{"id":42123,"date":"2022-08-12T15:14:25","date_gmt":"2022-08-12T18:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=42123"},"modified":"2022-08-12T15:18:44","modified_gmt":"2022-08-12T18:18:44","slug":"alertas-de-desmatamento-na-amazonia-de-julho-fecham-mais-um-ano-de-destruicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/alertas-de-desmatamento-na-amazonia-de-julho-fecham-mais-um-ano-de-destruicao\/","title":{"rendered":"Alertas de desmatamento de julho na Amaz\u00f4nia fecham mais um ano de destrui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">De agosto de 2021 a julho deste ano, o monitoramento do sistema Deter, do Inpe, identificou 8.590 km\u00b2 de alertas de desmatamento na Amaz\u00f4nia<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/56db39d2-gp1symn9_-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-42124\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/56db39d2-gp1symn9_-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/56db39d2-gp1symn9_-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/56db39d2-gp1symn9_-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/56db39d2-gp1symn9_-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/56db39d2-gp1symn9_.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Porto Velho, Rond\u00f4nia. O Greenpeace realizou sobrevoos no sul do Amazonas e no norte de Rond\u00f4nia para monitorar desmatamento e queimadas na Amaz\u00f4nia em julho de 2022. \u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Dados do sistema DETER, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados hoje (12), apontam para 1.487 km\u00b2 de alertas de desmatamento no m\u00eas de julho na Amaz\u00f4nia. Trata-se do 4\u00b0 maior n\u00famero da s\u00e9rie hist\u00f3rica, perdendo s\u00f3 para os anos anteriores do atual governo.<\/p>\n\n<p>No acumulado de 1\u00b0 de agosto 2021 a 31 de julho 2022,&nbsp; per\u00edodo em que a taxa anual do desmatamento \u00e9 medido, os alertas apontaram para uma \u00e1rea total desmatada de 8.590&nbsp; km\u00b2, uma pequena queda de 2% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Analisando os \u00faltimos tr\u00eas anos, entretanto, foram em m\u00e9dia 8.862 km\u00b2 de alertas por ano, \u00e1rea 65,6 % maior que os 5.351 km\u00b2 de m\u00e9dia dos tr\u00eas anos anteriores.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cO que chamou aten\u00e7\u00e3o nos sobrevoos que realizamos neste \u00faltimo ano, al\u00e9m do avan\u00e7o do desmatamento, \u00e9 a quantidade de grandes \u00e1reas desmatadas em terras p\u00fablicas n\u00e3o destinadas, em propriedades privadas e at\u00e9 mesmo em \u00e1reas protegidas. Isso reitera que o desmatamento da Amaz\u00f4nia n\u00e3o \u00e9 fruto da pobreza e do desespero de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de grande vulnerabilidade. Trata-se de esquema organizado, patrocinado por grandes propriet\u00e1rios e grileiros de terra que sentem-se&nbsp; protegidos pelo derretimento das pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o ambiental e combate ao desmatamento que ocorreram nos \u00faltimos anos\u201d, afirma R\u00f4mulo Batista, porta-voz da Amaz\u00f4nia do Greenpeace Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n<p>R\u00f4mulo refere-se ao alto custo para realizar o desmatamento e a queimada de grandes \u00e1reas. A Amaz\u00f4nia n\u00e3o pega fogo sozinha, o fogo tem quase sempre origem na a\u00e7\u00e3o humana, que o utiliza no processo de desmatamento, para queimar restos da floresta desmatada ou enfraquecer \u00e1reas degradadas. O processo para se desmatar uma grande \u00e1rea pode levar meses. Mas o r\u00e1pido desmatamento e queimada de grandes \u00e1reas necessita de grande investimento, custando em m\u00e9dia R$2 mil por hectare.&nbsp;<\/p>\n\n<p>No per\u00edodo de 1\u00b0 agosto 2021 a 31 de julho 2022,&nbsp; os estados que mais desmataram foram o Par\u00e1, que registrou 3.072 km\u00b2 (35,7% do total), seguido pelo Amazonas com 2.292 km\u00b2 (26,7% do total) e Mato Grosso, com 1433 km\u00b2.&nbsp;<\/p>\n\n<p>L\u00e1brea e Apu\u00ed, ambos no sul do Amazonas, foram os munic\u00edpios que mais registraram alertas de desmatamento no per\u00edodo (571 e 566, respectivamente). Seguidos de Altamira, no Par\u00e1, e Porto Velho, em Rond\u00f4nia, que junto com os munic\u00edpios do sul do Amazonas,<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/uma-nova-e-arriscada-fronteira-do-desmatamento-na-amazonia\/\"> est\u00e1 em uma das mais quentes fronteiras da destrui\u00e7\u00e3o no momento<\/a>.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"481\" height=\"308\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/627052be-deter_muni.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-42125\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/627052be-deter_muni.png 481w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/627052be-deter_muni-300x192.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 481px) 100vw, 481px\" \/><figcaption>Dados de 1 de agosto de 2021 a 31 de julho de 2022 do Deter\/Inpe, por munic\u00edpio. <\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Apesar da pequena queda no acumulado dos \u00faltimos 12 meses, tivemos seis meses onde os dados do sistema DETER-B de alertas de desmatamento foram recorde desde 2016, ano do in\u00edcio de sua opera\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do atual cen\u00e1rio de destrui\u00e7\u00e3o ambiental, avan\u00e7am tamb\u00e9m no Congresso projetos de lei que d\u00e3o ao povo brasileiro ainda mais motivos para se preocupar, tal como o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2252589\">2633\/2020<\/a>, que anistia grileiros, e o PL <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/propostas-legislativas\/345311\">490\/2007<\/a>, que abre terras ind\u00edgenas para atividades predat\u00f3rias, acrescentam mais uma camada de press\u00e3o sobre nossas florestas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cAo inv\u00e9s do poder executivo e dos parlamentares estarem focados em conter os impactos da destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia sobre a popula\u00e7\u00e3o e o clima, no combate ao crime que avan\u00e7a na floresta, e que n\u00e3o s\u00f3 destr\u00f3i nossas riquezas naturais, mas tamb\u00e9m a imagem e a economia do pa\u00eds, eles tentam aprovar projetos que ir\u00e3o acelerar ainda mais o desmatamento, os conflitos no campo e a invas\u00e3o de terras p\u00fablicas, afirma R\u00f4mulo Batista.<\/p>\n\n<p>O Brasil precisa enfrentar o desmatamento da Amaz\u00f4nia de uma vez por todas, e n\u00e3o de projetos que enfraquecem a prote\u00e7\u00e3o da floresta. \u00c9 hora de avan\u00e7ar em pol\u00edticas que promovam um real combate ao desmatamento, queimadas e grilagem de terras e que defenda os povos da floresta, com dignidade para todos. Isso \u00e9 o m\u00ednimo.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"has-green-500-background-color has-background\"><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/todos-pela-amazonia\/\"><strong>Quer agir para frear esta destrui\u00e7\u00e3o ? Entre para a Brigada Digital e torne-se um ativista pelas florestas.\u00a0<\/strong>\ud83c\udf33<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De agosto de 2021 a julho deste ano, o monitoramento do sistema Deter, do Inpe, identificou 8.590 km\u00b2 de alertas de desmatamento na Amaz\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":42124,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"Amazon","p4_local_project":"Todos pela Amaz\u00f4nia","p4_basket_name":"Forests","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[46],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-42123","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-desmatamento","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42123"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42123\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42128,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42123\/revisions\/42128"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42123"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=42123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}