{"id":4360,"date":"2018-04-12T16:06:23","date_gmt":"2018-04-12T19:06:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=4360"},"modified":"2019-11-06T05:20:44","modified_gmt":"2019-11-06T08:20:44","slug":"como-os-impostos-moldam-a-nossa-alimentacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/como-os-impostos-moldam-a-nossa-alimentacao\/","title":{"rendered":"Como os impostos moldam a nossa alimenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"leader\">\n<h4>O abismo de taxa\u00e7\u00e3o entre alimentos industrializados e op\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis, al\u00e9m das enormes isen\u00e7\u00f5es de impostos para os agrot\u00f3xicos, minam o direito de escolha do consumidor e afetam a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame reset-padding\">\n<p dir=\"ltr\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4361 size-full\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/fd78cb5b-desenhojota-2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"471\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/fd78cb5b-desenhojota-2.jpg 605w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/fd78cb5b-desenhojota-2-300x234.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/fd78cb5b-desenhojota-2-437x340.jpg 437w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os alimentos que encontramos nas prateleiras dos mercados trazem em seu pre\u00e7o n\u00e3o apenas o valor agregado daquela produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m impostos, que s\u00e3o muitas vezes altos. No entanto, isso n\u00e3o \u00e9 regra para todos os produtos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Enquanto alimentos altamente industrializados e de baixo valor nutricional, como a linha Hot Pocket Sadia e a Pizza Seara, s\u00e3o taxados em 8,7%, a cebola chega a uma al\u00edquota de 16%, o arroz, 17%, e a lentilha, 26% sobre o valor total. Os dados s\u00e3o do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) e da Campanha para Redu\u00e7\u00e3o de Impostos de Alimentos Saud\u00e1veis.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em rela\u00e7\u00e3o aos alimentos com agrot\u00f3xicos, em 2016 o mesmo IBPT revelou ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/03\/03\/politica\/1457029491_740118.html\">jornal El Pa\u00eds<\/a>\u00a0que o governo brasileiro concede isen\u00e7\u00e3o total do PIS\/COFINS (Patrim\u00f4nio do Servidor P\u00fablico e Seguridade Social) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), al\u00e9m de redu\u00e7\u00e3o de 60% do ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) para a produ\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio de pesticidas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">N\u00e3o \u00e0 toa, em 2017 o Brasil deixou de arrecadar pelo menos R$ 1,3 bilh\u00e3o com isen\u00e7\u00f5es aos agrot\u00f3xicos.\u00a0<a class=\"zoom\" href=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude\/2018\/03\/temer-deixa-de-arrecadar-pelo-menos-r-1-3-bi-com-isencoes-aos-agrotoxicos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Segundo a Rede Brasil Atual<\/a>, o agroneg\u00f3cio, que movimentou cerca de R$ 30 bilh\u00f5es no ano passado, recolheu em m\u00e9dia 12% de ICMS e n\u00e3o pagou nada de IPI.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Com esses dados, fica claro que existem mecanismos financeiros que influenciam muito a dieta da popula\u00e7\u00e3o \u2013 em geral de maneira negativa, com incentivos a alimentos com agrot\u00f3xicos e industrializados em detrimento de op\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis e org\u00e2nicas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cMuitas op\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas em nosso nome antes de chegar o momento de escolhermos qual produto vamos colocar no carrinho. O governo \u00e9 o maior incentivador da produ\u00e7\u00e3o de alimentos com agrot\u00f3xicos. \u00c9 principalmente por isso que em geral s\u00e3o muito mais baratos do que os org\u00e2nicos\u201d, explica Marina Lac\u00f4rte, da campanha de Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o do Greenpeace.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 2017, enquanto o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/archive-brasil\/pt\/Noticias\/Agricultura-familiar-tem-financiamento-estagnado\/\">Plano Safra para a Agricultura Familiar se estagnava<\/a>, crescia o or\u00e7amento destinado ao grande agroneg\u00f3cio. \u201cE no final, somos n\u00f3s que estamos pagando essa conta: com o nosso bolso, porque financiamos atrav\u00e9s de nossos impostos as pol\u00edticas p\u00fablicas de subs\u00eddios para o agroneg\u00f3cio, e com a nossa sa\u00fade, ao consumir diariamente doses de veneno em nossa comida\u201d, pontua Lac\u00f4rte.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Esse desequil\u00edbrio de incentivos entre a agricultura familiar e a convencional, altamente insustent\u00e1vel e impactante, adepta da monocultura e do uso incentivo dos agrot\u00f3xicos, que esgotam os solos e contaminam os cursos d\u2019\u00e1gua, vem sendo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/archive-brasil\/pt\/Noticias\/Um-pra-la-tres-pra-ca\/\">denunciado pelo Greenpeace<\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No final do ano passado, publicamos o relat\u00f3rio\u00a0<a class=\"pdf\" href=\"http:\/\/greenpeace.org.br\/agricultura\/agricultura-toxica.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Agricultura T\u00f3xica: um olhar sobre o modelo agr\u00edcola brasileiro<\/a>, que cont\u00e9m um panorama completo \u2013 hist\u00f3rico, econ\u00f4mico, social, ambiental e sanit\u00e1rio \u2013 sobre o agroneg\u00f3cio. Vale a pena conferir tamb\u00e9m\u00a0<a class=\"pdf\" href=\"http:\/\/greenpeace.org.br\/agricultura\/segura-este-abacaxi.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o teste de agrot\u00f3xicos realizado pelo Greenpeace<\/a>\u00a0em alimentos comuns da dieta do brasileiro, onde encontramos subst\u00e2ncias proibidas no Brasil, outras proibidas para a cultura em que foi aplicada e tamb\u00e9m detectamos o uso de pesticidas acima dos limites estabelecidos por lei.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O desafio de promover uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e mais nutritiva para a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o recai apenas no trabalho de convencimento para que as pessoas passem a comer menos alimentos com agrot\u00f3xicos, menos carne e menos produtos industrializados \u2013 que inclusive \u00e9 uma tend\u00eancia que vem aumentando de maneira org\u00e2nica nos \u00faltimos anos. Mas \u00e9 preciso tamb\u00e9m modificar essa estrutura p\u00fablico-privada consolidada em volta do agroneg\u00f3cio, reequilibrando a import\u00e2ncia entre a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e a produ\u00e7\u00e3o convencional.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O abismo de taxa\u00e7\u00e3o entre alimentos industrializados e op\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis, al\u00e9m das enormes isen\u00e7\u00f5es de impostos para os agrot\u00f3xicos, minam o direito de escolha do consumidor e afetam a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":4361,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[8,18],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-4360","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-transforme-a-sociedade","tag-resista","tag-agroecologia","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4360","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4360"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4360\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12909,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4360\/revisions\/12909"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4360"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4360"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4360"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=4360"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}