{"id":40423,"date":"2022-06-01T20:15:41","date_gmt":"2022-06-01T23:15:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=40423"},"modified":"2025-07-02T04:25:55","modified_gmt":"2025-07-02T07:25:55","slug":"maio-tem-maior-numero-de-queimadas-na-amazonia-para-o-mes-em-16-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/maio-tem-maior-numero-de-queimadas-na-amazonia-para-o-mes-em-16-anos\/","title":{"rendered":"Maio tem maior n\u00famero de queimadas na Amaz\u00f4nia para o m\u00eas em 16 anos"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">No caso do Cerrado, este foi o pior resultado de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica para o bioma. Dados refor\u00e7am o impacto das escolhas antiambientais e das elei\u00e7\u00f5es no avan\u00e7o da destrui\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/632a14f1-gp1svzx8_web_size.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40421\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/632a14f1-gp1svzx8_web_size.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/632a14f1-gp1svzx8_web_size-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/632a14f1-gp1svzx8_web_size-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/632a14f1-gp1svzx8_web_size-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>\u00c1rvore ainda em chamas em \u00e1rea rec\u00e9m queimada, em Porto Velho, Rond\u00f4nia, registrada em setembro de 2021 (\u00a9 Victor Moriyama \/ Amaz\u00f4nia em Chamas)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Dados divulgados na noite desta ter\u00e7a-feira (31), pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), apontam que o m\u00eas de maio teve o pior n\u00famero de focos de calor na Amaz\u00f4nia desde 2004, com 2.287 focos e bateu recorde hist\u00f3rico para o m\u00eas de maio no Cerrado, com 3.578 focos. Isso representa um aumento de 96% na Amaz\u00f4nia e de 35% no Cerrado de 35%, em rela\u00e7\u00e3o a 2021.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cO ver\u00e3o Amaz\u00f4nico ainda nem come\u00e7ou e a esta\u00e7\u00e3o seca do Cerrado est\u00e1 s\u00f3 no in\u00edcio e o Brasil j\u00e1 est\u00e1 batendo novos recordes na destrui\u00e7\u00e3o ambiental. Infelizmente o ocorrido n\u00e3o pode ser considerado uma surpresa, tendo em vista que \u00e9 resultado direto de uma pol\u00edtica antiambiental aplicada por quase quatro anos\u201d, comenta Cristiane Mazzetti, porta-voz da campanha de Amaz\u00f4nia do Greenpeace Brasil.<\/p>\n\n<p>Os n\u00fameros mostram que as a\u00e7\u00f5es do governo Federal nos \u00faltimos anos, como o desmonte da fiscaliza\u00e7\u00e3o e dos \u00f3rg\u00e3os ambientais, resultaram em uma eleva\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do patamar da destrui\u00e7\u00e3o ambiental no pa\u00eds.<\/p>\n\n<p>Na bioma Amaz\u00f4nia os focos se concentraram em Mato Grosso (77,4%), que \u00e9 o estado onde o ver\u00e3o Amaz\u00f4nico come\u00e7a primeiro. Quando a floresta est\u00e1 mais seca \u00e9 o momento em que o fogo \u00e9 utilizado para renova\u00e7\u00e3o de \u00e1reas agr\u00edcolas e pastagens, para realizar o desmatamento ou queimar os restos da floresta derrubada, depois de seca ao sol. No caso do Cerrado, um pouco mais da metade dos focos se concentrou em Tocantins e Mato Grosso.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Com os n\u00fameros altos de queimadas e <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/deter-aponta-nova-alta-no-desmatamento-da-amazonia-em-abril\/\">desmatamento<\/a> que v\u00eam sendo registrados nos primeiros meses deste ano, a previs\u00e3o \u00e9 de que o cen\u00e1rio se agrave com o fim do inverno amaz\u00f4nico &#8211; quando h\u00e1 a diminui\u00e7\u00e3o das chuvas em regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia. Outro fator cr\u00edtico \u00e9 o fato de este ser um ano eleitoral, quando a devasta\u00e7\u00e3o ambiental historicamente se acentua.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cA tend\u00eancia desse contexto \u00e9 catastr\u00f3fica, n\u00e3o somente pela perda da biodiversidade nesses biomas, mas tamb\u00e9m para as popula\u00e7\u00f5es que vivem na Amaz\u00f4nia e adoecem com a fuma\u00e7a, em especial os povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais que al\u00e9m de sofrer com a fuma\u00e7a, t\u00eam seus territ\u00f3rios invadidos e desmatados. Esses n\u00fameros refor\u00e7am o desafio de superarmos essa economia que se alimenta de floresta e que n\u00e3o desenvolve a regi\u00e3o. \u00c9 um ano decisivo para o Brasil, \u00e9 preciso que o povo brasileiro reflita profundamente sobre o futuro que queremos para o nosso pa\u00eds\u201d. Completa Mazzetti.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No caso do Cerrado, este foi o pior resultado de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica para o bioma. 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