{"id":42331,"date":"2022-08-29T18:15:04","date_gmt":"2022-08-29T21:15:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=42331"},"modified":"2022-09-01T18:48:26","modified_gmt":"2022-09-01T21:48:26","slug":"primeira-semana-de-corrida-eleitoral-e-vazia-no-debate-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/primeira-semana-de-corrida-eleitoral-e-vazia-no-debate-ambiental\/","title":{"rendered":"Primeira semana de corrida eleitoral \u00e9 vazia no debate ambiental"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/09\/1ea14669-gp1svods_-1-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-42445\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/09\/1ea14669-gp1svods_-1-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/09\/1ea14669-gp1svods_-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/09\/1ea14669-gp1svods_-1-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/09\/1ea14669-gp1svods_-1-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/09\/1ea14669-gp1svods_-1-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/09\/1ea14669-gp1svods_-1-2046x1366.jpg 2046w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/09\/1ea14669-gp1svods_-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>\u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center is-style-roboto-font-family\"><em>Para Greenpeace, tratar do tema \u00e9 essencial para enfrentar os principais desafios do pa\u00eds, como a fome e o desemprego<\/em><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>S\u00e3o Paulo, 28 de agosto de 2022 &#8211;<\/strong> A \u00faltima semana foi marcada pelo in\u00edcio oficial da corrida eleitoral, na qual a sociedade brasileira assistiu aos candidatos \u00e0 presid\u00eancia falarem sobre Amaz\u00f4nia, desmatamento e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Se por um lado \u00e9 positivo que o tema ambiental tenha sido citado nos debates e entrevistas, por outro, ainda preocupa o pouco espa\u00e7o e a maneira como nossos futuros governantes encaram a Amaz\u00f4nia. Apesar de pautada ao longo de toda a semana, a agenda ambiental ainda vem sendo tratada de maneira superficial e com pouca conex\u00e3o com outros temas, como a economia, pelos presidenci\u00e1veis &#8211; e isso n\u00e3o \u00e9 suficiente para reverter o atual cen\u00e1rio de crise clim\u00e1tica e do grave contexto enfrentado pela popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">Para Mariana Mota, coordenadora de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Greenpeace Brasil, o pr\u00f3ximo governo precisa de propostas mais ambiciosas para reverter o desmonte ambiental que assola o Brasil atual.<em> <\/em>\u201cO pr\u00f3ximo governo precisa se comprometer verdadeiramente em implementar uma revers\u00e3o concreta nos rumos das pol\u00edticas ambientais atuais, o que passa por prioriza\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, coordena\u00e7\u00e3o interministerial e ampla participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil para a constru\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, destaca.<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">Desde 2019, o Brasil vem colecionando recordes negativos de desmatamento e queimadas, que cresceu, respectivamente, em mais de 75% e 218% nesse per\u00edodo em compara\u00e7\u00e3o com 2018. Na \u00faltima segunda-feira (22), por exemplo, enquanto o presidente Jair Bolsonaro, candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, afirma no Jornal Nacional que o ribeirinho \u201ctaca fogo\u201d, a Amaz\u00f4nia registrava o maior n\u00famero de queimadas em 15 anos. Foram 3.358 focos de inc\u00eandio em 24 horas. O tema da devasta\u00e7\u00e3o da floresta e os seus impactos na economia do pa\u00eds, no desenvolvimento social da regi\u00e3o Norte e at\u00e9 na pol\u00edtica internacional do Brasil n\u00e3o podem ser tratados com superficialidade.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Confira o posicionamento do Greenpeace Brasil sobre os principais temas abordados na primeira semana da corrida eleitoral:<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Agroneg\u00f3cio<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><em>\u201cO pa\u00eds tem um modelo de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que envenena a popula\u00e7\u00e3o para beneficiar o agroneg\u00f3cio, enquanto 33 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar grave no pa\u00eds. O governo atual bateu recorde de libera\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos, com mais de 1784 novas subst\u00e2ncias aprovadas, representando mais de 30% de todo hist\u00f3rico de 20 anos de registros. O Brasil precisa reverter esse modelo, e isso passa pelo fortalecimento da agricultura familiar, que realmente alimenta a popula\u00e7\u00e3o, e da agroecologia, que \u00e9 uma importante solu\u00e7\u00e3o para as atuais crises da fome e do clima.\u201d<\/em><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Mariana Mota, coordenadora de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Greenpeace Brasil<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Fome<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong><em>\u201c<\/em><\/strong><em>Se o pr\u00f3ximo governo continuar negando o papel da agricultura familiar e da agroecologia, n\u00e3o haver\u00e1 garantia de comida de verdade na mesa dos brasileiros. \u00c9 preciso mudar o modelo atual que prioriza a exporta\u00e7\u00e3o de commodities. N\u00e3o \u00e9 o agroneg\u00f3cio que alimenta o Brasil. Uma agricultura baseada na diversidade ser\u00e1 a grande transforma\u00e7\u00e3o na luta contra a fome.\u201d<\/em><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family has-medium-font-size\"><strong>Mariana Mota, coordenadora de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Greenpeace Brasil<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Desmatamento<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><em>\u201cSe compararmos 2018 com 2021, vemos que o desmatamento da Amaz\u00f4nia aumentou em mais de 75% e os inc\u00eandios florestais aumentaram em 218%. Apesar dos dados, 97% dos alertas de desmatamento emitidos desde 2019 n\u00e3o foram fiscalizados. Esses n\u00fameros s\u00e3o um reflexo do desmonte atual das estruturas e de pol\u00edticas p\u00fablicas que promovem a prote\u00e7\u00e3o ambiental. Para o Brasil cumprir o compromisso no esfor\u00e7o global para limitar o aquecimento global a 1.5\u02daC, o pr\u00f3ximo governo precisar\u00e1 reduzir, no m\u00ednimo, 60% do desmatamento at\u00e9 2025.\u201d<\/em><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Mariana Mota, coordenadora de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Greenpeace Brasil&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Clima<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><em>\u201dAp\u00f3s d\u00e9cadas de alertas por parte de cientistas sobre a crise clim\u00e1tica e seu impacto na vida das pessoas, esse tema precisaria ser mais debatido e os candidatos apresentarem propostas concretas. Cada decis\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos precisa passar obrigatoriamente pelo envolvimento de m\u00faltiplos setores governamentais para que o compromisso do Brasil no esfor\u00e7o global para limitar o aquecimento global a 1.5\u02daC seja cumprido, sobretudo em um momento em que o Brasil tem aumentado sua emiss\u00e3o bruta, batendo em 2020 a maior desde 2006. Sem enfrentar a crise clim\u00e1tica, n\u00e3o h\u00e1 como superar os demais males que amea\u00e7am a vida dos brasileiros, como a fome.\u201d<\/em><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Mariana Mota, coordenadora de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Greenpeace Brasil&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>&nbsp;Energia<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><em>\u201c<\/em><em>A conta de luz \u00e9 uma das que mais pesam no or\u00e7amento das fam\u00edlias brasileiras. <\/em><em>Se hoje o consumidor paga 20% mais caro na conta de luz, comparado a 2020, \u00e9 por conta de um modelo energ\u00e9tico predat\u00f3rio que depende do acionamento das termel\u00e9tricas. Al\u00e9m de ser muito poluente, \u00e9 altamente impactado pelas secas. Um plano de governo comprometido com o povo brasileiro deve necessariamente incluir a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para fontes de energia renov\u00e1veis, como a solar e a e\u00f3lica.\u201d<\/em><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Mariana Mota, coordenadora de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Greenpeace Brasil <br><br>Sa\u00fade<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><em>\u201cA sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o passa pelo meio ambiente protegido. Quanto mais desmatamento, mais chances de aparecimento de doen\u00e7as, que podem se transformar em novas epidemias e pandemias que amea\u00e7am a vida de toda a sociedade. O desmatamento atual tem batido sucessivos recordes, sendo em 2022 o maior dos \u00faltimos 15 anos. S\u00f3 o desmatamento zero poder\u00e1 garantir bem estar social e sa\u00fade dessa e das futuras gera\u00e7\u00f5es.\u201d<\/em><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Mariana Mota, coordenadora de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Greenpeace Brasil&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Igualdade de g\u00eanero<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><em>As mulheres est\u00e3o entre os grupos que mais sofrem os impactos da crise econ\u00f4mica, ambiental e clim\u00e1tica que vivemos. E, em 2019, elas chegaram a 80% da participa\u00e7\u00e3o na agricultura familiar, que \u00e9 o que alimenta de fato a popula\u00e7\u00e3o brasileira, mostrando o papel incontest\u00e1vel das mulheres na soberania alimentar. Como uma parcela significativa dos brasileiros aptos a votar, elas t\u00eam atua\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica determinante para o futuro do pa\u00eds e do planeta. As mulheres brasileiras precisam de candidatos e candidatas que representem os seus ideias e que as respeitem acima de tudo.\u201d<\/em><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Mariana Mota, coordenadora de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Greenpeace Brasil&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Libera\u00e7\u00e3o de armas<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><em>\u201cOs recentes assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips mostram que o aumento da viol\u00eancia, estimulado pela facilita\u00e7\u00e3o do porte de armas, compromete a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e co\u00edbe os direitos dos povos ind\u00edgenas. O Brasil \u00e9 o quarto pa\u00eds que mais assassina ativistas ambientais no mundo e essa situa\u00e7\u00e3o se agrava com uma pol\u00edtica desenfreada de armar a popula\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Mariana Mota, coordenadora de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Greenpeace Brasil&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family has-small-font-size\"><strong>Assessoria de imprensa Greenpeace Brasil<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family has-small-font-size\"><a href=\"mailto:imprensa.br@greenpeace.org\">imprensa.br@greenpeace.org<\/a> | \u200b+55 92 99480-3580 | +55 11 99752-7924<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Greenpeace, tratar do tema \u00e9 essencial para enfrentar os principais desafios do pa\u00eds, como a fome e o desemprego<\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":42445,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[55],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-42331","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-greenpeace","tag-imprensa","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42331","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42331"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42331\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42447,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42331\/revisions\/42447"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42445"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42331"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42331"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42331"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=42331"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}