{"id":44064,"date":"2022-11-30T14:28:35","date_gmt":"2022-11-30T17:28:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=44064"},"modified":"2024-04-01T11:03:18","modified_gmt":"2024-04-01T14:03:18","slug":"legado-de-destruicao-amazonia-perde-45-586-km-somente-no-governo-de-jair-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/legado-de-destruicao-amazonia-perde-45-586-km-somente-no-governo-de-jair-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Legado de destrui\u00e7\u00e3o: Amaz\u00f4nia perde 45.586 km\u00b2 somente no governo de Jair Bolsonaro"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"has-text-align-left is-style-roboto-font-family wp-block-heading\">Dados do sistema Prodes registraram 11.568 km\u00b2 de \u00e1rea desmatada na Amaz\u00f4nia em 2022, n\u00famero muito aproximado da m\u00e9dia de 11.396 km\u00b2 de desmatamento&nbsp; que foi o&nbsp; \u201cpadr\u00e3o de destrui\u00e7\u00e3o\u201d da gest\u00e3o bolsonarista&nbsp;<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/6ed3a837-gp1t2omc_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44068\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/6ed3a837-gp1t2omc_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/6ed3a837-gp1t2omc_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/6ed3a837-gp1t2omc_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/6ed3a837-gp1t2omc_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/6ed3a837-gp1t2omc_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Monitoramento de fogo e desmatamento, realizado entre os dias 9 e 13 de agosto de 2022, na regi\u00e3o entre Rond\u00f4nia e sul do Amazonas.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Manaus  <\/strong>&#8211; Dado anual de desmatamento do sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia por Sat\u00e9lite) do Inpe, foi divulgado hoje (30) e revela que entre agosto de 2021 e julho de 2022, 11.568 km\u00b2 foram desmatados na Amaz\u00f4nia. O governo Bolsonaro termina seu mandato com um legado de 45.586 km\u00b2 desmatados. Segundo o sistema Prodes, o estado que mais desmatou a Amaz\u00f4nia foi o Par\u00e1 (35,8%), seguido do Amazonas (22,54%),&nbsp; Mato Grosso (16,48%) e Rond\u00f4nia (13,07%).<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">Como em 2021, a gest\u00e3o de Jair Bolsonaro seguiu optando por omitir o dado anual de desmatamento at\u00e9 o t\u00e9rmino da confer\u00eancia da ONU sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, COP27, realizado entre os dias 6 a 20 de novembro, no Egito. A atitude \u00e9 mais uma das a\u00e7\u00f5es do governo federal que buscam camuflar seu vexat\u00f3rio legado de muita destrui\u00e7\u00e3o. \u201cPassou da hora de iniciarmos a retomada da soberania sobre o territ\u00f3rio Amaz\u00f4nico, que pasmem, n\u00e3o perdermos para nenhum estrangeiro, mas sim por nossa pr\u00f3pria falta de comprometimento com o meio ambiente. A falta de controle sobre nossas fronteiras, rios, unidades de conserva\u00e7\u00e3o, territ\u00f3rios ind\u00edgenas e florestas p\u00fablicas, tornou a Amaz\u00f4nia um solo f\u00e9rtil para a expans\u00e3o do garimpo ilegal, roubo de madeira, desmatamento, e para o estabelecimento do crime organizado\u201d, avalia Andr\u00e9 Freitas, coordenador de Amaz\u00f4nia do Greenpeace Brasil. \u201cA mensagem passada pelo governo federal ao longo dos quatro anos encorajou um sentimento que a Amaz\u00f4nia \u00e9 terra de ningu\u00e9m e que aqui se pode tudo.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">A an\u00e1lise do Prodes tamb\u00e9m indica que houve perda expressiva de floresta em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs), com 134.728 hectares desmatados; Terras Ind\u00edgenas (TIs), 28.248 hectares, e Florestas P\u00fablicas N\u00e3o Destinadas (FPNDs) que registrou a cifra de 372.519 hectares desmatados. Como no Prodes do ano anterior, o Amazonas, que mostrava tend\u00eancia de crescimento do desmatamento, manteve sua posi\u00e7\u00e3o como o segundo estado que mais desmatou a Amaz\u00f4nia. A atividade ilegal concentra-se na por\u00e7\u00e3o sul, em munic\u00edpios como L\u00e1brea, Boca do Acre e Apu\u00ed.<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">Os dados deste ano ainda apontam para a alta concentra\u00e7\u00e3o de desmatamento na regi\u00e3o conhecida como Amacro, acr\u00f4nimo das siglas dos estados do Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia \u2014&nbsp; regi\u00e3o conhecida como a nova fronteira do desmatamento, pois visa fomentar a expans\u00e3o agropecu\u00e1ria a partir de um modelo que se alimenta diretamente da destrui\u00e7\u00e3o da floresta. Somente no \u00faltimo ano, nessa regi\u00e3o, a Amaz\u00f4nia perdeu 4.207 km\u00b2, um aumento de 18,59%, na compara\u00e7\u00e3o com 2021. E nos quatro anos de governo Bolsonaro, o desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal de 45.586 km\u00b2, foi o equivalente a quase 30 vezes a cidade de S\u00e3o Paulo ou 432,64 vezes o tamanho de Paris.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">O avan\u00e7o dessa nova fronteira do desmatamento \u00e9 preocupante pois chega cada vez mais perto do maior bloco cont\u00ednuo de floresta da Amaz\u00f4nia conservada, vital para o clima e para a biodiversidade do Brasil e do mundo. No caminho da reconstru\u00e7\u00e3o do meio ambiente, ser\u00e1 de fundamental import\u00e2ncia ter um plano robusto de controle do desmatamento, que inclua a retomada da estrat\u00e9gia de cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas, respeito aos direitos dos povos da floresta e a devida responsabiliza\u00e7\u00e3o por crimes ambientais; al\u00e9m do combate ao garimpo e da grilagem. Para isso, ser\u00e1 fundamental que o pr\u00f3ximo governo fomente uma transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica que estabele\u00e7a na Amaz\u00f4nia uma economia predominante que consiga conviver com a floresta em p\u00e9 e que traga um real desenvolvimento para a regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><strong>Assessoria de imprensa Greenpeace Brasil<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\">imprensa.br@greenpeace.org | +55 92 99480-3580 | +55 11 99752-7924<\/p>\n\n<p class=\"is-style-roboto-font-family\"><em>O Greenpeace Brasil \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o ativista ambiental sem fins lucrativos, que atua desde 1992 na defesa do meio ambiente. Ao lado de todas as pessoas que buscam um mundo mais verde, justo e pac\u00edfico, a organiza\u00e7\u00e3o atua h\u00e1 30 anos pela defesa do meio ambiente denunciando e confrontando governos, empresas e projetos que incentivam a destrui\u00e7\u00e3o das florestas.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do sistema Prodes registraram 11.568 km\u00b2 de \u00e1rea desmatada na Amaz\u00f4nia em 2022, n\u00famero muito aproximado da m\u00e9dia de 11.396 km\u00b2 de desmatamento  que foi o  \u201cpadr\u00e3o de destrui\u00e7\u00e3o\u201d da gest\u00e3o bolsonarista <\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":44068,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[46,55],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-44064","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-desmatamento","tag-imprensa","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44064"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44064\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44074,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44064\/revisions\/44074"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44068"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44064"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=44064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}