href=\"http:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/4\/8\/eaat1192\">neste link<\/a>.<\/p>\n<p><b>Assessoria de imprensa<br \/>\n<\/b>Greenpeace Brasil<br \/>\n<a title=\"mailto:imprensa.br@greenpeace.org\" href=\"mailto:imprensa.br@greenpeace.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">imprensa.br@greenpeace.org<\/a><br \/>\n(11) 3035-1167 ou (11) 9564-00443<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicada na Science Advances, pesquisa in\u00e9dita da USP aponta fortes ind\u00edcios de fraudes na extra\u00e7\u00e3o de madeiras valiosas da Amaz\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":4033,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22,55],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-4040","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","tag-imprensa","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4040","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4040"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4040\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58360,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4040\/revisions\/58360"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4033"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4040"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=4040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}