{"id":44429,"date":"2023-01-05T08:20:19","date_gmt":"2023-01-05T11:20:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=44429"},"modified":"2025-07-02T04:23:43","modified_gmt":"2025-07-02T07:23:43","slug":"pelo-direitos-dos-povos-indigenas-todos-os-olhos-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/pelo-direitos-dos-povos-indigenas-todos-os-olhos-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Pelo direitos dos povos ind\u00edgenas, Todos os Olhos na Amaz\u00f4nia!"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Relembre a\u00e7\u00f5es do projeto que defendeu os territ\u00f3rios e costumes dos povos da floresta<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/dc081875-gp0stushd_web_size.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-37803\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/dc081875-gp0stushd_web_size.jpeg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/dc081875-gp0stushd_web_size-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/dc081875-gp0stushd_web_size-768x432.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/dc081875-gp0stushd_web_size-510x287.jpeg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O Asas da Emerg\u00eancia distribuiu, durante a pandemia de Covid-19, mais de 125 toneladas de insumos para aldeias e comunidades ind\u00edgenas de toda a Amaz\u00f4nia brasileira.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Valentina Ricardo \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Sabe-se hoje que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel defender a Amaz\u00f4nia sem defender os seus moradores e habitantes. Os povos origin\u00e1rios e popula\u00e7\u00f5es tradicionais, al\u00e9m de guardi\u00f5es de h\u00e1bitos e costumes milenares, s\u00e3o tamb\u00e9m grandes defensores das florestas &#8211; no Brasil, por exemplo, as Terras Ind\u00edgenas perderam apenas 1% de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa nos \u00faltimos 30 anos, estando entre os territ\u00f3rios mais protegidos e conservados do pa\u00eds.<\/p>\n\n<p>Zelar pela maior floresta tropical do planeta e pelos direitos de suas popula\u00e7\u00f5es foi o objetivo do programa <em>Todos os Olhos na Amaz\u00f4nia &#8211; TOA<\/em>, desenvolvido de 2018 a 2022 e que chegou ao fim recentemente. Por meio de um trabalho coletivo integrado, mais de trinta organiza\u00e7\u00f5es do Brasil, Peru e Equador realizaram atividades nas \u00e1reas de tecnologia, direitos humanos, transpar\u00eancia e conserva\u00e7\u00e3o da natureza..&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>No Brasil, o programa foi respons\u00e1vel pela realiza\u00e7\u00e3o de mais de 106 atividades que beneficiaram diretamente mais de 85 mil pessoas. O programa foi posto em pr\u00e1tica em nosso pa\u00eds por uma coaliz\u00e3o formada por Greenpeace, pela Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib), pelo Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi), pela Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia (Coiab) e pela Fase &#8211; Federa\u00e7\u00e3o de \u00d3rg\u00e3os para Assist\u00eancia Social e Educacional.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Que tal relembrar algumas das a\u00e7\u00f5es empreendidas por esse coletivo?<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/em-defesa-da-floresta-todos-os-olhos-na-amazonia\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/em-defesa-da-floresta-todos-os-olhos-na-amazonia\/\" target=\"_blank\">LEIA A PARTE 1 DA RETROSPECTIVA TODOS OS OLHOS NA AMAZ\u00d4NIA<\/a><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/3f9ebb31-assembleiamaranh\u00e3o_2602a0303-142-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15183\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/3f9ebb31-assembleiamaranh\u00e3o_2602a0303-142-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/3f9ebb31-assembleiamaranh\u00e3o_2602a0303-142-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/3f9ebb31-assembleiamaranh\u00e3o_2602a0303-142-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/3f9ebb31-assembleiamaranh\u00e3o_2602a0303-142-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/3f9ebb31-assembleiamaranh\u00e3o_2602a0303-142-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/3f9ebb31-assembleiamaranh\u00e3o_2602a0303-142-2046x1366.jpg 2046w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2020\/03\/3f9ebb31-assembleiamaranh\u00e3o_2602a0303-142-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O programa Todos os Olhos na Amaz\u00f4nia apoiou a luta das mulheres  do Maranh\u00e3o em defesa de seus territ\u00f3rios.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Guardi\u00f5es da Floresta<\/h2>\n\n<p>O Maranh\u00e3o \u00e9 um estado com um grave hist\u00f3rico de conflitos e viol\u00eancia no campo. De acordo com dados da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT), ocorreram por ali, em 2021, nove assassinatos relacionados a conflitos fundi\u00e1rios. Isso faz do Maranh\u00e3o o segundo estado mais perigoso para ativistas, atr\u00e1s apenas de Rond\u00f4nia.&nbsp;<\/p>\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/nota-de-pesar-pelo-assassinato-de-mais-um-guardiao-guajajara\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O assassinato de Paulo Paulino Guajajara, ocorrido em novembro de 2019<\/a>, escancarou para o mundo a transgres\u00e3o aos direitos ind\u00edgenas que existe ali. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/mais-um-guajajara-tomba-ate-quando\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zezico Rodrigues, outra lideran\u00e7a Guajajara, foi morto em mar\u00e7o de 2020<\/a>. Em agosto daquele mesmo ano,&nbsp; <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/mais-sangue-indigena-derramado-e-isso-e-inaceitavel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kwaxipuru Kaapor, de 32 anos, foi violentamente silenciado<\/a>. Todas essas mortes t\u00eam a ver com a defesa de territ\u00f3rios.<\/p>\n\n<p>&nbsp;Durante boa parte do tempo em que esteve vigente, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/estudo-mostra-que-os-indigenas-do-maranhao-nao-conseguem-acessar-a-justica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">o <em>Todos os Olhos<\/em> na Amaz\u00f4nia buscou endere\u00e7ar esse problema<\/a>. O programa trabalhou em parceria com diversas lideran\u00e7as ind\u00edgenas para aumentar a vigil\u00e2ncia dos territ\u00f3rios maranhenses. Os <em>Guardi\u00f5es da Floresta<\/em> &#8211; um grupo de volunt\u00e1rios que faz por conta pr\u00f3pria o monitoramento de seu territ\u00f3rio &#8211; receberam apoio e recursos. Um encontro dos <em>Guardi\u00f5es<\/em> reuniu 60 representantes de diversas terras ind\u00edgenas que puderam trocar ideias e experi\u00eancias.<\/p>\n\n<p>Foram realizados ainda, com este mesmo objetivo, um encontro de jovens comunicadores Gavi\u00e3o, Krikati e Guajajara, para que eles usassem \u00e1udio e v\u00eddeo para registrar seus modos de vida, denunciar crimes ambientais e fazer sua voz chegar a todos os cantos do mundo. Outros eventos apoiados pelo <em>Todos os Olhos na Amaz\u00f4nia<\/em> foram <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/tecendo-a-resistencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">o IV Encontro de Mulheres Ind\u00edgenas do Maranh\u00e3o<\/a> e uma assembleia da Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es e Articula\u00e7\u00f5es dos Povos Ind\u00edgenas do Maranh\u00e3o (Coapima).&nbsp;<\/p>\n\n<p>Estiveram conosco nessa caminhada, al\u00e9m dos povos j\u00e1 citados, os Kaapor, os Krikati, os Trememb\u00e9, os Aw\u00e1 Guaj\u00e1 e v\u00e1rios outros &#8211; todos em busca da promo\u00e7\u00e3o dos direitos e da defesa dos territ\u00f3rios origin\u00e1rios do Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<lite-youtube style=\"background-image: url('https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/c0d1JPlYMFM\/hqdefault.jpg');\" videoid=\"c0d1JPlYMFM\" params=\"rel=0\"><\/lite-youtube>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">A defesa dos territ\u00f3rios origin\u00e1rios do Maranh\u00e3o foi uma das frentes de trabalho priorit\u00e1rias do Todos os Olhos na Amaz\u00f4nia<\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Asas da Emerg\u00eancia<\/h2>\n\n<p>A pandemia de covid-19 pegou o mundo todo de surpresa &#8211; e a Amaz\u00f4nia, com suas longas dist\u00e2ncias e equipamentos m\u00e9dicos de ponta dispon\u00edveis apenas nas capitais, n\u00e3o foi exce\u00e7\u00e3o. Quando as pessoas come\u00e7aram a morrer com falta de oxig\u00eanio e o governo Bolsonaro falhou em prover \u00e0s popula\u00e7\u00f5es da Amaz\u00f4nia a assist\u00eancia m\u00e9dica necess\u00e1ria, o <em>Todos os Olhos na Amaz\u00f4nia<\/em> ofereceu uma solu\u00e7\u00e3o: <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/a-solidariedade-sobrevoou-a-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">a iniciativa <em>Asas da Emerg\u00eancia<\/em><\/a>.<\/p>\n\n<p>O <em>Asas da Emerg\u00eancia<\/em> foi um projeto ambicioso e emergencial, de car\u00e1ter humanit\u00e1rio, cujo objetivo era muito simples: salvar vidas dos povos ind\u00edgenas amaz\u00f4nicos, abandonados \u00e0 pr\u00f3pria sorte pelo poder p\u00fablico. Para isso, o Greenpeace ofereceu sua aeronave e um enorme conjunto de institui\u00e7\u00f5es, sob lideran\u00e7a da Coiab, fez as pontes necess\u00e1rias para alcan\u00e7ar aldeias e comunidades ind\u00edgenas nos lugares mais distantes.<\/p>\n\n<p>Ao longo de duas \u201ctemporadas\u201d (em 2020 e 2021, durante as duas ondas mais implac\u00e1veis e mort\u00edferas de covid-19) foram realizadas 126 viagens, que percorreram 191 mil quil\u00f4metros pela Amaz\u00f4nia brasileira e permitiram a doa\u00e7\u00e3o de 125 toneladas de insumos &#8211; m\u00e1scaras, luvas, sab\u00e3o, \u00e1lcool em gel, testes para covid, cestas b\u00e1sicas, concentradores e cilindros de oxig\u00eanio. Mais de 70 povos e pelo menos 160 mil ind\u00edgenas foram diretamente beneficiados pelas doa\u00e7\u00f5es articuladas pela Coiab.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em abril de 2021, o Asas realizou uma de suas maiores a\u00e7\u00f5es &#8211;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/oxigenio-para-o-alto-rio-negro\/\" target=\"_blank\"> a doa\u00e7\u00e3o de uma usina de oxig\u00eanio para o munic\u00edpio de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira<\/a>, na regi\u00e3o do Alto rio Negro. A usina, que tinha o objetivo de encerrar a demanda pelo transporte de cilindros de oxig\u00eanio, atende a uma \u00e1rea com mais de 100 mil pessoas e 23 povos ind\u00edgenas. Aquele lugar \u00e9 considerado por muitos a regi\u00e3o mais ind\u00edgena do Brasil.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Naquele mesmo m\u00eas, para chamar aten\u00e7\u00e3o para os mais de 400 mil mortos pela pandemia e para chamar as autoridades \u00e0 sua responsabilidade, uma a\u00e7\u00e3o foi feita no Encontro das \u00c1guas de Manaus (AM) &#8211; <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=akhIb9UdrCE\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">um mural com a mensagem \u201c400 mil vidas\u201d foi escrito com insumos m\u00e9dicos e alimentos<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=q0nUZkbnLNg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">que posteriormente foram doados a comunidades em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade da capital amazonense<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n<p><a href=\"http:\/\/coiabpainel.solved.eco.br\/uf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">At\u00e9 o final de 2021, a covid-19 havia atingido 158 povos na Amaz\u00f4nia<\/a>, que registrou mais de 48 mil casos e fez 1.615 v\u00edtimas ind\u00edgenas. Apesar de n\u00e3o ter evitado todas as mortes, o Asas com certeza foi um al\u00edvio durante um dos mais dram\u00e1ticos cap\u00edtulos da hist\u00f3ria recente dos povos amaz\u00f4nicos.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<lite-youtube style=\"background-image: url('https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/-bM_KIPqI1c\/hqdefault.jpg');\" videoid=\"-bM_KIPqI1c\" params=\"rel=0\"><\/lite-youtube>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">O Asas da Emerg\u00eancia beneficiou mais de 160 mil pessoas e 70 povos por toda a Amaz\u00f4nia durante a pandemia de covid-19<\/figcaption><\/figure>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"766\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/b67178e9-entrega-sgc-04-02-foto-greenpeace-8-1024x766.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-29898\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/b67178e9-entrega-sgc-04-02-foto-greenpeace-8-1024x766.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/b67178e9-entrega-sgc-04-02-foto-greenpeace-8-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/b67178e9-entrega-sgc-04-02-foto-greenpeace-8-768x575.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/b67178e9-entrega-sgc-04-02-foto-greenpeace-8-454x340.jpeg 454w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/03\/b67178e9-entrega-sgc-04-02-foto-greenpeace-8.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mais de 160 cilindros de ox\u00edg\u00eanio foram entregues durante a crise causada pelo coronav\u00edrus<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Greenpeace Brasil<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Monitoramento dos territ\u00f3rios<\/h2>\n\n<p>Um dos mais importantes trabalhos realizados pelo <em>Todos os Olhos na Amaz\u00f4nia<\/em> foi o monitoramento das terras ind\u00edgenas do norte do Brasil. Entender as din\u00e2micas de desmatamento desses territ\u00f3rios e saber quais s\u00e3o os fatores que amea\u00e7am a sobreviv\u00eancia dos povos origin\u00e1rios &#8211; e as florestas dentro dessas \u00e1reas &#8211; \u00e9 fundamental para cobrar a\u00e7\u00f5es das autoridades e levar para o mundo as causas da destrui\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para isso, as equipes envolvidas nesse trabalho fizeram an\u00e1lises de imagens de sat\u00e9lites, que permitiram acompanhar a devasta\u00e7\u00e3o causada pelo garimpo e por estradas. Ao mesmo tempo, um forte trabalho de base e conversas com as pessoas \u201cno ch\u00e3o\u201d &#8211; lideran\u00e7as ind\u00edgenas, ativistas, mobilizadores, comunicadores locais &#8211; permite acesso a outro tipo de informa\u00e7\u00e3o, como entrada de invasores nas terras, chegada de maquin\u00e1rios a \u00e1reas virgens ou a descoberta de um novo local de extra\u00e7\u00e3o de ouro.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Foi por meio deste trabalho, por exemplo, que <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-avanco-do-garimpo-dragas-e-empurradores-chegam-a-nova-area-de-exploracao-no-rio-madeira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">foram descobertos os \u201cpared\u00f5es\u201d de dragas de garimpo<\/a> que desceram o rio Madeira e assustaram o mundo em 2021. A Terra Ind\u00edgena Karipuna, em Rond\u00f4nia, foi monitorada continuamente, e foram essas an\u00e1lises que mostraram que <a href=\"https:\/\/cimi.org.br\/2021\/10\/carne-e-soja-pressionam-a-terra-indigena-karipuna\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">o desmatamento dentro dela cresceu 44%<\/a> entre 2020 e 2021.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em anos anteriores, <a href=\"https:\/\/cimi.org.br\/2019\/06\/forca-tarefa-amazonia-realiza-megaoperacao-contra-grilagem-e-roubo-de-madeira-na-terra-indigena-karipuna\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">opera\u00e7\u00f5es policiais como a SOS Karipuna ocorreram por conta das v\u00e1rias den\u00fancias feitas<\/a> pelo Greenpeace, pelo Cimi e pelas lideran\u00e7as daquele povo. Este trabalho de monitoramento mostrou tamb\u00e9m que o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/a-morte-dos-rios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">garimpo j\u00e1 destruiu mais de 600 quil\u00f4metros de rios dentro das Terras Ind\u00edgenas Munduruku e Sai Cinza<\/a> entre 2016 e 2021. Durante o horror que foi o governo Bolsonaro, foi fundamental saber e entender o que estava acontecendo dentro dos territ\u00f3rios &#8211; para proteg\u00ea-los e chamar aten\u00e7\u00e3o para a explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria que acontece indiscriminadamente no interior dessas \u00e1reas.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/3e02c974-gp1swly5_web_size.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35087\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/3e02c974-gp1swly5_web_size.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/3e02c974-gp1swly5_web_size-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/3e02c974-gp1swly5_web_size-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2021\/11\/3e02c974-gp1swly5_web_size-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cerca de 300 dragas de garimpo foram descobertas na cidade de Autazes em 2021. As imagens feitas na ocasi\u00e3o assustaram o mundo.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Bruno Kelly \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<lite-youtube style=\"background-image: url('https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/seuVPr3ZjrY\/hqdefault.jpg');\" videoid=\"seuVPr3ZjrY\" params=\"rel=0\"><\/lite-youtube>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Levantamento constatou a destrui\u00e7\u00e3o de mais de 600 quil\u00f4metros de rios dentro das Terras Ind\u00edgenas Munduruku e Sai Cinza, no Par\u00e1<\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Artivismo pela vida<\/h2>\n\n<p>Um grande <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/ouca-agora-cancao-pra-amazonia-um-manifesto-poetico-musical-em-defesa-da-maior-floresta-tropical-do-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">manifesto po\u00e9tico-art\u00edstico em prol da conserva\u00e7\u00e3o da maior floresta<\/a> tropical do planeta. Assim pode ser definida a <em>Can\u00e7\u00e3o pra Amaz\u00f4nia<\/em>, obra lan\u00e7ada pelo <em>TOA <\/em>em setembro de 2021. Escrita pelo cantor e compositor Nando Reis e pelo compositor Carlos Renn\u00f3, a m\u00fasica cita diversos problemas ambientais que ocorrem no bioma e que agravam a crise clim\u00e1tica \u2013 como o garimpo, a extra\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria de madeira, o ataque aos povos ind\u00edgenas e \u201cas boiadas\u201d do governo Bolsonaro.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Participaram da can\u00e7\u00e3o mais de 30 artistas, como Agnes Nunes, Anavit\u00f3ria, Arnaldo Antunes, Baco Exu do Blues, Caetano Veloso, C\u00e9u, Chico C\u00e9sar, Djuena Tikuna, Duda Beat, Gaby Amarantos, Gal Costa, Gilberto Gil, Iza, Nando Reis e Thaline Karaj\u00e1. A can\u00e7\u00e3o chegou a ter lan\u00e7amento internacional. O clipe oficial passou das 400 mil visualiza\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em outro front, o grafite foi a op\u00e7\u00e3o utilizada pelo grupo de volunt\u00e1rios do Greenpeace em Manaus (AM) que, em abril de 2022, inaugurou uma <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/voluntarios-e-artistas-homenageiam-liderancas-indigenas-com-mural-gigante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">obra que misturou ativismo, mem\u00f3ria e resist\u00eancia: um grafite de 23 metros de comprimento foi pintado<\/a> numa das vias mais movimentadas da capital amazonense. Com essa a\u00e7\u00e3o, o grupo buscou fortalecer a luta dos povos ind\u00edgenas pela demarca\u00e7\u00e3o de suas terras e homenagear a lideran\u00e7a Cl\u00e1udia Bar\u00e9 e a ativista Samela Sater\u00e9-Maw\u00e9. Por tr\u00e1s dessa mobiliza\u00e7\u00e3o estavam os artistas visuais Sarah Campelo, Cria e Kina Kokama.<\/p>\n\n<p>Outro investimento do <em>Todos os Olhos na Amaz\u00f4nia<\/em> no artivismo foi o apoio dado ao grupo <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bromcsoficial\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.instagram.com\/bromcsoficial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Br\u00f4 MCs<\/a>, o primeiro grupo de rap ind\u00edgena do Brasil. Na estrada h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, o conjunto gravou recentemente uma m\u00fasica e um videoclipe animado em refer\u00eancia \u00e0 campanha<a href=\"https:\/\/www.isoladosoudizimados.org\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.isoladosoudizimados.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> #IsoladosouDizimados<\/a>, desenvolvida pelo Observat\u00f3rio dos Direitos Humanos dos Povos Ind\u00edgenas Isolados e de Recente Contato (OPI). Tanto a m\u00fasica quanto a anima\u00e7\u00e3o tem previs\u00e3o de lan\u00e7amento para o in\u00edcio de 2023.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<lite-youtube style=\"background-image: url('https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/yE1PENHOpDQ\/hqdefault.jpg');\" videoid=\"yE1PENHOpDQ\" params=\"rel=0\"><\/lite-youtube>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">A Can\u00e7\u00e3o pra Amaz\u00f4nia reuniu mais de 30 artistas num manifesto contra a destrui\u00e7\u00e3o das florestas<\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Luta contra o Marco Temporal<\/h2>\n\n<p>O Marco Temporal \u00e9 uma tese jur\u00eddica que busca estabelecer uma data a partir de quando um territ\u00f3rio pode ser considerado uma Terra Ind\u00edgena &#8211; 5 de outubro de 1988, dia da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-que-e-o-marco-temporal-e-como-ele-ameaca-os-direitos-indigenas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Diversos juristas, lideran\u00e7as e ativistas consideram essa ideia inconstitucional<\/a>. Primeiro, porque a Carta Magna de 1988, em seu artigo 231, fala nos \u201cdireitos origin\u00e1rios\u201d dos povos ind\u00edgenas; ou seja, seus direitos s\u00e3o anteriores \u00e0 pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o do Brasil e n\u00e3o tem data para come\u00e7ar a valer ou expirar.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Segundo, porque a defini\u00e7\u00e3o de uma data sobre o usufruto de um territ\u00f3rio ind\u00edgena desconsidera todo o hist\u00f3rico de viol\u00eancias aos quais os povos ind\u00edgenas s\u00e3o submetidos desde 1500, como remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, genoc\u00eddios, epidemias e contamina\u00e7\u00f5es por doen\u00e7as, escraviza\u00e7\u00f5es e viol\u00eancias sexuais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Essa tese, no entanto, conta com apoio de parte poderosa do agroneg\u00f3cio, que conseguiu judicializar a quest\u00e3o e lev\u00e1-la ao Supremo Tribunal Federal (STF). A aprecia\u00e7\u00e3o dessa tese, que ocorre no \u00e2mbito do julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 1.017.365, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/adiar-o-julgamento-do-marco-temporal-e-aprofundar-as-ameacas-aos-povos-indigenas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">est\u00e1 suspensa desde junho de 2022<\/a>. Por enquanto, o placar \u00e9 de 1&#215;1: K\u00e1ssio Nunes votou a favor do Marco Temporal e Edson Facchin, o relator do caso, votou contra a tese.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Desde seu in\u00edcio, <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/marco-temporal-o-nome-elegante-do-genocidio\/\" target=\"_blank\">o <em>Todos os Olhos na Amaz\u00f4nia<\/em> se posicionou contra a ideia do Marco Temporal<\/a> &#8211; e apoiou todos os gestos do movimento ind\u00edgena que exp\u00f5em a inconstitucionalidade dessa ideia. Reuni\u00f5es, conversas e debates foram realizados com o objetivo de <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/top-6-principais-problemas-da-tese-do-marco-temporal\/\" target=\"_blank\">explicar o Marco Temporal e seus malef\u00edcios para os povos ind\u00edgenas<\/a>. Em 2021, os acampamentos <em><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5ynzku_WsIg&amp;t=3s\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5ynzku_WsIg&amp;t=3s\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Levante pela Terra<\/a><\/em> e <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/entre-tambores-e-maracas-a-lutapelavida-e-agora\/\" target=\"_blank\"><em>Luta pela Vida<\/em><\/a>, que ocorreram em Bras\u00edlia e entraram para a hist\u00f3ria do movimento ind\u00edgena, foram dedicados a acompanhar o julgamento e deixar muito clara a mensagem das lideran\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<lite-youtube style=\"background-image: url('https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/0bGU7PQgo8E\/hqdefault.jpg');\" videoid=\"0bGU7PQgo8E\" params=\"rel=0\"><\/lite-youtube>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">A luta contra o Marco Temporal \u00e9 uma das maiores batalhas enfrentadas hoje pelos povos ind\u00edgenas<\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"has-text-align-left wp-block-heading\">Escuta dos Povos<\/h2>\n\n<p>Porta-voz da Campanha Amaz\u00f4nia do Greenpeace Brasil, Danicley de Aguiar contou que, mesmo com todos os esfor\u00e7os empreendidos pelo programa, a destrui\u00e7\u00e3o das florestas continua acontecendo &#8211; assim como a luta e resist\u00eancia dos povos origin\u00e1rios e popula\u00e7\u00f5es tradicionais. \u201cO avan\u00e7o da Economia da Destrui\u00e7\u00e3o sobre as florestas comunais permanece. S\u00e3o mais de 100 milh\u00f5es de hectares por toda a Amaz\u00f4nia amea\u00e7ados. Conter a Economia da Destrui\u00e7\u00e3o e substitu\u00ed-la \u00e9 o nosso grande desafio pro futuro\u201d, disse o porta-voz.<\/p>\n\n<p>Danicley vai al\u00e9m: \u201cEnquanto sociedade, precisamos dialogar sobre a constru\u00e7\u00e3o de um novo modelo econ\u00f4mico, fundado na supera\u00e7\u00e3o do atual padr\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o e consumo. Entendo que a constru\u00e7\u00e3o desse modelo passa pela escuta dos povos &#8211; uma escuta honesta e respeitosa, que considere os saberes e fazeres da floresta.\u201d<\/p>\n\n<p>O porta-voz disse ainda que, mesmo com o fim do projeto, as institui\u00e7\u00f5es participantes da iniciativa v\u00e3o continuar alinhadas nas defesa das florestas e dos direitos dos povos ind\u00edgenas. \u201cO projeto acabou, mas o Greenpeace n\u00e3o vai abandonar essa luta. Vamos continuar apoiando os povos origin\u00e1rios, vamos continuar fazendo den\u00fancias e vamos continuar fortalecendo a resist\u00eancia dos povos\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Quer apoiar a luta dos direitos ind\u00edgenas em nosso Pa\u00eds?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\">Assine a peti\u00e7\u00e3o Marco Temporal N\u00e3o!<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/136f303c-gp1sx9ap_pressmedia-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36815\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/136f303c-gp1sx9ap_pressmedia-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/136f303c-gp1sx9ap_pressmedia-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/136f303c-gp1sx9ap_pressmedia-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/136f303c-gp1sx9ap_pressmedia-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/136f303c-gp1sx9ap_pressmedia-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2022\/04\/136f303c-gp1sx9ap_pressmedia-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A professora Cl\u00e1udia Bar\u00e9 foi uma das homenageadas num imenso mural em Manaus (AM) pintado por volunt\u00e1rios.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Larissa Martins \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relembre a\u00e7\u00f5es do projeto que defendeu os costumes e territ\u00f3rios dos povos da floresta<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":37803,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[43],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-44429","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44429","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44429"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44429\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58538,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44429\/revisions\/58538"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44429"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=44429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}