{"id":41434,"date":"2022-07-13T09:37:27","date_gmt":"2022-07-13T12:37:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=41434"},"modified":"2025-07-02T04:25:24","modified_gmt":"2025-07-02T07:25:24","slug":"o-sapinho-do-tinder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-sapinho-do-tinder\/","title":{"rendered":"O Sapinho do Tinder"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"\/brasil\/apoie\/navegue-com-a-gente-pela-amazonia\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"169\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/3a0c2ebb-banner_expedicao_amazonia.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-41458\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/3a0c2ebb-banner_expedicao_amazonia.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/3a0c2ebb-banner_expedicao_amazonia-300x50.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/3a0c2ebb-banner_expedicao_amazonia-768x127.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/3a0c2ebb-banner_expedicao_amazonia-510x84.jpeg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A noite da floresta esconde um universo de ca\u00e7a e paquera para r\u00e9pteis e anf\u00edbios. Mas sob o olhar atento de cientistas e com movimentos r\u00e1pidos, desvendamos seus mist\u00e9rios<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/f28d96b5-gp1sxnym_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-41435\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/f28d96b5-gp1sxnym_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/f28d96b5-gp1sxnym_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/f28d96b5-gp1sxnym_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/f28d96b5-gp1sxnym_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/f28d96b5-gp1sxnym_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Perereca <em>Callimedusa tomopterna<\/em>, localizada por pesquisadores convidados pelo Greenpeace Brasil para realizar um invent\u00e1rio r\u00e1pido de biodiversidade no Rio Manicor\u00e9 (AM). A Expedi\u00e7\u00e3o fluvial \u201cAmaz\u00f4nia que Precisamos\u201d, realizada em junho de 2022, faz parte dos esfor\u00e7os do Greenpeace para discutir novos modelos de desenvolvimento econ\u00f4mico para a regi\u00e3o. (Foto: \u00a9 Tuane Fernandes \/ Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Para quem pesquisa r\u00e9pteis e anf\u00edbios, um dos melhores momentos para ir a campo \u00e9 quando o sol se p\u00f5e na floresta, pois \u00e9 \u00e0 noite que muitos animais saem para comer ou procurar um parceiro, quando se tornam mais ativos. \u00c9 a balada dessas criaturas e fomos convidados para entrar na festa.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Chegamos no finalzinho do dia em um trecho de floresta ao longo do rio Manicor\u00e9, no Amazonas, esperamos anoitecer e pimba, a m\u00e1gica acontece. Os sons se intensificam e d\u00e1 para ver todo tipo de luzinhas brilhantes. \u201cEssas que brilham verdinho s\u00e3o geralmente aranhas\u201d, explica Fernanda Werneck, pesquisadora de herpetofauna do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) e coordenadora do Programa de Cole\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas Biol\u00f3gicas da institui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Ver esses olhinhos verdes brilhantes \u00e9 um caminho sem volta e, pode acreditar, quase sempre \u00e9 mesmo uma aranha. Mas existem v\u00e1rios brilhos diferentes, como o que revelou o paradeiro de uma serpente sua\u00e7ub\u00f3ia (<em>Corallus hortulanus)<\/em>, perfeitamente camuflada em sua descida por um cip\u00f3.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cEssa esp\u00e9cie tem uma caracter\u00edstica muito peculiar, os olhos dela refletem uma luz muito forte. Ent\u00e3o, quando bate a lanterna a gente enxerga de longe um brilho\u201d, explica Rafael de Fraga, mais conhecido como \u201cRato\u201d, que apresenta o programa&nbsp; &#8220;Em Busca das Cobras&#8221;, da National Geographic Brasil, ao lado de Vinicius de Carvalho, e esteve com o Greenpeace Brasil na expedi\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/navegue-com-a-gente-pela-amazonia\/\"><em>Amaz\u00f4nia Que Precisamos<\/em><\/a><em>.<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/cf7a68ba-quem-faz-cie\u0302ncia-herpetofauna.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-41461\" width=\"550\" height=\"309\"\/><\/figure>\n\n<p>Com olhos treinados e movimentos certeiros, estes especialistas localizam as esp\u00e9cies atrav\u00e9s de sons, brilhos e movimenta\u00e7\u00f5es m\u00ednimas sob as folhas no ch\u00e3o e sobre os galhos de \u00e1rvores e lianas, as trepadeiras que conectam o dossel ao ch\u00e3o da floresta.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Os sapos e r\u00e3s preenchem a atmosfera com seus coaxares, que v\u00e3o de apitos estridentes a sons r\u00edtmicos e graves. <strong>Pode parecer uma disputa de caixas de som na praia, mas a competi\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 de vida ou morte: o coaxar \u00e9 uma das formas utilizadas pelos machos para conquistar as disputadas f\u00eameas e o direito de fecundar seus ovos<\/strong>, como explica o bi\u00f3logo Pedro Taucce, especialista em herpetologia.<\/p>\n\n<p>Desde a escola aprendemos que os sapos colocam ovos, que viram girinos e crescem at\u00e9 ficarem mais parecidos com seus pais. Mas algumas esp\u00e9cies n\u00e3o experimentam esta etapa. \u201cAlgumas esp\u00e9cies t\u00eam o desenvolvimento direto, que n\u00e3o passa pelo estado larval de girino. Existem cerca de 8.500 esp\u00e9cies de anf\u00edbios conhecidas e pelo menos 2 mil n\u00e3o passam pelo estado de girino. Boa parte dessas esp\u00e9cies est\u00e1 dentro de uma superfam\u00edlia chamada Brachycephaloideae ou terrarana, que, no nome popular, s\u00e3o as r\u00e3s da terra\u201d, afirma Pedro.<\/p>\n\n<p>Para as f\u00eameas desta fam\u00edlia, produzir beb\u00eas \u00e9 um processo dif\u00edcil e muito custoso, ent\u00e3o elas s\u00e3o bastante criteriosas na escolha de um parceiro, tem que ter o melhor canto para conquist\u00e1-las. <strong>Acontece que alguns machos conseguem disfar\u00e7ar na entona\u00e7\u00e3o, para parecerem maiores e mais bonit\u00f5es do que realmente s\u00e3o, igual \u00e0queles caras do Tinder que colocam uma foto dez anos mais novo para impressionar as gatinhas.<\/strong><\/p>\n\n<p>Existem at\u00e9 algumas sapinhas prevenidas que v\u00e3o al\u00e9m na sele\u00e7\u00e3o. \u201cTem uma esp\u00e9cie na Mata Atl\u00e2ntica que tem todo um ritual de encontro, em que eles encostam o queixo um no outro, depois encostam a pata, e no final ele leva ela para conhecer a toca que ele fez e a f\u00eamea, que \u00e9 muito maior, pode desistir a qualquer momento\u201d. T\u00e1 a\u00ed um conceito que para muitos humanos ainda \u00e9 dif\u00edcil de assimilar, mas que a natureza mostra que at\u00e9 os sapos entendem: consentimento.&nbsp;<\/p>\n<div data-render=\"planet4-blocks\/gallery\" data-attributes=\"{&quot;attributes&quot;:{&quot;multiple_image&quot;:&quot;41437,41438,41439,41440,41441&quot;,&quot;image_data&quot;:[{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/c27d2fbf-gp1sxnzf_medium_res.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:41437},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/b3ea4e28-gp1sxnzc_medium_res.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:41438},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/94f17c93-gp1sxnz2_medium_res.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:41439},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/688380f7-gp1sxnyj_medium_res.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:41440},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/751b650a-gp1sxnyh_medium_res.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:41441}],&quot;gallery_block_style&quot;:0,&quot;gallery_block_title&quot;:&quot;&quot;,&quot;gallery_block_description&quot;:&quot;&quot;,&quot;gallery_block_focus_points&quot;:&quot;&quot;,&quot;images&quot;:[{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/c27d2fbf-gp1sxnzf_medium_res.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/c27d2fbf-gp1sxnzf_medium_res.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/c27d2fbf-gp1sxnzf_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/c27d2fbf-gp1sxnzf_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/c27d2fbf-gp1sxnzf_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/c27d2fbf-gp1sxnzf_medium_res-510x340.jpg 510w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Os grupos de pesquisadores de Herpetofauna coletaram amostras de repteis atrav\\u00e9s de t\\u00e9cnicas de armadilhas de intercepta\\u00e7\\u00e3o e queda, baldes de aproximadamente 60 litros s\\u00e3o utilizados para captar as amostras. (\\u00a9 Tuane Fernandes \\\/ Greenpeace)&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;&quot;},{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/b3ea4e28-gp1sxnzc_medium_res.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/b3ea4e28-gp1sxnzc_medium_res.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/b3ea4e28-gp1sxnzc_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/b3ea4e28-gp1sxnzc_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/b3ea4e28-gp1sxnzc_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/b3ea4e28-gp1sxnzc_medium_res-510x340.jpg 510w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Os pesquisadores sa\\u00edram a campo durante a noite para uma busca ativa, quando caminham lentamente verificando serrapilheira, cavidades de troncos, vegeta\\u00e7\\u00e3o dentro de buracos no solo e todo o ambiente que abrigam os animais analisados.  (\\u00a9 Tuane Fernandes \\\/ Greenpeace)\\n&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;&quot;},{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/94f17c93-gp1sxnz2_medium_res.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/94f17c93-gp1sxnz2_medium_res.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/94f17c93-gp1sxnz2_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/94f17c93-gp1sxnz2_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/94f17c93-gp1sxnz2_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/94f17c93-gp1sxnz2_medium_res-510x340.jpg 510w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Serpente Corallus hortulana, localizada por pesquisadores em uma busca ativa noturna, em Manicor\\u00e9 (AM).  (\\u00a9 Tuane Fernandes \\\/ Greenpeace)&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;&quot;},{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/688380f7-gp1sxnyj_medium_res.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/688380f7-gp1sxnyj_medium_res.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/688380f7-gp1sxnyj_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/688380f7-gp1sxnyj_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/688380f7-gp1sxnyj_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/688380f7-gp1sxnyj_medium_res-510x340.jpg 510w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Osteocephalus leprieurii, localizado por pesquisadores em uma busca ativa noturna, em Manicor\\u00e9 (AM).  (\\u00a9 Tuane Fernandes \\\/ Greenpeace)&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;&quot;},{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/751b650a-gp1sxnyh_medium_res.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/751b650a-gp1sxnyh_medium_res.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/751b650a-gp1sxnyh_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/751b650a-gp1sxnyh_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/751b650a-gp1sxnyh_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/07\\\/751b650a-gp1sxnyh_medium_res-510x340.jpg 510w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Os pesquisadores aguardam a chegada da noite neste trecho de floresta, ao longo do rio Manicor\\u00e9 (AM). (\\u00a9 Tuane Fernandes \\\/ Greenpeace)\\n&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;&quot;}]}}\"><\/div>\n<p>Ali\u00e1s, h\u00e1 muito o que aprender observando estes animais. Uma das coisas que a professora Fernanda Werneck e seu time estudam, por exemplo, \u00e9 como os anf\u00edbios respondem \u00e0s mudan\u00e7as no clima e no ambiente.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cAnf\u00edbios e r\u00e9pteis, al\u00e9m de serem muito diversos, fazem links entre v\u00e1rios elos da cadeia alimentar, ora como predadores, ora presas. E eles t\u00eam essa associa\u00e7\u00e3o muito forte com os ambientes locais. Eles s\u00e3o chamados de organismos ectot\u00e9rmicos, que s\u00e3o aqueles que dependem das condi\u00e7\u00f5es ambientais, das temperaturas ambientais para controlar suas temperaturas corp\u00f3reas\u201d, explica a doutora Werneck.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/2ab9f667-gp1sxq4l_medium_res-690x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-41436\" width=\"245\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/2ab9f667-gp1sxq4l_medium_res-690x1024.jpg 690w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/2ab9f667-gp1sxq4l_medium_res-202x300.jpg 202w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/2ab9f667-gp1sxq4l_medium_res-768x1139.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/2ab9f667-gp1sxq4l_medium_res-229x340.jpg 229w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/07\/2ab9f667-gp1sxq4l_medium_res.jpg 809w\" sizes=\"auto, (max-width: 245px) 100vw, 245px\" \/><figcaption> Fernanda Werneck, PhD em Biologia Integrativa e Coordenadora do Programa de Cole\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas e Biol\u00f3gicas e Curadora da Cole\u00e7\u00e3o de Anf\u00edbios e R\u00e9pteis do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (INPA). (\u00a9\u00a0Nilmar Lage\/Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>De acordo com a pesquisadora, devido a esta caracter\u00edstica, de serem muito sens\u00edveis \u00e0s altera\u00e7\u00f5es do ambiente de diversos tipos, desde perda de habitat, desmatamento e tamb\u00e9m mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, observar a herpetofauna e compreender sua intera\u00e7\u00e3o com o ambiente \u00e9 uma forma bastante efetiva de entender como as mudan\u00e7as r\u00e1pidas no meio ambiente, causadas pela a\u00e7\u00e3o humana, podem estar impactando a diversidade de esp\u00e9cies.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Segundo a pesquisadora, resultados preliminares deste estudo v\u00eam apontando que estes impactos j\u00e1 podem estar ocorrendo. \u201cNas regi\u00f5es perif\u00e9ricas da Amaz\u00f4nia, as popula\u00e7\u00f5es de lagartos, por exemplo, que est\u00e3o nessas regi\u00f5es mais pr\u00f3ximas da transi\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia para o Cerrado, parecem j\u00e1 ter passado por processos seletivos influenciados pelo clima e terem se adaptado\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Fernanda conta que esta \u00e9 uma das din\u00e2micas esperadas para o <strong>Antropoceno, que \u00e9 a forma como parte da comunidade cient\u00edfica vem se referindo ao momento geol\u00f3gico em que vivemos<\/strong>, ap\u00f3s 11,65 mil anos no Holoceno. O termo, ainda em discuss\u00e3o, vem do grego \u201canthropo\u201d, que significa \u201chumano\u201d, e <strong>este per\u00edodo seria caracterizado pela r\u00e1pida altera\u00e7\u00e3o do ambiente causada pelos seres humanos.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p>\u201cCom o clima mais quente, as esp\u00e9cies adaptadas podem adentrar outros espa\u00e7os em busca de abrigo, e isso pode causar um impacto nas popula\u00e7\u00f5es e comunidades locais, s\u00f3 que de uma forma muito mais acelerada do que aconteceria em uma escala geol\u00f3gica normal. Algumas dessas altera\u00e7\u00f5es j\u00e1 s\u00e3o esperadas para dezenas de anos. E o desmatamento, a perda de h\u00e1bitat, \u00e9 perda de esp\u00e9cies. N\u00e3o tem como fugir disso\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Se o mundo n\u00e3o parar o que est\u00e1 fazendo para ouvir o que a ci\u00eancia tem a dizer e recalcular a rota, n\u00e3o vai ter aplicativo de namoro suficiente para salvar a ra\u00e7a humana de sua pr\u00f3pria extin\u00e7\u00e3o. N\u00e3o estamos falando apenas da reprodu\u00e7\u00e3o de sapos e lagartos, mas de todo o nosso modo de vida. Est\u00e1 na hora de aprender um pouquinho mais com o que a floresta est\u00e1 tentando nos mostrar.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Um dos objetivos da <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/navegue-com-a-gente-pela-amazonia\/\">expedi\u00e7\u00e3o<em> Amaz\u00f4nia Que Precisamos<\/em><\/a><em> <\/em>foi promover a ci\u00eancia, dando apoio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de um primeiro invent\u00e1rio biol\u00f3gico em uma regi\u00e3o pouqu\u00edssimo conhecida pela pesquisa. Este trabalho ajudar\u00e1 <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/em-busca-de-um-territorio-protegido\/\">comunidades do rio Manicor\u00e9 a lutar pela prote\u00e7\u00e3o desta floresta e de seu modo de vida.<\/a> Essa \u00e9 a Amaz\u00f4nia do futuro.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<lite-youtube style=\"background-image: url('https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/I1_Ew9DFfhI\/hqdefault.jpg');\" videoid=\"I1_Ew9DFfhI\" params=\"rel=0\"><\/lite-youtube>\n<\/div><\/figure>\n\n<h4 class=\"has-text-align-center is-style-default has-grey-05-color has-gp-green-background-color has-text-color has-background wp-block-heading\" id=\"Expedi\u00e7\u00e3o\"><strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/navegue-com-a-gente-pela-amazonia\/\">Saiba mais sobre a expedi\u00e7\u00e3o \u201cAmaz\u00f4nia que Precisamos\u201d!<\/a><\/strong><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A noite da floresta esconde um universo de ca\u00e7a e paquera para r\u00e9pteis e anf\u00edbios. 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