{"id":4411,"date":"2006-04-17T15:01:40","date_gmt":"2006-04-17T18:01:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=4411"},"modified":"2024-05-24T14:44:48","modified_gmt":"2024-05-24T17:44:48","slug":"novo-estudo-do-greenpeace-revela-que-numero-de-mortes-por-cancer-de-chernobyl-pode-chegar-a-93-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/publicacoes\/novo-estudo-do-greenpeace-revela-que-numero-de-mortes-por-cancer-de-chernobyl-pode-chegar-a-93-mil\/","title":{"rendered":"Novo estudo do Greenpeace revela que n\u00famero de mortes por c\u00e2ncer de Chernobyl pode chegar a 93 mil"},"content":{"rendered":"<div class=\"leader\">\n<h4>Nos vinte anos da trag\u00e9dia, novos dados contrastam com o n\u00famero divulgado no ano passado pela Ag\u00eancia Internacional de Energia Nuclear, que previa um m\u00e1ximo de 4 mil casos fatais decorrentes do acidente<\/h4>\n<\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/archive-brasil\/PageFiles\/5027\/chernobyl_sumario_executivo.pdf\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4412 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/d2909f19-31082018-captura-de-tela-2018-08-31-a\u0300s-15.11.22-214x300.jpg\" alt=\"\" width=\"214\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/d2909f19-31082018-captura-de-tela-2018-08-31-a\u0300s-15.11.22-214x300.jpg 214w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/d2909f19-31082018-captura-de-tela-2018-08-31-a\u0300s-15.11.22-242x340.jpg 242w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/08\/d2909f19-31082018-captura-de-tela-2018-08-31-a\u0300s-15.11.22.jpg 637w\" sizes=\"auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px\" \/><\/a><\/div>\n<p>Estudo lan\u00e7ado hoje pelo Greenpeace, baseado em pesquisas de 60 cientistas da Ucr\u00e2nia, Belarus e R\u00fassia, aponta que o n\u00famero de mortes provocadas por Chernobyl nos tr\u00eas pa\u00edses \u00e9 de quase 100 mil. O relat\u00f3rio &#8220;As conseq\u00fc\u00eancias na sa\u00fade humana da cat\u00e1strofe de Chernobyl&#8221; revela que, nos \u00faltimos 15 anos, 60 mil morreram na R\u00fassia em decorr\u00eancia da explos\u00e3o do reator nuclear no dia 26 de abril de 1986. Em Belarus e na Ucr\u00e2nia, o n\u00famero total de mortes pode chegar ainda a 140 mil, segundo o estudo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/archive-brasil\/PageFiles\/5027\/2006_04_18_interna.jpg\/\" align=\"right\" \/>Apesar das dificuldades para dimensionar o real n\u00famero de v\u00edtimas, os resultados do relat\u00f3rio do Greenpeace comprovam que as estat\u00edsticas oficiais da Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica (AIEA), divulgadas em setembro \u00faltimo e que falam em 4 mil v\u00edtimas, subestimam de forma grosseira o n\u00famero de mortes provocadas pelo acidente, numa atitude desrespeitosa para com as v\u00edtimas.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio mostra ainda que a radia\u00e7\u00e3o liberada por Chernobyl teve um efeito devastador sobre os sobreviventes da trag\u00e9dia, aumentando a incid\u00eancia, al\u00e9m de c\u00e2ncer, de doen\u00e7as cardiovasculares e nos sistemas imunol\u00f3gico e end\u00f3crino, acelerando a taxa natural de envelhecimento, e aumentando o n\u00famero de malforma\u00e7\u00f5es fetais e muta\u00e7\u00f5es cromoss\u00f4micas, al\u00e9m de doen\u00e7as psicol\u00f3gicas na popula\u00e7\u00e3o afetada.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda s\u00f3lidas evid\u00eancias de que o acidente causou s\u00e9rios impactos na sa\u00fade de milh\u00f5es de pessoas. Al\u00e9m dos efeitos diretos causados pela radioatividade, houve uma s\u00e9rie de danos ocasionados pela crise econ\u00f4mica e social provocada pela perda de \u00e1rea agr\u00edcola, remo\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de 300 mil pessoas, al\u00e9m da falta de informa\u00e7\u00e3o e fatores pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Essas conclus\u00f5es se op\u00f5em de forma dr\u00e1stica \u00e0s declara\u00e7\u00f5es feitas pela AIEA no ano passado. A ag\u00eancia n\u00e3o especificou em seu relat\u00f3rio que os 4 mil casos fatais referiam-se apenas a um grupo espec\u00edfico (e relativamente pequeno) de 600 mil pessoas, entre a popula\u00e7\u00e3o removida e os que trabalharam na &#8216;limpeza&#8217; das \u00e1reas contaminadas (conhecidos como liquidat\u00e1rios). Na verdade, calcula-se que 2 bilh\u00f5es de pessoas foram submetidas \u00e0 radia\u00e7\u00e3o liberada pelo acidente.<\/p>\n<p>Os dados da AIEA escondem a verdadeira dimens\u00e3o de Chernobyl e n\u00e3o levam em considera\u00e7\u00e3o outras doen\u00e7as que n\u00e3o o c\u00e2ncer, al\u00e9m de tentar explicar muitas das doen\u00e7as como &#8216;radiofobia&#8217;, sem considerar evid\u00eancias m\u00e9dicas claras de que a exposi\u00e7\u00e3o da gl\u00e2ndula tire\u00f3ide \u00e0 radia\u00e7\u00e3o causa dist\u00farbios psicol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 assustador que a AIEA tente atenuar os impactos do acidente nuclear mais grave de toda a Hist\u00f3ria&#8221;, disse Guilherme Leonardi, coordenador da campanha de energia do Greenpeace Brasil. &#8220;Negar os danos de Chernobyl pode ter graves conseq\u00fc\u00eancias, como o repovoamento de \u00e1reas ainda contaminadas. A AIEA n\u00e3o pode continuar com seu papel de fiscalizador internacional da energia nuclear se n\u00e3o consegue nem admitir as mortes que o acidente de Chernobyl causou&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p>No Brasil, a Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear (CNEN), assim como a Ag\u00eancia Internacional, acumula as fun\u00e7\u00f5es de estimular a energia nuclear e fiscalizar a seguran\u00e7a da sua utiliza\u00e7\u00e3o. Essa perigosa contradi\u00e7\u00e3o foi um dos problemas apontados pelo relat\u00f3rio sobre seguran\u00e7a nuclear da Comiss\u00e3o de Meio Ambiente da C\u00e2mara dos Deputados, aprovado por unanimidade em 21 de mar\u00e7o deste ano. O grave acidente do C\u00e9sio-137 em Goi\u00e2nia em 1988 mostrou defici\u00eancias na \u00e1rea de seguran\u00e7a nuclear que persistem at\u00e9 hoje, conforme concluiu a C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>Enquanto o governo federal ainda insiste na discuss\u00e3o da expans\u00e3o do Programa Nuclear Brasileiro, principalmente com a constru\u00e7\u00e3o de Angra 3, o Greenpeace luta pelo abandono total dessa energia, que \u00e9 cara, perigosa, suja e gera um problema com o lixo nuclear que at\u00e9 hoje n\u00e3o tem solu\u00e7\u00e3o. Essa tecnologia obsoleta deve ser substitu\u00edda por fontes modernas de energias renov\u00e1veis, seguras e limpas, para as quais o pa\u00eds possui imenso potencial.<\/p>\n<h3>Leia as principais conclus\u00f5es do relat\u00f3rio:<\/h3>\n<ul>\n<li>A incid\u00eancia de c\u00e2ncer aumentou bruscamente em Belarus, Ucr\u00e2nia e R\u00fassia. Entre 1990 e 2000 houve um aumento de 40% em todos os c\u00e2nceres na Bielor\u00fassia e um aumento de 52% na regi\u00e3o de Gomel. Na Ucr\u00e2nia, houve um aumento de 12% e, na regi\u00e3o de Zhytomir, a morbidade aumentou quase tr\u00eas vezes. Na regi\u00e3o russa de Bryansk, a incid\u00eancia de c\u00e2ncer cresceu 2,7 vezes.<\/li>\n<li>Somente em Belarus, cerca de 7 mil c\u00e2nceres de tire\u00f3ide a mais foram identificados at\u00e9 2004. Um recente estudo mostrou que a doen\u00e7a em crian\u00e7as aumentou 88,5 vezes, em adolescentes, 12,9 vezes e, em adultos, 4,6 vezes. Estima-se que, em Belarus, entre 14 mil e 31,4 mil c\u00e2nceres adicionais de tire\u00f3ide aconte\u00e7am em 70 anos.<\/li>\n<li>Para a Ucr\u00e2nia, cerca de 24 mil c\u00e2nceres de tire\u00f3ide s\u00e3o esperados, dos quais 2.400 fatais.<\/li>\n<li>Esse aumento dram\u00e1tico de c\u00e2ncer de tire\u00f3ide n\u00e3o era esperado. Ap\u00f3s o acidente, aguardava-se apenas um pequeno aumento. Esses casos de c\u00e2ncer s\u00e3o extremamente agressivos. Com um pequeno per\u00edodo de lat\u00eancia e uma prolifera\u00e7\u00e3o para al\u00e9m da tire\u00f3ide em quase 50% dos pacientes, for\u00e7am cirurgi\u00f5es a conduzirem repetidas opera\u00e7\u00f5es para remover met\u00e1stases residuais.<\/li>\n<li>A leucemia come\u00e7ou a aumentar significativamente na maioria das popula\u00e7\u00f5es expostas cerca de 5 anos ap\u00f3s o acidente. Estima-se que a popula\u00e7\u00e3o de Belarus poder\u00e1 sofrer 2.800 casos adicionais de leucemia entre 1986 e 2056, sendo mais de 1.880 fatais.<\/li>\n<li>Foi observado um aumento significativo de c\u00e2nceres de intestino, reto, mama, ves\u00edcula biliar, rim, pulm\u00e3o e outros. Entre 1987 e 1999, cerca de 26 mil casos de c\u00e2ncer induzido por radia\u00e7\u00e3o foram registrados em Belarus, dos quais 18,7% de c\u00e2ncer de pele, 10,5% de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o e 9,5% de c\u00e2ncer de est\u00f4mago.<\/li>\n<li>Enfermidades nos sistemas de circula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea e linf\u00e1tica aumentaram na Ucr\u00e2nia, Bielor\u00fassia e R\u00fassia. Em Belarus, doen\u00e7as no sistema circulat\u00f3rio sang\u00fc\u00edneo aumentaram 5,5 vezes dez anos ap\u00f3s o acidente. Na Ucr\u00e2nia, doen\u00e7as sang\u00fc\u00edneas e circulat\u00f3rias sang\u00fc\u00edneas aumentaram por um fator de 10,8 a 15,4 entre aqueles que viviam em \u00e1reas contaminadas.<\/li>\n<li>Impactos da radia\u00e7\u00e3o no sistema reprodutivo: a acumula\u00e7\u00e3o de radionucl\u00eddeos no sangue feminino levou a um aumento na produ\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio masculino testosterona, causando a express\u00e3o de caracter\u00edsticas masculinas. De outro lado, a impot\u00eancia se tornou mais comum em homens de 15-30 anos que vivem em regi\u00f5es contaminadas pela radia\u00e7\u00e3o. Crian\u00e7as de territ\u00f3rios polu\u00eddos sofreram retardamento do desenvolvimento sexual. M\u00e3es sofreram de ocorr\u00eancia tardia e dist\u00farbios de menstrua\u00e7\u00e3o e problemas ginecol\u00f3gicos mais freq\u00fcentes, anemia durante e ap\u00f3s a gravidez, anomalias durante o trabalho de parto e parto prematuro.<\/li>\n<li>O acidente de Chernobyl destruiu sociedades inteiras em Belarus, Ucr\u00e2nia e R\u00fassia. Uma complexa intera\u00e7\u00e3o entre fatores provocou a realoca\u00e7\u00e3o de pessoas, perdas de territ\u00f3rios agr\u00edcolas e contamina\u00e7\u00e3o de alimentos, crise econ\u00f4mica, gastos de reparos, problemas pol\u00edticos, uma deficit\u00e1ria for\u00e7a de trabalho etc. Surgiu uma crise s\u00f3cio-econ\u00f4mica generalizada.<\/li>\n<\/ul>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Leia a \u00edntegra do relat\u00f3rio em ingl\u00eas:<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><a class=\"pdf\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/archive-brasil\/PageFiles\/5027\/healthreport.pdf\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><b>http:\/\/www.greenpeace.org.br\/nuclear\/pdf\/<\/b><\/a><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Leia o sum\u00e1rio-executivo do relat\u00f3rio em portugu\u00eas:<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><a class=\"pdf\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/archive-brasil\/PageFiles\/5027\/chernobyl_sumario_executivo.pdf\/\" target=\"blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><b>http:\/\/www.greenpeace.org.br\/nuclear\/pdf\/<\/b><\/a><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Leia o relat\u00f3rio da C\u00e2mara dos Deputados sobre seguran\u00e7a nuclear:<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><a class=\"zoom\" href=\"http:\/\/www2.camara.gov.br\/comissoes\/cmads\/cmads\/gruposdetrabalho\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><b>http:\/\/www2.camara.gov.br\/comissoes\/cmads\/<\/b><\/a><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Para o relat\u00f3rio do Forum sobre Chernobyl da IAEA Chernobyl Forum, acesse:<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><a class=\"pdf\" href=\"http:\/\/www.iaea.org\/Publications\/Booklets\/Chernobyl\/chernobyl.pdf\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><b>http:\/\/www.iaea.org\/Publications\/Booklets\/<\/b><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Leia mais: <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/o-legado-de-chernobyl\/\">O Legado de Chenobyl<\/a><\/b><\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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