{"id":4403,"date":"2011-04-03T14:43:32","date_gmt":"2011-04-03T17:43:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=4403"},"modified":"2019-11-06T05:21:36","modified_gmt":"2019-11-06T08:21:36","slug":"30-motivos-para-preservar-as-florestas-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/30-motivos-para-preservar-as-florestas-do-brasil\/","title":{"rendered":"30 motivos para preservar as florestas do Brasil"},"content":{"rendered":"<ol>\n<li>\n<h4>O Brasil abriga 20% de todas as esp\u00e9cies do planeta.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>O mundo perde 27.000 esp\u00e9cies por ano.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>A Amaz\u00f4nia ocupa metade do Brasil e abriga 2\/3 de todo o remanescente florestal brasileiro atual.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>O Brasil det\u00e9m 12% das reservas h\u00eddricas do planeta.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>J\u00e1 perdemos cerca de 20% da Amaz\u00f4nia, o limite estabelecido pela lei.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Na mata atl\u00e2ntica, bioma de mais longa ocupa\u00e7\u00e3o no Brasil, 93% j\u00e1 foi perdido.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Mesmo quase totalmente desmatado, ainda tem gente que ataca a mata atl\u00e2ntica: a taxa m\u00e9dia de desmatamento de 2002 a 2008 foi equivalente a 45 mil campos de futebol por ano.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Perdemos 48% do cerrado.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Perdemos 45% da caatinga.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Entre 2002 e 2008, a \u00e1rea destru\u00edda no cerrado foi equivalente a 1,4 milh\u00e3o de campos de futebol por ano. Na caatinga, a 300 mil campos.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Perdemos 53% dos pampas.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Entre 2002 a 2008 \u00e9 equivalente a 4 mil campos de futebol por ano nos pampas.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Perdemos 15% do Pantanal.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Por ano, perde-se 713 km2 de Pantanal.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Se mantivermos as taxas de desmatamento registradas at\u00e9 2008 em todos os biomas, perderemos o equivalente a tr\u00eas Estados de S\u00e3o Paulo at\u00e9 2030.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>O Brasil \u00e9 o 4\u00ba maior emissor de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global, principalmente porque desmatamos muito.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>61% das nossas emiss\u00f5es v\u00eam do desmatamento e queima de florestas nativas.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>A expans\u00e3o pecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia \u00e9, sozinha, respons\u00e1vel por 5% das emiss\u00f5es de gases-estufa em todo o mundo.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas impactam diretamente as cidades brasileiras. Cat\u00e1strofes como os que vimos no Rio no in\u00edcio do ano ser\u00e3o comuns. Preservar as florestas ajuda a regular o clima e proteger as popula\u00e7\u00f5es.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas impactam diretamente a agricultura. A Embrapa, por exemplo, prev\u00ea desertifica\u00e7\u00e3o do sert\u00e3o nordestino e impacto nas principais commodities brasileiras, como soja e caf\u00e9; os mais pobres sofrem mais.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Saltamos de uma taxa de 27 mil km2 de desmatamento na Amaz\u00f4nia em 2004 para menos de 7 mil em 2010. \u00c9 poss\u00edvel zerar essa conta!<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Empresas que comercializam soja no Brasil s\u00e3o comprometidas, desde 2006, a n\u00e3o comprar de quem desmata na Amaz\u00f4nia. A produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi afetada e o mercado pede por produtos desvinculados da destrui\u00e7\u00e3o da floresta.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Os maiores frigor\u00edficos brasileiros anunciaram em 2009 que n\u00e3o compram de quem desmata na Amaz\u00f4nia. O mercado n\u00e3o quer mais desmatamento.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>O Brasil pode dobrar sua \u00e1rea agr\u00edcola sem desmatar, ocupando \u00e1reas de pasto ou abandonadas.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>60% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Brasil est\u00e1 contida nas reservas legais \u2013 instrumento de preserva\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal que os ruralistas tentam acabar.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>A pecu\u00e1ria ocupa cerca de 200 milh\u00f5es de hectares, quase \u00bc de todo o Brasil. Boi ocupa mais espa\u00e7o que gente. E isso porque a produtividade da pecu\u00e1ria no Brasil \u00e9 muito baixa: 1 boi por hectare. D\u00e1 para triplicar o rebanho sem desmatar.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Um ter\u00e7o de todo o rebanho bovino brasileiro est\u00e1 na Amaz\u00f4nia, onde 80% da \u00e1rea desmatada \u00e9 ocupada com bois. Ali h\u00e1 22,4 milh\u00f5es de hectares de pastagens abandonadas e degradadas, ou uma Gr\u00e3-Bretanha, que poderiam ser reaproveitadas. S\u00f3 n\u00e3o s\u00e3o porque derrubar \u00e9 mais barato.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Mais de 70% das esp\u00e9cies agr\u00edcolas cultivadas dependem de polinizadores, que por sua vez dependem da natureza em equil\u00edbrio. A FAO calcula que esse servi\u00e7o prestado pelos insetos \u00e9 equivalente a \u20ac 150 bilh\u00f5es (R$ 345 bilh\u00f5es), ou 10% produto agr\u00edcola mundial.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>O C\u00f3digo Florestal surgiu em 1934 e foi renovado em 1965, por t\u00e9cnicos e engenheiros ligados ao Minist\u00e9rio da Agricultura. \u00c9 uma lei nacional, feita para proteger os recursos naturais em benef\u00edcio de todos. Ele precisa ser fortalecido em sua miss\u00e3o.<\/h4>\n<\/li>\n<li>\n<h4>Num cen\u00e1rio de desmatamento zero, a agricultura familiar teria tratamento diferenciado. Isso porque, a despeito de ocupar apenas 25% da \u00e1rea agr\u00edcola brasileira, \u00e9 o real respons\u00e1vel por produzir a comida (70% do feij\u00e3o, 58% do leite e metade do milho brasileiro vem da agricultura familiar) e por gerar emprego no campo (74% da m\u00e3o de obra).<\/h4>\n<\/li>\n<\/ol>\n<div class=\"text\">\n<div>\n<p><em>Fontes: MMA, IBGE, FAO, SOS Mata Atl\u00e2ntica, Embrapa<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"tags\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 2002 e 2008, a \u00e1rea destru\u00edda no cerrado foi equivalente a 1,4 milh\u00e3o de campos de futebol por ano. Na caatinga, a 300 mil campos.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":4117,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22,26],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-4403","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","tag-biodiversidade","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4403","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4403"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4405,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4403\/revisions\/4405"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4403"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=4403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}