{"id":4127,"date":"2018-08-21T21:36:44","date_gmt":"2018-08-22T00:36:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=4127"},"modified":"2025-02-21T11:45:24","modified_gmt":"2025-02-21T14:45:24","slug":"fui-ao-cerrado-e-preciso-te-contar-como-foi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/fui-ao-cerrado-e-preciso-te-contar-como-foi\/","title":{"rendered":"Fui ao cerrado e preciso te contar como foi"},"content":{"rendered":"<p>O Maranh\u00e3o \u00e9 um peda\u00e7o curioso de Brasil que concentra um pouco de tudo que faz do nosso pa\u00eds esse para\u00edso de belezas naturais: Amaz\u00f4nia, praia e Cerrado. E foi por este \u00faltimo que empacotei meus cadernos e minhas velhas botas de aventura no m\u00eas passado e segui rumo ao sul do estado \u2013 uma experi\u00eancia que quero compartilhar com voc\u00ea.<\/p>\n<div id=\"attachment_4129\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4129\" class=\"wp-image-4129 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/f3fda604-pnchapadamesas_mcruppe_drone_0296_260618-1024x575.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/f3fda604-pnchapadamesas_mcruppe_drone_0296_260618-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/f3fda604-pnchapadamesas_mcruppe_drone_0296_260618-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/f3fda604-pnchapadamesas_mcruppe_drone_0296_260618-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/f3fda604-pnchapadamesas_mcruppe_drone_0296_260618-2048x1150.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/f3fda604-pnchapadamesas_mcruppe_drone_0296_260618-510x286.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-4129\" class=\"wp-caption-text\">Cachoeira da Prata, Parque Nacional da Chapada das Mesas, no Maranh\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p>O cerrado ocupa quase 60% do Maranh\u00e3o. Um bioma t\u00e3o diverso quanto amea\u00e7ado. A regi\u00e3o que visitei faz parte de um territ\u00f3rio de interesse econ\u00f4mico conhecida como MATOPIBA \u2013 que \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios dos estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia. Desde o in\u00edcio da \u00faltima d\u00e9cada, esse quadril\u00e1tero tornou-se o foco da expans\u00e3o agropecu\u00e1ria, que j\u00e1 come\u00e7a a deixar rastros e v\u00edtimas pelo caminho.<\/p>\n<p>Conhecido como a caixa d\u2019\u00e1gua do Brasil, por seu enorme potencial de coletar e armazenar \u00e1gua, o Cerrado j\u00e1 tem seus primeiros refugiados pela \u00e1gua. Popula\u00e7\u00f5es que come\u00e7aram a migrar, porque os riachos que serviam suas comunidades simplesmente secaram.<\/p>\n<p>Mas antes da chegada da soja, antes que come\u00e7\u00e1ssemos, como Pa\u00eds, a olhar para as vegeta\u00e7\u00f5es nativas do Cerrado como um \u201cespa\u00e7o vazio\u201d a ser ocupado, milhares de pessoas j\u00e1 viviam al\u00ed, existindo em meio \u00e0 fartura do bioma, como as quebradeiras de coco de baba\u00e7u.<\/p>\n<div id=\"attachment_4130\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4130\" class=\"wp-image-4130 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/93db1aa4-coquelandia_mcruppe_drone_0041_230618-1024x575.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/93db1aa4-coquelandia_mcruppe_drone_0041_230618-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/93db1aa4-coquelandia_mcruppe_drone_0041_230618-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/93db1aa4-coquelandia_mcruppe_drone_0041_230618-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/93db1aa4-coquelandia_mcruppe_drone_0041_230618-2048x1150.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/93db1aa4-coquelandia_mcruppe_drone_0041_230618-510x286.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-4130\" class=\"wp-caption-text\">Floresta de palmeiras de baba\u00e7u em Coquel\u00e2ndia, Maranh\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p>O Baba\u00e7\u00fa \u00e9 uma palmeira grandiosa, de onde pendem cachos igualmente grandes com fileiras de cocos, cada um do tamanho de uma m\u00e3o. Coletar e processar os cocos s\u00e3o atividades que envolvem toda a comunidade. Mas quebra-los \u00e9 uma atividade tradicionalmente feminina.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o de dentro de um baba\u00e7ual \u00e9 realmente impressionante. Mas mais impressionante \u00e9 acompanhar o trabalho de extra\u00e7\u00e3o das castanhas. Depois de reunir os cocos, as mulheres sentam-se ao redor das pequenas montanhas, cada uma diante de um machado cravado no ch\u00e3o de terra, onde golpeiam os cocos com um peda\u00e7o de pau, at\u00e9 que de suas lascas soltem-se os gomos de castanha \u2013 de dois a cinco por coco.<\/p>\n<div id=\"attachment_4131\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4131\" class=\"wp-image-4131 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/28e431fe-img_20180623_1141006211-e1534896223852-1024x653.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"653\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/28e431fe-img_20180623_1141006211-e1534896223852-1024x653.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/28e431fe-img_20180623_1141006211-e1534896223852-300x191.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/28e431fe-img_20180623_1141006211-e1534896223852-768x490.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/28e431fe-img_20180623_1141006211-e1534896223852-2048x1306.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/28e431fe-img_20180623_1141006211-e1534896223852-510x325.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-4131\" class=\"wp-caption-text\">A cinegrafista Fernanda Ligabue acompanha de perto o processo de quebra do coco, em Coquel\u00e2ndia.<\/p><\/div>\n<p>Do coco se faz a farinha do mesocarpo \u2013 que dizem ser \u00f3tima para problemas de est\u00f4mago \u2013 artesanatos, carv\u00e3o, leite e o \u00f3leo, que tem o gosto e o cheiro daquela terra. Entre risadas e um papo gostoso na varanda, sempre nos recebiam com algum ensopado feito com o leite ou o \u00f3leo do baba\u00e7u. Uma del\u00edcia que cada brasileiro deveria ter a chance de conhecer um dia.<\/p>\n<p>Do coco tamb\u00e9m s\u00e3o retirados os gongos, umas larvas gordinhas e brancas de besouro que crescem dentro do fruto. Embora dessas eu n\u00e3o possa contar muito, j\u00e1 que n\u00e3o tive o apetite para experimentar \u2013 mesmo depois que as crian\u00e7as me ensinaram a degust\u00e1-lo, enquanto faziam piada com minha falta de coragem.<\/p>\n<div id=\"attachment_4145\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4145\" class=\"wp-image-4145 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/3d2425c4-cerrado_mcruppe_1723_2306181-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/3d2425c4-cerrado_mcruppe_1723_2306181-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/3d2425c4-cerrado_mcruppe_1723_2306181-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/3d2425c4-cerrado_mcruppe_1723_2306181-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/3d2425c4-cerrado_mcruppe_1723_2306181-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/3d2425c4-cerrado_mcruppe_1723_2306181.jpg 1800w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-4145\" class=\"wp-caption-text\">O gongo, como \u00e9 conhecida a larva do besouro Pachymerus nucleorum, cresce no interior do coco do baba\u00e7u, enquanto se alimenta da castanha. Com alta concentra\u00e7\u00e3o de gordura, a larva \u00e9 utilizada na culin\u00e1ria local e em tratamentos para a pele e cabelo.<\/p><\/div>\n<p>O Cerrado e seus frutos fazem parte da vida de muitos brasileiros e essa biodiversidade, os servi\u00e7os maravilhosos que este bioma nos presta, \u00e9 essencial para todos, de norte a sul. Em contrapartida, \u00e9 um dos mais amea\u00e7ados: J\u00e1 desmatamos 51% do cerrado brasileiro. O avan\u00e7o da destrui\u00e7\u00e3o no bioma vem sendo, inclusive, mais r\u00e1pido que o avan\u00e7o sobre a Amaz\u00f4nia. Isso \u00e9 muito preocupante e \u00e9 preciso entender suas causas e as alternativas a tanta devasta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Precisamos olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para este bioma. E com o seu apoio, estamos fazendo isso.<\/p>\n<p>Obrigada por nos ajudar a contar esta hist\u00f3ria.<\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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