{"id":42156,"date":"2022-08-17T16:49:19","date_gmt":"2022-08-17T19:49:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=42156"},"modified":"2022-09-16T01:10:37","modified_gmt":"2022-09-16T04:10:37","slug":"violencia-contra-os-povos-indigenas-invasoes-e-exploracao-ilegal-aumentam-pelo-sexto-ano-seguido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/violencia-contra-os-povos-indigenas-invasoes-e-exploracao-ilegal-aumentam-pelo-sexto-ano-seguido\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia contra povos ind\u00edgenas: invas\u00f5es aumentam pelo sexto ano seguido"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Em 2021, foram registrados 305 casos, quase tr\u00eas vezes mais do que o registrado em 2018<\/em><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/ae42fb8b-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-01-1-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-42160\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/ae42fb8b-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-01-1-768x1024.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/ae42fb8b-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-01-1-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/ae42fb8b-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-01-1-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/ae42fb8b-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-01-1-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/ae42fb8b-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-01-1-1025x1366.jpg 1025w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/ae42fb8b-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-01-1-255x340.jpg 255w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/ae42fb8b-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-01-1-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Protesto feito na Marcha das Mulheres Ind\u00edgenas, ocorrida em setembro de 2021 em Bras\u00edlia (DF). Foto: Hellen Loures\/CIMI<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (CIMI) lan\u00e7ou nesta quarta-feira (17) a mais recente edi\u00e7\u00e3o de seu relat\u00f3rio <em>\u201cViol\u00eancia contra os Povos Ind\u00edgenas no Brasil\u201d<\/em>, que \u00e9 publicado todos os anos e compila dados sobre viola\u00e7\u00f5es aos direitos dos povos origin\u00e1rios de nosso pa\u00eds. Desta vez, o documento trouxe dados de 2021 e revela o que quem acompanha o assunto verifica na pr\u00e1tica: <strong>o <\/strong><strong>terceiro ano do governo de Jair Bolsonaro representou o agravamento de um cen\u00e1rio que j\u00e1 era muito dif\u00edcil e violento para os ind\u00edgenas brasileiros<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O relat\u00f3rio <strong>registrou aumento em 15 dos 19 tipos de viol\u00eancia mapeados pelos t\u00e9cnicos do CIMI. Foram registrados 176 assassinatos de ind\u00edgenas em 2021<\/strong> &#8211; apenas seis a menos que em 2020, o ano com o maior n\u00famero de registros deste tipo de crime. Entre 2015 e 2019, a m\u00e9dia era de 123 ind\u00edgenas assassinados por ano. Em 2021 <strong>registrou-se tamb\u00e9m o maior n\u00famero de suic\u00eddios ind\u00edgenas dos \u00faltimos oito anos, com 148 ocorr\u00eancias<\/strong>.<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/cimi.org.br\/2022\/08\/relatorioviolencia2021\/\" target=\"_blank\"><strong>Clique aqui para acessar o relat\u00f3rio<\/strong><\/a><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/013bf404-acamp-luta-pela-vida-2021-hellen-loures-cimi-001-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-42161\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/013bf404-acamp-luta-pela-vida-2021-hellen-loures-cimi-001-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/013bf404-acamp-luta-pela-vida-2021-hellen-loures-cimi-001-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/013bf404-acamp-luta-pela-vida-2021-hellen-loures-cimi-001-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/013bf404-acamp-luta-pela-vida-2021-hellen-loures-cimi-001-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/013bf404-acamp-luta-pela-vida-2021-hellen-loures-cimi-001-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/013bf404-acamp-luta-pela-vida-2021-hellen-loures-cimi-001-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Hoje, 62% das Terras Ind\u00edgenas reclamadas pelos povos ainda n\u00e3o foram demarcadas. Foto: Hellen Loures\/CIMI<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Foram reunidos no relat\u00f3rio dados sobre \u201cinvas\u00f5es possess\u00f3rias, explora\u00e7\u00e3o ilegal de recursos e danos ao patrim\u00f4nio\u201d. <strong>Em 2021, foram registrados 305 casos do tipo &#8211; quase tr\u00eas vezes o que foi verificado em 2018. Este \u00e9 o sexto ano consecutivo de aumento deste tipo de viol\u00eancia<\/strong>. Ano passado, 226 Terras Ind\u00edgenas, em 22 estados diferentes, registraram invas\u00f5es e explora\u00e7\u00e3o ilegal. Em 2020, foram registrados 263 casos.<\/p>\n\n<p>Casos como o dos povos Yanomami, em Roraima, e Munduruku, no Par\u00e1, mostram bem o aumento da trucul\u00eancia perpetrada por garimpeiros, madeireiros e grileiros dentro dos territ\u00f3rios.<\/p>\n\n<p>Na aldeia Yanomami Palimi\u00fa, integrantes da fac\u00e7\u00e3o criminosa <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/temos-medo-de-dormir-pois-sabemos-que-ha-faccao-diz-yanomami-de-palimiu\/\" target=\"_blank\">Primeiro Comando da Capital &#8211; PCC envolvidos com o garimpo desferiram tiros contra comunidades<\/a>, instaurando um clima de terror. Houve pelo menos 16 ataques do tipo na regi\u00e3o. <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2021-10-16\/duas-criancas-yanomami-mortas-por-uma-draga-de-exploracao-ilegal-de-minerio-diante-da-omissao-do-governo.html\" target=\"_blank\">Duas crian\u00e7as morreram afogadas ap\u00f3s serem arrastadas pela correnteza de uma draga que operava em frente a uma comunidade<\/a>. O povo Munduruku, por sua vez, teve a sede de sua associa\u00e7\u00e3o de mulheres atacada, lideran\u00e7as recebendo amea\u00e7as de morte e uma delas, <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/nota-de-repudio-a-violencia-contra-os-povos-indigenas-no-brasil\/\" target=\"_blank\">Maria Leusa, chegou a ter sua casa incendiada<\/a>. Nos dois territ\u00f3rios, o aumento da atividade garimpeira foi aterrador e implac\u00e1vel &#8211; foram ao menos 44 territ\u00f3rios origin\u00e1rios que registraram danos causados pelo garimpo em 2021.<\/p>\n\n<p><strong>Viol\u00eancia religiosa<\/strong><\/p>\n\n<p>Por conta da rela\u00e7\u00e3o diferenciada que os povos ind\u00edgenas t\u00eam com seus territ\u00f3rios, vale lembrar que a n\u00e3o demarca\u00e7\u00e3o de Terras Ind\u00edgenas \u00e9 em si uma viol\u00eancia.<strong> De acordo com o CIMI, das 1.393 Terras Ind\u00edgenas no Brasil, 871 (62%) seguem com pend\u00eancias para sua regulariza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Destas, 598 s\u00e3o \u00e1reas reivindicadas pelos povos que n\u00e3o contam com nenhuma provid\u00eancia do poder p\u00fablico para dar in\u00edcio ao processo de demarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>A <strong>viol\u00eancia religiosa tamb\u00e9m foi mapeada pelo CIMI &#8211; cinco casos de queima de Casas de Reza ocorreram ano passado<\/strong>: quatro no Mato Grosso do Sul, envolvendo os povos Guarani e Kaiow\u00e1; um no Rio Grande do Sul, envolvendo os Guarani Mbya.<\/p>\n\n<p><strong>Feminic\u00eddios<\/strong><\/p>\n\n<p><strong>Os registros de \u201cViol\u00eancia contra a Pessoa\u201d totalizaram 355 casos &#8211; maior n\u00famero verificado desde 2013<\/strong>, quando houve uma mudan\u00e7a na metodologia da compila\u00e7\u00e3o dos dados. Em 2020, foram 304 casos. Os estados que registraram maior n\u00famero de assassinatos foram Amazonas (38), Mato Grosso do Sul (35) e Roraima (32).&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para exemplificar esta viol\u00eancia, o <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/03\/04\/em-menos-de-um-mes-segundo-indigena-da-etnia-tembe-e-assassinado-no-nordeste-do-para\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">relat\u00f3rio lembra dos assassinatos do professor Isac Temb\u00e9<\/a>, morto por policiais militares enquanto ca\u00e7ava numa \u00e1rea pr\u00f3xima ao seu territ\u00f3rio; e Didi Temb\u00e9, tamb\u00e9m morto a tiros, ap\u00f3s ser perseguido, em outro epis\u00f3dio que ainda n\u00e3o foi totalmente explicado. O povo Temb\u00e9 habita a Terra Ind\u00edgena Alto Rio Guam\u00e1, no Par\u00e1.<\/p>\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel esquecer tamb\u00e9m do que ocorreu com Ra\u00edssa Cabreira Guarani Kaiow\u00e1, de 11 anos; e a Kaingang Daiane Gri\u00e1 Sales, de 14 anos. <strong>Ambas foram estupradas e mortas de maneiras cru\u00e9is e suas mortes causaram grande indigna\u00e7\u00e3o por todo o pa\u00eds<\/strong>. <a href=\"https:\/\/site-antigo.socioambiental.org\/pt-br\/blog\/blog-do-monitoramento\/organizacoes-de-mulheres-indigenas-exigem-justica-pela-morte-de-jovens-vitimas-de-feminicidio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Esses feminic\u00eddios motivaram manifesta\u00e7\u00f5es<\/a> da Articula\u00e7\u00e3o Nacional das Mulheres Ind\u00edgenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga).<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/db9c1fa8-raissa-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-02-1-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-42162\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/db9c1fa8-raissa-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-02-1-768x1024.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/db9c1fa8-raissa-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-02-1-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/db9c1fa8-raissa-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-02-1-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/db9c1fa8-raissa-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-02-1-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/db9c1fa8-raissa-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-02-1-1025x1366.jpg 1025w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/db9c1fa8-raissa-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-02-1-255x340.jpg 255w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/db9c1fa8-raissa-marcha-mulheres_hellen-loures-cimi-02-1-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Os t\u00e9cnicos do CIMI chamaram aten\u00e7\u00e3o para a crueldade das mortes registradas em 2021. Foto: Hellen Loures\/CIMI<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Povos Isolados<\/strong><\/p>\n\n<p>O CIMI registrou ainda 847 mortes de ind\u00edgenas por covid-19, grande parte delas em cidades, acampamentos e retomadas. <strong>O relat\u00f3rio chamou a aten\u00e7\u00e3o para o elevad\u00edssimo n\u00famero de subnotifica\u00e7\u00f5es neste tipo de ocorr\u00eancia<\/strong> &#8211; visto que a Secretaria Especial de Sa\u00fade (Sesai) se recusou por um bom tempo a atender ind\u00edgenas n\u00e3o-aldeados, desobedecendo uma determina\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF).&nbsp;<\/p>\n\n<p>O governo Bolsonaro tamb\u00e9m amea\u00e7ou de maneira grave os povos isolados: algumas portarias de restri\u00e7\u00e3o de uso v\u00eam sendo renovadas por per\u00edodos muito curtos, de apenas seis meses. Existem tamb\u00e9m portarias que n\u00e3o foram renovadas, como a referente \u00e0 <a href=\"https:\/\/br.noticias.yahoo.com\/terra-ind%C3%ADgena-com-isolados-no-114100955.html?guccounter=1&amp;guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS5ici8&amp;guce_referrer_sig=AQAAAEqK1XGB04OvIxBd_v4JHfLJvuWKPwrdp2_TKLEJvlNp60jktJebdJvCAlZkQJM-PV3TVpfNUt3j52udpBt1NwBU7rPDTcubZvvEWbNQ_H0ym9Mef3ec-Gx8QfGJoYwXRKGVFp2ZoTHEN-RtKTjG4fVdLHpdmSi3e0jGcrAb5QOn\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Terra Ind\u00edgena Jacare\u00faba-Katawixi, no Amazonas, que est\u00e1 sem prote\u00e7\u00e3o desde dezembro de 2021<\/a>. Al\u00e9m disso, 28 Terras Ind\u00edgenas que apresentam sinais de povos isolados registraram sinais de invas\u00e3o ano passado.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Pol\u00edtica deliberada<\/strong><\/p>\n\n<p>Vale lembrar que essas viol\u00eancias n\u00e3o ocorrem ao acaso: elas s\u00e3o resultado de <strong>uma pol\u00edtica deliberada de desrespeito e atentado aos direitos dos povos ind\u00edgenas<\/strong>. Jair Bolsonaro n\u00e3o demarcou nenhuma Terra Ind\u00edgena &#8211; descumprindo seu dever constitucional de zelar e defender esses territ\u00f3rios.<strong> Ele \u00e9 o primeiro presidente ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o a fazer isso<\/strong>. Al\u00e9m disso, suas falas permissivas com os crimes ambientais empoderam criminosos, que intensificaram o n\u00edvel de viol\u00eancia praticado dentro das Terras Ind\u00edgenas.<\/p>\n\n<p>No \u00e2mbito legislativo, os povos origin\u00e1rios lutam contra o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/perigos-a-vista-no-congresso-nacional\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Projeto de Lei (PL) 490\/2007<\/a>, que abre as terras j\u00e1 demarcadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria; <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/sociedade-brasileira-diz-nao-ao-projeto-de-lei-191\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">e o PL 191\/2020, que pretende liberar a minera\u00e7\u00e3o dentro dos territ\u00f3rios ancestrais<\/a>. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/top-6-principais-problemas-da-tese-do-marco-temporal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Isso sem falar na mobiliza\u00e7\u00e3o contra o Marco Temporal, que prossegue no Supremo Tribunal Federal (STF)<\/a>.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u00c9 importante mencionar tamb\u00e9m o car\u00e1ter autorit\u00e1rio do governo, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/nao-podemos-aceitar-a-criminalizacao-de-liderancas-indigenas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">que tentou criminalizar lideran\u00e7as ind\u00edgenas por meio da Pol\u00edcia Federal ano passado<\/a>; e o aparelhamento da Funai, que passou de entidade protetora dos ind\u00edgenas para se ocupar da tentativa de abrir as riquezas naturais desses territ\u00f3rios para a iniciativa privada.<\/p>\n\n<p><strong>Genoc\u00eddio<\/strong><\/p>\n\n<p>No lan\u00e7amento do relat\u00f3rio, num evento ocorrido em Bras\u00edlia (DF), o l\u00edder ind\u00edgena Adriano Karipuna, de Rond\u00f4nia, falou da situa\u00e7\u00e3o vivida hoje pelos povos tradicionais no Brasil: \u201c\u00c9 com muita tristeza que n\u00f3s, os Karipuna, viemos mais uma vez denunciar a situa\u00e7\u00e3o que acontece no nosso territ\u00f3rio. <strong>Denunciamos desde 2017 as invas\u00f5es de grileiros e madeireiros. Eles j\u00e1 fizeram in\u00fameras amea\u00e7as, de que v\u00e3o invadir as aldeias e matar nosso povo.<\/strong> J\u00e1 acionamos o Executivo, o Legislativo e o Judici\u00e1rio, mas n\u00e3o se faz nada. A quem podemos pedir socorro?\u201d.<\/p>\n\n<p>Dom Joel Portella Amado, secret\u00e1rio-geral da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), afirmou: \u201cLan\u00e7ar este relat\u00f3rio \u00e9 sobretudo acreditar na verdade.<strong> Para construir a democracia que queremos, precisamos combater a mentira e as fake news.<\/strong> Ent\u00e3o trazer esses dados e organizar essas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 acreditar e apostar na verdade, doa a quem doer\u201d.<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Quer ajudar na mobiliza\u00e7\u00e3o pelos direitos ind\u00edgenas? Participe do nosso abaixo-assinado:<\/strong><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org.br\/marco-temporal-nao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Marco Temporal N\u00e3o!<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/6af58e0c-gp1sv88m_-1-1-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-42163\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/6af58e0c-gp1sv88m_-1-1-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/6af58e0c-gp1sv88m_-1-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/6af58e0c-gp1sv88m_-1-1-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/6af58e0c-gp1sv88m_-1-1-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/6af58e0c-gp1sv88m_-1-1-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/6af58e0c-gp1sv88m_-1-1-2046x1366.jpg 2046w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/08\/6af58e0c-gp1sv88m_-1-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>A Terra Ind\u00edgena Yanomami, situada entre Roraima e Amazonas, \u00e9 o territ\u00f3rio mais agredido pelo garimpo nos \u00faltimos anos. Foto: Christian Braga\/Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2021, foram registrados 305 casos, n\u00famero tr\u00eas vezes maior que o registrado em 2018<\/p>\n","protected":false},"author":90,"featured_media":42160,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[43],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-42156","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/90"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42156"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42156\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42750,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42156\/revisions\/42750"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42160"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42156"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=42156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}