{"id":43687,"date":"2022-11-08T18:52:05","date_gmt":"2022-11-08T21:52:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=43687"},"modified":"2022-11-09T17:06:37","modified_gmt":"2022-11-09T20:06:37","slug":"dia-da-favela-brasil-precisa-de-planos-para-adaptacao-climatica-e-perdas-e-danos-nas-periferias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/dia-da-favela-brasil-precisa-de-planos-para-adaptacao-climatica-e-perdas-e-danos-nas-periferias\/","title":{"rendered":"Dia da Favela: Brasil precisa de planos para adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e perdas e danos nas periferias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center is-style-roboto-font-family\">\u201c<em>A quest\u00e3o clim\u00e1tica assola as pessoas de maneira desproporcional, a exemplo das mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+ e perif\u00e9ricas\u201d, diz Greenpeace Brasil<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/11\/8c2e35a6-gp0stp6cx_medium_res-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-43688\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/11\/8c2e35a6-gp0stp6cx_medium_res-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/11\/8c2e35a6-gp0stp6cx_medium_res-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/11\/8c2e35a6-gp0stp6cx_medium_res-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/11\/8c2e35a6-gp0stp6cx_medium_res-453x340.jpg 453w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/11\/8c2e35a6-gp0stp6cx_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Projeto &#8216;Cidades sem Fome&#8217;\u00a0 no Jardim Sapopemba (SP) &#8211; Foto: Peter Caton \/ Greenpeace<br><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>S\u00e3o Paulo, 4 de novembro de 2022 &#8211;<\/strong> Moradores de periferias e outros grupos em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social morrem 15 vezes mais por eventos clim\u00e1ticos extremos,\u00a0 segundo o Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), ligado \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m alerta que o n\u00famero de pessoas expostas a secas e enchentes em cidades deve dobrar at\u00e9 2030 no mundo. No Dia da Favela, comemorado em 4 de novembro, o Greenpeace Brasil ressalta a urg\u00eancia de governos criarem planos para adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e de perdas e danos nestas \u00e1reas urbanas, mais vulner\u00e1veis social e ambientalmente, com limitada capacidade de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">No Brasil, uma recente pesquisa<a href=\"https:\/\/polis.org.br\/estudos\/racismo-ambiental\/\"> do Instituto Polis<\/a> mostrou que os mais expostos a enchentes, inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos em S\u00e3o Paulo (SP), Bel\u00e9m (PA) e Recife (PE) s\u00e3o pessoas negras, de baixa renda e que habitam regi\u00f5es perif\u00e9ricas, em especial m\u00e3es chefes de fam\u00edlia.<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><em>\u201cA quest\u00e3o clim\u00e1tica assola as pessoas de maneira desproporcional, a exemplo das mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+ e perif\u00e9ricas. Durante a trag\u00e9dia que assolou Petr\u00f3polis, no Rio de Janeiro, por exemplo, 60,6% do total de v\u00edtimas da enchente e deslizamentos de terras eram mulheres. Os governos\u00a0 precisam levar em considera\u00e7\u00e3o quest\u00f5es de g\u00eanero e ra\u00e7a e garantir diversidade entre seus governantes para a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas, que tornem nosso pa\u00eds verdadeiramente justo e inclusivo.\u201d,<\/em> diz <strong>Daniela Costa, gerente de Clima e Justi\u00e7a\u00a0 do Greenpeace Brasil.<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>\u00c9 preciso ouvir a favela!<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">A jovem ativista Amanda da Cruz Costa, 26 anos, moradora de Brasil\u00e2ndia, bairro perif\u00e9rico na Zona Norte de S\u00e3o Paulo, que sofre com enchentes e alagamentos, percebeu na faculdade que era direito de todos e todas ocupar os espa\u00e7os de decis\u00e3o sobre a agenda clim\u00e1tica.<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">\u201cEm 2017, eu comecei a desenvolver um projeto de pesquisa na universidade sobre os objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel com \u00eanfase na a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. Eu percebi que os problemas clim\u00e1ticos globais estavam impactando diretamente a minha comunidade, e comecei a me engajar no tema. Nesse mesmo ano,\u00a0 recebi uma bolsa para representar a juventude brasileira na COP23, em Bonn\u201d, conta Amanda.<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">Na volta ao Brasil depois de ver de perto como s\u00e3o realizadas as negocia\u00e7\u00f5es durante a Confer\u00eancia das Partes (COP), Amanda fundou o coletivo Perifa Sustent\u00e1vel, onde jovens da periferia produzem conte\u00fado sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">A exemplo da hist\u00f3ria da Amanda, o Greenpeace Brasil defende que a Justi\u00e7a Clim\u00e1tica s\u00f3 ser\u00e1 de fato \u201cjusta\u201d se os povos dos territ\u00f3rios perif\u00e9ricos forem inclu\u00eddos nos espa\u00e7os de tomada de decis\u00e3o e em todos os n\u00edveis de negocia\u00e7\u00e3o sobre a agenda clim\u00e1tica global e dom\u00e9stica. Para isso, \u00e9 essencial estabelecer metas para maior participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica desses povos, garantindo que diferentes perspectivas sejam\u00a0 ouvidas e atendidas nas estrat\u00e9gias de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u00a0<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Assessoria de imprensa Greenpeace Brasil<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><a href=\"mailto:imprensa.br@greenpeace.org\">imprensa.br@greenpeace.org<\/a> | \u200b+55 92 99480-3580 | +55 11 99752-7924<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><em>O Greenpeace Brasil \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o ativista ambiental sem fins lucrativos, que atua desde 1992 na defesa do meio ambiente. Ao lado de todas as pessoas que buscam um mundo mais verde, justo e pac\u00edfico, a organiza\u00e7\u00e3o atua h\u00e1 30 anos pela defesa do meio ambiente denunciando e confrontando governos, empresas e projetos que incentivam a destrui\u00e7\u00e3o das florestas.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA quest\u00e3o clim\u00e1tica assola as pessoas de maneira desproporcional, a exemplo das mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+ e perif\u00e9ricas\u201d, diz Greenpeace Brasil S\u00e3o Paulo, 4 de novembro de 2022 &#8211; Moradores&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":43688,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[48],"tags":[6,13,55,42],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-43687","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica-climatica","tag-clima","tag-greenpeace","tag-imprensa","tag-justica-climatica","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43687","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43687"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43687\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":43771,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43687\/revisions\/43771"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43687"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=43687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}