{"id":41239,"date":"2022-06-30T12:54:09","date_gmt":"2022-06-30T15:54:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=41239"},"modified":"2022-07-05T15:17:58","modified_gmt":"2022-07-05T18:17:58","slug":"em-busca-de-um-territorio-protegido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/em-busca-de-um-territorio-protegido\/","title":{"rendered":"Em busca de um territ\u00f3rio protegido"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Conhe\u00e7a o grupo de agroextrativistas que luta h\u00e1 16 anos pela cria\u00e7\u00e3o de uma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o em uma \u00e1rea amea\u00e7ada da Amaz\u00f4nia<\/em><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/1abb1700-nil_0529-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-41245\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/1abb1700-nil_0529-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/1abb1700-nil_0529-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/1abb1700-nil_0529-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/1abb1700-nil_0529-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/1abb1700-nil_0529-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/1abb1700-nil_0529-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>A Central das Associa\u00e7\u00f5es Agroextrativistas do rio Manicor\u00e9 (CAARIM) re\u00fane 12 comunidades. S\u00e3o cerca de 4 mil pessoas, a maior parte agricultores e extrativistas. Foto: Nilmar Lage\/Greenpeace  <\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Manicor\u00e9 (AM) &#8211;<\/strong> \u00c9 preciso muita altivez e persist\u00eancia para remar contra a corrente e defender, por mais de uma d\u00e9cada, um patrim\u00f4nio em perigo que j\u00e1 foi de seus pais e av\u00f3s e que em breve ser\u00e1 de seus netos. Mas \u00e9 com essas duas caracter\u00edsticas que <strong>as fam\u00edlias associadas \u00e0 Central das Associa\u00e7\u00f5es Agroextrativistas do rio Manicor\u00e9 (CAARIM) lutam pela preserva\u00e7\u00e3o de riquezas incalcul\u00e1veis como rios, florestas e a biodiversidade<\/strong> em uma regi\u00e3o altamente amea\u00e7ada da Floresta Amaz\u00f4nica.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Isso porque, desde 2006, elas buscam criar a Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (RDS) do rio Manicor\u00e9 \u2013 <strong>uma \u00e1rea protegida que n\u00e3o s\u00f3 decretaria, por lei, a conserva\u00e7\u00e3o daquela regi\u00e3o, como tamb\u00e9m permitiria a elas que continuassem manejando os recursos da \u00e1rea de maneira sustent\u00e1vel<\/strong>, como peixes, frutos, madeira e seus bel\u00edssimos castanhais.\u00a0<\/p>\n\n<p>Foi naquele ano que uma expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 Cachoeira do Inferno \u2013 uma das quedas d\u2019\u00e1gua mais bonitas de Manicor\u00e9 \u2013 teve que ser repensada e deu origem \u00e0 luta pela Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca, os respons\u00e1veis pela incurs\u00e3o a campo buscavam criar um assentamento por ali. Por\u00e9m, <strong>os comunit\u00e1rios perceberam que uma Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel atenderia melhor a seus objetivos, que eram defender o patrim\u00f4nio natural da \u00e1rea e garantir o uso dos recursos naturais <\/strong>para a sobreviv\u00eancia das fam\u00edlias ribeirinhas e comunidades tradicionais.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cO que acontece \u00e9 que hoje n\u00e3o temos mais o tanto de peixes e p\u00e1ssaros que havia em outras \u00e9pocas\u201d, contou o morador da comunidade de Terra Preta, o agricultor Aroldo Pereira, 53. <strong>\u201cPercebemos que se a gente n\u00e3o cuidasse desse patrim\u00f4nio, tudo seria destru\u00eddo e devastado. Mas entendemos tamb\u00e9m que somos passageiros. Precisamos guardar essas riquezas para nossos filhos e netos<\/strong>\u201d, disse o agricultor. Aroldo \u00e9 tesoureiro da atual gest\u00e3o da CAARIM.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/3ab1679b-nil_9653-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-41247\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/3ab1679b-nil_9653-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/3ab1679b-nil_9653-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/3ab1679b-nil_9653-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/3ab1679b-nil_9653-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/3ab1679b-nil_9653-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/3ab1679b-nil_9653-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>As comunidades do rio Manicor\u00e9 se dedicam a atividades tradicionais como a pesca, a explora\u00e7\u00e3o de a\u00e7a\u00ed, castanha e tucum\u00e3 e produ\u00e7\u00e3o de farinha. Foto: Nilmar Lage\/Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Santo Ant\u00f4nio do Matupi<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n<p>Desde ent\u00e3o, eles tentam criar a Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o. Mas sempre bateram de frente contra o poderio econ\u00f4mico e pol\u00edtico dos interessados em explorar economicamente o rio Manicor\u00e9 \u2013 e, portanto, em manter aquela \u00e1rea desprotegida. <strong>A maior fonte de conflitos s\u00e3o os empres\u00e1rios e fazendeiros do distrito conhecido como Santo Ant\u00f4nio do Matupi, ao sul de Manicor\u00e9. Ali, a explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira e abertura de pastagens fez com que o desmatamento explodisse<\/strong>, tornando o distrito um dos maiores polos de explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria de madeira da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n<p>\u201c\u00c9 um ciclo que se alimenta: os empres\u00e1rios n\u00e3o querem a \u00e1rea protegida e financiam as campanhas de prefeitos, secret\u00e1rios municipais e vereadores.<strong> Eles, por sua vez, defendem projetos que beneficiam os empres\u00e1rios e deixam de fora as demandas das fam\u00edlias tradicionais\u201d<\/strong>, explicou um morador das comunidades do rio Manicor\u00e9 que n\u00e3o quis se identificar.<\/p>\n\n<p>Em 2016, <strong>uma consulta p\u00fablica para a discuss\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o da RDS foi tomada por madeireiros, fazendeiros e empres\u00e1rios que foram muito enf\u00e1ticos em dizer que n\u00e3o queriam a Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong>. Os extrativistas da CAARIM apontam este momento como um grande rev\u00e9s na luta pela prote\u00e7\u00e3o de seu territ\u00f3rio.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/a5c0ee9d-nil_0565-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-41250\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/a5c0ee9d-nil_0565-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/a5c0ee9d-nil_0565-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/a5c0ee9d-nil_0565-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/a5c0ee9d-nil_0565-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/a5c0ee9d-nil_0565-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/a5c0ee9d-nil_0565-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Comunidades como Esperan\u00e7a, Terra Preta, Barro Alto e Lago do Rem\u00e9dios s\u00e3o algumas que est\u00e3o juntas na luta pela conserva\u00e7\u00e3o do rio Manicor\u00e9. Foto: Nilmar Lage\/Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Amacro<\/strong><\/p>\n\n<p>Vale lembrar que Manicor\u00e9 est\u00e1 situada na regi\u00e3o conhecida como <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/expedicao-amazonia-2021-fronteira-sul-do-desmatamento-volta-a-avancar\/\" target=\"_blank\"><strong>Amacro (acr\u00f4nimo de Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia)<\/strong><\/a><strong>, alvo de um plano de \u201cdesenvolvimento regional\u201d pautado na expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria e que hoje \u00e9 uma das regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia onde o desmatamento avan\u00e7a com mais velocidade e viol\u00eancia<\/strong>. Entre 2020 e 2021, houve um aumento de 68,74% no desmatamento em Manicor\u00e9. Na regi\u00e3o da Amacro, este aumento, no mesmo per\u00edodo, foi de 40,63%.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>O \u00e2nimo mudou, por\u00e9m, quando um grupo de parceiros levou, em dezembro do ano passado, alguns comunit\u00e1rios do rio Manicor\u00e9 para a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em Manaus<\/strong>, capital do Amazonas. Os comunit\u00e1rios foram cobrar porque a cria\u00e7\u00e3o da unidade n\u00e3o sa\u00eda do papel, j\u00e1 que uma s\u00e9rie de estudos e a delimita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea j\u00e1 tinham sido realizados. Descobriram que o pedido deles havia sido arquivado.\u00a0<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/2798bd69-nil_1945-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-41244\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/2798bd69-nil_1945-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/2798bd69-nil_1945-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/2798bd69-nil_1945-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/2798bd69-nil_1945-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/2798bd69-nil_1945-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/2798bd69-nil_1945-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Recentemente a CAARIM, em parceria com o Greenpeace, promoveu a sinaliza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio de uso comum do Rio Manicor\u00e9 &#8211; uma das a\u00e7\u00f5es previstas para a implementa\u00e7\u00e3o do documento de Concess\u00e3o de Direito Real de Uso (CDRU). Foto: Nilmar Lage\/Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Uma vit\u00f3ria recente<\/strong><\/p>\n\n<p>Os comunit\u00e1rios seguiram se manifestando, e exigiram provid\u00eancias da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF). <strong>Por conta dessa press\u00e3o, em mar\u00e7o deste ano as fam\u00edlias obtiveram uma grande vit\u00f3ria: a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de quase 400 mil hectares,<\/strong> mesma \u00e1rea proposta para a cria\u00e7\u00e3o da RDS, por meio de um documento chamado Concess\u00e3o de Direito Real de Uso (CDRU).<\/p>\n\n<p><strong>Essa concess\u00e3o, de maneira in\u00e9dita, concedeu a \u00e1rea para uso coletivo e por tempo indeterminado, garantindo al\u00e9m da perman\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o tradicional no seu territ\u00f3rio de uso comum, acesso \u00e0 justi\u00e7a social,<\/strong> como a previd\u00eancia social, fomento \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e garantias para, caso queiram e precisem, de empr\u00e9stimos banc\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Foi um gol de placa marcado pelas fam\u00edlias unidas pelo sonho de ver a Amaz\u00f4nia protegida. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o da CDRU,<\/strong> que tamb\u00e9m prev\u00ea a elabora\u00e7\u00e3o de um plano de gest\u00e3o, zoneamento e estabelecimento de regras de uso e acesso aos recursos naturais &#8211; al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o de um Conselho Deliberativo, que ter\u00e1 poder de decis\u00e3o sobre como as comunidades tradicionais usar\u00e3o esse territ\u00f3rio coletivo.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>O extrativista Valdo Pereira Viana, 68, contou que o sonho de defender aquele quinh\u00e3o de floresta persiste. \u201cA fartura que meu pai falava n\u00e3o existe mais. <\/strong>Est\u00e3o acabando com a floresta. Meus filhos precisam conhecer o pirarucu, ver uma paca. Tenho no meu terreno umas \u00e1rvores de angelim e castanheira que s\u00e3o milenares, pelo tamanho delas. Precisamos proteger essas belezas\u201d, disse Valdo. <strong>Hoje a CAARIM representa 12 comunidades e 4 mil pessoas, que vivem da pesca e da explora\u00e7\u00e3o do a\u00e7a\u00ed, da castanha e do tucum\u00e3 &#8211; <\/strong>al\u00e9m da agricultura de subsist\u00eancia e da produ\u00e7\u00e3o de farinha de mandioca.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"724\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/9f935bea-manicore_lucc_mapbi9omas_60_2020-724x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-41248\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/9f935bea-manicore_lucc_mapbi9omas_60_2020-724x1024.jpg 724w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/9f935bea-manicore_lucc_mapbi9omas_60_2020-212x300.jpg 212w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/9f935bea-manicore_lucc_mapbi9omas_60_2020-768x1086.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/9f935bea-manicore_lucc_mapbi9omas_60_2020-1086x1536.jpg 1086w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/9f935bea-manicore_lucc_mapbi9omas_60_2020-1448x2048.jpg 1448w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/9f935bea-manicore_lucc_mapbi9omas_60_2020-966x1366.jpg 966w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/9f935bea-manicore_lucc_mapbi9omas_60_2020-240x340.jpg 240w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/9f935bea-manicore_lucc_mapbi9omas_60_2020-scaled.jpg 1810w\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><figcaption>Este mapa da cidade de Manicor\u00e9 mostra &#8211; marcada em branco &#8211; a \u00e1rea de 400 mil hectares protegida pela CDRU.<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Pauta fundamental<\/strong><\/p>\n\n<p>Para fortalecer a luta dessas comunidades, o <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/navegue-com-a-gente-pela-amazonia\/\" target=\"_blank\">Greenpeace realizou neste m\u00eas de junho a expedi\u00e7\u00e3o <strong><em>\u201cA Amaz\u00f4nia Que Precisamos\u201d<\/em><\/strong><\/a>. Esta \u00e9 a primeira expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica promovida pela organiza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a pandemia de covid-19. <strong>Em um barco regional, navegando pelo rio Manicor\u00e9, estavam 30 cientistas<\/strong> \u2013 a maioria vinculada ao <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/inpa_mcti\/\" target=\"_blank\">Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa)<\/a>.\u00a0<\/p>\n\n<p>Eles desenvolveram estudos sobre mam\u00edferos, r\u00e9pteis, anf\u00edbios, aves, peixes e as plantas da regi\u00e3o. <strong>Esses estudos ser\u00e3o utilizados para gerar informa\u00e7\u00f5es sobre a biodiversidade deste lugar, auxiliar na elabora\u00e7\u00e3o do plano de gest\u00e3o e, eventualmente, refor\u00e7ar a proposta de cria\u00e7\u00e3o da Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do rio Manicor\u00e9<\/strong>. Cientistas da <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ueaoficial\/\" target=\"_blank\">Universidade do Estado do Amazonas (UEA)<\/a> e da <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ufrroficial\/\" target=\"_blank\">Universidade Federal de Roraima (UFRR)<\/a> tamb\u00e9m participam desta empreitada.<\/p>\n\n<p>Para a porta-voz da campanha Amaz\u00f4nia do Greenpeace, Cristiane Mazzetti, <strong>a RDS busca suprir uma lacuna nos esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o que existem hoje no sul do Amazonas<\/strong> e na regi\u00e3o da Amacro.<\/p>\n\n<p>&nbsp;\u201cAt\u00e9 2020, existiam mais de 60 mil quil\u00f4metros quadrados de florestas p\u00fablicas n\u00e3o destinadas no territ\u00f3rio da Amacro. <strong>S\u00e3o florestas sem nenhum tipo de prote\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o sob constante amea\u00e7a de grilagem, fogo e desmatamento. Por isso, a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas \u00e9 t\u00e3o importante. Essa \u00e9 uma pauta fundamental para o futuro da Amaz\u00f4nia<\/strong> e para a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio clim\u00e1tico do planeta\u201d, disse a especialista.&nbsp;<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/navegue-com-a-gente-pela-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Saiba mais sobre a expedi\u00e7\u00e3o &#8220;A Amaz\u00f4nia Que Precisamos!&#8221;<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/24d89fda-gp1sxnrn_pressmedia-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-41251\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/24d89fda-gp1sxnrn_pressmedia-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/24d89fda-gp1sxnrn_pressmedia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/24d89fda-gp1sxnrn_pressmedia-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/24d89fda-gp1sxnrn_pressmedia-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/24d89fda-gp1sxnrn_pressmedia-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/06\/24d89fda-gp1sxnrn_pressmedia-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Implementar a CDRU \u00e9 fundamental para proteger a biodiversidade do rio Manicor\u00e9. 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