{"id":44163,"date":"2022-12-09T09:48:06","date_gmt":"2022-12-09T12:48:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=44163"},"modified":"2025-07-02T04:23:48","modified_gmt":"2025-07-02T07:23:48","slug":"conheca-4-lideres-indigenas-inspiradores-na-cop15","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/conheca-4-lideres-indigenas-inspiradores-na-cop15\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a 4 l\u00edderes ind\u00edgenas inspiradores na COP15"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">L\u00edderes mundiais t\u00eam muito a aprender com os povos e comunidades tradicionais sobre como conviver em harmonia com a natureza, e esta \u00e9 a hora de faz\u00ea-lo<\/h4>\n<div data-render=\"planet4-blocks\/gallery\" data-attributes=\"{&quot;attributes&quot;:{&quot;multiple_image&quot;:&quot;44164&quot;,&quot;image_data&quot;:[{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/12\\\/ee5ddedd-gp0stpoc7_web_size.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:44164}],&quot;gallery_block_style&quot;:0,&quot;gallery_block_title&quot;:&quot;&quot;,&quot;gallery_block_description&quot;:&quot;&quot;,&quot;gallery_block_focus_points&quot;:&quot;&quot;,&quot;images&quot;:[{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/12\\\/ee5ddedd-gp0stpoc7_web_size.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/12\\\/ee5ddedd-gp0stpoc7_web_size.jpg 800w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/12\\\/ee5ddedd-gp0stpoc7_web_size-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/12\\\/ee5ddedd-gp0stpoc7_web_size-768x513.jpg 768w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2022\\\/12\\\/ee5ddedd-gp0stpoc7_web_size-510x340.jpg 510w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Ind\\u00edgena Munduruku mostra o fruto do urucuzeiro, de onde se tiram as sementes de urucum. O fruto \\u00e9 usado pelos ind\\u00edgenas em pinturas corporais e na medicina tradicional. O Urucum faz parte da biodiversidade brasileira, ocorrendo da Amaz\\u00f4nia at\\u00e9 parte do Centro-Oeste. &quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;\\u00a9 Valdemir Cunha \\\/ Greenpeace&quot;}]}}\"><\/div>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.cbd.int\/conferences\/2021-2022\">Confer\u00eancia sobre Diversidade Biol\u00f3gica (CBD\/COP15)<\/a> come\u00e7ou esta semana em Montreal, no Canad\u00e1, e os tomadores de decis\u00e3o de todo o mundo t\u00eam o desafio de chegar a um acordo sobre como proteger a biodiversidade global na pr\u00f3xima d\u00e9cada e no futuro. E, neste sentido, \u00e9 crucial ouvir o que os povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais t\u00eam a dizer, j\u00e1 que a perpetua\u00e7\u00e3o de seus modos de vida t\u00eam protegido mais florestas, rios e oceanos que muitos governantes.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), apesar de representarem menos de 5% da popula\u00e7\u00e3o mundial, os povos ind\u00edgenas conseguem proteger 80% da biodiversidade existente no mundo, apesar das cont\u00ednuas viola\u00e7\u00f5es de seus direitos e da criminaliza\u00e7\u00e3o de suas pr\u00e1ticas tradicionais. Sabe por qu\u00ea?<\/p>\n\n<p>Porque ao longo de anos, d\u00e9cadas e s\u00e9culos esses povos desenvolveram formas de conviver com a natureza e, ao passarem adiante este conhecimento, perpetuando seus modos de fazer e de viver, promovem pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis que mant\u00eam os ecossistemas sadios.<\/p>\n\n<p>Para ser eficaz, o novo <a href=\"https:\/\/www.cbd.int\/doc\/c\/abb5\/591f\/2e46096d3f0330b08ce87a45\/wg2020-03-03-en.pdf\">Quadro de Biodiversidade Global P\u00f3s-2020<\/a> deve abandonar os modelos colonialistas de conserva\u00e7\u00e3o, que fracassaram em muitos sentidos, e garantir a plena participa\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas e comunidades locais na gest\u00e3o dos ecossistemas e na tomada de decis\u00f5es.<\/p>\n\n<p>Para sustentar a biodiversidade e toda a vida na Terra, incluindo a nossa, \u00e9 essencial apoiar as comunidades que a protegem h\u00e1 mil\u00eanios. A COP15 pode criar os meios para que isso aconte\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Nos pr\u00f3ximos dias, diversas lideran\u00e7as ind\u00edgenas estar\u00e3o em Montreal para mostrar ao mundo a import\u00e2ncia de outras formas de exist\u00eancia e para expressar a necessidade de que estas formas e o direito \u00e0 terra destas pessoas sejam reconhecidos. Aqui, te apresentamos quatro dessas lideran\u00e7as inspiradoras:<\/p>\n\n<p><strong>Adrienne J\u00e9r\u00f4me, lideran\u00e7a da <\/strong><strong>Na\u00e7\u00e3o Anishnabe de Lac Simon<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e3a51ae1-2-1-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-44167\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e3a51ae1-2-1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e3a51ae1-2-1-300x300.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e3a51ae1-2-1-150x150.png 150w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e3a51ae1-2-1-768x768.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e3a51ae1-2-1-340x340.png 340w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e3a51ae1-2-1.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n<p>Adrienne Jerome \u00e9 a l\u00edder da Na\u00e7\u00e3o Anishnabe de Lac Simon, na atual prov\u00edncia de Quebec, no Canad\u00e1. Eleita em 2016, ela defende consistentemente o trabalho da Primeira Na\u00e7\u00e3o de Lac Simon para recuperar a popula\u00e7\u00e3o de caribus da floresta &#8211; que \u00e9 como s\u00e3o chamadas as renas na Am\u00e9rica do Norte &#8211; do territ\u00f3rio a um n\u00edvel saud\u00e1vel. A esp\u00e9cie \u00e9 essencial para as culturas e tradi\u00e7\u00f5es de Lac Simon e pode ser usada como indicadora da integridade da floresta boreal. Hoje, o caribu da floresta ainda est\u00e1 amea\u00e7ado por atividades industriais, principalmente extra\u00e7\u00e3o de madeira e minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>\u201cPor milhares de anos, nossas comunidades sobreviveram por causa do caribu. Hoje, temos uma d\u00edvida de gratid\u00e3o com esse animal e n\u00e3o h\u00e1 como deix\u00e1-lo desaparecer.\u201d<\/p>\n\n<p>A Na\u00e7\u00e3o Anishnabe est\u00e1 trabalhando ativamente para implementar medidas de prote\u00e7\u00e3o que combinem o conhecimento tradicional com a ci\u00eancia ocidental para proteger as principais \u00e1reas sens\u00edveis ou de interesse. Estas medidas tamb\u00e9m contribuem para a recupera\u00e7\u00e3o de outras esp\u00e9cies amea\u00e7adas ou vulner\u00e1veis, como o peixe esturj\u00e3o e o alce.<\/p>\n\n<p>\u201cEspero que a COP15 traga uma vis\u00e3o diferente da explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais para que a biodiversidade seja promovida e conservada. Uma vis\u00e3o mais hol\u00edstica e pr\u00f3xima da natureza, como preconizam as Primeiras Na\u00e7\u00f5es em seu modo de vida tradicional. A falta de respeito ao direito das comunidades ind\u00edgenas de proteger a natureza \u00e9 uma forma de racismo sist\u00eamico e ambiental. Isso deve mudar na COP15. \u00c9 hora de as vozes dos povos ind\u00edgenas serem ouvidas.&#8221;<\/p>\n\n<p><strong>Dinamam Tux\u00e1, Coordenador Executivo da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib)<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/ef428a1d-4-1-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-44168\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/ef428a1d-4-1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/ef428a1d-4-1-300x300.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/ef428a1d-4-1-150x150.png 150w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/ef428a1d-4-1-768x768.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/ef428a1d-4-1-340x340.png 340w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/ef428a1d-4-1.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n<p>Advogado e ativista ind\u00edgena do povo Tux\u00e1, que tradicionalmente habita a regi\u00e3o entre os estados de Pernambuco e Bahia, \u00e9 o atual coordenador geral da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib) e da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos e Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas do Nordeste, Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo (Apoinme).<\/p>\n\n<p>Dinamam participou de duas viagens \u00e0 Europa (nas iniciativas<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/brasil\/2020\/10\/4880341-guardioes-da-floresta-lancam-campanha-internacional-pela-amazonia.html\"> \u201cGuardi\u00f5es da Floresta\u201d<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/liderancas-indigenas-fazem-jornada-pela-europa-para-denunciar-violencias-contra-os-povos-originarios-no-brasil\/\">\u201cSangue Ind\u00edgena: Nem uma Gota Mais\u201d<\/a>), em 2018 e 2019, onde denunciou, juntamente com outras lideran\u00e7as ind\u00edgenas, as pol\u00edticas brasileiras que amea\u00e7am desapropriar os povos origin\u00e1rios de seus territ\u00f3rios, criminalizar sua luta, e favorecem a destrui\u00e7\u00e3o de suas matas nativas. Essas expedi\u00e7\u00f5es foram importantes para sensibilizar governos e mercados internacionais para que pressionassem o governo brasileiro, evitando que&nbsp; levasse adiante atrocidades socioambientais ainda maiores.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201c\u00c9 imposs\u00edvel falar em conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade sem falar em Terras Ind\u00edgenas. Globalmente, as \u00e1reas manejadas pelos povos ind\u00edgenas est\u00e3o entre as mais conservadas, embora n\u00f3s, povos ind\u00edgenas, representemos uma pequena parte da popula\u00e7\u00e3o. Apesar disso, continuamos fora do processo de tomada de decis\u00e3o e sem respeito aos direitos sobre nossos territ\u00f3rios. Esperamos que esta COP15 reconhe\u00e7a nossos direitos e crie mais espa\u00e7o para nossa participa\u00e7\u00e3o oficial.\u201d<\/p>\n\n<p><strong>Valentin Engobo, l\u00edderan\u00e7a da Vila de Lokolama, da Bacia do Congo<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/42f92808-6-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-44170\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/42f92808-6-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/42f92808-6-300x300.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/42f92808-6-150x150.png 150w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/42f92808-6-768x768.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/42f92808-6-340x340.png 340w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/42f92808-6.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n<p>L\u00edder da comunidade de Lokolama, na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC), Valentin Engobo \u00e9 presidente da <a href=\"https:\/\/sgp.undp.org\/spacial-itemid-projects-landing-page\/spacial-itemid-project-search-results\/spacial-itemid-project-detailpage.html?view=projectdetail&amp;id=29661\">Associa\u00e7\u00e3o de Camponeses Pigmeus de Lokolama (APPL)<\/a>, organiza\u00e7\u00e3o que criou em 2004 para enfrentar desafios relacionados a viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de sua comunidade.<\/p>\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de seus conhecimentos tradicionais combinados com a ci\u00eancia permitiu-lhes sensibilizar o mundo para a necessidade de proteger as turfeiras e conservar o ecossistema da regi\u00e3o, especialmente atrav\u00e9s da domestica\u00e7\u00e3o de plantas medicinais. Em 2016, a comunidade de Lokolama lan\u00e7ou um projeto florestal comunit\u00e1rio com o objetivo de garantir direitos territoriais ao estabelecer uma concess\u00e3o para manejo florestal sustent\u00e1vel na regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Um ano depois, em colabora\u00e7\u00e3o com o Greenpeace e uma equipe cient\u00edfica da Universidade de Leeds (Reino Unido), a comunidade destacou a descoberta em Lokolama do <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/africa\/en\/press\/1792\/scientists-confirm-presence-of-peatlands-in-the-democratic-republic-of-congo\/\">ponto de partida de um vasto complexo de turfeiras tropicais<\/a>, que se estende por partes da Rep\u00fablica do Congo. As turfas s\u00e3o solos riqu\u00edssimos em material org\u00e2nico, que funcionam como importantes sumidouros de carbono. Estima-se que a vasta turfeira identificada na Bacia do Congo armazena o equivalente a tr\u00eas anos de emiss\u00f5es globais.<\/p>\n\n<p>&#8220;Foi importante para mim e para meu povo celebrar esta descoberta, destacar o papel de nossa floresta na prote\u00e7\u00e3o do clima e chamar a aten\u00e7\u00e3o dos tomadores de decis\u00e3o para a import\u00e2ncia de nos considerarmos parceiros iguais no manejo florestal, bem como nossa contribui\u00e7\u00e3o para a prote\u00e7\u00e3o do clima global.\u201d<\/p>\n\n<p><strong>Orpha Novita Joshua, ind\u00edgena Namblong, de Papua Ocidental, Indon\u00e9sia<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/721cfd98-8-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-44171\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/721cfd98-8-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/721cfd98-8-300x300.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/721cfd98-8-150x150.png 150w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/721cfd98-8-768x768.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/721cfd98-8-340x340.png 340w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/721cfd98-8.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n<p>Orpha \u00e9 uma jovem ind\u00edgena Namblong do Vale Grime Nawa, em Papua Ocidental, na Indon\u00e9sia. Ela est\u00e1 participando da COP15 para representar sua comunidade e a Organiza\u00e7\u00e3o de Mulheres ind\u00edgenas Namblong (<em>Namblong Indigenous Women\u2019s Organization<\/em>), um grupo que trabalha para proteger o meio ambiente atrav\u00e9s da emancipa\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o das mulheres ind\u00edgenas.<\/p>\n\n<p>Orpha e sua comunidade lutam para salvar seu vale do desmatamento ilegal promovido pela produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de palma, em um lugar rico em biodiversidade, incluindo aves-do-para\u00edso, que s\u00e3o s\u00edmbolo da cultura ind\u00edgena em Papua. O local em disputa \u00e9 conhecido por ser um dos melhores locais de observa\u00e7\u00e3o de p\u00e1ssaros em Papua Ocidental. Em 2012, uma empresa obteve uma licen\u00e7a do governo indon\u00e9sio para desmatar mais de 16 mil hectares de floresta em territ\u00f3rio tradicional ind\u00edgena, sem seu consentimento livre, pr\u00e9vio e informado.<\/p>\n\n<p>\u201cO governo tamb\u00e9m concedeu \u00e0 empresa uma licen\u00e7a ambiental sem o nosso consentimento. As comunidades do Vale do Grime Nawa fizeram manifesta\u00e7\u00f5es pac\u00edficas para exigir que o governo revogue todas as licen\u00e7as da empresa, porque nunca abrimos m\u00e3o de nossos direitos \u00e0 terra. Mas, para nossa indigna\u00e7\u00e3o, a empresa foi em frente e come\u00e7ou a desmatar nossa floresta de qualquer maneira.\u201d<\/p>\n\n<p>Orpha est\u00e1 pedindo aos l\u00edderes mundiais que interrompam os investimentos ligados \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da natureza, que acaba com a biodiversidade e os meios de subsist\u00eancia dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n<p>\u201cQueremos ser capazes de administrar e desenvolver a terra de acordo com nossas necessidades e sustentar a floresta nativa e os animais que ela sustenta.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00edderes mundiais t\u00eam muito a aprender com os povos e comunidades tradicionais sobre como conviver em harmonia com a natureza, e esta \u00e9 a hora de faz\u00ea-lo<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":44168,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[26],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-44163","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-biodiversidade","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44163","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44163"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44163\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58541,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44163\/revisions\/58541"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44168"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44163"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44163"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44163"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=44163"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}