{"id":44188,"date":"2022-12-12T08:00:00","date_gmt":"2022-12-12T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=44188"},"modified":"2023-01-27T10:19:30","modified_gmt":"2023-01-27T13:19:30","slug":"estrada-ilegal-ameaca-povo-isolado-na-terra-indigena-yanomami","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/estrada-ilegal-ameaca-povo-isolado-na-terra-indigena-yanomami\/","title":{"rendered":"Estrada ilegal amea\u00e7a povo isolado na Terra Ind\u00edgena Yanomami"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Rodovia permite a entrada de m\u00e1quinas pesadas no territ\u00f3rio, aumentando em mais de dez vezes o potencial destrutivo do garimpo<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"474\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/28da6d7a-gp1t8s3e_web_size.jpg\" title=\"Foto de rio em meio a uma floresta\" alt=\"Foto de rio em meio a uma floresta\" class=\"wp-image-44201\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/28da6d7a-gp1t8s3e_web_size.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/28da6d7a-gp1t8s3e_web_size-300x178.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/28da6d7a-gp1t8s3e_web_size-768x455.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/28da6d7a-gp1t8s3e_web_size-510x302.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A estrada corre em paralelo ao rio Catrimani e est\u00e1 possibilitando o acesso de maquin\u00e1rio pesado ao interior do territ\u00f3rio ind\u00edgena.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Valentina Ricardo<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><em>\u201cN\u00f3s, Yanomami do Alto Catrimani I, informamos que chegaram tr\u00eas escavadeiras el\u00e9tricas aqui. Por isso, eu estou comunicando no r\u00e1dio. Quero divulga\u00e7\u00e3o imediatamente. N\u00f3s lideran\u00e7as estamos avisando voc\u00eas. N\u00f3s precisamos avisar a Pol\u00edcia Federal urgentemente e com a FUNAI para retirar os garimpeiros de l\u00e1. Se demorar, nossas casas v\u00e3o ser destru\u00eddas. As crian\u00e7as est\u00e3o com medo e fugindo. Por isso n\u00f3s, os pais deles, estamos preocupados. Porque eles n\u00e3o conhecem as escavadeiras que chegaram aqui no Alto Catrimani. A gente n\u00e3o sabia que elas chegavam at\u00e9 aqui na regi\u00e3o. Est\u00e3o precisando de voc\u00eas para voc\u00eas verem. Eu n\u00e3o estou enganando. Chegou at\u00e9 n\u00f3s do Alto Catrimani uma estrada de onde veio a retroescavadeira. Todos n\u00f3s estamos preocupados porque n\u00f3s n\u00e3o sab\u00edamos que chegaria aqui tr\u00eas escavadeiras. Os garimpeiros n\u00e3o foram convidados para vir, mas eles est\u00e3o aqui\u201d.<\/em><\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Transcri\u00e7\u00e3o de uma mensagem de r\u00e1dio enviada do interior da Terra Yanomami em 14 de novembro de 2022<\/em><\/p>\n\n<p><strong>Boa Vista (RR) &#8211;<\/strong> Uma estrada clandestina foi descoberta dentro da Terra Ind\u00edgena Yanomami, uma das \u00e1reas ind\u00edgenas mais agredidas do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>A estrada, que tem mais de 150 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, est\u00e1 abrindo espa\u00e7o para a entrada de maquin\u00e1rio pesado dentro do territ\u00f3rio<\/strong>, como escavadeiras hidr\u00e1ulicas &#8211; algo in\u00e9dito at\u00e9 agora, e que tem potencial de aumentar, entre dez e quinze vezes, o potencial destrutivo do garimpo ilegal realizado na regi\u00e3o. Al\u00e9m disso, a estrada amea\u00e7a um povo ind\u00edgena isolado, j\u00e1 que a rodovia passa a menos de 15 quil\u00f4metros de uma aldeia do povo Moxihat\u00ebt\u00eba, que vive em isolamento volunt\u00e1rio no territ\u00f3rio Yanomami.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A estrada foi descoberta recentemente pelos pr\u00f3prios Yanomami, que fizeram os primeiros relatos sobre ela no in\u00edcio de novembro. Eles tamb\u00e9m denunciaram que viram escavadeiras hidr\u00e1ulicas nos arredores da rodovia, algo incomum por ali. Sobrevoo realizado semana passada pelo Greenpeace Brasil confirmou a den\u00fancia e localizou quatro escavadeiras hidr\u00e1ulicas no entorno da estrada ilegal. A rodovia apareceu no monitoramento via sat\u00e9lite muito recentemente, a partir de agosto de 2022.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Aumento da destrui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n<p>A chegada de maquin\u00e1rio pesado no interior da Terra Ind\u00edgena Yanomami \u00e9 uma grande trag\u00e9dia, que torna ainda mais grave a crise humanit\u00e1ria vivida por aquele povo. Por ser uma regi\u00e3o remota e de dif\u00edcil acesso, o garimpo ilegal feito ali sempre dependeu muito mais de pequenos avi\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n<p>As m\u00e1quinas pesadas que hoje entram naquela \u00e1rea servem n\u00e3o s\u00f3 para potencializar a explora\u00e7\u00e3o de ouro e cassiterita, mas tamb\u00e9m facilitam a constru\u00e7\u00e3o de estruturas que facilitam o crime ambiental, como postos de abastecimento, acampamentos e outras estradas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Os povos Munduruku e Kayap\u00f3, no Par\u00e1, viveram essa experi\u00eancia: na \u00faltima d\u00e9cada,<strong> <\/strong>a entrada de m\u00e1quinas pesadas naquelas \u00e1reas, elevaram a destrui\u00e7\u00e3o provocada pelo garimpo a patamares inimagin\u00e1veis. Um estudo realizado pelo Greenpeace evidenciou que, entre 2016 e 2021, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/a-morte-dos-rios\/\">o garimpo ilegal destruiu pelo menos 700 quil\u00f4metros de rios dentro das Terras Ind\u00edgenas<\/a> Munduruku e Sai Cinza &#8211; um aumento de 2.000% na extens\u00e3o de rios destru\u00eddos dentro dos territ\u00f3rios.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e2a87d2b-isa_gp_jpg_camb-18-1024x683.jpg\" title=\"Imagem a\u00e9rea de garimpo\" alt=\"Imagem a\u00e9rea de garimpo \" class=\"wp-image-44191\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e2a87d2b-isa_gp_jpg_camb-18-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e2a87d2b-isa_gp_jpg_camb-18-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e2a87d2b-isa_gp_jpg_camb-18-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e2a87d2b-isa_gp_jpg_camb-18-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e2a87d2b-isa_gp_jpg_camb-18-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/e2a87d2b-isa_gp_jpg_camb-18-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sobrevoo realizado pelo Greenpeace encontrou quatro escavadeiras perto da nova estrada.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Valentina Ricardo<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Isolados em perigo<\/h2>\n\n<p>A estrada ilegal apresenta outro perigo: ela passa a menos de 15 quil\u00f4metros de uma aldeia do povo isolado Moxihat\u00ebt\u00ebma. Eles chegaram a ser dados como extintos nos anos 90 &#8211; mas em 1995 um relato da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) de que dois garimpeiros foram flechados por eles, mostrou que o grupo ainda vivia. <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/o-avistamento-dos-moxihatetea\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/o-avistamento-dos-moxihatetea\/\" target=\"_blank\">Em 2011, um sobrevoo da Frente de Prote\u00e7\u00e3o Etnoambiental Yanomami e Ye\u2019Kuana (FPEYY) <\/a>confirmou que o grupo ainda existia e mantinha sua disposi\u00e7\u00e3o de evitar qualquer contato com sociedades n\u00e3o-ind\u00edgenas. A partir dali, a Funai passou a monitorar este povo. Hoje, a maior amea\u00e7a aos Moxihat\u00ebt\u00ebma \u00e9 a proximidade com os garimpos ilegais.<\/p>\n\n<p>Monitoramento feito pelo Mapbiomas mostrou que, entre 2010 e 2020, as \u00e1reas de garimpo dentro de Terras Ind\u00edgenas cresceram 495%. As Terras Ind\u00edgenas que mais sofrem com esse problema s\u00e3o a TI Kayap\u00f3 (7602 ha) e TI Munduruku (1592 ha) e Yanomami (414 ha), que fica entre&nbsp; o Amazonas e Roraima<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/17d5c76f-isa_gp_jpg_-067-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44193\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/17d5c76f-isa_gp_jpg_-067-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/17d5c76f-isa_gp_jpg_-067-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/17d5c76f-isa_gp_jpg_-067-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/17d5c76f-isa_gp_jpg_-067-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/17d5c76f-isa_gp_jpg_-067-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/17d5c76f-isa_gp_jpg_-067-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A rec\u00e9m-descoberta estrada dentro do territ\u00f3rio Yanomami surpreendeu os ind\u00edgenas e assustou pesquisadores &#8211; seus impactos podem ser devastadores. Foto: Valentina Ricardo <\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A\u00e7\u00e3o urgente<\/h2>\n\n<p>\u201c\u00c9 inacredit\u00e1vel que tantos quil\u00f4metros de estrada sejam abertos dentro de uma terra ind\u00edgena, de forma clandestina, sob os olhos do Estado. Isso \u00e9 totalmente ilegal. <strong>Essa estrada serve para o avan\u00e7o de m\u00e1quinas pesadas, que destroem os solos, as \u00e1rvores e as vidas das pessoas.<\/strong> \u00c9 importante e urgente uma a\u00e7\u00e3o do estado brasileiro. E n\u00e3o pode ser uma opera\u00e7\u00e3o isolada, de a\u00e7\u00f5es pontuais. Tem que ser uma opera\u00e7\u00e3o permanente\u201d, disse a coordenadora-executiva da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib) e deputada federal eleita pelo PSOL, S\u00f4nia Guajajara.<\/p>\n\n<p>De acordo com o porta-voz da Campanha Amaz\u00f4nia do Greenpeace, Danicley de Aguiar,<strong> <\/strong>a abertura dessa estrada coloca o garimpo ilegal realizado dentro da Terra Ind\u00edgena Yanomami em \u201coutro patamar\u201d.<\/p>\n\n<p>\u201cAo viabilizar a entrada das escavadeiras hidr\u00e1ulicas, essa estrada potencializa o caos produzido pelo garimpo ilegal e aprofunda o desespero vivido pelos Yanomami. Impedir o avan\u00e7o do garimpo na TI Yanomami deve ser a prioridade n\u00famero um do pr\u00f3ximo governo; do contr\u00e1rio, assistiremos um ciclo de destrui\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o experimentado nesse ponto do pa\u00eds. \u00c9 fundamental expulsar os garimpeiros e viabilizar uma transi\u00e7\u00e3o do modelo econ\u00f4mico da regi\u00e3o; substituindo a economia da destrui\u00e7\u00e3o, por uma economia capaz de conviver com a floresta\u201d, disse o porta-voz.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"577\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/3600b4e0-operacao-ibama-alto-catrimani-2-577x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44192\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/3600b4e0-operacao-ibama-alto-catrimani-2-577x1024.jpeg 577w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/3600b4e0-operacao-ibama-alto-catrimani-2-169x300.jpeg 169w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/3600b4e0-operacao-ibama-alto-catrimani-2-191x340.jpeg 191w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/3600b4e0-operacao-ibama-alto-catrimani-2.jpeg 651w\" sizes=\"auto, (max-width: 577px) 100vw, 577px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O IBAMA j\u00e1 est\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do rio Catrimani &#8211; mas \u00e9 necess\u00e1ria uma a\u00e7\u00e3o mais permanente e integrada das for\u00e7as do Estado para expulsar os garimpeiros. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Ibama<\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O drama do garimpo<\/h2>\n\n<p>O garimpo ilegal causou uma verdadeira trag\u00e9dia humanit\u00e1ria dentro da Terra Ind\u00edgena Yanomami &#8211; uma situa\u00e7\u00e3o que segue ainda hoje sem solu\u00e7\u00e3o. Ainda que tenha sido demarcada h\u00e1 trinta anos, numa regi\u00e3o remota entre o Amazonas e Roraima, o poder p\u00fablico nunca foi capaz de garantir plenamente a defesa desse territ\u00f3rio e o usufruto exclusivo dos Yanomami. Vivem por ali cerca de 27,6 mil ind\u00edgenas, numa \u00e1rea de 9,6 milh\u00f5es de hectares &#8211; quase duas vezes o tamanho da Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n\n<p>A primeira invas\u00e3o garimpeira ocorreu no territ\u00f3rio na d\u00e9cada de 80, com efeitos catastr\u00f3ficos para aquele povo. Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que, entre 1987 e 1990, cerca de 14% dos Yanomami morreram por doen\u00e7as transmitidas pelos garimpeiros. Al\u00e9m disso, o garimpo causou destrui\u00e7\u00e3o do leito dos rios, contamina\u00e7\u00f5es por merc\u00fario e \u00f3leo diesel e uma s\u00e9rie de problemas sociais como viol\u00eancia desenfreada, desestrutura\u00e7\u00e3o de grupos sociais, explora\u00e7\u00e3o sexual infanto-juvenil e trabalhos precarizados.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pior momento<\/h2>\n\n<p>O relat\u00f3rio <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/acervo.socioambiental.org\/acervo\/documentos\/yanomami-sob-ataque-garimpo-ilegal-na-terra-indigena-yanomami-e-propostas-para\" target=\"_blank\"><em>\u201cYanomami sob ataque: garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Yanomami e propostas para combat\u00ea-lo\u201d<\/em><\/a>, lan\u00e7ado em abril de 2022, afirma que <strong>os <\/strong>\u00faltimos cinco anos s\u00e3o \u201co pior momento de invas\u00e3o desde que a TI foi demarcada e homologada, h\u00e1 trinta anos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Informa\u00e7\u00f5es mais recentes do Instituto Socioambiental (ISA) mostram que o garimpo j\u00e1 impactou mais de 44 mil hectares do interior da Terra Ind\u00edgena, fazendo com que seus efeitos indiretos &#8211; como aumento dos casos de mal\u00e1ria, a viol\u00eancia e contamina\u00e7\u00e3o dos rios &#8211; afetasse mais de 56% da popula\u00e7\u00e3o Yanomami.<\/p>\n\n<p>A Hutukara Associa\u00e7\u00e3o Yanomami afirma que existem hoje cerca de 20 mil garimpeiros dentro do territ\u00f3rio &#8211; uma verdadeira trag\u00e9dia humanit\u00e1ria e socioambiental. <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/pcc-amplia-atuacao-na-terra-indigena-yanomami\/\" target=\"_blank\">Em 2021, verificou-se que o Primeiro Comando da Capital, o PCC, uma das maiores fac\u00e7\u00f5es criminosas do Brasil, tamb\u00e9m estava presente no territ\u00f3rio Yanomami<\/a> explorando ouro, traficando drogas e armas; bem como amea\u00e7ando de maneira ainda mais s\u00e9ria a vida povos que vivem naquela regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Quer apoiar a luta dos povos ind\u00edgenas? Compartilhe nossos materiais: denuncie a crise vivida pelo povo Yanomami!<\/strong><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org.br\/marco-temporal-nao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Assine a peti\u00e7\u00e3o Marco Temporal N\u00e3o!<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/87fe1e0d-isa_gp_jpg_-054-1024x685.jpg\" title=\"Foto a\u00e9rea de rio na diagonal com estrada na parte esquerda\" alt=\"Foto a\u00e9rea de rio na diagonal com estrada na parte esquerda\" class=\"wp-image-44194\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/87fe1e0d-isa_gp_jpg_-054-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/87fe1e0d-isa_gp_jpg_-054-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/87fe1e0d-isa_gp_jpg_-054-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/87fe1e0d-isa_gp_jpg_-054-1536x1028.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/87fe1e0d-isa_gp_jpg_-054-2048x1371.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/87fe1e0d-isa_gp_jpg_-054-2041x1366.jpg 2041w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/12\/87fe1e0d-isa_gp_jpg_-054-508x340.jpg 508w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A estrada deve aprofundar a crise humanit\u00e1ria vivida pelos Yanomami hoje \u2013 por isso, retirar os garimpeiros daquele territ\u00f3rio \u00e9 fundamental. <div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Valentina Ricardo<\/div><\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rodovia permite a entrada de m\u00e1quinas pesadas no territ\u00f3rio, aumentando em mais de dez vezes o potencial destrutivo do garimpo<\/p>\n","protected":false},"author":90,"featured_media":44201,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[43],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-44188","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/90"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44188"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44757,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44188\/revisions\/44757"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44201"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44188"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=44188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}